Foi
primeiro-ministro do seu país de 4 de Janeiro de 2006 a 31 de Março de 2009,
cargo que assumiu depois do derrame cerebral do primeiro-ministro Ariel Sharon.
Foi também o ministro das Finanças, ministro da Indústria, do
Comércio e do Trabalho, além de ministro responsável para a administração
das terras de Israel. Anteriormente, fora prefeito da cidade de
Jerusalém; foi membro do partido centrista Kadima.
Em
30 de Julho de 2008, envolvido em casos de corrupção, anunciou que não
disputaria as eleições primárias do seu partido.
Em
21 de Setembro de 2008, anunciou a sua demissão, após a eleição de Tzipi Livni,
ministra das Relações Exteriores, como líder do Kadima.
Entretanto, continuaria a exercer formalmente o seu cargo até as eleições de Fevereiro
de 2009.
Considerado
um político centrista ou moderado, em Dezembro de 2008 Olmert comparou a
violência usada por colonos judeus contra palestinos em Hebrom à perseguição
aos judeus na Europa nos séculos XIX e XX, os chamados pogroms e
declarou sentir-se envergonhado.
Em
27 de Dezembro, duas semanas após esta declaração, Israel iniciou um devastador
ataque à Faixa de Gaza, em represália ao lançamento de foguetes disparados
constantemente pelo Hamas contra Israel. A operação resultou em cerca de
1,3 mil mortos e mais de 5 mil feridos, além da destruição de áreas urbanas e
da infra-estruturas do território palestino.
Nascido
na época do Mandato Britânico na Palestina (futuro Estado de Israel), numa
família de imigrantes judeus da China, Ehud Olmert formou-se na Universidade
Hebraica de Jerusalém em Psicologia, Filosofia e Direito.
Exerceu a profissão de advogado com sucesso em Israel.
Olmert
foi eleito pela primeira vez como deputado do Knesset, o parlamento
israelita, em 1973, com vinte e oito anos de idade e foi reeleito sete vezes
consecutivas. Serviu como ministro sem pasta responsável pelos assuntos
relativos às minorias (1988/1990) e como ministro da Saúde (1990/1992).
Entre os anos de 1981 e 1988, foi membro do Comité de Negócios Estrangeiros
e da Segurança e serviu também nos Comités das Finanças,
da Instrução e do Orçamento da Defesa.
Entre
1993 a 2003, Ehud Olmert cumpriu dois mandatos como presidente da Câmara de
Jerusalém, durante os quais se empenhou na iniciação e no avanço de
projectos de grande importância na cidade, nomeadamente o desenvolvimento e a
melhoria do sistema de instrução e o desenvolvimento das infra-estruturas
rodoviárias. Lançou também o desenvolvimento do sistema ferroviário ligeiro em
Jerusalém e o investimento de milhões dos shekels no desenvolvimento de
opções de transporte público para a cidade.
Foi
eleito como membro do décimo sexto Knesset, em Janeiro de 2003. Foi
cabeça da campanha eleitoral do partido Likud nas eleições legislativas,
e subsequentemente foi o principal negociador do acordo de coligação. Depois
das eleições, foi apontado como o vice-primeiro-ministro e ministro da Indústria,
do Comércio e do Trabalho. Em 2003/2004, acumulou o cargo com o de ministro
das Comunicações.
Em
7 de Agosto de 2005, Olmert foi empossado como ministro de Finanças,
substituindo Benjamin Netanyahu, que tinha renunciado ao cargo em protesto
contra o Plano de retirada unilateral de Israel. Olmert, que se opôs
inicialmente a qualquer retirada das terras ocupadas na Guerra dos Seis Dias,
e que votou contra os Acordos de Paz de Camp David em 1978, passou a
apoiar a retirada de Gaza. Ele votou contra Menachem Begin disse Olmert após a
sua nomeação.
«Eu
disse a ele que era um erro histórico, quão perigoso seria, e assim por diante.
Agora lamento que ele não esteja vivo para que eu possa reconhecer publicamente
a sua sabedoria e o meu erro. Ele estava certo e eu estava errado. Graças a
Deus que nos retirámos do Sinai».
Foi
o primeiro chefe de governo israelita a admitir implicitamente que
Israel possui armas nucleares, durante uma entrevista à televisão alemã, em 12
de Dezembro de 2006.
Envolvido
em seis processos de corrupção ou fraudes, em 4 de Dezembro de 2008 livrou-se
da acusação de tráfico de influência, por falta de provas, no caso da venda da
participação do Estado no Banco Leumi a um grupo financeiro. No entanto,
ainda pesariam sobre ele acusações de fraude e superfaturamento, à época em que
era prefeito de Jerusalém e, depois, ministro do Comércio e de Indústria.
Nessas circunstâncias, Olmert anunciou que não disputaria a reeleição como
líder do partido e que renunciaria ao cargo de primeiro-ministro imediatamente
depois que um novo líder do Kadima fosse escolhido.
Em
17 de Setembro de 2008, Tzipi Livni foi eleita para sucedê-lo na liderança do Kadima,
após superar Shaul Mofaz por uma pequena margem de votos. Em 18 de Setembro de
2008, Olmert foi substituído por Livni na liderança do Kadima. Livni
tentou formar um novo governo, sem sucesso, e assim, novas eleições foram
marcadas para Fevereiro de 2009.
Em
20 de Fevereiro de 2009, o presidente de Israel, Shimon Peres, escolheu
Benjamin Netanyahu para ser o novo primeiro-ministro e pediu-lhe que, até Março
de 2009, formasse um governo de coalizão - dado que não houve propriamente um
vencedor nas eleições. Netanyahu deve suceder Olmert como primeiro-ministro,
logo que o governo seja formado.
Ehud
Olmert foi condenado, em Setembro de 2012, a uma pena de prisão suspensa por
abuso de confiança.
Em
Maio de 2014, foi condenado a seis anos de prisão por corrupção no âmbito de um
escândalo imobiliário quando era presidente da câmara de Jerusalém (1993/2003).
Em
Março de 2015, um tribunal de Jerusalém declarou o antigo primeiro-ministro
culpado de corrupção, num caso em que era acusado de receber envelopes com
dinheiro de um empresário norte-americano.
Em
Maio de 2015, foi condenado por um tribunal de Jerusalém a oito meses de prisão
pelo crime de corrupção agravada.
Ehud
Olmert é filho do ex-membro da Knesset Mordechai Olmert do partido de
direita Herut. É casado com a artista e assistente social Aliza Olmert e
tem quatro filhos. Uma filha (Dana Olmert) é lésbica assumida e docente de Letras
na Universidade de Telavive e um dos seus filhos pertence ao movimento
pacifista Yesh Gvul.
Em 29 de Outubro de 2007 anunciou que sofria de um cancro da próstata, mas continuaria a desempenhar as suas funções governativas.
