quarta-feira, 6 de julho de 2016

6 DE JULHO - ROBERT MCNAMARA

EFEMÉRIDE Robert Strange McNamara, empresário e político norte-americano, morreu em Washington no dia 6 de Julho de 2009. Nascera em São Francisco, em 9 de Junho de 1916. Foi secretário da Defesa dos Estados Unidos, de 1961 a 1968, durante as presidências de Kennedy e de Johnson, período em que teve um importante papel quanto ao envolvimento norte-americano na Guerra do Vietname. Depois de sair daquele cargo, foi presidente do Banco Mundial até 1981.
Antes de entrar na política, McNamara foi militar na Segunda Guerra Mundial e ajudou a Ford Motor Company a reerguer-se rapidamente depois do conflito, sendo seu presidente até ser nomeado secretário da Defesa.
McNamara era diplomado em Economia, Matemáticas e Filosofia pela Universidade de Berkeley. Prosseguiu, a partir de 1937, a sua formação em Técnicas de Gestão na Harvard Business School.
Participou na guerra contra os japoneses, sob as ordens do general LeMay. É considerado um dos iniciadores – em 1945 – do lançamento de bombas incendiárias sobre o Japão. Deixou o exército no ano seguinte, como tenente-coronel, tendo recebido a Legião do Mérito
Depois da passagem pela Ford, foi chamado por Kennedy para o governo dos Estados Unidos. Esteve ao lado do presidente durante a “crise dos mísseis” em Cuba (1962). Opôs-se a algumas chefias militares que desejavam aproveitar a supremacia nuclear norte-americana para atacar a URSS e defendeu a destruição mútua dos respectivos arsenais.
Durante a Guerra do Vietname, propôs a retirada progressiva de conselheiros americanos e o não envio de mais militares, tentando não aumentar a implicação dos Estados Unidos no conflito. Esta posição era contrária à do presidente Johnson, acabando por ser demitido em 1968 e nomeado presidente do Banco Mundial.
McNamara queria e estava determinado a ajudar a resolver os problemas existentes nos países em vias de desenvolvimento. Até 1981, conseguiu multiplicar por 12 os empréstimos feitos àqueles países. Deixou a presidência do Banco Mundial, quando do falecimento de sua esposa. 

terça-feira, 5 de julho de 2016

5 DE JULHO - DWIGHT DAVIS

EFEMÉRIDEDwight Filley Davis, jogador de ténis e político norte-americano, lembrado sobretudo por ter sido o criador da Taça Davis, nasceu em, St. Louis no dia 5 de Julho de 1879. Morreu em Washington, em 28 de Novembro de 1945. Estudou na Universidade de Harvard.
Em 1898, Dwight conquistou – juntamente com Holcombe Ward – o torneio nacional de pares. Neste mesmo ano, perderam a final dos US Championships, frente à dupla Leo Ware / George Sheldon. Sempre com Ward, conquistou três títulos consecutivos de pares nos US Championships, entre 1899 e 1901. Em singulares, o seu melhor resultado foi chegar à final dos US Championships em 1898, perdendo com Malcolm Whitman.
Em 1900, Davis idealizou a estrutura de uma competição internacional, denominada International Lawn Tennis Challenge, que logo seria denominada, em sua homenagem, Taça Davis. Para ela, doou uma taça em prata para ser entregue ao vencedor.
Foi membro da equipa norte-americana que venceu as duas primeiras edições da competição, em 1900 e 1902, sendo o capitão em 1902. O torneio consistia numa série de 5 partidas (4 individuais e 1 em pares), entre representantes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, disputadas em território americano.
Participou nos Jogos Olímpicos de 1904 como membro da equipa americana de ténis, não conquistando qualquer medalha.
Enveredou mais tarde pela vida política. Entre 1925 e 1929, foi secretário da Guerra dos Estados Unidos (hoje equivalente a secretário da Defesa), durante o governo de Calvin Coolidge. Foi depois nomeado governador-geral das Filipinas, cargo que exerceu até 1932.
Dwight Davis entrou para o International Tennis Hall of Fame em 1956.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

4 DE JULHO - FATIMA MOREIRA DE MELO

EFEMÉRIDEFatima Moreira de Melo, ex-jogadora de hóquei em campo holandesa, com três medalhas olímpicas e um título mundial, nasceu em Roterdão no dia 4 de Julho de 1978.
Filha de um diplomata português, estudou Direito na Universidade Erasmus de Roterdão. Estreou-se na Selecção Holandesa em 1997 contra a Alemanha, partida que a sua equipa venceu por 2 a 1. Desde então, alinhou em 257 partidas e marcou 35 golos pela selecção nacional.
Para além da sua carreira desportiva no hóquei, Fatima lançou um CD e apresentou um programa televisivo. Em 2005, posou também para a capa de uma revista.
Nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, ela e as suas companheiras de equipa levaram a selecção neerlandesa à conquista da Medalha de Bronze.
Nas Olimpíadas de 2004, em Atenas, conquistaram a Medalha de Prata. Em 2008, nos Jogos de Pequim, conquistaram finalmente a almejada Medalha de Ouro.
Fatima Moreira de Melo foi também Campeã do Mundo em 2006 e Vice-Campeã Mundial em 1998 e 2002. 

domingo, 3 de julho de 2016

3 DE JULHO - CHARLOTTE PERKINS GILMAN

EFEMÉRIDECharlotte Perkins Gilman, socióloga, conferencista e escritora norte-americana, nasceu em Hartford no dia 3 de Julho de 1860. Morreu em Pasadena, em 17 de Agosto de 1935. Grande romancista, também escreveu contos, poesias e ensaios.
Foi uma feminista antes do tempo, numa época em que as suas acções não condiziam ainda com as atitudes das mulheres. Serviu de modelo para futuras gerações feministas, em virtude dos seus conceitos não ortodoxos e do seu estilo de vida. O seu trabalho mais famoso é o conto semi-autobiográfico “O Papel de Parede Amarelo” (1892).
Tendo por origem uma família da burguesia intelectual da Nova Inglaterra, Charlotte e o irmão, ainda crianças, viram o pai abandonar o lar, deixando a família numa situação muito precária. A mãe não conseguia, sozinha, sustentar a casa, mas foi ajudada pela restante família. As tias Isabella (uma sufragista), Harriet Beecher Stowe (escritora, autora do romance “A Cabana do Pai Tomás”) e Katherine (conhecida por escrever obras sobre a educação das mulheres) estiveram muito presentes durante a infância dos sobrinhos.
Charlotte aprendeu a ler praticamente sozinha. A mãe recomendava aos dois filhos para não manterem laços muito afectuosos com as outras crianças e proibia-lhes a leitura de romances. Na sua autobiografia “A Vida de Charlotte Perkins Gilman”, a escritora conta que a mãe só os acarinhava e beijava quando julgava que eles já estavam a dormir.
Charlotte frequentou várias escolas públicas e seguiu alguns cursos por correspondência, por intermédio da Society to Encourage Studies at Home. A sua inteligência e cultura geral impressionavam os professores que, no entanto, estranhavam as suas notas muito baixas.
Em 1878, com 18 anos, ingressou na escola de design de Rhode Island graças ao apoio financeiro do pai, que retomara o contacto com ela. Dedicava-se sobretudo à feitura de cartões de visita artísticos e à pintura.
Em 1884, casou-se com Charles Walter Stetson. Desta união nasceu apenas imã filha, Katherine. Charlotte sofreu de uma depressão pós-parto. Foi esta parte da sua vida que a inspirou para escrever o conto “O Papel de Parede Amarelo”, que seria reeditado várias vezes e publicado em diversas antologias.
Em 1888, o casal separou-se, concretizando o divórcio em 1894. Charlotte mudou-se para Pasadena na Califórnia, Aderiu às lutas conduzidas por várias organizações feministas e reformadoras. Escrevia igualmente para o “Bulletin”, jornal publicado pela Pacific Coast Woman's Press Association.
Em 1894, enviou a filha para viver com o pai e a sua nova esposa (uma das melhores amigas de Charlotte). Escreveu então num seu diário: «A segunda mamã será tão boa como a primeira e Katherine fará a felicidade do casal».
Voltou para a costa Leste dos Estados Unidos, onde não ia há 8 anos. Procurou um primo, advogado em Wall Street, que não via há muito tempo. Passaram a estar muito tempo juntos e começaram uma relação amorosa, muitas vezes por carta. Casaram em 1900 e ficaram a viver em Nova Iorque. O marido morreu anos depois, subitamente, vítima de uma hemorragia cerebral. Charlotte regressou a Pasadena, onde habitava a filha.
Em 1932, foi-lhe diagnosticado um cancro incurável num seio. Partidária da eutanásia na fase terminal das doenças, suicidou-se em Agosto de 1935.
Para além da vasta obra literária que escreveu, Charlotte era convidada assiduamente para dar conferências. O seu nome está inscrito no National Women's Hall of Fame.

sábado, 2 de julho de 2016

SIMON & GARFUNKEL - "Sound of silence"


2 DE JULHO - RAY BROWN

EFEMÉRIDERay Brown, de seu nome completo Raymond Matthews Brown, contrabaixista norte-americano, um dos maiores da história do jazz, morreu em Indianapolis no dia 2 de Julho de 2002. Nascera em Pittsburgh, em 13 de Outubro de 1926.
Começou por aprender a tocar piano, mas optou depois pelo contrabaixo por o considerar mais fácil, acabando por aprender a tocar o instrumento de ouvido, sem o auxílio de professores.
Depois de se diplomar na universidade, decidiu tentar a sorte em Nova Iorque. Ingressou numa big band com Duke Ellington. Aos dezanove anos, conheceu um dos maiores trompetistas do jazz, Dizzy Gillespie, entrando na sua banda, ao lado de Charlie Parker e Bud Powell. Participou juntamente com Gillespie no filme “Jiving in Bebop”, em 1947. No ano seguinte, casou-se com a cantora Ella Fitzgerald, mas o matrimónio duraria apenas quatro anos. Ella e Ray adoptaram uma criança, Ray Brown Jr., que viria a ser pianista.
Durante os quatro anos de casamento, um trio que ele formara acompanhou Ella Fitzgerald em vários concertos. Posteriormente, de 1951 a 1966, Ray Brown participou no Oscar Peterson Trio, tendo viajado por quase todo o mundo e tocado ao lado de grandes nomes do jazz.
Após o fim do Oscar Peterson Trio, mudou-se para Los Angeles onde actuou como empresário de vários artistas e bandas, sem deixar todavia de tocar e gravar. Com o Ray Brown Trio, participou em vários concertos.
Durante a sua longa carreira, gravou cerca de 240 álbuns. Morreu enquanto dormitava, antes de um espectáculo em que ia actuar.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

1 DE JULHO - CARLOS DE OLIVEIRA

EFEMÉRIDECarlos Alberto Serra de Oliveira, escritor português, morreu em Lisboa no dia 1 de Julho de 1981. Nascera em Belém do Pará, no Brasil, em 10 de Agosto de 1921.
Filho de imigrantes portugueses, veio aos dois anos para Portugal. A família fixou-se em Cantanhede, mais precisamente na vila de Febres, onde o pai exercia medicina. Em 1933, mudou-se para Coimbra, onde permaneceu durante quinze anos, a fim de prosseguir os estudos. Em 1941, ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde estabeleceu amizade com os escritores Joaquim Namorado, João Cochofel e Fernando Namora. Em 1947, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, instalando-se definitivamente em Lisboa, no ano seguinte. Em 1949, casou-se com Ângela, uma jovem madeirense que conhecera nos bancos da faculdade, sua companheira e futura colaboradora permanente.
Data de 1942 o seu primeiro livro de poemas, intitulado “Turismo”, com ilustrações de Fernando Namora e integrado na colecção poética de 10 volumes do “Novo Cancioneiro”, iniciativa colectiva que, em Coimbra, assinalava o advento do movimento neo-realista.
Em 1937, já publicara em conjunto com Fernando Namora e Artur Varela, um pequeno livro de contos, “Cabeças de Barro”. Em 1943, publicou o seu primeiro romance, “Casa na Duna”, 2º volume da colecção dos “Novos Prosadores”. No ano seguinte, foi publicado o seu romance “Alcateia”, que viria a ser apreendido pelo regime do Estado Novo. Neste mesmo ano, publicou a segunda edição de “Casa na Duna”.
Em 1945, um novo livro de poesias, “Mãe Pobre”. Os anos seguintes foram, para Carlos de Oliveira, bem profícuos quanto à integração e afirmação no grupo que veiculava um novo humanismo, com a participação nas revistas “Seara Nova” e “Vértice”, além da colaboração no livro de Fernando Lopes Graça “Marchas, Danças e Canções”, uma antologia com vários poemas musicados pelo maestro.
Em 1953, publicou “Uma Abelha na Chuva”, um romance unanimemente reconhecido como uma das mais importantes obras da literatura portuguesa do século XX, Este livro foi integrado no programa da disciplina de Português no ensino secundário.
Em 1957, organizou – juntamente com José Gomes Ferreira – os “Contos Tradicionais Portugueses”, alguns deles posteriormente adaptados ao cinema pelo realizador João César Monteiro.
Em 1968, publicou dois novos livros de poesia, “Sobre o Lado Esquerdo” e “Micropaisagem”, e colaborou com o realizador Fernando Lopes na adaptação cinematográfica de “Uma Abelha na Chuva”. Em 1971, foi editado “O Aprendiz de Feiticeiro”, colectânea de crónicas e artigos, e “Entre Duas Memórias”, livro de poemas, que lhe vale o Prémio da Casa da Imprensa.
Em 1976, reuniu toda a sua poesia em dois volumes, sob o título de “Trabalho Poético”, juntando aos seus poemas anteriores, os inéditos reunidos em “Pastoral”, publicado autonomamente no ano seguinte.
O seu último romance, “Finisterra” (1978), proporcionou-lhe o Prémio Cidade de Lisboa (1979).

quinta-feira, 30 de junho de 2016

30 DE JUNHO - VINCENT D'ONOFRIO

EFEMÉRIDEVincent Phillip D'Onofrio, actor norte-americano, nasceu em Brooklyn no dia 30 de Junho de 1959.
De origem italiana, tem a reputação de ser um actor versátil (sendo por isso conhecido como O Camaleão), o que pode ser comprovado pela variedade de papéis que já desempenhou na sua carreira e que incluem um padre, um ex-actor porno e bissexual, um serial-killer, um sequestrador, um alienígena espacial, um líder radical dos anos 1960, um detective, um escritor, etc.
Estudou no Actors Studio e no American Stanislavski Theatre. Estreou-se na Broadway em 1984, com a peça “Open Admissions”. No cinema, tornou-se conhecido a partir da sua actuação em “Nascido para matar”, filme realizado por Stanley Kubrick. Para viver o personagem deste filme, D'Onofrio engordou mais de 30 quilos.
Foi nomeado para os Independent Spirit Awards na categoria de Melhor Actor, pelo seu papel em “Um anjo de mulher” (1993), e para os MTV Movie Awards na categoria de Melhor Vilão, pela sua actuação em “A Cela” (2000). Protagonizou a série “Law & Order: Criminal Intent”, fazendo o papel de detective (2001).
Desde 2015, integra a série “Daredevil” produzida pelos Marvel Studios para o Netflix.
Foi casado com Greta Scacch, de 1989 a 1993, tendo um filho. Tornou a casar-se, em 1997, com Carin van der Donk, divorciando-se em 2003. Reconciliaram-se posteriormente, tendo tido dois filhos.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

29 DE JUNHO - STOKELY CARMICHAEL

EFEMÉRIDEStokely Standiford Churchill Carmichael, activista negro do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos nas décadas 1960/70, nasceu em Port of Spain no dia 29 de Junho de 1941. Morreu em Conacri, em 15 de Novembro de 1998.
Nascido na república de Trindade e Tobago, a sua família mudou-se para o bairro Bronx, em Nova Iorque, quando ele tinha onze anos. Tomou então contacto com a realidade da vida e dos direitos dos negros nas escolas secundárias. Frequentou depois a Universidade de Howard.
Tornou-se proeminente na vida política e social norte-americana, como líder do SNCC, movimento estudantil que pugnava pela não-violência na luta contra o racismo e pela igualdade de direitos. Foi detido e esteve preso inúmeras vezes. Mais tarde (1968), foi “primeiro-ministro honorário” dos Panteras Negras, partido político formado por negros actuantes e combativos contra a discriminação racial.
Inicialmente, foi um integralista, dedicando-se à criação de um sistema de vida americano, que fosse capaz de integrar brancos e negros numa mesma sociedade de cidadãos iguais perante a lei e com oportunidades iguais, na mesma linha ideológica de Martin Luther King. Depois, passou a fazer parte de movimentos nacionalistas negros e pan/africanos.
Em 1967, deixou a direcção do SNCC e tornou-se um grande crítico da Guerra do Vietname, num período em que fez várias viagens e palestras pelo mundo, aprimorando os seus conhecimentos e visitando países insubmissos aos EUA, como a República Popular da China, Cuba, Vietname do Norte e Guiné.
Em 1969, começou a distanciar-se das ideias radicais dos Panteras Negras e, com a sua mulher, a cantora sul-africana Miriam Makeba, foi viver para a Guiné, onde se tornou assessor do presidente Sékou Touré.
Nos anos 1970, continuou com as suas viagens, escrevendo e discursando em apoio de movimentos mundiais de esquerda e escreveu o livro “Stokely Speaks: Black Power Back to Pan-Africanism”, onde expôs uma explícita visão socialista do mundo, que o acompanharia pelo resto da vida.
Em 1978, decidiu ficar definitivamente na Guiné e mudou o seu nome para Kwame Ture, em homenagem aos líderes africanos Kwame Nkrumah e Sékou Touré. Vítima de cancro na próstata, morreu na Guiné-Conacri aos 57 anos de idade.

terça-feira, 28 de junho de 2016

28 DE JUNHO - GIOVANNI DELLA CASA


EFEMÉRIDEGiovanni della Casa, clérigo e literato italiano da Renascença, nasceu em Mugello no dia 28 de Junho de 1503. Morreu em Roma, em 14 de Novembro de 1556.
Estudou em Bolonha e Florença, sob a orientação de Ubaldino Bandinelli e de Lodovico Beccadelli. Foi depois para Pádua, iniciando – por volta de 1532 – a sua carreira eclesiástica em Roma. Pelo seu brilhantismo, ganhou a protecção de Alexandre Farnèse.
 O papa Paulo III nomeou-o núncio para Florença e depois para Nápoles, onde fez sucesso como orador. Foi elevado ao arcebispado de Benevento em 1544 e foi seguidamente núncio apostólico na república de Veneza.
Giovanni della Casa era conhecido pela sua vida mundana. Em Veneza, encontrou o lugar ideal para as suas aspirações. O seu palazzetto sobre o Grande Canal tornou-se um local de encontro para a nobreza veneziana, artistas, poetas e letrados. Foi em Veneza que redigiu muitos dos seus poemas e tratados.
Caiu em desgraça depois da morte do seu protector Alexandre Farnèse e da eleição do papa Júlio III. Retirou-se em Nervesa, onde continuou a escrever. Alguns escritos licenciosos da juventude tinham-lhe barrado a via cardinalícia.
A sua obra poética liderou uma reacção ao modelo de Petrarca, introduzindo um novo senso de nervosidade e majestade, embora com menor suavidade e elegância. A sua prosa granjeou-lhe fama em vida, que perdurou para além da morte.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

27 DE JUNHO - IVAN VAZOV

EFEMÉRIDE Ivan Minchov Vazov, escritor búlgaro, nasceu em Sopot no dia 27 de Junho de 1850. Morreu em Sófia, em 22 de Setembro de 1921. É considerado como uma personalidade eminente da História da Bulgária e o “patriarca da Literatura Búlgara”.
Fez os seus estudos em Sopot, Kalofer e Plovdiv, tendo estudado igualmente na Roménia (1870). Pertenceu à Academia de Ciências da Bulgária.
Escreveu a sua primeira poesia” (“Luta”) em 1870. Em 1876, publicou a colecção de poemas “Pryaporetz e Gusla”.
A+pesar de ser conhecido sobretudo pela sua actividade literária, foi também uma figura activa na política do seu país, nos fins do século XIX. A Bulgária estava ocupada pelos otomanos desde 1396. Em 1875, Vazov participou – em Sopot – em acções do comité revolucionário local.
Emigrou para a Roménia em 1876, instalando-se em Bucareste onde se tornou membro da Sociedade Central de Beneficência Búlgara.
No seguimento da guerra russo/turca de libertação (1877/78), Ivan Vazov regressou à Bulgária, ao lado das tropas russas.
Em Maio de 1879, foi nomeado presidente do tribunal civil de primeira instância de Berkovica. A partir de 1880, passou a dedicar-se a actividades culturais e políticas em Plovdiv. Participou, juntamente com o escritor Konstantin Veličkov, na redacção do jornal “A Voz do Povo”, que foi publicado até 1885. Ainda em 1880, Vazov foi eleito deputado da Assembleia Regional, que presidiu em 1884/85.
Russófilo convicto, decidiu deixar o país depois de um golpe militar em 1886, indo instalar-se em Odessa durante dois anos.
No Verão de 1889, voltou a Sófia com a ideia de se dedicar essencialmente à actividade literária. Em 1894, ingressou no Partido do Povo, que fora recentemente formado. Foi eleito deputado em 1894 e 1896. Em 1897/99, foi ministro da Educação. Abandonou depois, em definitivo, a vida política, para se dedicar exclusivamente à literatura até ao fim dos seus dias.
Como escritor, deixou uma imensa herança, que teve largas repercussões no desenvolvimento da literatura búlgara. Deixou uma extensa obra em poesia e prosa. Os seus temas recorrentes eram a beleza natural da Bulgária e o patriotismo do seu povo face ao ocupante turco. 
A casa onde nasceu foi transformada em museu e, numa praça vizinha, encontra-se uma estátua com a sua efígie.

domingo, 26 de junho de 2016

26 DE JUNHO - FILIPE FERRER

EFEMÉRIDEFilipe Ferrer, de seu verdadeiro nome Luís Filipe Martins Lopes do Rosário, actor e encenador português, morreu em Lisboa no dia 26 de Junho de 2007. Nascera em Faro, em 25 de Agosto de 1936.  
Estudou no liceu da capital algarvia e no Colégio de Santo Tirso, onde iniciou a sua carreira artística aos 13 anos, tendo aí estudado declamação e teatro. Mais tarde, viajou para Brasil, Paris e Londres.
De regresso a Portugal a partir da década de 1980, participou em mais de 60 filmes para cinema, nomeadamente “Camarate” e “A Bomba” (ambos de 2001); entrou em 15 telenovelas e séries de televisão, como por exemplo “Casino Royal”, “Médico de Família”, “Repórter X” (1987), “Querido Lilás” (1987) ou “Bocage” (2006).
Realizou filmes publicitários e reportagens para a RTP; fez pelo menos 14 peças de teatro para palco e para televisão, salientando-se “As Pestanas de Greta Garbo”, um “one-man-show” original «sobre a história secreta de alguns rapazes e raparigas» da sua geração, «nascidos em Portugal, em meados dos anos 1930».
Foi director de vários grupos amadores de teatro e actuou em companhias tão distintas como a Companhia Nacional de Teatro, o Teatro do Nosso Tempo e a Casa da Comédia.
Faleceu no Hospital Curry Cabral aos 70 anos de idade, vítima de doença prolongada, numa altura em que planeava regressar em definitivo à sua terra natal.

sábado, 25 de junho de 2016

25 DE JUNHO - YANN MARTEL

EFEMÉRIDEYann Martel, escritor canadiano, nasceu em Salamanca, Espanha, no dia 25 de Junho de 1963. É famoso sobretudo por ser o autor do livro “A vida de Pi”, cuja versão original inglesa ganhou o Man Booker Prize for Fiction.
O pai encontrava-se em Salamanca a fazer um doutoramento, quando Yann nasceu. Tornou-se depois professor e diplomata, o que levou a família a viver em França, na Costa Rica, no México, no Alasca e no Canadá.
Em 1981, Yann Martel obteve o bacharelato no Trinity College School em Port Hope (Ontário). Estudou depois Filosofia na Universidade de Trent em Peterborough.
Viajou muito, com estadias mais longas no Irão, na Turquia e na Índia. Iniciou a sua carreira literária aos 29 anos. Publicou o seu primeiro livro em 1993 (“Seven Stories”). Os países por onde viajou influenciaram a sua escrita e deram-lhe o material necessário para redigir “A Vida de Pi” (2001).
A partir de Setembro de 2003, na qualidade de “convidado da biblioteca pública”, passou um ano em Saskatoon, onde continuou depois a residir. 
A sua obra mais conhecida, “A Vida de Pi”, foi adaptada ao cinema pelo realizador Ang Lee, num filme que foi visto em salas do mundo inteiro a partir do final de 2012.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

24 DE JUNHO - NATASJA SAAD

EFEMÉRIDENatasja Saad, cantora de reggae dinamarquesa, morreu em Spanish Town, na Jamaica, em 24 de Junho de 2007. Nascera em Copenhaga no dia 31 de Outubro de 1974. Alcançou fama mundial com um remix da música “Calabria”, gravado seis meses antes da sua morte e que ficou muito tempo no Top do Billboard Hot Dance Airplay.
Filha de uma fotógrafa dinamarquesa e de pai sudanês, começou a cantar e a actuar como DJ aos 13 anos, em Copenhaga, onde se apresentou ao vivo com Miss Mukupa e McEmzee, na banda No Name Requested. Durante esse período, também actuou com Queen Latifah, ganhando grande popularidade na Jamaica.
Faleceu num acidente de automóvel em Spanish Town, Saint Catherine – Jamaica. Outros dois passageiros ficaram gravemente feridos e uma amiga de Natasja, Karen Mukupa, também cantora, sofreu apenas algumas escoriações. Ela e as outras pessoas feridas foram levadas para o Hospital Espanhol, onde foi registado o óbito de Natasja.
O seu desaparecimento foi considerado uma grande perda para a música dinamarquesa e para o mundo do entretenimento, não só pela sua personalidade, mas também porque Natasja estava justamente a atingir o auge da carreira.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

23 DE JUNHO - ZARAH LEANDER

EFEMÉRIDEZarah Leander, de seu verdadeiro nome Sara Stina Hedberg, actriz e cantora sueca, morreu em Estocolmo no dia 23 de Junho de 1981, vítima de derrame cerebral. Nascera em Karlstad, em 15 de Março de 1907.
Estudou piano e canto, tendo actuado em público – como pianista – com apenas seis anos de idade. Em 1922, terminou os seus estudos e trabalhou como secretária. Em 1926, casou-se com Nils Leander, de quem teve dois filhos.
Em 1929, decidiu dedicar-se à vida artística, apresentando-se como cantora e actriz. No mesmo ano, gravou o seu primeiro disco. Divorciada de Nils Leander, casou-se em 1934 com o jornalista Vidar Forsell, que adoptou os seus dois filhos. Pouco tempo depois, também se separaram.
O ano de 1930 marcou o início da sua carreira cinematográfica, com a participação no filme “Dantes Mysterier”. Após este êxito, foi convidada para participar na “Opereta de Benatzky”, em Viena. Em 1931, protagonizou – em Estocolmo – “A Viúva Alegre”. Apesar da situação política do momento, optou por fazer a sua carreira na Europa.
Em Viena, filmou ainda “Premiere”. Ingressou depois na produtora Universum Film AG (UFA) em Berlim, onde – entre 1937 e 1943 – protagonizou personagens de “mulher sensual e fatal”. O seu êxito entre o público germanófilo levou a que se tornasse na grande estrela cinematográfica da Alemanha nazi. Zarah, no entanto, sempre afirmou «tudo ignorar sobre política» e recusou mesmo integrar manifestações oficiais do regime. Recusou igualmente a cidadania alemã.
A sua voz melosa e grave, aliada à sua inegável beleza, converteu-a na diva preferida dos alemães e do regime. Substituiu no imaginário popular figuras como Marlene Dietrich ou Greta Garbo, que tinham emigrado para os Estados Unidos.
Zarah Leander e Marika Rökk foram os ícones femininos do cinema alemão daquele tempo. Em 1943, as dificuldades económicas da UFA e o começo dos bombardeamentos de Berlim obrigaram-na a regressar à Suécia, onde continuou a sua carreira profissional. Fez também filmes para televisão e espectáculos musicais. Deu igualmente concertos, incluindo na Alemanha e na Áustria. Contudo, nunca recuperou o êxito dos seus anos gloriosos na Alemanha. Em 1956, casou-se com o pianista Arne Huelphers.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...