SONHAR É PRECISO!...
Quase todos nós sonhamos quando dormimos. Há os sonhos bons e os pesadelos. Há os sonhos fantasiosos e os sonhos quase reais. Há pessoas que esquecem os sonhos mal acordam; outras lembram-se de tudo até ao mais ínfimo pormenor. Há os que adormecem desejando ter determinado sonho e conseguem; há a maioria que não atinge esse objectivo.
Há quem interprete os sonhos, interpretação muitas vezes suspeita. Porventura haverá uma explicação psicológica, ou ao nível do subconsciente, mas cada caso será um caso e não entrará numa mera tabela, do género dos signos astrais.
Há ainda as superstições: sonhar com dentes, significaria a morte; sonhar com dejectos, significaria (ironia?) fortuna, dinheiro ou riqueza.
Mas não eram estes sonhos que queria abordar. Estes entram no domínio da ficção, fazem reviver momentos já passados ou são muitas vezes resultado de preocupações ou de medos.
Queria salientar, sim, a nossa capacidade, mesmo necessidade, de sonhar acordados.
Como tudo na vida, também os sonhos são relativos. O menino da rua sonha com um pão ou uma bola de trapos, o menino rico com uma guloseima ou um vistoso brinquedo. O sem-abrigo sonha com uma cama e um tecto, quem tem tecto sonha com uma casa maior ou melhor, com a melhoria do seu recheio ou até com uma segunda casa. Quem não estuda, sonha com a escola; quem frequenta um curso, sonha terminá-lo; quem já tem um diploma sonha com um emprego ou uma carreira.
O desempregado sonha com um emprego, quem já tem emprego sonha com outro melhor ou com uma promoção.
A criança sonha com a adolescência, o adolescente com a maioridade. Quem tem saúde sonha em não perdê-la, o doente sonha com a cura, mesmo quando ela é improvável. Quem é pobre, sonha ser rico; quem é rico sonha em aumentar a sua riqueza.
Claro que há também o marginal que sonha com um golpe genial, o potencial ditador que sonha em dominar o seu povo ou o belicista sonhando (e desejando) a guerra. Oxalá a maioria destes últimos sonhos não se concretizem, pois são já do foro social ou patológico.
Uma certeza porém: efectivamente, «pelo sonho é que vamos»! Sonhar é necessário, mas sonhos que nos perspectivem uma vida e um Mundo melhores. Mal de quem já perdeu a capacidade de sonhar pois, como disse o poeta, «o sonho embala a vida».
Mas não basta sonhar… O sonho, só por mero caso, se concretiza por si próprio. Tem de haver igualmente a capacidade de saber sofrer, de insistir, de não desesperar e de lutar. Tem de haver, sobretudo, força de vontade. Sonhar é fundamental, mas não basta. Está dentro de nós, e nas nossas mãos, o segredo dos vencedores.
«Pelo sonho é que vamos», mas apenas se soubermos acompanhar os nossos sonhos com o nosso querer, sem jamais vacilar!
gabrieldesousa@megamail.pt
"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
terça-feira, 7 de outubro de 2003
segunda-feira, 6 de outubro de 2003
MANDAMENTOS «SE DEUS VOLTASSE A MANDAR NA TERRA»…
1º Mudava os governos de TODOS os países que tentassem impor a sua vontade e os seus modelos a outros Povos.
2º Desarmaria todos os países que possuíssem armas de destruição maciça, fossem elas bacteriológicas ou nucleares, fossem eles pequenos ou grandes países.
3º Obrigaria a que as riquezas fossem distribuídas de modo a acabar definitivamente com a Fome e a Pobreza.
4º Daria meios a todos os Povos para derrubar todos os ditadores e tiranos.
5º Os meios financeiros e humanos, disponibilizados pelas indústrias de armamento, seriam canalizados para a prevenção e cura de TODAS as doenças.
6º As armas seriam exclusivamente utilizadas por forças policiais e militarizadas.
7º A produção de drogas (naturais ou sintéticas) seria limitada ao estritamente necessário para o fabrico de medicamentos.
8º A pena de morte seria abolida em todos os países.
9º A escravatura e todo e qualquer modo de exploração do Homem desapareceriam da face da Terra.
10º O terrorismo extinguir-se-ia naturalmente, pois não tinha razões para existir.
G. de S.
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ENTRETANTO, VAMOS «CANTANDO E RINDO» (5 anedotas) …
O homem está a jantar num restaurante, mas a comida é tão má que ele não aguenta:
- Garçon, por favor, eu não consigo comer esta comida. Chame-me o gerente.
- Não adianta. Ele também não vai conseguir comer.
- Não adianta. Ele também não vai conseguir comer.
Um português entra num restaurante em Espanha e pede o prato-do-dia. Passado algum tempo, o empregado traz-lhe um prato com duas bolinhas grandes. O português, não sabendo o que aquilo era, pergunta:
- O que é isto?
Responde o empregado:
- Você conhece as touradas?
- Conheço!
- No fim, o touro é morto e são-lhe tiradas as bolinhas!
- Ah!... - responde o português.
- Conheço!
- No fim, o touro é morto e são-lhe tiradas as bolinhas!
- Ah!... - responde o português.
O português comeu e gostou muito. No outro dia o português voltou ao restaurante e pediu o mesmo prato mas, desta vez, o empregado traz-lhe um prato com duas bolinhas pequenas. Intrigado o português pergunta:
- Então, ontem as bolinhas eram grandes e hoje já são pequenas?!
- É que nem sempre ganha o toureiro! - responde o empregado.
- É que nem sempre ganha o toureiro! - responde o empregado.
Um homem entra num café com uma grande vontade para fazer chichi. Desaperta a portinhola, põe o pirilau de fora, e dirige-se distraidamente para a casa de banho das senhoras. Diz-lhe então o empregado:
- Psst,...ó amigo, isso que está aí é para as senhoras!
- Não! Havia de ser para ti!...
- Não! Havia de ser para ti!...
Havia um indivíduo que tinha uma agência para testar e recrutar talentos.
De repente, a secretária anuncia o próximo candidato. Ele entra e o descobridor pergunta:
- Então, o que é que o senhor sabe fazer?
- Eu sei imitar pássaros.
- Imitar pássaros?!?!? Eu estou aqui cheio de trabalho e você vem-me dizer que sabe imitar pássaros. Ponha-se já na rua!
- Eu sei imitar pássaros.
- Imitar pássaros?!?!? Eu estou aqui cheio de trabalho e você vem-me dizer que sabe imitar pássaros. Ponha-se já na rua!
O jovem, muito triste, dá meia volta em direcção à janela e sai a voar...
Um homenzinho estava a visitar uma fábrica onde se faziam chupetas e preservativos. Durante a visita é acompanhado pelo director. A certa altura, na secção das chuchas ouvem um ruído estranho "Nhac nhac plim nhac nhac plim nhac nhac plim".
Muito espantado o homem pergunta que barulho era aquele, e o director explicou:
- Quando a máquina faz "nhac nhac" esta a dar o formato à chupeta, quando faz "plim" está a fazer o furo para que o bebé possa chuchar.
Mais tarde e já na secção dos preservativos voltam a ouvir o mesmo "nhac nhac plim". O homem muito espantado pergunta:
- Mas aqui não se devia ouvir nenhum plim!
- Pois, mas é que se não fossem os plins nós nunca vendíamos chupetas!
- Pois, mas é que se não fossem os plins nós nunca vendíamos chupetas!
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domingo, 5 de outubro de 2003
POESIA:
UTOPIAS
- Se eu pudesse acabar com as guerras
Pronunciando apenas uma palavra…
- Se eu pudesse acabar com a pobreza
Fazendo um simples gesto…
- Se eu pudesse dar pão aos que têm fome
Com um truque fácil de magia…
- Se eu esvaziasse o poder de todos os tiranos
Como esvazio o balão de uma criança…
- Se eu pudesse globalizar o Mundo
Obrigando os ricos a repartir com os pobres…
- Se eu pudesse transformar em flores
Todas as armas do Universo…
- Se eu fizesse aparecer sorrisos
Na boca de todas as crianças…
- Se eu fizesse que, com o envelhecimento,
Não viessem doenças nem sofrimento…
- Se eu acabasse com a maldade
Generalizando a harmonia…
- Se eu pudesse apagar todas as infelicidades
Como posso apagar o que escrevi neste papel…
- Se eu conseguisse tornar toda a gente feliz
Tão feliz como eu gostaria de ser…
- Se eu pudesse transformar em arcaísmos
Palavras como Maldade e Sofrimento…
- Se eu conseguisse transformar em Céu
O planeta em que vivemos…
- Se eu pudesse transferir para outras galáxias
O Inferno, as dores e o sofrimento…
- Ah se eu pudesse transformar o Homem
Num Ser interiormente belo,
Então eu seria feliz!
Mas como simples homem que sou,
Nada disto conseguirei fazer…
Assim, inútil, morrerei vencido,
Rodeado apenas das minhas utopias.
Porventura, nem valeu a pena ter nascido…
G. de S.
*********************************************
PARA SORRIR:
Dois amigos encontram-se num bar:
- Que cara triste é essa, rapaz?
- Nem queiras saber, estou cá com uma depressão.
- Tretas. Tenho um remédio óptimo para isso. Quando estou deprimido vou para casa, pego na minha mulher e vou com ela para a cama. No instante seguinte estou outra vez óptimo.
- Boa ideia. Será que a tua mulher está em casa?
Entre dois amigos:
- Olha, ali em baixo é o vale do eco!
- Ai é?! Então vamos lá.
Quando lá chegaram diz um:
- Olá!...
Diz o eco:
- Olá!... Olá!...
Diz então o outro:
- Otorrinolaringologista!
Diz o eco:
Otoquê?... Otoquê?...
Numa festa, a madame é apresentada a um eminente político.
- Muito prazer! - diz ele.
- Prazer! Saiba que já ouvi muito falar do senhor!
- É possível, minha senhora, mas ninguém tem provas!
Num restaurante, o cliente ao ver a conta exclama:
- Três contos por uma simples refeição?! Isto é um roubo! Não fazem descontos a um colega?
- Ah! O senhor também esta no ramo da hotelaria? Pergunta o empregado.
- Não, não. Sou ladrão!...
O homem chega a um restaurante e pede uma sopa. Quando o garçon a traz, o homem nota que o polegar dele está dentro da sopa.
- Meu amigo, que história é essa? O senhor vem com o dedo dentro da sopa?
- Sabe o que é? É que estou com um furúnculo no dedo e o médico mandou-me ficar com o dedo em lugares quentes.
- E então porque não enfia esse dedo no cu?
- Estava lá mas eu tirei-o para o servir.
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gabrieldesousa@megamail.pt
UTOPIAS
- Se eu pudesse acabar com as guerras
Pronunciando apenas uma palavra…
- Se eu pudesse acabar com a pobreza
Fazendo um simples gesto…
- Se eu pudesse dar pão aos que têm fome
Com um truque fácil de magia…
- Se eu esvaziasse o poder de todos os tiranos
Como esvazio o balão de uma criança…
- Se eu pudesse globalizar o Mundo
Obrigando os ricos a repartir com os pobres…
- Se eu pudesse transformar em flores
Todas as armas do Universo…
- Se eu fizesse aparecer sorrisos
Na boca de todas as crianças…
- Se eu fizesse que, com o envelhecimento,
Não viessem doenças nem sofrimento…
- Se eu acabasse com a maldade
Generalizando a harmonia…
- Se eu pudesse apagar todas as infelicidades
Como posso apagar o que escrevi neste papel…
- Se eu conseguisse tornar toda a gente feliz
Tão feliz como eu gostaria de ser…
- Se eu pudesse transformar em arcaísmos
Palavras como Maldade e Sofrimento…
- Se eu conseguisse transformar em Céu
O planeta em que vivemos…
- Se eu pudesse transferir para outras galáxias
O Inferno, as dores e o sofrimento…
- Ah se eu pudesse transformar o Homem
Num Ser interiormente belo,
Então eu seria feliz!
Mas como simples homem que sou,
Nada disto conseguirei fazer…
Assim, inútil, morrerei vencido,
Rodeado apenas das minhas utopias.
Porventura, nem valeu a pena ter nascido…
G. de S.
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PARA SORRIR:
Dois amigos encontram-se num bar:
- Que cara triste é essa, rapaz?
- Nem queiras saber, estou cá com uma depressão.
- Tretas. Tenho um remédio óptimo para isso. Quando estou deprimido vou para casa, pego na minha mulher e vou com ela para a cama. No instante seguinte estou outra vez óptimo.
- Boa ideia. Será que a tua mulher está em casa?
Entre dois amigos:
- Olha, ali em baixo é o vale do eco!
- Ai é?! Então vamos lá.
Quando lá chegaram diz um:
- Olá!...
Diz o eco:
- Olá!... Olá!...
Diz então o outro:
- Otorrinolaringologista!
Diz o eco:
Otoquê?... Otoquê?...
Numa festa, a madame é apresentada a um eminente político.
- Muito prazer! - diz ele.
- Prazer! Saiba que já ouvi muito falar do senhor!
- É possível, minha senhora, mas ninguém tem provas!
Num restaurante, o cliente ao ver a conta exclama:
- Três contos por uma simples refeição?! Isto é um roubo! Não fazem descontos a um colega?
- Ah! O senhor também esta no ramo da hotelaria? Pergunta o empregado.
- Não, não. Sou ladrão!...
O homem chega a um restaurante e pede uma sopa. Quando o garçon a traz, o homem nota que o polegar dele está dentro da sopa.
- Meu amigo, que história é essa? O senhor vem com o dedo dentro da sopa?
- Sabe o que é? É que estou com um furúnculo no dedo e o médico mandou-me ficar com o dedo em lugares quentes.
- E então porque não enfia esse dedo no cu?
- Estava lá mas eu tirei-o para o servir.
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gabrieldesousa@megamail.pt
sexta-feira, 3 de outubro de 2003
5 ANEDOTAS 5 (rir faz bem às rugas):
- Empresta-me 50 escudos.
- E quando é que me pagas?
- Se me emprestares 100, pago-te já.
- E quando é que me pagas?
- Se me emprestares 100, pago-te já.
Dois homens andavam à pancada. Um deles manda um soco certeiro no outro que vai ao chão. Uma vez no chão este diz:
- Garanto-te, isto não vai ficar assim!
Diz o outro:
- Ai não não, isso agora vai inchar!
À beira da piscina do clube, quatro pais conversam sobre seus filhos:
- Eu tenho cinco garotos, um time completo de basquetebol – gaba-se o primeiro.
- Pois eu tenho seis, dá para formar uma equipe de voleibol – rebate o segundo.
- Grande coisa: com os onze que eu tenho lá em casa, formo um time de futebol – exagera o terceiro.
Em seguida um deles se volta para o quarto homem, que continua quieto no seu canto:
- E você, quantos filhos tem?
- Nenhum. Mas mulheres, tenho dezoito, dão para um campo de golfe oficial.
- Nenhum. Mas mulheres, tenho dezoito, dão para um campo de golfe oficial.
Dois irmãos conversam:
- Miguel, se tivesses três casas, davas-me uma?
- Claro!
- E se tivesses três carros, davas-me um?
- Não tenhas dúvidas!
- És um tipo fixe! E se tivesses três namoradas, davas-me uma?
- Ah... isso não!
- Porquê?
- Porque tenho três namoradas!!!
- Onde está o João?
- Internado no hospital.
- Não pode ser. Ainda hoje o vi num baile de Carnaval com uma super-loira.
- Pois é! A mulher dele também viu!
- Claro!
- E se tivesses três carros, davas-me um?
- Não tenhas dúvidas!
- És um tipo fixe! E se tivesses três namoradas, davas-me uma?
- Ah... isso não!
- Porquê?
- Porque tenho três namoradas!!!
- Onde está o João?
- Internado no hospital.
- Não pode ser. Ainda hoje o vi num baile de Carnaval com uma super-loira.
- Pois é! A mulher dele também viu!
quarta-feira, 1 de outubro de 2003
LITERATURA:
Foi ontem entregue, na Culturgest, o Prémio 2002 da Associação Nacional de Críticos Literários. Laureados ex-aequo o poeta João Rui Sousa e o jornalista e escritor Baptista Bastos de quem já havíamos falado aqui no blog.
Presentes, entre outras personalidades, o General Ramalho Eanes e esposa, Mário Soares, João Soares, Raul Solnado, Lídia Jorge…
Foi lido um telegrama de Jorge Sampaio justificando a ausência por se encontrar no norte do País.
Justiça feita (talvez tardiamente) a dois vultos notáveis da nossa vida literária.
ENQUANTO NÃO ME RESTABELEÇO COMPLETAMENTE, MAS PARA MANTER O CONTACTO, CINCO ANEDOTAS PARA SORRIR (UMA COISA QUE AINDA NÃO PAGA IMPOSTO) :
- Se fosses um animal irracional, qual é que gostavas de ser?
- Sei lá!
- Eu gostava de ser um ATUM! É que assim a minha mulher era ATUA!
- Sei lá!
- Eu gostava de ser um ATUM! É que assim a minha mulher era ATUA!
Estavam dois amigos a conversar e um diz:
- Li no jornal que de meia em meia-hora é atropelado um homem nesta cidade…
- O quê? - diz o outro – De meia em meia-hora? Coitado do homem!
Entre dois amigos:
- Sabes? Quando eu era pequenino o meu pai tinha a mania de me mandar ao ar para adormecer.
Diz o outro:
- Ai era! E tu adormecias?
- Claro! O tecto era baixíssimo!...
- Claro! O tecto era baixíssimo!...
Duas amigas encontraram-se, depois de algum tempo sem se verem:
Amiga Olga: - Queeeeerida! Há quantos séculos!
Amiga Olga II: - Jóoooooia! Sabes, tive um rebento!
Amiga Olga: - Ai sim e como se chama?
Amiga Olga II: - Sonasol.
Amiga Olga: - Eu também tenho uma filha. Chamei-lhe Maria.
Amiga Olga II: - Aaaaaaai credo... Isso não é nome de bolacha?
- Ou tu me pagas o que deves, ou então escusas de me falar mais.
- Não te preocupes com isso. Não te falo mais.
- Não te preocupes com isso. Não te falo mais.
sábado, 27 de setembro de 2003
CURIOSIDADE:
Façam o seguinte:
Vão até à linha de comandos do Internet Explorer e, sem colocar o www ou o http, escrevam o vosso nome e apelido, assim:
nome.apelido.foipreso.com (se forem homens)
ex.: jose.gomes.foipreso.com
nome.apelido.foipresa.com (se forem mulheres)
ex.: antonia.mendes.foipresa.com
Não se vão arrepender…
PARA SORRIR:
- Sabes qual e a diferença entre uma panela e um penico?
- Não...
- Não? Eh pá, nunca mais vou comer à tua casa!
- Não...
- Não? Eh pá, nunca mais vou comer à tua casa!
- Tive um pesadelo horrível! Sonhei que estava a comer esparguete!
- E o que é que tem?!
- Não consigo achar o fio da minha sapatilha.
- E o que é que tem?!
- Não consigo achar o fio da minha sapatilha.
Entre amigos:
- Vai ali um homem que tem feito imenso para levantar o povo.
- É algum revolucionário ou agitador?
- Não, é fabricante de despertadores!
- É algum revolucionário ou agitador?
- Não, é fabricante de despertadores!
- Se não houvesse más-línguas, não haveria más mulheres.
- Haveria sim senhor. Não se saberia é onde elas estavam...
- Haveria sim senhor. Não se saberia é onde elas estavam...
O Manuel sofria de um mal singular. Sempre que tomava um cafezinho sentia uma forte pontada no olho. Um dia, um amigo dele disse:
- Ó, Manuel, porque não tiras a colherzinha de dentro da chávena antes de tomar o café?
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Gabriel de Sousa
quinta-feira, 25 de setembro de 2003
JÁ POSSO SORRIR… (a minha omoplata «colou» e não necessito de operação… só fisioterapia. E já consigo escrever a duas mãos…)
Estava um garoto todo esticado a tentar chegar a uma campainha. Passa um polícia e pergunta se queria ajuda.
- Sim Sr. Guarda, será que dava para o Senhor tocar à campainha por mim?
O polícia assim fez. E berra o garoto:
- Agora fuja que eles costumam atirar água...
Um grupo de estudantes gritava numa manifestação:
- Revolução! Revolução!
Mas lá do fundo ouvia-se um que dizia:
- Menstruação! Menstruação!
Os colegas viram-se para o colega e dizem:
- Ó pá, não é menstruação, é revolução!
Responde o estudante:
- Não interessa! É preciso é que corra sangue!
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Desde o dia 23 de Agosto (dia do assalto de que fui vítima) é que pude avaliar quantos (e bons) amigos tenho (mesmo na net)! Um abraço para todos!
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Gabriel de Sousa
Estava um garoto todo esticado a tentar chegar a uma campainha. Passa um polícia e pergunta se queria ajuda.
- Sim Sr. Guarda, será que dava para o Senhor tocar à campainha por mim?
O polícia assim fez. E berra o garoto:
- Agora fuja que eles costumam atirar água...
Um grupo de estudantes gritava numa manifestação:
- Revolução! Revolução!
Mas lá do fundo ouvia-se um que dizia:
- Menstruação! Menstruação!
Os colegas viram-se para o colega e dizem:
- Ó pá, não é menstruação, é revolução!
Responde o estudante:
- Não interessa! É preciso é que corra sangue!
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Desde o dia 23 de Agosto (dia do assalto de que fui vítima) é que pude avaliar quantos (e bons) amigos tenho (mesmo na net)! Um abraço para todos!
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Gabriel de Sousa
sábado, 20 de setembro de 2003
REFLEXÕES DECORRENTES DO ASSALTO DE QUE FUI VÍTIMA:
- Lisboa tornou-se uma cidade de segurança ZERO! – Na rua, em casa, no carro. De manhã, à tarde ou à noite. Com muita ou pouca a gente por perto. Somos assaltados, sem que a polícia veja, sem que as testemunhas intervenham. Os gatunos, na maioria jovens, actuam com total impunidade.
E ninguém reage por medo das consequências. E a polícia até deseja não assistir…
A velha solidariedade portuguesa vem depois ao de cima se há feridos. Chamada rápida do 112 por telemóvel, avisos à família se a vítima estiver lúcida para dizer o número, um copinho de água, conselhos e preocupações sinceras.
A polícia, finalmente, também aparece. Para preencher formulários e, no dia seguinte, até vai a casa para assinar o documento que formaliza a queixa.
A menos que sejam tomadas medidas drásticas, em breve as pessoas terão medo de sair de casa. E ao falar em medidas drásticas, estou a pensar sobretudo em vigilância policial, no combate à droga e na recuperação dos drogados, em medidas sociais que evitem pobreza e comportamentos desviantes…
As forças policiais não devem servir apenas para rondas a pé ou de carro, raras e despreocupadas, para perseguir vendedores ambulantes e passar multas, para ir policiar o Iraque!
Temos ao nosso alcance, mais uma vez, um lugar de relevo nos índices de insegurança, entre os nossos parceiros da Europa…
- Cada vez que conto a minha história (assalto perpetrado por um bando de pelo menos quatro negros, bem constituídos, de bermudas e ténis vistosos) sou quase sempre testemunha de declarações racistas, xenófobas. «O botas (Salazar) é que está cá a fazer falta»! Estou contente comigo mesmo. Nem assim me conseguem tornar racista!
- Mesmo que me pusessem na frente deles, não me moveria qualquer sentimento de raiva ou de vingança. Gostaria sim de lhes fazer ver que, por meia dúzia de tostões, podem tirar a vida a alguém que nenhum mal lhes fez. Utopia? As utopias só o são até se tornarem realidades.
- Curiosa assistência a nossa. No hospital onde fui assistido, serei obrigado a pagar todas as intervenções, se bem que tenha descontado para a segurança social durante mais de 40 anos… E porquê? – Porque em caso de agressão (foi assim que ficou escrito nos autos da polícia, que nada viu…) a responsabilidade do pagamento é dos agressores. Entretanto, na falta de indicação da sua identidade, a vítima é a responsável. Surreal não é?
- Podia ser pior e há males que vem por bem. A minha omoplata ainda é uma incógnita mas… porque estive dez dias a tomar antibióticos e sem poder tocar em bebidas alcoólicas, antecipei aquilo que estava previsto para Janeiro… Estou há quatro semanas sem beber e passei de 80 kg para 71/72! Pude voltar a vestir vários pares de calças que estavam guardados no roupeiro, sinto-me mais leve e continuo a ser um bom garfo, se bem que ainda com o handicape de só poder comer com uma mão… A direita! (sou um homem de sorte…).
Voltarei em breve, com maior assiduidade e tentando publicar coisas de interesse geral.
Gabriel de Sousa
terça-feira, 26 de agosto de 2003
INTERREGNO:
Fui assaltado, em plena Lisboa, zona concorrida de Benfica, pelas 11 horas da manhã do último sábado, 23 de Agosto.
Numa primeira fase, roubaram-me (por esticão) o telemóvel. Corri atrás deles (eram três) e ainda assisti, sempre em corrida, a mais um roubo de uma mala de senhora.
Depois, tudo se passou demasiado rápido. Outro (ou outros) tentaram roubar-me a carteira (com dinheiro, cartões de crédito, etc.). A carteira salvou-se, talvez porque ficou amachucada debaixo do meu corpo… O corpo é que não! Não desmaiei, mantendo sempre a lucidez, mas – repito – foi tudo ultra-rápido… Julgo que fui projectado contra o chão e um automóvel estacionado, com extraordinária violência.
Fractura da omoplata esquerda e de uma costela, rasgão no joelho direito, aflorando um tendão, suturado com 14 pontos. E vários hematomas que me foram aparecendo à medida que as dores mais fortes abrandavam.
Para complicar, tinha trazido de férias uma gripezita… Cada vez que tusso, tento expectorar ou mesmo mexer… parecem facadas… E apareceram-me temperaturas altas, rondando os 39/40 graus. Segundo parece por acumulação de expectoração (?).
Quinta-feira vão resolver se a imobilização da omoplata foi suficiente ou se tenho de ser operado. Enfim! É a vida e a globalização do crime…
Voltarei ao vosso convívio logo que possa.
**********
Gabriel de Sousa
Fui assaltado, em plena Lisboa, zona concorrida de Benfica, pelas 11 horas da manhã do último sábado, 23 de Agosto.
Numa primeira fase, roubaram-me (por esticão) o telemóvel. Corri atrás deles (eram três) e ainda assisti, sempre em corrida, a mais um roubo de uma mala de senhora.
Depois, tudo se passou demasiado rápido. Outro (ou outros) tentaram roubar-me a carteira (com dinheiro, cartões de crédito, etc.). A carteira salvou-se, talvez porque ficou amachucada debaixo do meu corpo… O corpo é que não! Não desmaiei, mantendo sempre a lucidez, mas – repito – foi tudo ultra-rápido… Julgo que fui projectado contra o chão e um automóvel estacionado, com extraordinária violência.
Fractura da omoplata esquerda e de uma costela, rasgão no joelho direito, aflorando um tendão, suturado com 14 pontos. E vários hematomas que me foram aparecendo à medida que as dores mais fortes abrandavam.
Para complicar, tinha trazido de férias uma gripezita… Cada vez que tusso, tento expectorar ou mesmo mexer… parecem facadas… E apareceram-me temperaturas altas, rondando os 39/40 graus. Segundo parece por acumulação de expectoração (?).
Quinta-feira vão resolver se a imobilização da omoplata foi suficiente ou se tenho de ser operado. Enfim! É a vida e a globalização do crime…
Voltarei ao vosso convívio logo que possa.
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Gabriel de Sousa
sexta-feira, 22 de agosto de 2003
PARA SORRIR…
Na Madeira, chega um menino à beira da professora e diz:
- Sra. Professora, a minha coelha teve cinco coelhinhos e são todos do P.S.D.!
- Muito bem! Olha, amanhã vem cá o Dr. Alberto João Jardim e tu contas-lhe essa história. Está bem?
- Está bem! - Responde o menino.
No dia seguinte, Alberto João Jardim vai visitar a escola e, como combinado, a professora chama o menino. O menino dirige-se à beira do presidente e diz:
- Sr. Presidente, a minha coelha teve cinco coelhinhos e dois são do P.S.D.!
- Então, – diz intrigada a professora – não eram os cinco?
- Eram,...mas três já abriram os olhos!
quinta-feira, 21 de agosto de 2003
MAIS UMA DO JOÃOZINHO…
Um belo dia nasceu o primo do Joãozinho, aquele famoso miúdo que passa a vida a dizer asneiras. O primo do Joãozinho era bonito, não fosse um pequeno detalhe: nasceu sem orelhas.
A mãe do Joãozinho tinha que ir visitar o mais novo membro da família, mas não queria levar o Joãozinho pois não se podia imaginar o que ele poderia dizer. Mas como não havia ninguém para ficar a tomar conta do Joãozinho, ele foi mesmo visitar o primo. A mãe avisou-o para ficar calado senão ficava um mês de castigo.
Quando chegaram a casa da tia, o Joãozinho ficou num canto do quarto, mas logo se apercebeu de que o bebé não tinha orelhas. Foi então que disse:
-Tomara que tenha bons olhos!
Todos ficaram surpreendidos com o gesto solidário do Joãozinho. Então a tia do Joãozinho, espantada por ele ter dito uma coisa boa a alguém, perguntou-lhe:
-Joãozinho, que frase bonita disseste. Mas porque é que desejas que ele tenha bons olhos?
-Porque se tiver de usar óculos tá lixado!
-Porque se tiver de usar óculos tá lixado!
quarta-feira, 20 de agosto de 2003
TRÊS HISTÓRIAS DO JOÃOZINHO…
Em certa escola, na Idade da Pedra, a professora distribui um pedaço de pedra, um martelinho e um cinzel a cada aluno e começa a fazer o ditado.
- O rei...
Pléc, pléc, pléc. Todo mundo grava uma coroa.
- ... é forte...
Pléc, pléc, pléc. Todo mundo grava um leão.
- e viril...
Todo o mundo pensativo… De repente, a voz de Joãozinho quebra o silêncio:
- Professora! Viril escreve-se com um ou dois testículos?
Joãozinho chega a casa e entrega ao pai o recibo da mensalidade escolar.
- Meu Deus! Como é caro estudar nesse colégio.
E o menino:
- E olhe, pai, eu sou o que menos estuda na minha classe!
Joãozinho vai à farmácia.
- Senhor Joaquim, me dê uma caixa de supositórios.
Distraído, o menino pega a caixa e vai saindo da farmácia sem entregar o dinheiro.
- É pra pôr na conta de sua mãe? - Pergunta o farmacêutico.
- Não, é pra pôr no cu do meu pai!
*********
Gabriel de Sousa
Em certa escola, na Idade da Pedra, a professora distribui um pedaço de pedra, um martelinho e um cinzel a cada aluno e começa a fazer o ditado.
- O rei...
Pléc, pléc, pléc. Todo mundo grava uma coroa.
- ... é forte...
Pléc, pléc, pléc. Todo mundo grava um leão.
- e viril...
Todo o mundo pensativo… De repente, a voz de Joãozinho quebra o silêncio:
- Professora! Viril escreve-se com um ou dois testículos?
Joãozinho chega a casa e entrega ao pai o recibo da mensalidade escolar.
- Meu Deus! Como é caro estudar nesse colégio.
E o menino:
- E olhe, pai, eu sou o que menos estuda na minha classe!
Joãozinho vai à farmácia.
- Senhor Joaquim, me dê uma caixa de supositórios.
Distraído, o menino pega a caixa e vai saindo da farmácia sem entregar o dinheiro.
- É pra pôr na conta de sua mãe? - Pergunta o farmacêutico.
- Não, é pra pôr no cu do meu pai!
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Gabriel de Sousa
terça-feira, 19 de agosto de 2003
ONDE COMER BEM EM BENFICA?
Se estiver na Estrada de Benfica, perto da Igreja, atravesse por baixo dos prédios da pastelaria Nilo, dois minutos e… chegou. Se for de carro, pare numa praceta (Alameda do Padre Álvaro Proença) perto da entrada inferior da Mata de Benfica. Ao fundo da Alameda, ele lá está: Restaurante DAVID! Várias razões porque o aconselhamos:
- Gentileza e simpatia, tanto dos empregados como do patrão; ambiente agradável e familiar;
- Grande variedade de pratos e algumas verdadeiras especialidades. Peixe óptimo (experimente o cação, que é raro encontrar nos restaurantes), carnes deliciosas (porco preto, bife na pedra) e muitos petiscos que seria impossível discriminar; o melhor será mesmo lá ir;
- Guardanapos de pano; Se beber tinto verde, peça tigelas de loiça; Se beber branco verde, peça «flûtes» geladinhas directamente do frigorífico; Cartões de crédito aceites;
- Preços acessíveis e quantidades familiares…
Depois, não diga que não avisei! – Só fecha às segundas-feiras. Bom apetite!
REFLEXÕES EM FÉRIAS:
- Durante os últimos 28 anos foram muitos os militantes e simpatizantes do MRPP que se tornaram figuras de renome, se bem que sob outras roupagens. Podemos encontrá-los um pouco por todo o lado, mantendo embora as características que os «notabilizaram» a seguir ao 25 de Abril: - Facilidade de expressão e voluntarismo; Anti-comunismo, agora já não tão primário; Proximidade do PS/PSD (reflexo de alianças sindicalistas?); Pro-americanismo, se bem que alguns tenham o pudor de se dizerem anti-Bush.
Esta do pro-americanismo pode parecer estranho, mas os mais velhos ainda se lembrarão dos meios de que o MRPP dispunha. Eles não eram só os «pinta-paredes» … Havia uma profusão de cartazes e um jornal de larga difusão. Falava-se, já então, que seriam pagos em dólares. (Carlucci e Kissinger eram homens que não brincavam em serviço…)
- A solidão é um sentimento estranho. Quando a sinto, fico triste. Quando estou acompanhado, por vezes, desejo-a. É complexa a vida humana…
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Gabriel de Sousa
segunda-feira, 18 de agosto de 2003
REFLEXÕES EM FÉRIAS:
OBESIDADE – Dei por mim, quando me preparava para férias, com uns quilitos a mais no peso e uns centímetros a mais na cintura. Causas? Certamente a alimentação a recair, praticamente todos os dias, numa só refeição bem regada. Isto apesar de, em casa, praticamente não beber.
Já não havia nada a fazer e, para mim, isto só funciona por objectivos. Entretanto: ainda o verão escaldante e as loiras bem fresquinhas; os meses de Outubro e Novembro com vários aniversários; o Natal, o Fim de Ano, etc…
Porque não homenagear a memória de um velho amigo desaparecido há um ano? É isso mesmo: a partir de 7 de Janeiro, data do seu aniversário, prometo solenemente deixar definitivamente de ingerir bebidas alcoólicas. Os leitores serão as testemunhas e eu darei notícias, tanto do cumprimento da minha jura, como dos resultados em quilos e centímetros. Para exemplo!
MENDICIDADE – Era renitente, por princípio, em dar esmolas. Era apologista, sim, de alterar as políticas sociais para que os pobres não existissem. Dar esmolas era, para mim, perpetuar situações.
Felizmente que li um livro de João Paulo I, o tal Cardeal que só foi Papa durante um mês e dois dias. Ele partilhava exactamente dos meus sentimentos, mas reflectia: «enquanto as condições sociais não se alterarem, vão existir pobres a necessitar de ajuda!».
Passei a ajudar de quem ajuda necessita, mas tentando excluir a mendicidade organizada, os «falsos pobres» que utilizam a mendicidade como modo de vida e aqueles que expõem mazelas ou utilizam crianças de tenra idade, para o efeito. Tento ser justo. Será que consigo?
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Gabriel de Sousa
domingo, 17 de agosto de 2003
Regresso de férias... e a vida continua!
«POLITIQUICES»:
POESIA (para o meu neto João):
LÁGRIMA ALGARVIA
Ouço o sussurro de cada onda,
Que vem beijar docemente
A nossa praia,
E escondo discretamente
As pequenas medusas
Receando que, ao vê-las,
Te possas amedrontar.
Tu és quem,
Pela ordem natural das coisas,
De mim mais tempo te vais recordar.
Asseguro que no instante final
Partirei pensando em ti.
Quererei sentir, apenas e só,
A dor de te deixar
E ela valerá por todas as outras.
Imagina nesse momento
Que fui apenas um balão,
Afastando-se…
Cada vez mais pequeno,
Até desaparecer no azul infinito.
Fui apenas um sonho que acabou,
Um incêndio que se apagou,
Uma gota de água que se evaporou,
Uma pérola que se estilhaçou,
Uma lágrima que secou.
Relembra o teu avô, sobretudo,
Como alguém
Que intensamente te amou.
*******
Gabriel de Sousa
«POLITIQUICES»:
O tenente-coronel Maggiolo vai ser homenageado pela sua acção em Timor (1975), agora que os seus restos mortais regressaram ao sol pátrio.
1- Houve os que face à eminência de uma guerra civil, retiraram para a ilha de Ataúro;
2- Houve os que foram feitos prisioneiros pelos indonésios;
3- Houve os que se aliaram a uma das facções, apenas por ela ser anti-comunista. Mais tarde, soube-se que nesta facção havia também pró-indonésios, que acabaram por estar na origem da intervenção do país vizinho;
4–Na tentativa de tomada do poder que se seguiu, teriam sido utilizadas armas provenientes da esquadra de polícia que Maggiolo comandava.
É fácil (?) julgar 28 anos depois. Apetecer-me-ia condenar o T-c Maggiolo, mas preferia que a sua volta tivesse sido discreta, em família… Por respeito pelos seus filhos!
Há momentos na vida em que não se tomam as medidas mais acertadas… Não à crucificação nem ao elogio! Que repouse finalmente em paz junto dos seus!
POESIA (para o meu neto João):
LÁGRIMA ALGARVIA
Ouço o sussurro de cada onda,
Que vem beijar docemente
A nossa praia,
E escondo discretamente
As pequenas medusas
Receando que, ao vê-las,
Te possas amedrontar.
Tu és quem,
Pela ordem natural das coisas,
De mim mais tempo te vais recordar.
Asseguro que no instante final
Partirei pensando em ti.
Quererei sentir, apenas e só,
A dor de te deixar
E ela valerá por todas as outras.
Imagina nesse momento
Que fui apenas um balão,
Afastando-se…
Cada vez mais pequeno,
Até desaparecer no azul infinito.
Fui apenas um sonho que acabou,
Um incêndio que se apagou,
Uma gota de água que se evaporou,
Uma pérola que se estilhaçou,
Uma lágrima que secou.
Relembra o teu avô, sobretudo,
Como alguém
Que intensamente te amou.
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Gabriel de Sousa
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