Campeão
olímpico dos 4x400 m em Seul 1988, tem seis medalhas - três de ouro - em
campeonatos mundiais e uma de ouro em mundiais indoor.
O
seu recorde mundial dos 400 m planos - 43s29 em 1988 - durou onze anos até ser batido
por Michael Johnson em 1999.
Em
1990, foi suspenso por dois anos por doping, após perder uma longa
disputa judicial com a IAAF.
A
sua primeira grande conquista internacional foi no Mundial de Roma 1987,
quando conquistou o ouro na estafeta 4x400 m e o bronze nos 400 m.
Em
Agosto de 1988, poucas semanas antes dos Jogos Olímpicos de Seul, bateu
o recorde mundial dos 400 m em Zurique, na Suíça, marca que permaneceria por
onze anos. Em Seul, conquistou a medalha de prata nos 400 m e o ouro na
estafeta 4x400 m, com Steve Lewis, Kevin Robinzine e Danny Everett.
Sem
poder participar em competições entre 1990 e 1992, Butch voltou às pistas em
1993, com uma medalha de prata nos 400 m e uma de ouro no 4x400m do Mundial
de Stuttgart 1993 e outra de ouro no Mundial Indoor de Toronto, nos
400 metros.
Em
Gotemburgo 1995 foi novamente campeão mundial do 4x400 m junto com
Michael Johnson, Quincy Watts e Andrew Valmon e conquistou mais uma prata
atrás de Johnson.
Em
Atlanta 1996, sofreu uma lesão na coxa durante a semifinal dos 400 m e
teve que se retirar da prova sem disputar a final.
Butch
Reynolds encerrou a carreira em 1999 e criou uma fundação para crianças, a Butch
Reynolds Care for Kids Foundation.
Entre
2005 e 2008, foi o técnico de velocidade da equipa de futebol americano da Universidade
Estadual de Ohio.
Em
2014, voltou a trabalhar como técnico-assistente para a Ohio Dominican
University em Columbus, Ohio.
Em
1990, Reynolds testou positivo num antidoping no Grand Prix de Atletismo de
Monte Carlo e foi suspenso por dois anos por uso ilegal de drogas. Isto foi
o começo de uma longa briga judicial, ao fim da qual a Suprema Corte dos
Estados Unidos ordenou ao Comité Olímpico dos Estados Unidos que
permitisse a Butch participar na selectiva olímpica americana para Barcelona
1992, após achar que os procedimentos dos testes feitos eram falhos desde o
início. Os testes mostravam a amostra H6 como sendo positiva, enquanto a
amostra de urina de Reynolds era H5. O director do laboratório
responsável, Jean-Pierre LaFarge, alegou na corte que, apesar das marcas
erradas, o técnico responsável pelos testes lhe havia dito que a amostra
positiva era a H5. A H6 inclusive havia sido separada marcada com
um círculo em dois documentos diferentes.
Esta
liminar da Suprema Corte colocou em conflito a lei e a equidade
americanas com as regras do Comité Olímpico Internacional e da Associação
Internacional de Federações de Atletismo - IAAF, órgão máximo de
regulação do desporto. A IAAF chegou a ameaçar suspender qualquer atleta
que competisse contra Butch. A selectiva americana dos 400 m foi adiada por
quatro dias à espera de uma solução, até que a IAAF recuou. Reynolds,
claramente afectado por todo o caso, terminou apenas em quinto lugar, ficando
com uma vaga de substituto na estafeta 4x400 metros. A IAAF -
responsável pelo teste considerado falho - então manteve a suspensão por dois
anos, retroactivo a 1990, impedindo-o de participar no Barcelona 1992.
No
mesmo ano, Reynolds moveu e ganhou um processo por difamação contra a IAAF,
que foi condenada a pagar-lhe 27,3 milhões de dólares de indemnização moral. A
entidade recusou-se a reconhecer o veredicto, por tratar-se de uma corte de
Akron, Ohio, cidade natal do atleta, na qual não viu qualquer jurisdição
sobre a organização e considerou-o inválido. Mais tarde, um tribunal federal
anulou a condenação alegando falta de jurisdição legal da corte de Akron
para julgar o caso.
