sábado, 3 de setembro de 2016

3 DE SETEMBRO - FRANCISCO ACUÑA DE FIGUEROA

EFEMÉRIDEFrancisco Esteban Acuña de Figueroa, escritor uruguaio, nasceu em Montevideu no dia 3 de Setembro de 1791. Morreu na mesma cidade em 6 de Outubro de 1862.
Fez os seus primeiros estudos no Convento de San Bernardino, terminando-os em Buenos Aires no Real Colegio de San Carlos, de onde voltou em 1810.
Com 25 anos de idade, exilou-se no Brasil, onde desempenhou funções diplomáticas para Espanha.
Regressou a Montevideu em 1818, depois da queda de José Artigas. Além da sua vida literária, ocupou os cargos de tesoureiro do estado, membro da Comisión de censura de las obras teatrales (1846) e director da Biblioteca e do Museu público (1840/47).
É autor dos hinos nacionais do Uruguai e do Paraguai. Deixou uma extensa obra literária, recompilada por ele mesmo em 1848 e publicada postumamente em 1890, em 12 volumes, sob o título de “Obras Completas”.
Uma antologia dos seus poemas foi publicada em 1965, na colecção de Clássicos Uruguaios da Biblioteca Artigas.
Apesar de ser autor do hino do Uruguai, Francisco Acuña de Figueroa não defendia a causa da independência, sendo fiel à soberania espanhola.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

2 DE SETEMBRO - DEE LAMPTON

EFEMÉRIDEDee Lampton, actor norte-americano da era do cinema mudo, morreu em Nova Iorque no dia 2 de Setembro de 1919. Nascera em Fort Worth, no Texas, em 6 de Outubro de 1898.
Entre 1915 e 1919, protagonizou cinquenta e dois filmes, sendo um actor recorrente do realizador Hal Roach, também ele actor e ainda produtor.
Entre os seus melhores filmes, salientam-se “Skinny's Love Tangle”, “Skinny's False Alarm” e “Schemer Skinny's Scandal”, os três de 1917.
Extremamente corpulento (pesava 136 kg), Dee Lampton faleceu com apenas 20 anos, vítima de uma crise de apendicite.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

1 DE SETEMBRO - ELEANOR HIBBERT

EFEMÉRIDEEleanor Alice Burford Hibbert, escritora britânica, nasceu em Kensington no dia 1 de Setembro de 1906. Morreu no mar, algures entre a Grécia e o Egipto, em 18 de Janeiro de 1993.
Foi uma das escritoras mais prolíficas, mesmo a nível mundial, tendo escrito mais de 200 romances históricos. Muitas das suas obras eram assinadas com pseudónimos (Jean Plaidy, Elbur Ford, Kathleen Kellow, Ellalice Tate, Anna Percival, Victoria Holt ou Philippa Carr), que ela escolhia segundo os temas tratados. Até à data da sua morte já tinham sido vendidos 14 milhões de exemplares dos seus livros.
Uma das suas obras mais conhecidas é a “Saga Plantageneta”, de ficção histórica, em que – em 14 volumes – aborda a formação dos reinos da Inglaterra e da França, através da vida de uma das mais poderosas famílias da Idade Média: os Plantagenetas.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

31 DE AGOSTO - GEORGE EYSER

EFEMÉRIDE George Eyser, ginasta alemão naturalizado norte-americano em 1894, nasceu em Schwedeneck no dia 31 de Agosto de 1871. Morreu em 6 de Março de 1918, em local desconhecido.
Nascido na Alemanha, emigrou para os Estados Unidos ainda adolescente, tendo morado nas cidades de Denver e Colorado, antes de se radicar em St Louis. Nesta última cidade, começou a trabalhar numa empresa de construção e ingressou no ginásio norte-americano Concordia Turnverein para disputar os Jogos Olímpicos de 1904 que se realizavam em St Louis.
Conquistou nada menos de 6 medalhas: 1 de bronze em barra fixa; 2 de prata em cavalo com arções e em exercícios combinados (4 provas); e 3 de ouro em saltos, barras paralelas e escalada (subida de corda).
Falta dizer que George Eyser é o único ginasta no mundo que subiu ao pódio olímpico com uma perna de pau, visto ter perdido a perna esquerda quando foi vítima de atropelamento por um comboio, no final do século XIX.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

30 DE AGOSTO - ISAURINHA GARCIA

EFEMÉRIDEIsaura Garcia, mais conhecida por Isaurinha Garcia, uma das maiores cantoras de música popular brasileira, morreu em São Paulo no dia 30 de Agosto de 1993. Nascera na mesma cidade em 26 de Fevereiro de 1923.
Com mais de cinquenta anos de carreira, foi considerada a Edith Piaf brasileira. Gravou mais de trezentas canções. Entre os seus maiores sucessos, está a música “Mensagem”.
Foi casada com Walter Wanderley, organista de muito sucesso, que renovou a bossa nova com o seu talento e é tocado em mais de cem países.
Enquanto a fama não chegou, costumava cantar no quintal, enquanto ajudava a mãe a lavar roupa, e num bar que era pertença do pai. O seu primeiro programa, ainda sem qualquer preparação técnica, foi na Rádio Cultura, quando interpretou uma canção de Aurora Miranda.
A carreira de Isaurinha começou de facto em 1938, após participar num concurso do programa “Qua-qua-qua-quarenta” na Rádio Record, dirigido por Otávio Gabus Mendes. Conquistou o 1º lugar, com “Camisa Listrada” de Assis Valente, e foi logo contratada por aquela emissora paulista.
No começo da sua vida artística, inspirava-se em Cármen Miranda e em Aracy de Almeida. Ainda sem muitos recursos, ia – todos os domingos – de transportes públicos ou a pé para a emissora. Isaurinha Garcia foi campeã de vendas da discográfica RCA/Columbia.
Isaura Garcia foi homenageada com a peça “Isaurinha – samba, jazz & bossa nova”, interpretada por Rosamaria Murtinho e que foi vista por mais de 300 mil espectadores desde 2003.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

29 DE AGOSTO - ANTÓNIO ASSUNÇÃO

EFEMÉRIDEAntónio José Dias Assunção, actor português, nasceu em Paços de Ferreira no dia 29 de Agosto de 1945. Morreu em Nova Iorque, em 20 de Agosto de 1998, vítima de ataque cardíaco.
O grande público conhecia-o sobretudo através dos personagens que representou em séries televisivas, onde ficaram célebres o seu divertidíssimo ‘chefe de polícia’ em “Zé Gato” (1979), o seu ‘frade bonacheirão e comilão’ em “Caldo de Pedra” ou o seu ingénuo ‘detective Tó’ em “Duarte e Companhia” (1980/89), figuras que o popularizaram e que ajudaram a criar dele uma imagem de actor cómico.
Embora sendo verdade que era um humorista de enorme talento, não é menos verdade que foi igualmente um grande actor dramático, tendo desempenhado exemplarmente os mais marcantes papéis criados pelos maiores dramaturgos mundiais, como Bertolt Brecht, Federico García Lorca, William Shakespeare, Nicolau Gogol, Molière, Gil Vicente e Samuel Beckett.
Estreou-se no Teatro Experimental do Porto, aos dezanove anos, com a peça “O Avançado Centro Morreu ao Amanhecer” de Guzani, seguido de “Desperta e Canta” de Clifford Odets e de “O Barbeiro de Sevilha” de Beaumarchais.
Em 1966, foi para Paris, onde cumpriu um exílio de oito anos, escapando assim à Guerra Colonial. Na capital francesa conheceu o actor e encenador Carlos César, que havia criado o Teatro Oficina Português, com o qual representou mais de uma dezena de espectáculos que incomodaram seriamente os governos de Salazar e de Marcelo Caetano, como “A Excepção e a Regra”, “Felizmente Há Luar” ou “O Grande Fantoche Lusitano”. A polícia política (PIDE), omnipresente, fazia os seus relatórios…
Após a Revolução dos Cravos, que ele saudou intensamente em noites parisienses que lhe faziam recordar as febris manifestações do Maio de 1968, regressou a Portugal e envolveu-se na criação do Teatro de Animação de Setúbal, do qual foi um dos principais animadores durante o período inicial. Ali, sempre sob a direcção de Carlos César, representou alguns espectáculos memoráveis, como “A Maratona” de Claude Confortès, “Tartufo” de Molière ou “O Destino Morreu de Repente” de Alves Redol.
Em 1977, depois da última apresentação da peça “O 10º Turista” de Mendes de Carvalho, deixou Setúbal e rumou a Lisboa para integrar o Grupo de Teatro de Campolide, actual Companhia de Teatro de Almada.
Integrando o elenco da companhia dirigida por Joaquim Benite, onde se manteve durante mais de vinte anos, António Assunção assinou algumas das mais brilhantes criações de toda a sua carreira. É inesquecível o seu ‘tanoeiro’ de “1383” de Virgílio Martinho, como foi também o seu ‘chefe Valadares’ de “A Noite” de José Saramago, assim como os personagens concebidos para “O Santo Inquérito” de Dias Gomes, “Dona Rosita, a Solteira” de García Lorca ou “A Vida do Grande D. Quixote e do Gordo Sancho Pança” de António José da Silva (O Judeu), entre outros.
Entretanto, foram surgindo os mais diversos convites para participar em projectos televisivos, a par de um pequeníssimo conjunto de propostas para cinema. Coerente com os princípios da justiça, liberdade e igualdade que tomou como seus desde muito novo, António Assunção fez sempre questão de não ceder naquilo que considerava ser o essencial, sendo por isso muitas vezes ostracizado por alguns produtores e realizadores cinematográficos só porque era de esquerda, convicta e assumidamente de esquerda. Talvez por isso tenha feito muito pouco cinema.
Apesar de tudo, ainda conseguiu dar vida e corpo a personagens notáveis em filmes de Luís Filipe Rocha (“Amor e Dedinhos de Pé”), Fernando Lopes (“Crónica dos Bons Malandros”), Luís Galvão Teles (“A Vida é Bela”), António de Macedo (“Os Abismos da Meia Noite”), entre outras produções nacionais e estrangeiras, como “A Casa dos Espíritos”.
A viver no lisboeta Bairro Alto, era presença assídua nas últimas tertúlias do Largo da Misericórdia, onde costumava encontrar-se com o poeta Herberto Hélder e outros amigos – poetas, actores, jornalistas ou simples cidadãos apreciadores de um bom copo e dois dedos de conversa.
Um dia, disse que tinha viagem marcada com a família para Nova Iorque, aproveitando a pausa nas gravações de mais uma série da RTP. Nos seus planos estava a ida à Broadway, onde contava assistir a uma das peças em cena, coisa que só viria a conseguir ao apresentar-se como actor português, visto a lotação estar esgotada.
Como é tradição em alguns dos teatros da Broadway, os espectadores tiveram a oportunidade de subir ao palco no intervalo da peça. António Assunção não resistiu ao impulso do momento e subiu também até àquelas tábuas que são o sonho de muitos dos grandes actores norte-americanos. Enquanto se deslumbrava com o cenário e toda uma parafernália de elementos cénicos, o seu coração decidiu parar de bater, fazendo-o cair desamparado. Foram activados os serviços de emergência, tendo chegado pouco depois uma equipa de socorro. Enquanto os paramédicos faziam tudo para o trazer de volta à vida, o público começou a bater palmas e a gritar por ele, como que a pedir-lhe um último esforço. Mas de nada valeu. O actor faleceu naquela noite, a poucos dias de completar cinquenta e três anos de idade.

domingo, 28 de agosto de 2016

28 DE AGOSTO - FRANCISCO UMBRAL

EFEMÉRIDEFrancisco Umbral, de seu verdadeiro nome Francisco Pérez Martínez, jornalista e escritor espanhol, morreu em Madrid no dia 28 de Agosto de 2007. Nascera na mesma cidade em 11 de Maio de 1932.
Recebeu numerosos prémios, entre eles o Prémio Nadal 1975, o Prémio das Letras Espanholas (1984), o Prémio Príncipe das Astúrias de Literatura em 1996, a Medalha de Oiro do Círculo de Belas Artes em 1997 e o Prémio Miguel de Cervantes em 2000.
Publicou mais de 120 romances, vários ensaios, crónicas, biografias e autobiografias. Autodidacta, com um forte carácter, Umbral é considerado como um dos maiores escritores espanhóis contemporâneos.
Trabalhou no diário “Norte de Castilla” desde 1958, tendo-se instalado em Madrid nos anos 1960, onde colaborou em vários periódicos (“El País” e “El Mundo”, entre outros). Era um cronista admirado e temido, com os seus bilhetes de humor, tão depressa picantes como líricos.

sábado, 27 de agosto de 2016

27 DE AGOSTO - SERGEY MIKHALKOV

EFEMÉRIDESergey Vladimirovich Mikhalkov, escritor e cenarista russo, presidente da União dos Escritores da Federação Socialista da Rússia, morreu em Moscovo no dia 27 de Agosto de 2009. Nascera na mesma cidade em 13 de Março de 1913.
Foi poeta, fabulista, dramaturgo, correspondente de guerra e autor das letras dos hinos da União Soviética (1944 e 1977) e da Rússia (2000).
Mikhalkov recebeu o título de Herói do Trabalho Socialista (1973), foi laureado com os Prémios Lenine e Estaline, pertencia à Academia Nacional de Educação e era comendador da Ordem de Santo André, entre muitas outras condecorações recebidas.
Cenarista de onze filmes, entre 1941 e 1972, os seus dois filhos, Nikita Mikhalkov e Andrei Konchalovsky, são realizadores de cinema.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

26 DE AGOSTO - CARLOS DE LACERDA

EFEMÉRIDECarlos Alberto Portugal Correia de Lacerda, poeta, professor de literatura, crítico de arte e coleccionador português, morreu em Londres no dia 26 de Agosto de 2007. Nascera na Ilha de Moçambique, em 20 de Setembro de 1928.
A família veio para Lisboa em 1946. Em 1951, Alberto de Lacerda fixou-se em Londres, trabalhando como locutor e jornalista da BBC, efectuando um notável trabalho de divulgação de poetas como Camões, Pessoa e Sena. Nos anos 1950/60, viajou pela Europa e esteve no Brasil, a convite de várias universidades e dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.
A partir de 1967, começou a leccionar na Universidade do Texas em Austin, onde se manteve durante cinco anos, fazendo uma breve passagem pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque, até se fixar como professor de Poética, na Universidade de Boston (1972).
Como escritor, estreou-se em Portugal com uma série de poemas publicados na revista “Portucale”. Foi um dos fundadores da revista de poesia “Távola Redonda” (1950/54), juntamente com Ruy Cinatti, António Manuel Couto Viana e David Mourão-Ferreira.
Os seus poemas foram traduzidos para inglês, espanhol, alemão e holandês, entre várias outras línguas. Ele é descrito como possuidor de uma linguagem pouco adjectivada mas rica em imagística, reveladora de um mundo misterioso oculto na vulgaridade das coisas. Carlos de Lacerda foi também autor de colagens, tendo chegado a expor, nos anos 1980, na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa.
Apesar do número relativamente pequeno de obras publicadas, Lacerda deixou um vasto espólio, de grande importância, composto nomeadamente por correspondência com grandes vultos da cultura, tais como Maria Helena Vieira da Silva, o marido Árpád Szenes e Paula Rego.
Falecido em Agosto 2007, o seu corpo foi encontrado pelo crítico de arte inglês John McEwen, com quem tinha um jantar aprazado.
Recebeu o Neustadt International Prize for Literature da Universidade de Oklahoma (1980) e um prémio do PEN Club (livro “Meio dia”, 1988). 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

25 DE AGOSTO - KEN TYRRELL

EFEMÉRIDEKen Tyrrell, de seu verdadeiro nome Robert Kenneth Tyrrell, automobilista britânico e fundador e director da famosa equipa Tyrrell Racing, morreu em Survey no dia 25 de Agosto de 2001. Nascera em East Horsley, em 3 de Maio de 1924.
Integrou a Royal Air Force (RAF) durante a Segunda Guerra Mundial. Após o conflito, tornou-se negociante de madeiras, o que lhe valeu a alcunha de “lenhador”.
Em 1952, com 28 anos, começou a carreira de piloto automobilista correndo no Campeonato Britânico de Fórmula 3, ao volante de um Cooper 500. Em 1958, acedeu ao Campeonato Britânico de Fórmula 2, com um Cooper (motor Climax), obtendo uma boa classificação.
Em 1959, pôs fim à sua carreira de piloto e começou a dirigi uma escudaria de Fórmula Júnior, utilizando como local de trabalho o armazém de madeiras da empresa familiar, a Tyrrell Brothers.
A escudaria de Ken Tyrrell, a Tyrrell Racing Organisation, participou no Grande Prémio da Alemanha de 1966 de Fórmula 2, com dois Matra MS5 pilotados por Hubert Hahne e Jacky Ickx.
No ano seguinte, participou de novo no Grande Prémio da Alemanha, ainda em Fórmula 2, com um Matra MS7 confiado a Jacky Ickx.
Em 1968, acedeu à Fórmula 1 como director da Matra International, empresa formada pela sua própria escudaria e pela Matra Sports. A equipa revelou-se muito competitiva e notabilizou-se em três Campeonatos do Mundo dos anos 1970, contando então com o piloto escocês Jackie Stewart.
A empresa entraria em declínio a partir de 1984, depois de um escândalo relacionado com a descoberta de um engenhoso truque para diminuir o peso regulamentar dos bólides.
Ken Tyrrell foi ainda presidente do British Racing Drivers'Club em 2000. A escudaria fora vendida, dois anos antes, a outra empresa automobilística.  

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

24 DE AGOSTO - STEVE GUTTENBERG

EFEMÉRIDE – Steven “Steve” Robert Guttenberg, actor, produtor e realizador de cinema norte-americano, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, no dia 24 de Agosto de 1958. Após terminar o ensino médio, frequentou a Juilliard School, a Universidade do Estado de Nova Iorque e a UCLA.
Antes de começar a sua carreira, Guttenberg foi aluno de Herbert Berghof, com quem teve aulas de Teatro. Além disso, integrou uma trupe de comediantes denominada The Groundlings, na intenção de desenvolver técnicas de improvisação.
Apesar de vir a tornar-se um grande astro do cinema, os seus primeiros trabalhos tiveram lugar no teatro. Por essa época, também actuou na televisão, com destaque para a série “Billy”.
Entre os seus primeiros filmes para cinema estão “Crónicas Colegiais”, “Os Meninos do Brasil”, “O Dia Seguinte” e “Quando os Jovens se Tornam Adultos”. Contudo, foi somente a partir de 1984, após o grande sucesso de “Academia de Polícia”, que a sua carreira começou a ter grande notoriedade.
Nos anos seguintes, os sucessos prosseguiram com “Cocoon” e “Três Homens e um Bebé”, além de mais três sequências de “Academia de Polícia”.
Após o apogeu da década de 1980, Guttenberg passou ao ostracismo nos anos 1990, período em que teve como trabalho mais relevante “As Namoradas do Papá”.
Além de actor, Guttenberg também passou a ser produtor a partir de 1988, através da Kirby Productions.
Em 1993, estreou-se como realizador, num episódio do show de TV “Scholl Break Special”. Anos mais tarde, em 2002, escreveu, realizou e produziu o filme “PS: O Seu Gato Morreu”.
Esteve longe da ribalta durante um largo período, só voltando a aparecer nos anos de 2005 e 2006, quando foi incorporado na série “Veronica Mars” e no remake para televisão de “Poseidon”, um clássico de 1972. Em 2008, apareceu na 6ª edição da série “Dancing with the Stars”.
Steve Guttenberg dedica-se também a importantes iniciativas humanitárias: a favor dos sem-abrigo, ajudando-os sobretudo a conseguir um emprego; fundou a Guttenhouse, um complexo de apartamentos para acomodar e assistir crianças desamparadas; e – em parceria com a Altair Eyeglasses – ajuda a prover de óculos as crianças necessitadas e em idade escolar.

MILVA - "Bella ciao"

terça-feira, 23 de agosto de 2016

23 DE AGOSTO - CATARINA WALLENSTEIN

EFEMÉRIDECatarina de Lemos Wallenstein, actriz portuguesa, nasceu em Londres no dia 23 de Agosto de 1986.
Nascida em Inglaterra, a família estabeleceu-se em Lisboa quando Catarina ainda era criança. Filha de Pedro Franco Wallenstein Teixeira, contrabaixista da Orquestra Sinfónica Portuguesa, e da cantora lírica Lúcia de Castro Cardoso de Lemos, integrou o coro da Fundação Musical dos Amigos das Crianças, onde também estudou violoncelo e canto coral. A mesma fundação fê-la participar nos elencos infantis de óperas como “Tosca”, “La Bohème”e “Cármen”, no Teatro Nacional de São Carlos.
É neta do poeta e actor Carlos Wallenstein e de sua mulher a actriz, professora e encenadora Maria Wallenstein, e sobrinha do actor José Wallenstein.
Estudou no Lyceé Français Charles Lepierre, onde frequentou o atelier de teatro, que a levou ao Instituto Franco-Português com as peças “Sonho de Uma Noite de Verão” de William Shakespeare e “O Equívoco” de Albert Camus.
Em 2004, chegou à televisão, integrando o elenco de “Só Gosto de Ti”, uma mini-série de seis episódios exibida na SIC. Em 2005, participou na série infanto-juvenil “Uma Aventura” e apareceu na longa-metragem “Fim de curso” de Miguel Marti.
No ano seguinte, marcou presença na curta-metragem “Sitiados”, de Mariana Gaivão e no telefilme “Glória” de José Nascimento. A partir daí, dividiu-se entre o cinema e a televisão. Integrou o elenco das séries “Nome de Código: Sintra” (2007), “Conta-me Como Foi” (2007), “A Vida Privada de Salazar” (2009), “Mistérios de Lisboa” (2010) e “Destino Imortal” (2010).
No cinema, teve uma curta participação em “Après Lui” de Gaël Morel (2007), onde contracenou com Catherine Deneuve, “Lobos” de José Nascimento (2007), “Um Amor de Perdição” de Mário Barroso (2008) e “Singularidades de Uma Rapariga Loura” de Manoel de Oliveira (2009).
Frequentou a licenciatura em Teatro, ramo de Actores, da Escola Superior de Teatro e Cinema, e estudou em Paris no Conservatoire national supérieur d'art dramatique.
Foi vencedora da primeira edição do Prémio L'Oreal Paris — Jovem Talento, no European Film Festival, realizado no Estoril em 2007. Foi nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Actriz em 2009 e recebeu o Globo de Ouro de Melhor Actriz em 2010. Já fez 15 trabalhos para televisão (2004/15) e protagonizou cinco filmes para o grande ecrã (2005/13).

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

22 DE AGOSTO - JOSÉ MORAIS E CASTRO

EFEMÉRIDEJosé Armando Tavares de Morais e Castro, actor, encenador, político e advogado português, morreu em Lisboa no dia 22 de Agosto de 2009, vítima de cancro. Nascera na mesma cidade, em 30 de Setembro de 1939.
Foi actor experimental do Grupo Cénico do Centro 25 da Mocidade Portuguesa, enquanto estudante liceal. Estreou-se profissionalmente no Teatro do Gerifalto, dirigido por António Manuel Couto Viana, na peça “A Ilha do Tesouro” (1956).
Em 1958, estreou-se na televisão com “O Rei Veado” de Carlo Gozzi, realizado por Artur Ramos. Ainda no Teatro do Gerifalto, integrou o elenco de variadas peças, como “O Fidalgo Aprendiz” de Francisco Manuel de Melo e “Os Velhos Não Devem Namorar” de Afonso Castellau.
Em 1960, trabalhou junto de Laura Alves. No ano seguinte, encenou no Cénico de Direito, “O Borrão” de Augusto Sobral, premiado no Festival de Teatro de Lyon desse ano. Protagonizou o filme “Pássaros de Asas Cortadas” de Artur Ramos (1962).
Integrou o Teatro Moderno de Lisboa, de 1961 a 1965, participando em “O Tinteiro” de Carlos Muñiz e “Humilhados e Ofendidos” de Dostoievski, onde obteve grande sucesso. Neste período, contracenou com actores como Armando Cortez, Fernando Gusmão, Carmen Dolores e Ruy de Carvalho, entre outros. Em 1968, co-fundou o Grupo 4, no Teatro Aberto, juntamente com Irene Cruz e João Lourenço, e ali representou diversos autores (Peter Weiss, Bertolt Brecht, Boris Vian, etc.).
Encenou “É preciso continuar” de Luiz Francisco Rebello. Em 1985, fez a comédia “Pouco Barulho”, com Nicolau Breyner, passando depois pela Companhia Teatral do Chiado, onde – ao lado de Mário Viegas – participou na peça “À espera de Godot” de Samuel Beckett.
Em 2004, a sua interpretação em “O Fazedor de Teatro” de Thomas Bernard, com Joaquim Benite, na Companhia de Teatro de Almada, valeu-lhe uma Menção Honrosa da Crítica. Foi ainda presença regular na televisão, em novelas e séries, durante os anos 1980/90. Popularizou-se no papel de professor na série “As Lições do Tonecas” (1996/1998). Em 2005, foi director de escola na série “O Clube das Chaves” na TVI.
Morais e Castro era licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1964), tendo exercido a advocacia. Foi dirigente do Partido Comunista Português.
Casou a primeira vez, em Abril de 1961, com Marília Vitória Martins Gomes Leão, de quem teve dois filhos. Casou-se pela segunda vez com a actriz Linda Silva.

domingo, 21 de agosto de 2016

21 DE AGOSTO - LUCIUS SHEPARD

EFEMÉRIDELucius Shepard, escritor norte-americano, sobretudo de ficção científica, nasceu em Lynchburg, na Virgínia, em 21 de Agosto de 1947. Morreu em Portland, Oregon, no dia 18 de Março de 2014.
Oriundo de uma família burguesa, Lucius deixou os Estados Unidos quando tinha quinze anos, para levar uma vida de aventura. Começou por ir para a Irlanda num barco cargueiro e, depois, visitou a Europa, o Norte de África e a Ásia.
Vivendo de expedientes, trabalhou numa fábrica de cigarros na Alemanha, foi vendedor clandestino nos mercados do Cairo e segurança num cabaret em Espanha. Alguns anos mais tarde, regressou aos Estados Unidos com a finalidade de prosseguir os estudos na Universidade da Carolina do Norte.
Conheceu então a sua futura mulher, Joy Wolf, com quem teve um filho, Gullivan, que veio a ser arquitecto em Nova Iorque. Em breve, voltou a viajar para os países do Sudeste Asiático e da América Central, em particular as Honduras.
Nos anos 1980, depois de uma breve passagem pelo atelier de escrita Clarion, começou a dedicar-se à literatura. Publicou a sua primeira novela, “Green Eyes”, em 1984. Paralelamente, entre 1982 e 1984, exerceu a profissão de repórter freelancer e fez nomeadamente a cobertura de um conflito militar em El Salvador.
O seu primeiro romance, “Os Olhos Eléctricos” foi publicado em 1984, seguido – em 1987 – de “A Vida em Tempos de Guerra”.
Tornou-se mais discreto nos anos 1990 e só voltou a escrever e a publicar a partir do 2000. Vítima de um AVC que sofreu em Agosto de 2013, veio a falecer no ano seguinte. Deixou mais de 20 obras publicadas (1984/2005).

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