Foi
ministro dos Transporte de Israel, vice-primeiro ministro, e ministro da
Defesa. Foi também o décimo sexto chefe do Estado Maior das
Forças de Defesa Israelitas, e o segundo israelita de origem mizrají
a ocupar esse posto.
Nascido
em Teerão (ainda que os seus pais fossem oriundos de Isfahán), Mofaz chegou a
Israel com os pais, em 1957. Ao graduar-se na escola secundária uniu-se às Forças
de Defesa Israelitas em 1966, e serviu na Brigada Pára-quedista.
Participou na Guerra dos Seis Dias, na Guerra do Yom Kipur, na Guerra
do Líbano de 1982 e na Operação Entebbe, com os pára-quedistas e o Sayeret
Matkal, uma unidade de elite das forças especiais.
Mofaz
foi então nomeado como comandante da brigada de infanteria da guerra do Líbano
de 1982. Posteriormente, assistiu ao US Marine Corps Command and Staff
College em Quantico, Virginia. Ao regressar, foi nomeado comandante da Escola
de Oficiais (mas por pouco tempo), antes de voltar ao serviço activo como
comandante da Brigada de Pára-quedistas, em 1986.
Shaul
Mofaz serviu numa série de altos postos militares, tendo ascendido ao posto de General
de Brigada em 1988. Em 1993, foi nomeado comandante das forças estacionadas
na Cisjordânia. Em 1994, ascendeu a general de Divisão, comandando os Corpos
Armados do Sul. A sua ascensão foi rápida e continuou: em 1997, Mofaz foi
nomeado adjunto do Chefe de Estado Maior General, e em 1998 foi nomeado chefe
do Estado Maior General.
O
chefe de Estado Maior General Shaul Mofaz, numa reunião com o secretário
Anexo de Defesa Paul Wolfowitz, e outros altos servidores públicos do Departamento
de Defesa no Pentágono. O seu mandato como chefe do Estado Maior
destacou-se pelas reformas financeiras e estruturais do exército israelita. Mas
o acontecimento mais importante no exercício do seu cargo foi o eclodir da Segunda
Intifada. As duras tácticas empreendidas por Mofaz foram motivo de
preocupação generalizada da comunidade internacional, mas receberam um amplo
apoio da opinião pública israelita. Foi então que estalou a controvérsia sobre
a ofensiva em Yenín, as incursões intermitentes na Faixa de Gaza, e o contínuo
isolamento de Yasser Arafat.
Mofaz
previu a onda de violência que se avizinhava já em 1999, e preparou-se para a
posterior guerra de guerrilhas nos seus territórios. Localizou postos
fortificados na Faixa de Gaza e, devido à antecipação de tácticas para
conflitos urbanos, e o uso inteligente das “topadoras” (bulldozers),
conseguiu manter as baixas da Força de Defesa de Israel controladas. No
entanto, foi criticado por grupos de esquerda devido aos métodos que tinha
empregue (como as demolições de casas).















