segunda-feira, 22 de junho de 2026

22 DE JUNHO - ERICH MARIA REMARQUE

EFEMÉRIDE - Erich Maria Remarque, pseudónimo de Erich Paul Remark, escritor, dramaturgo e guionista alemão, nasceu em Osnabrück no dia 22 de Junho de 1898. Morreu em Locarno, em 25 de Setembro de 1970.

O seu livro “Nada de Novo no Front” (1928), baseado nas suas experiências no Exército Imperial Alemão, durante a Primeira Guerra Mundial, tornou-se um sucesso de vendas em vários países, inaugurando um novo género literário. Foi adaptado várias vezes para o cinema. A temática antiguerra de Remarque levou o livro a ser considerado «antipatriótico» pelo ministro da propaganda nazi, Joseph Goebbels. O sucesso da sua obra possibilitou que ele se mudasse para a Suíça e depois para os EUA, onde se tornou cidadão naturalizado.

Remarque nasceu em 1898, na antiga Prússia. Era filho de Peter Franz Remark e de Anna Maria Stallknecht, uma família católica da classe trabalhadora. Nunca foi próximo de seu pai, um encadernador, mas era próximo de sua mãe e começou a usar o nome do meio Maria após a Primeira Guerra Mundial em sua homenagem.

Remarque foi o terceiro dos quatro filhos de Peter e Anna. Os seus irmãos eram: sua irmã mais velha Erna, o irmão mais velho Theodor Arthur (que morreu aos cinco ou seis anos) e a irmã mais nova Elfriede.

A pronúncia do seu sobrenome mudou para Remarque quando o seu livro “Nada de novo no Front” foi publicado em homenagem a seus ancestrais franceses e de maneira a dissociar o seu nome de seu primeiro livro “Die Traumbude”.

O seu avô mudou a grafia de Remarque para Remark no século XIX. Seus ancestrais franceses incluíam o seu bisavô Johann Adam Remarque, nascido em 1789, o que contraria a falsa propaganda nazi de que seu sobrenome original era Kramer (Remark de trás para frente) e de que ele seria judeu.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Remarque foi convocado para servir no Exército Imperial Alemão, com apenas 18 anos. Em 12 de Junho de 1917, foi transferido para o Fronte Ocidental, 2ª Companhia de Reservistas, depósito de campo da 2ª Divisão de Guardas de Reserva, em Hem-Lenglet. Em 26 de Junho de 1917, foi alocado no 15º Regimento de Infantaria Reserva da 2ª Companhia, e lutou nas trincheiras entre Torhout e Houthulst. Em 31 de Julho de 1917, foi ferido por estilhaços de granada na perna esquerda, braço direito e pescoço e, após ser evacuado clinicamente do campo, foi repatriado para um hospital do exército na Alemanha, onde recuperou dos ferimentos.

Em Outubro de 1918, foi chamado de volta ao serviço militar, mas o armistício da guerra um mês depois pôs fim à sua carreira militar.

Após a guerra, continuou os estudos para professor e trabalhou a partir de 1 de Agosto de 1919 como professor de escola primária em Lohne, na época no condado de Lingen, agora no condado de Bentheim. A partir de Maio de 1920, trabalhou em Klein Berssen no antigo condado de Hümmling, agora Emsland, e a partir de Agosto de 1920 em Nahne, que faz parte de Osnabrück desde 1972. Em 20 de Novembro de 1920, pediu licença da carreira.

Trabalhou em vários empregos diferentes nesta fase da sua vida, incluindo bibliotecário, empresário, jornalista e editor. O seu primeiro trabalho remunerado como redactor foi como redactor técnico da Continental Rubber Company, uma fabricante alemã de pneus.

Remarque fez as suas primeiras tentativas de escrever aos 16 anos. Entre elas estavam ensaios, poemas e o início de um romance que foi concluído posteriormente e publicado em 1920 como “The Dream Room” (em alemão “Die Traumbude”). Entre 1923 e 1926, ele também escreveu uma série de quadrinhos, “Der Contibuben”, desenhado por Hermann Schütz, publicado na revista “Echo Continental”, publicação da empresa de borracha e pneus Continental&AG.

Depois de voltar da guerra, as atrocidades dos conflitos, juntamente com a morte de sua mãe, causaram-lhe muitos traumas mentais e sofrimento.

Anos depois, como escritor profissional, passou a usar “Maria” como nome do meio em vez de “Paul”, para homenagear a sua mãe. Ao publicar “Nada de novo na Frente Ocidental”, ele teve o seu sobrenome revertido para uma grafia anterior de Remark para Remarque para dissociar-se de do seu primeiro romance.

Em 1929, publicou o seu trabalho mais famoso “Im Westen nichts Neues” (“A oeste nada de novo” em Portugal). Escreveu mais alguns livros de conteúdo semelhante, numa linguagem simples e emotiva, que descrevia a guerra e o pós-guerra.

Em 1933, os nazis baniram e queimaram os seus livros. A propaganda do partido afirmava que ele era descendente de judeus franceses, e que o seu verdadeiro nome era Kramer (o seu nome original lido de trás para a frente).

Viajou para a Suíça, em 1931 e, em 1939, emigrou para os EUA, com a sua primeira esposa, Ilsa Jeanne Zamboui, com quem se casou e divorciou duas vezes. Tornaram-se cidadãos estadunidenses em 1947. Por fim, casou com a actriz Paulette Goddard, em 1958, e permaneceram casados até à data da sua morte em 1970, na Suíça.

A obra “Die Nacht von Lissabon” (1963) é um livro autobiográfico, pois acompanha a vida de um casal que busca fugir das forças nazis, e se passa em grande parte nos países em que Erich Maria Remarque viveu pessoalmente, com a sua primeira mulher, até se exilar nos Estados Unidos. O livro se baseia apenas parcialmente em factos da sua vida, mas mostra um profundo conhecimento sobre formas de sobrevivência em campos de concentração, em pequenos hotéis, viagens de trem, adoptadas por emigrantes em sua constante fuga do regime nazi, como também de adopção de identidade alheia, através de falsificação de passaportes e vistos de viagem, até à saída da Europa por Lisboa. A fuga por Lisboa vem a ser o tema central dessa novela, que alia o enredo de acção a fortes características humanistas e psicológicas e de ataque ao brutal regime nazi.

Remarque faleceu em 1970, aos 72 anos, em Locarno, na Suíça, devido a uma insuficiência cardíaca. Ele foi sepultado no Cemitério Ronco, em Ticino, na Suíça.

domingo, 21 de junho de 2026

21 DE JUNHO - SHIRIN EBADI

EFEMÉRIDE - Shirin Ebadi, advogada iraniana, ex-juíza e activista dos direitos humanos, nasceu em Hamadã no dia 21 de Junho de 1947. Em 10 de Outubro de 2003, recebeu o Prémio Nobel da Paz pelo significativo e pioneiro esforço pela democracia e direitos humanos, em especial direitos de crianças, mulheres e refugiados. Foi a primeira cidadã iraniana e a primeira mulher muçulmana a receber um Nobel.

Em 2009, o prémio teria sido confiscado pelas autoridades iranianas, alegação desmentida pelo governo de Teerão. Se verdade, ela teria sido a primeira laureada na história do Prémio Nobel a ter seu prémio confiscado.

Desde Junho de 2009, Ebadi vive exilada no Reino Unido por causa da crescente perseguição aos cidadãos iranianos críticos do regime de Teerão.

Shirin Ebadi nasceu em Hamadã, onde o seu pai, Mohammad Ali Ebadi, era um renomado professor de Direito Comercial. A sua família mudou-se para Teerão em 1948.

Em 1965, foi admitida no curso de Direito da Universidade de Teerão e em 1968 concluiu a licenciatura. Em Março de 1969, tornou-se a primeira mulher iraniana a ser nomeada juíza. Prosseguiu os seus estudos na Universidade de Teerão, tendo concluído um mestrado em 1971.  Em 1975, tornou-se a primeira mulher iraniana a presidir um tribunal legislativo.

Após a Revolução Islâmica de 1979, por pressão dos clérigos conservadores que insistiam que o Islão proibia as mulheres de serem juízas, ela e outras mulheres foram destituídas da magistratura e apenas lhes foi permitido realizar trabalhos administrativos nos tribunais.

Após vários protestos, acabaram sendo nomeadas «especialistas em leis» pelo Ministério da Justiça. Posteriormente, Shirin Ebadi pediu aposentadoria antecipada, por verificar que a sua situação profissional não evoluía.

Durante vários anos, solicitou repetidamente autorização para exercer advocacia privada. Depois de várias rejeições, a autorização foi concedida em 1993. Até essa data escreveu diversos livros e artigos que a tornaram conhecida.

Actualmente, Shirin Ebadi é professora na Universidade de Teerão e tem-se envolvido numa campanha a favor do estatuto legal das mulheres e crianças no Irão.

Como advogada é conhecida pela sua intervenção em numerosos casos de violação de direitos humanos, em especial de mulheres e crianças. Também tem defendido dissidentes, membros de minorias religiosas e de publicações fechadas pelo governo iraniano.

Shirin Ebadi foi a representante legal de Ezzat Ebrahim-Nejad, a única vítima mortal dos protestos estudantis de 1999. No decorrer do processo, Ebadi foi acusada de divulgar uma fita de vídeo com a confissão do autor do crime. Como consequência, a sua licença de advogada foi revogada durante alguns meses.

Shirin Ebadi representou a mãe de Zahra Kazemi, uma fotojornalista iraniano-canadiana que morreu numa prisão no Irão.

Shirin Ebadi também ajudou à criação da lei contra o abuso físico de crianças, que foi aprovada pelo parlamento iraniano em 2002, e fundou duas organizações não-governamentais: a Sociedade para a Protecção dos Direitos das Crianças e o Centro dos Defensores dos Direitos Humanos.

Em 10 de Outubro de 2003, o Comité Nobel considerou-a uma «pessoa corajosa» e atribuiu-lhe o Nobel da Paz pelos seus esforços corajosos em prol da democracia e dos direitos humanos, especialmente direitos das mulheres e das crianças.

No Irão, o governo da República Islâmica reagiu com silêncio ou de forma crítica, considerando que se tratava de um acto de uma instituição pró-ocidental; o facto da Sra. Ebadi não ter usado um véu durante a cerimónia de entrega do prémio também mereceu críticas. A agência oficial iraniana, IRNA, mencionou o evento apenas com algumas linhas, e os jornais estatais iranianos aguardaram várias horas antes de divulgar o evento.

Desde que recebeu o prémio, Shirin Ebadi viajou por diversos países estrangeiros, dando conferências e recebido homenagens, publicando documentos e defendendo pessoas acusadas de crimes políticos no Irão.

Em Abril de 2008, Shirin Ebadi declarou à agência Reuters que o respeito pelos Direitos Humanos no Irão tinha regredido nos últimos dois anos e aceitou defender os dirigentes Bahá’ís presos no Irão em 2008.

Nesse mesmo mês, Ebadi publicou uma declaração onde afirmava: «As ameaças contra a minha vida e segurança da minha família, que se iniciaram há algum tempo, intensificaram-se»; acrescentou que as ameaças advertiam-na a não fazer discursos no exterior e a não defender os membros da comunidade Bahá'í. Em Agosto de 2008, a agência IRNA publicou um artigo em que atacava Ebadi, insinuando sobre as suas ligações à Fé Bahá'í e acusando-a de procurar apoios no Ocidente. Uma das suas filhas, Nargess Tavassolian, também foi acusada de se convertida à religião Bahá'í, um crime que no Irão é punido com a pena de morte.

Em Dezembro de 2008, um grupo de manifestantes atacou a sua casa, gritando slogans e pintando insultos nas paredes; no final desse mês, a polícia iraniana fechou o escritório do Centro dos Defensores dos Direitos Humanos. Na ocasião, a organização Human Rights Watch afirmou estar «extremamente preocupada» com a segurança de Shirin Ebadi.

sábado, 20 de junho de 2026

20 DE JUNHO - ZELDA

EFEMÉRIDE - Zelda Schneurson Mishkovsky, poetisa israelita, nasceu em Dnipro no dia 20 de Junho de 1914. Morreu em Jerusalém, em 30 de Abril de 1984.

Zelda Schneurson (mais tarde Mishkovsky) nasceu em Chernihiv, Governadoria de Chernigov, Império Russo, filha de Sholom Shneerson e Rachel Hen. O seu pai era o tataraneto do terceiro Lubavitcher rebe, Menachem Mendel Schneersohn. A família estabeleceu-se em Jerusalém em 1926.

Sua mãe, Rachel Hen, era filha do rabino Dovid Tzvi Chen de Chernigov e descendente da dinastia sefardita de Hen-Gracian, que remonta à Barcelona do século XI.

Zelda frequentou uma uma escola religiosa para meninas na Palestina Britânica e depois estudou no Teachers‘College do movimento Mizrahi.

Depois de se formar em 1932, ela mudou-se para Telavive e depois para Haifa, onde leccionou até ao seu retorno a Jerusalém em 1935.

Em Jerusalém, ela também trabalhou como professora. Em 1950, ela casou com Hayim Mishkovsky e a partir de então se dedicou à escrita.

Um dos seus alunos foi Amos Klausner, mais tarde o romancista Amos Oz, que escreveu nas suas memórias “A Tale of Love and Darkness” que tinha uma queda por ela na escola. Anos após a formatura, ele a visitou em casa (ela ainda morava no mesmo endereço) e ficou profundamente emocionado por ela ainda se lembrar de como ele gostava da sua limonada.

O primo-irmão de Zelda era o rabino Menachem Mendel Schneerson, o sétimo rebe de Chabad.

Penai”, a sua primeira colecção de poesia, foi publicada em 1967. Com suas imagens emotivas e contemplativas tiradas do mundo do misticismo judaico, hassidismo e contos de fadas russos, esta colecção estabeleceu a sua reputação no mundo literário. Os seus poemas, altamente espirituais, mas ao mesmo tempo muito directos, coloridos e precisos, tocaram os corações dos religiosos e seculares.

Em 2004, uma colecção de poesia de Zelda apareceu em tradução inglesa: “The Spectacular Difference: Selected Poems of Zelda”, traduzido e editado por Marcia Falk (Hebrew Union College Press).

sexta-feira, 19 de junho de 2026

19 DE JUNHO - VIKTOR PATSAYEV

EFEMÉRIDE - Viktor Ivanovich Patsayev, cosmonauta soviético, nasceu em   Aktuybinsk no dia 19 de Junho de 1933. Morreu no Espaço exterior, em 30 de Junho de 1971.

Voou na Soyuz 11 e fez parte da segunda tripulação a falecer no decorrer de um voo espacial.

A bordo da Salyut 1, ele operou o Observatório Espacial Orion 1, tornando-se a primeira pessoa a operar um telescópio fora da atmosfera da Terra.

Após uma reentrada nominal, a cápsula foi aberta e a tripulação foi encontrada morta. Foi descoberto que uma válvula havia sido aberta antes de saírem de órbita e ela permitiu que a atmosfera da cápsula saísse para o espaço, sufocando a tripulação.

Uma das suas mãos estava amachucada, indicando que ele pode ter tentado fechar a válvula manualmente ao perder a consciência.

As suas cinzas foram enterradas na Muralha do Kremlin, Praça Vermelha, em Moscovo. Postumamente recebeu o título de Herói da União Soviética, a Ordem de Lenin e o de Piloto-Cosmonauta da URSS. A cratera lunar Patsayev e o planeta menor 1791 Patsayev foram baptizados em sua homenagem.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

18 DE JUNHO - ANNE-MARIE IMBRECQ

EFEMÉRIDE - Anne-Marie-Jeanne Imbrecq, aviadora francesa, nasceu em Paris no dia 18 de Junho de 1911. Morreu em Bagneux, em 28 de Novembro de 2005.

Era filha de um advogado parisiense chamado José Imbrecq especializado em direito de transportes.

Formou-se como enfermeira e entrou para a Cruz Vermelha em 1932 e, posteriormente, na Armée de l’Air.

Ela foi uma piloto militar e civil, com brevet de voo turistico/civil (1932), com brevet de paraquedista (1936) e com brevet de piloto de transporte (1937).

Alistou-se entre os primeiros voluntários em 1939; foi inicialmente utilizada para os serviços de saúde, em Merignac, e em seguida foi encarregada de configurar os serviços de acção social da aviação em Bordéus.

Em 1940, foi enviada para a Escandinávia. Em seguida, foi enviada para a AFN (Armée de l’Air no Norte de África), em Argel, onde iria contribuir para o estabelecimento de um serviço de transporte aéreo.

Quando a Tunísia foi ocupada, combateu como enfermeira e socorrista. Participou na Campanha da Córsega como socorrista.

Ela voltou a França, após a Libertação, e foi enviada para treinamento na base de Châteauroux, onde obteve a licença de piloto de transporte e de piloto de caça (patente D).

Ela foi condecorada com a Medalha da Resistência de 1939 até 1945, como um piloto militar e como piloto da Cruz Vermelha.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

17 DE JUNHO - LIO

EFEMÉRIDELio, nome artístico pelo qual é conhecida Vanda Maria Ribeiro Furtado Tavares de Vasconcelos, cantora e actriz portuguesa naturalizada belga, nasceu em Mangualde no dia 17 de Junho 1962.

Em 1979, teve um grande êxito com a música “Le banana split” com mais de 2 milhões de singles vendidos e que se tornou um dos sucessos mais badalados na cena francófona de música nos anos 1980 com o grupo Telex.

Naquela época, Vanda tinha 17 anos. Depois obteve outros sucessos com “Amoureux solitaires” em 1980 e “Mona Lisa” em 1982.

O nome artístico Lio vem de uma personagem dos quadradinhos de Barbarella.

O pai era militar em Moçambique e, em 1968, mudou-se para Liège, na Bélgica, com a mãe.

Em 1983, abandonou os estudos de música para actuar como actriz no filme “Golden Eighties”. Dois anos mais tarde, depois da gravação do filme “Elsa Elsa”, decidiu combinar as carreiras de música e cinema.

Depois do filme “Itinéraire d’un enfant gâté” (1988), o seu álbum “Can Can” fracassou, e Lio decidiu dedicar-se ao desenho de moda.

Isto foi um êxito comercial, e de 1988 a 1990, ela desenhou moda para a Prisunic. No ano de 1990, deixou de desenhar moda, e regressou ao cinema.

Participou em filmes como « Chambre à part », «Sans un cri » e «Après l’amour». Em 1991 gravou o álbum “Des fleurs pour un caméléon”, que não teve muito êxito.

Aos 30 anos, decidiu abandonar a sua imagem “babydoll”, mas os estúdios não concordaram com isto. Em 1993, ainda foi protagonista em “La Madre muerta” e “Personne ne m’aime” e, em 1995, em “Niña de tus sueños”.

O seu álbum “Wandatta” de 1996 era mais maduro, mas o público teve pouco interesse no seu novo estilo.

Lio tem 6 filhos: Nubia (1987), Igor (1993), Esmeralda (1995), os gémeos Garance e Léa (1999). Separou-se do cantor Zad, e em 2003 nasceu Diego (2003).

Com o álbum “Je suis comme ça”, do ano 2000, deu grandes shows, como em Paris e outro no festival “Francofolies” em Spa.

Actualmente é juíza da emissão francesa “Nouvelle Star”.

É Dama da Ordem de Mérito de 5ª Classe - Ordre de la Couronne (Bélgica) desde 2004.

terça-feira, 16 de junho de 2026

16 DE JUNHO - INÊS LOPES GONÇALVES

EFEMÉRIDE - Inês Lopes Gonçalves, locutora de rádio, apresentadora de televisão e jornalista portuguesa, nasceu em Lisboa no dia16 de Junho de 1981.

Lopes Gonçalves licenciou-se em Ciências da Comunicação, na faculdade de comunicação social da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa), e estagiou na Rádio Renascença, onde ficou a trabalhar cinco anos.

Após a saída do estágio, foi jornalista da “Sport TV”, de 2007 a 2009, e foi freelancer na revista “Time Out”.

Foi para a Antena 3 em 2010, onde esteve 11 anos como apresentadora do programa matutino “Manhãs da Três”.

Entre 2012 e 2014, esteve entre os apresentadores do programa satírico “Inferno”, do Canal Q.

Em 2013 e 2014, trabalhou como jornalista para a “Sábado”.

De 2015 a 2023, apresentou o programa “Traz p’ra Frente”, que contava com Júlio Isidro, Fernando Alvim, Álvaro Costa e Nuno Markl.

Estreou-se no day-time com a apresentação do Festival RTP Andamento 2019.

Em 2021, voltou para a Rádio Renascença, passando a apresentar o programa matinal “As Três da Manhã”, com Ana Galvão e Joana Marques.

Na RTP1, apresentou em 2021 e 2022 o talk-show de humor semanal “5 para a Meia Noite”.

Actualmente, trabalha na Rádio Renascença, mas também realiza trabalhos para a RTP, tendo sido um rosto importante do Festival RTP da Canção entre 2017 e 2024.

Lopes Gonçalves também passou pela música, tendo feito parte da banda Soulbuziness e tendo actuado em festivais como o Rock in Rio Lisboa 2010.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

15 DE JUNHO - ANDY STANFIELD

EFEMÉRIDE - Andrew “Andy” William Stanfield, velocista campeão olímpico norte-americano, morreu em   Livingston no dia 15 de Junho de 1985. Nascera em Washington D.C., em 29 de Dezembro de 1927.

Estudante da Seton Hall University, foi seis vezes campeão da Amateur Athletic Union entre 1949 e 1953, conquistando vitórias nos 100 m, 200 m, 220 jardas e no salto em comprimento, sendo também um excelente saltador.

Em Helsínquia 1952, foi campeão olímpico dos 200 m, igualando o recorde olímpico em 20s7 e conquistou uma segunda medalha de ouro integrando a estafeta 4x100 m com Harrison Dillard, Dean Smith e Lindy Remigino.

Quatro anos depois, em Melbourne 1956, acrescentou mais uma medalha de prata aos seus ouros olímpicos de Helsínquia nos 200 m.

domingo, 14 de junho de 2026

14 DE JUNHO - BERNARDO MOTA

EFEMÉRIDE - Bernardo Mota, tenista português, nasceu em Lisboa no dia 14 de Junho de 1971.

Representou Portugal nos Jogos Olímpicos de Barcelona, de Atlanta e de Sydney e na Taça Davis desde 1991.

Fez parte da chamada “Geração de Ouro” do ténis português, sendo um dos denominados quatro mosqueteiros, a par de Nuno Marques, João Cunha e Silva, e Emanuel Couto.

Em 1992, tornou-se no primeiro português a ultrapassar a fase de qualificação do Estoril Open, perdendo no Quadro Principal com Cunha e Silva. No mesmo ano, por ocasião dos Jogos Olímpicos de Barcelona, deixou o mundo do ténis perplexo ao obrigar o croata Goran Ivanisevic, nº4 ATP e recente finalista de Wimbledon, a uma batalha de cinco sets.

Actualmente, é treinador no Clube de Ténis de Carcavelos.

Obteve um título de ATP de duplas (Porto, 1996).

sábado, 13 de junho de 2026

13 DEB JUNHO - JAMES CALADO

EFEMÉRIDE - James John Calado, automobilista britânico de origem portuguesa, nasceu em Cropthorne no dia 13 de Junho de 1989.

Na sua carreira, iniciada no kart, Calado passou por: Fórmula Renault Eurocup 2.0, Fórmula Renault 2.0 UK, Fórmula Renault 2.0 Portugal Winter Series, Fórmula Renault 2.0 UK Winter Series (campeão nestas duas últimas) e Fórmula Renault 2.0 NEC.

Após uma bem-sucedida passagem pela GP3 Series, assinou contrato com a Lotus GP para disputar a temporada de 2012 da GP2, vencendo pela primeira vez na Sprint Race (corrida curta realizada ao domingo) da Malásia, obtendo outros seis pódios, e encerrando o campeonato em 5º lugar, com 160 pontos.

Mesmo com a pouca experiência de Calado na GP2, a revista “Autosport” escolheu-o como melhor piloto da temporada.

Em Outubro de 2019, foi anunciado que Calado tinha sido contratado pela Panasonic Jaguar Racing para a disputa da temporada de 2019/2020 da Fórmula E. Porém, após disputar nove corridas, ele foi substituído por Tom Blomqvist.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

12 DE JUNHO - GUY DE ROTHSCHILD

EFEMÉRIDE - Guy Édouard Alphonse Paul de Rothschild, banqueiro francês e membro da Família Rothschild, morreu em Paris no dia 12 de Junho de 2007.  Nascera na mesma cidade em 21 de Maio de 1909.

Dirigiu o banco Rothschild Frères entre 1967 e 1979, quando este foi nacionalizado pelo governo francês, e manteve possessões noutras companhias francesas e estrangeiras, incluindo a Imerys.

O barão Guy de Rothschild era filho do barão Edouard Alphonse de Rothschild (1868/1949) e da sua esposa, German Halphen (1884/1975). O seu irmão mais velho, Edouard Alphonse Emile Lionel (1906/1911) faleceu ainda jovem devido a uma apendicectomia; teve ainda duas irmãs mais novas, Jacqueline Piatigorsky e Bethsabée de Rothschild. Metade dos seus bisavós eram Rothschilds. Era trineto do alemão Mayer Amschel Rothschild (1743/1812), que fundou o banco da família no século XVIII.

Ele cresceu entre a casa citadina de seus pais, na esquina da Rue de Rivoli com a Place de la Concorde em Paris (uma propriedade que já fora ocupada por Talleyrand) e as suas propriedades de Château de Ferrières, 25 milhas a nordeste de Paris, uma casa maciça construída segundo o desenho de Joseph Paxton na década de 1850, baseada num desenho anterior de Paxton das Mentmore Towers para o barão Mayer de Rothschild, do ramo inglês da família Rothschild.

Foi educado no Lycée Condorcet e no Lycée Louis-le-Grand, em Paris, e por tutores privados. Responsabilizou-se por serviços militares com a cavalaria, em Saumur, e jogou golf pela França. Ganhou o Grand Prix de Sud-Ouest em 1948.

Rothschild casou duas vezes. Casou com uma prima distante, a baronesa Alix Hermine Jeanette Schey de Koromla (1911/1982), a antiga esposa de Kurt Krahmer, em 1937. O casal teve um filho, David René de Rothschild. Pelo lado da esposa, Rothschild teve também duas enteadas, Lili e Bettina Kahmer. Divorciaram-se em 1956.

Casou pela segunda vez em 1957, com a baronesa Marie-Hélène van Zuylen van Nyevelt (1927/1996), cujo casamento com o conde François de Nicolay também se dissolvera em 1956. Tal como a sua primeira esposa, ela era uma prima distante, apesar de neste caso ser uma Católica Romana. Tiveram um filho, o barão Édouard de Rothschild.

Depois do seu segundo casamento, Guy de Rothschild renovou o Château de Ferrières, gastando abundantemente, no início da década de 1970, antes de doá-lo à Universidade de Paris em 1975. No mesmo ano, comprou o Hôtel Lambert na Île Saint-Louis em Paris, tendo os últimos pisos sido transformados na sua residência parisiense.

Rothschild começou a trabalhar no banco da família em 1931, juntando-se à direcção da Compagnie des chemins de fer du Nord, pertença da família, em 1933. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi comandante de companhia na 3ª Divisão Ligeira Mecanizada durante a Batalha de França no início de 1940. Depois de combater os nazis em Carvin, fugiu para Dunquerque. Foi agraciado com a Croix de Guerre pela sua actuação nas praias em Dunquerque, de onde ele foi evacuado para Inglaterra. Voltou imediatamente a França, aterrando em Brest, e tomou conta do escritório da família em Bourboule, próximo de Clermont-Ferrand. Sob o governo fascista de Vichy, os seus pais e tios foram despojados da sua nacionalidade francesa, removidos das listas da Legião de Honra, e a família foi obrigada a vender as suas possessões. Rothschild manobrou de forma a persuadir os compradores das grandes opções, sob as quais ele estaria mais tarde apto a comprar os interesses da família de volta. Deixou a França novamente, via Espanha e Portugal, para se reunir com seus pais em Nova Iorque. Juntou-se às Forças Francesas Livres e embarcou no cargueiro, “Pacific Grove”, para viajar de volta à Europa. O seu navio foi torpedeado e afundado em Março de 1943. Ele foi resgatado depois de passar 12 horas no Atlântico. Em Inglaterra, juntou-se ao staff do General Koenig nas Supreme Headquarters Allied Expeditionary Force, próximo de Portsmouth.

Regressou aos escritórios do banco na Rue Laffitte, em Paris, 1944, e reconstruiu o banco Rothschild e o império de negócios, depois da guerra. Georges Pompidou, que se tornaria mais tarde presidente e primeiro-ministro de França, foi recrutado por ele para um emprego como professor, e trabalhou para ele entre 1953 e 1962. Durante este período, ele tornou-se director geral do banco Rothschild. O banco diversificou-se desde o investimento como De Rothschild Frères até à captação de depósitos com o Banque de Rothschild, com agências por toda a França. Guy foi o seu presidente, ente 1968 e 1978. Quando o banco foi nacionalizado em 1981 pelo governo socialista de François Mitterrand, Rothschild deixou a França colérico e mudou-se temporariamente para Nova Iorque. Em 1987, os negócios bancários da família foram restaurados como Rothschild & Cie Banque pelo seu filho David.

Guy de Rothschild era um renomado criador de cavalos na propriedade da família Haras de Meautry, na Normandia. Criou proeminentes cavalos de corrida, tendo sido o mais famoso, talvez, o Exbury, o qual ganhou o Prix Boïard, o Prix Ganay, a Coronation Cup, o Grand Prix de Saint-Cloud e o Prix de l’Arc de Triomphe em 1963.

Em 1950, ganhou o Grand Prix de Paris com o cavalo Vieux Manoir, o Grand Prix de St Cloud com Ocarina e o Grand Prix de Deauville com Alizier. Como proprietário, também venceu, entre outros, o Prix de Diane três vezes (1957, 1960 e 1961), o Prix Royal-Oak duas vezes e o Prix Morny igualmente duas vezes. Guy de Rothschild presidiu à associação de criadores de cavalos em França de 1975 a 1982.

Em 1950, Guy de Rothschild tornou-se o primeiro presidente do Fundo Social dos Judeus Unidos (FSJU), a maior agência filantrópica francesa da comunidade judia.

Em 1975, Rothschild e a sua esposa doaram o Château de Ferrières à Universidade de Paris.

Guy de Rothschild faleceu em 2007, aos 98 anos de idade.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

11 DE JUNHO - HENRY HILL

EFEMÉRIDE - Henry Hill, mafioso norte-americano de origem italiana e irlandesa, nasceu em Nova Iorque no dia 11 de Junho de 1943. Morreu em Los Angeles, em 12 de Junho de 2012.

Foi um filiado da Família Lucchese, uma das cinco famílias mafiosas de Nova Iorque, que denunciou os seus colegas mafiosos e integrou o Sistema de Protecção a Testemunhas do FBI.

Henry Hill ficou conhecido por ser o personagem principal do livro “Wiseguy” (obra de 1986 do escritor ítalo-estadunidense Nicholas Pileggi) e do filme de 1990, “Goodfellas”, dirigido por Martin Scorsese e tendo Ray Liotta no papel de Hill.

Hill cresceu numa das tantas famílias pobres, do bairro do Brooklyn, em Nova Iorque. O pai, Henry Hill Sr. era um irlandês-americano que trabalhava como electricista, e a mãe, Sra Carmella Costa Hill, era uma dona de casa italiana, cuja família veio da ilha da Sicília. Henry e os seus sete irmãos moravam numa casa pequena.

Desde jovem, ele admirava os mafiosos locais. Começou a trabalhar para Paul Vario, um homem feito que pertencia à família Lucchese, enviando recados e engraxando sapatos de clientes no restaurante de Vario.

A primeira prisão de Hill aconteceu quando ele tentou usar um cartão de crédito roubado para comprar pneus num posto de gasolina Texaco. Se recusando a denunciar os seus amigos, ele ganhou um grande respeito na família Lucchese, principalmente junto a Jimmy Burke que viu um grande potencial no garoto. Hill logo abandonou a escola para dedicar todo o seu tempo a trabalhar para os gangsters.

Burke, como Hill, foi incapaz de se tornar um membro da Máfia por causa da sua ascendência irlandesa, mas a Máfia estava feliz por ter associados de qualquer origem étnica, enquanto eles fizessem dinheiro e não cooperassem com as autoridades.

Em 1963, Hill começou a sua fase mais notória na vida do crime. Juntamente com Burke e Tommy DeSimone, começou a roubar camiões e desviar mercadorias, além de vendas de cigarros sem pagar impostos e roubo de cargas no aeroporto de Nova Iorque.

Em 1965, conheceu a sua esposa, Karen Friedman. Em Goodfellas, ele conheceu-a através de Tommy DeSimone (chamado Tommy DeVito no filme) num encontro duplo. Mas na verdade foi o filho mais velho de Paul Vario, amigo de infância de Hill, que o convidou para um encontro com duas garotas.

Na década de 1970, Hill começou a lidar com drogas (algo estritamente proibido pela Máfia), traficando maconha, cocaína, heroína e methaqualone. Apesar de fazer muito dinheiro assim, Hill começou a sofrer, física e psicologicamente. Naquele momento, Jimmy Burke estava matando todos os envolvidos no roubo da Lufthansa. Henry também estava ficando viciado nas drogas que traficava e o seu comportamento foi ficando mais errático. Em Abril de 1980, ele foi preso pela polícia americana por tráfico de drogas e podia ficar décadas na cadeia se condenado. Naquela altura, Hill presumiu que a Máfia queria matá-lo (Vario, quando descobriu o lance das drogas, e Jimmy, que não queria que Hill dedurasse ele no caso da Lufthansa). Assim, Henry Hill procurou o FBI (a polícia federal dos Estados Unidos) e denunciou os seus ex colegas e todos os esquemas da máfia que ele tinha conhecimento. Estima-se que mais de 50 condenações foram feitas através dos testemunhos de Henry Hill.

Hill foi então enviado para o programa de protecção a testemunhas, recebeu uma nova identidade e foi morar no Nebraska. Ele passou por períodos difíceis, mantendo o seu vício em drogas e tornando-se um alcoólatra. Ele foi eventualmente expulso do programa de protecção. Hill foi preso novamente em 2001 por posse de drogas e depois tentou mudar de vida, mas continuou o viciado em álcool. Nesse meio tempo, ele divorciou-se da sua esposa. Tentou fazer vários negócios, falhando em diversos deles. Para fazer dinheiro, dava entrevistas e assistência a escritores de livros e participou em documentários e até filmes (mais notoriamente o “Goodfellas”), sempre relembrando os seus dias na máfia.

Henry Hill faleceu em 12 de Junho de 2012, aos 69 anos de idade.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

10 DE JUNHO - HOWLIN’ WOLF

EFEMÉRIDE - Howlin’Wolf, de seu verdadeiro nome Chester Arthur Burnett, importante cantor, compositor e guitarrista de blues norte-americano, nasceu em White Station no dia 10 de Junho de 1910. Morreu em Hines, em 10 de Janeiro de 1976.

Com uma voz rouca e alta e um físico avantajado, Wolf é um dos mais significativos cantores de blues clássico de Chicago. O seu estilo ligeiramente tímido contrastava com as menos cruas mas ainda assim poderosas apresentações de seu astro contemporâneo Muddy Waters.

Howlin’Wolf, Sonny Boy Williamson II, Little Walter e Muddy Waters são geralmente citados como os melhores músicos de blues que gravaram pela Chess Records. Em 2004, a revista “Rolling Stone” colocou Wolf como número 51 na sua lista dos “100 Melhores artistas de todos os tempos”.

Nascido em White Station, Mississípi, próximo de West Point, ele recebeu o nome do 21º presidente dos Estados Unidos e, mais tarde, foi apelidado “Big Foot Chester” e “Bull Cow” por causa de seu tamanho. Certa vez ele explicou a origem do apelido “Howlin Wolf”, disse que o seu avô lhe contava histórias sobre os lobos daquela parte do país e avisava que caso não se comportasse bem os lobos uivantes iriam pegá-lo. De acordo com o documentário “The Howlin Wolf History - The Secret History of Rock & Roll”, os pais de Wolf separaram-se quando ele era pequeno e a sua mãe, uma mulher muito religiosa, colocou-o fora de casa ainda criança porque ele se recusava a trabalhar na fazenda.

Depois disso, ele mudou-se para a casa de um tio que o tratava muito mal. Quando tinha 13 anos, fugiu e diz ter caminhado 85 km a pé para se juntar ao seu pai, onde finalmente encontrou um lar feliz junto com os seus vários irmãos paternos.

Durante o pico do seu sucesso, ele retornou para a sua casa em Chicago para ver a mãe novamente, o que acabou deixando-o muito magoado, pois ela rejeitou-o e recusou receber o dinheiro que ele lhe estava oferecendo, dizendo que ele havia ganho aquilo tocando a «música do diabo».

Em 1930, Wolf conheceu Charley Patton, o mais popular blues-man no Delta na época. Wolf escutava Patton tocar todas as noites no lado de fora de um bar. Patton tocava “Pony Blues”, “High Water Everywhere”, “A Spoonful Blues” e “Banty Rooster Blues”, entre outras. Os dois tornaram-se amigos e logo Patton estava ensinando Wolf a tocar.

Wolf fez alguns spots publicitários para um programa de rádio da estação “KWEM” de Memphis. O programa chamou a atenção de Ike Turner que acabou produzindo as primeiras gravações de Wolf pela gravadora RPM Records. Essas gravações acabaram por lhe assegurar um contrato com Sam Phillips na Sun Records.

Os seus primeiros hits foram “How Many More Years” e “Moanin at Midnight”. As gravações master foram mais tarde vendidas para a Chess Records.

Em 1952, mudou-se para Chicago, deixando a sua banda para trás em Memphis. Ele abriu um pequeno clube para apresentar talentos locais de blues, incluindo ele.

Apesar de haver uma rivalidade evidente entre Wolf e Muddy Waters, foi Waters quem conseguiu o primeiro trabalho para Wolf em Chicago. Tinham grande admiração um pelo outro. Eles chegaram a gravar sessões juntos acompanhados de outros grandes músicos como Little Walter e Bo Diddley; essas gravações mais tarde foram lançadas com o nome de “The Super Super Blues Band” e “The Super Blues Band”.

Wolf nunca lia música. Ele sentava-se numa cadeira de metal no estúdio, com uns óculos grandes, camisa aberta tocando algum ritmo na guitarra de acordo com aquilo que parecia bom para ele. Geralmente, ele demonstrava uma base do que queria para os músicos da sua banda e seguia em frente, enquanto os outros precisavam entender e tocar instintivamente até acertar o que Wolf queria.

Em 1972, foi graduado como doutor honorário de artes pelo Columbia College e, em 1975, foi premiado no Montreaux Festival pelo álbum “Back Door Wolf”.

Ver: Howling Wolf - live [Colourised] 1964

terça-feira, 9 de junho de 2026

9 DE JUNHO - FAINA MELNYK

EFEMÉRIDE - Faina Grigorievna Veleva-Melnik, atleta soviética, campeã olímpica e recordista mundial do lançamento de disco, nasceu em Bakota no dia 9 de Junho de 1945. Morreu em Moscovo, em 16 de Dezembro de 2016.

Em Munique 1972, conquistou a medalha de ouro com um recorde mundial de 66,62 m. Durante a prova, bateu por três vezes o próprio recorde mundial, uma vez em cada um de seus últimos três lançamentos.

A sua melhor marca na carreira foi 70,50 m em 1976, a primeira vez que uma mulher lançou o disco a mais de 70 metros. Neste ano, favorita destacada a um novo ouro olímpico em Montreal 1976, ela ficou apenas em quarto lugar, perdendo o título para a alemã-oriental Evelin Jahl.

Além do título olímpico, Faina foi duas vezes campeã europeia - 1971 e 1974 - e onze vezes recordista mundial da prova.

Faleceu em 2016, aos 71 anos de idade.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

8 DE JUNHO - BUTCH REYNOLDS

EFEMÉRIDE - Harry Lee “Butch Reynolds Jr., velocista norte-americano, recordista mundial, campeão olímpico e vencedor de várias corridas, nasceu em Akron no dia 8 de Junho de 1964.

Campeão olímpico dos 4x400 m em Seul 1988, tem seis medalhas - três de ouro - em campeonatos mundiais e uma de ouro em mundiais indoor.

O seu recorde mundial dos 400 m planos - 43s29 em 1988 - durou onze anos até ser batido por Michael Johnson em 1999.

Em 1990, foi suspenso por dois anos por doping, após perder uma longa disputa judicial com a IAAF.

A sua primeira grande conquista internacional foi no Mundial de Roma 1987, quando conquistou o ouro na estafeta 4x400 m e o bronze nos 400 m.

Em Agosto de 1988, poucas semanas antes dos Jogos Olímpicos de Seul, bateu o recorde mundial dos 400 m em Zurique, na Suíça, marca que permaneceria por onze anos. Em Seul, conquistou a medalha de prata nos 400 m e o ouro na estafeta 4x400 m, com Steve Lewis, Kevin Robinzine e Danny Everett.

Sem poder participar em competições entre 1990 e 1992, Butch voltou às pistas em 1993, com uma medalha de prata nos 400 m e uma de ouro no 4x400m do Mundial de Stuttgart 1993 e outra de ouro no Mundial Indoor de Toronto, nos 400 metros.

Em Gotemburgo 1995 foi novamente campeão mundial do 4x400 m junto com Michael Johnson, Quincy Watts e Andrew Valmon e conquistou mais uma prata atrás de Johnson.

Em Atlanta 1996, sofreu uma lesão na coxa durante a semifinal dos 400 m e teve que se retirar da prova sem disputar a final.

Butch Reynolds encerrou a carreira em 1999 e criou uma fundação para crianças, a Butch Reynolds Care for Kids Foundation.

Entre 2005 e 2008, foi o técnico de velocidade da equipa de futebol americano da Universidade Estadual de Ohio.

Em 2014, voltou a trabalhar como técnico-assistente para a Ohio Dominican University em Columbus, Ohio.

Em 1990, Reynolds testou positivo num antidoping no Grand Prix de Atletismo de Monte Carlo e foi suspenso por dois anos por uso ilegal de drogas. Isto foi o começo de uma longa briga judicial, ao fim da qual a Suprema Corte dos Estados Unidos ordenou ao Comité Olímpico dos Estados Unidos que permitisse a Butch participar na selectiva olímpica americana para Barcelona 1992, após achar que os procedimentos dos testes feitos eram falhos desde o início. Os testes mostravam a amostra H6 como sendo positiva, enquanto a amostra de urina de Reynolds era H5. O director do laboratório responsável, Jean-Pierre LaFarge, alegou na corte que, apesar das marcas erradas, o técnico responsável pelos testes lhe havia dito que a amostra positiva era a H5. A H6 inclusive havia sido separada marcada com um círculo em dois documentos diferentes.

Esta liminar da Suprema Corte colocou em conflito a lei e a equidade americanas com as regras do Comité Olímpico Internacional e da Associação Internacional de Federações de Atletismo - IAAF, órgão máximo de regulação do desporto. A IAAF chegou a ameaçar suspender qualquer atleta que competisse contra Butch. A selectiva americana dos 400 m foi adiada por quatro dias à espera de uma solução, até que a IAAF recuou. Reynolds, claramente afectado por todo o caso, terminou apenas em quinto lugar, ficando com uma vaga de substituto na estafeta 4x400 metros. A IAAF - responsável pelo teste considerado falho - então manteve a suspensão por dois anos, retroactivo a 1990, impedindo-o de participar no Barcelona 1992.

No mesmo ano, Reynolds moveu e ganhou um processo por difamação contra a IAAF, que foi condenada a pagar-lhe 27,3 milhões de dólares de indemnização moral. A entidade recusou-se a reconhecer o veredicto, por tratar-se de uma corte de Akron, Ohio, cidade natal do atleta, na qual não viu qualquer jurisdição sobre a organização e considerou-o inválido. Mais tarde, um tribunal federal anulou a condenação alegando falta de jurisdição legal da corte de Akron para julgar o caso.

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