quinta-feira, 22 de outubro de 2026

22 DE OUTUBRO - LINDA MALNATI

EFEMÉRIDE - Linda Malnati, activista pelos direitos da mulher, sindicalista, sufragista, pacifista e educadora italiana, morreu em Blevio no dia 22 de Outubro de 1921.  Nascera em Milão, em 19 de Agosto de 1855.

Ela é lembrada pelos seus esforços em melhorar as condições de trabalho dos professores na década de 1890, pelas suas contribuições para revistas pedindo a melhoria das condições de trabalho para as mulheres e, nos anos 1900, pelo apoio ao sufrágio feminino. Ela foi membro activo de várias organizações femininas.

Linda Malnati era filha de Carolina e Giacomo Pedrioli. Educada no ambiente democrático da cidade, ela adquiriu um interesse pela justiça social e emancipação feminina, fortemente influenciada pelas feministas Laura Solera Mantegazza, Alessandrina Massini Ravizza e Anna Maria Mozzoni.

O seu primeiro artigo foi publicado no jornal republicano “Libertà”. Em 1875, foi contratada pelo Município de Milão como professora primária para as séries iniciais e, em 1888, para as séries superiores. Malnati dedicava-se ao ensino, acreditando que a educação e a emancipação estavam por trás da regeneração da sociedade, levando ao desenvolvimento democrático. Ela também se comprometeu a melhoras as condições de vida e trabalho dos professores, incluindo salários iguais para homens e mulheres, um assunto sobre o qual ela escreveu em diversos periódicos e jornais.

Com o objectivo de incentivar as mulheres trabalhadoras a organizarem-se, ao lado de Anna Kuliscioff e Carlotta Clerici, em 1890 ela fundou uma seção feminina na Camera del lavoro de Milão, formando uma espécie de sindicato. Em 1893, fundou uma secção para os professores primários, ao mesmo tempo que revitalizava e presidia a Lega per la tutela degli interessi femminili (Liga para a Protecção dos Interesses Femininos), qua havia sido criada por Anna Maria Mozzoni em 1881. No final da década de 1890, ela participou em várias manifestações operárias, especialmente as ocorridas em Maio de 1898.

Escrevendo no periódico “Vita femminile” (“Vida Feminina”), ela comentava sobre a relação entre o socialismo e feminismo, apelando às mulheres para unir a luta de classes com a luta de género. Entre as organizações femininas em que actuou, em 1903 ela estabeleceu um Comitato per il risveglio dell’attività femminile (Comité pelo Despertar da Actividade Feminina) sob a Associação de Professores de Milão. Isto fez com que um número de professores homens formassem a sua própria sociedade masculina. Malnati também promoveu a educação pré-escolar e apoiou a Universidade Popular de Milão, como membro do comité director.

Em contraste com os dogmas do partido socialista, Malnati considerava o sufrágio feminino a chave para o desenvolvimento e emancipação feminina. Após Roberto Mirabelli ter levantado a questão do sufrágio universal nas discussões parlamentares de 1904, Malfati - ao lado de Mozzoni - estabeleceu o Comitato milanese Pro Suffragio (Comité Milanês pelo Sufrágio) em 1906, bem como um comité de coordenação nacional. Na Convenção de Milão, organizada por católicos em Abril de 1907, ela reforçou a importância do sufrágio feminino. No ano seguinte, no Congresso Nacional de Mulheres Italianas, ela chegou a apresentar uma moção para proibir o ensino religioso em escolas primárias, substituindo-o por aulas comparativas de religião. Depois da moção ser aprovada, os católicos interromperam a sua colaboração com associações femininas seculares e criaram a sua própria organização de mulheres.

Em 1914, ao lado de Carlotta Clerici, Malnati propôs a fundação de uma liga pela neutralidade. Durante a Primeira Guerra Mundial, ela ajudou no trabalho de assistência civil e cuidou de refugiados. De 1914 a 1920, comandou o orfanato Le Stelline, do o qual já era associada. Em 1917, Malnati assumiu mais uma vez a causa da paz, promovendo o envolvimento internacional.

Sofrendo de doença grave, Linda Malnati aposentou-se em Blevio, na costa leste do Lago de Como, onde faleceu em de Outubro de 1921.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

21 DE OUTUBRO - BERTA CARDOSO

EFEMÉRIDE – Berta Cardoso, cantora portuguesa de fado, nasceu em Lisboa no dia 21 de Outubro de 1911. Faleceu, também na Capital portuguesa, em 12 de Julho de 1997.

Berta era uma fadista de referência da “época de ouro” do fado, a cantora que «chegou, cantou e venceu». Actuou pela primeira vez, em público, no Salão Artístico de Fados, acompanhada por Armandinho. O sucesso foi tal que foi de imediato convidada para integrar o elenco da casa, o que não vem a concretizar-se por ter apenas 16 anos.

Foi a Espanha gravar o seu primeiro disco e, em 1930, foi notícia de primeira página no jornal “Guitarra de Portugal” de 30 de Outubro. Ali se referia que Berta Cardoso era «um nome consagrado» e «uma vocação que se revelou espontânea e claramente desde a sua estreia».

Dotada de um estilo e de uma capacidade interpretativa singulares, Berta Cardoso tinha uma dicção irrepreensível e uma voz privilegiada, tendo ficado conhecida como “A voz de oiro do fado”. A sua ascensão artística foi meteórica, passando de imediato do anonimato a primeira figura da canção nacional. Durante as décadas de 1930, 40 e 50, teve uma notável carreira que dividiu entre os palcos das casas de fado e dos teatros de revista, a nível nacional e internacional. A partir da década de 1960, optou por actuações mais intimistas, confinando-se quase exclusivamente às casas típicas de fado.

Durante a sua longa vida artística, criou inúmeros êxitos, tendo gravado para várias editoras discográficas, entre elas a Valentim de Carvalho, a Odéon, a Columbia, a Capitol e a Imavox. Sempre com edições esgotadas, restam ainda alguns exemplares 78RPM e vinil, em poder de particulares/coleccionadores.

Entre os seus maiores êxitos é de destacar: “Fado Antigo”, “Fado Faia”, “Chinela”, “Meu Lar”, “Cinta Vermelha” e “Cruz de Guerra”, sendo as letras dos cinco primeiros fados, da autoria de João Linhares Barbosa e a letra do 6º fado, de Armando Neves.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

20 DE OUTUBRO - DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

EFEMÉRIDE - Domingos Simões Pereira, político e engenheiro civil bissau-guineense e actual presidente da Assembleia Nacional Popular, nasceu em Farim no dia 20 de Outubro de 1963.

Serviu como primeiro-ministro de seu país entre 3 de Julho de 2014 e 20 de Agosto de 2015, além de secretário executivo da CPLP entre 2008 e 2012.

Desde 2014 é presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido histórico da independência da Guiné-Bissau.

Domingos Simões Pereira é filho de um agricultor, pequeno proprietário forçado a abandonar a propriedade, devido ao início da guerra de independência. O seu pai chegou a ser preso pela PIDE, acusado de colaboração com os grupos nacionalistas.

Ainda criança seguiu, com o restante da família, para Bissau e, logo depois, em 1969, para Cacheu, onde frequenta o ensino primário.

Em 1974, integra os primeiros grupos de alunos que, no Liceu Nacional Kwame N’Krumah, sob a docência de nomes como Atchutchi Ferreira e Hélder Proença, estudou já sem a tutela do regime colonial. Foi no liceu que integrou, em 1979, os quadros da Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC), ala jovem do PAIGC.

Com a conclusão do ensino liceal, é seleccionado para professor de formação militante, o que assume para o curso nocturno, enquanto que, durante o dia, lecciona Matemática no então Centro de Formação Técnico Profissional e na Escola dos Técnicos da Saúde (Enfermagem).

Em 1982, beneficia de uma bolsa de formação para a União Soviética, onde se gradua em Engenharia Civil e Industrial pela Universidade Nacional Politécnica de Odessa (1988). Em Odessa, integra a associação dos estudantes da Guiné-Bissau.

Em 1988, após 2 meses de permanência em Bissau como engenheiro do Ministério das Obras Públicas, parte para Cacheu para trabalhar na Cooperativa Unidade e Progresso (CUP), uma das maiores empresas de construção na época. Consegue galgar posições na empresa, chegando a ser director-geral adjunto da CUP, em 1990.

Em 1990, ingressa no primeiro ciclo de formação do PAIGC visando a abertura democrática, sendo que neste período a sua proximidade com a alta directora do partido lhe vale a oportunidade de continuar os seus estudos.

Em 1990, ganha uma bolsa de mestrado para o exterior e, até 1994, permanece nos Estados Unidos, na Universidade do Estado da Califórnia em Fresno, onde conclui o programa de Mestrado em Ciências Técnicas da Engenharia Civil na especialidade de estruturas. Entre 2013 e 2016, doutorou-se em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Universidade Católica de Portugal.

Domingos Pereira regressa à Guiné-Bissau em Julho de 1994, e acompanha os últimos dias da campanha eleitoral para as primeiras eleições multipartidárias do país. O ministro Alberto Lima Gomes convida-o a reintegrar os quadros do Ministério das Obras Publicas, onde chegou a acumular funções de director nacional da Viação e Transportes Terrestres e de Estradas e Pontes. Com a ascensão de Francisco Fadul ao posto de primeiro-ministro, afasta-se do governo.

Compõe, em 1998, a Célula de Apoio ao Ordenador Nacional do Fundo Europeu para o Desenvolvimento e, sendo o encarregado do dossier infra-estruturas; um ano depois, integra os quadros do Banco Mundial para o Projecto de Reabilitação e Desenvolvimento do Sector Privado bissau-guineense, onde fica até 2004.

Com a vitória do PAIGC, é chamado ao governo e assume as funções de ministro das Obras Públicas entre 2004 e 2005. Aceita o desafio de organizar a 6ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP. Concluída essa missão, aceita então o convite dos bispos da Igreja Católica na Guiné-Bissau para dirigir a Caritas da Guiné-Bissau na qualidade de secretário-geral.

De Dezembro de 2006 até 2008 foi conselheiro de Assuntos Externos do Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, trabalhando especificamente no aspecto das infra-estruturas sob responsabilidade do Banco Mundial, ocupando-se dos transportes e comunicações, nomeadamente da renegociação dos contratos de concessão das telecomunicações, dos portos e do acordo aéreo com Portugal; também assessora o governo na estruturação da Agência de Regulação e no licenciamento da primeira licença de telefonia celular no país.

No 7º Congresso Ordinário do PAIGC, ocorrido em Gabu, em Junho de 2008, é eleito membro da comissão permanente do Bureau Político do PAIGC, continuando a cumprir a missão conferida meses antes pelo presidente da República, de servir como secreetário executivo da CPLP. Durante os quatro anos de mandato, apostou na afirmação da organização no plano internacional e junto da sociedade civil; desenvolveu acções concretas de parceria e cooperação nos mais variados domínios; não descuidou da importância do português e da cultura que une e diversifica a identidade dos povos da CPLP.

Em Fevereiro de 2014, no 8º Congresso Ordinário do PAIGC, na cidade de Cacheu, foi eleito para a liderança do partido. Entre 3 de Julho de 2014 e 20 de Agosto de 2015, cumpre funções como primeiro-ministro da Guiné-Bissau. No período, entrou em rota de colisão com o presidente José Mário Vaz, que o tentava descredibilizar.

Tentou formar governo após a vitória do PAIGC nas eleições legislativas na Guiné-Bissau em 2019, mas foi, por diversas vezes, boicotado pelo presidente José Mário Vaz, que levou a uma enorme crise política entre 2019 e 2020. Buscando garantir o respeito ao resultado eleitoral das eleições parlamentares, Pereira licenciou-se do parlamento e dispôs-se a disputar a presidência da Guiné-Bissau em 2019 contra Umaro Sissoco Embaló, mas foi derrotado em segundo turno numa eleição posta sob suspeição.

Confrontado e boicotado por Embaló a partir de 2020, Pereira retornou ao mandato como deputado e foi eleito presidente do parlamento graças à sua vitória nas eleições legislativas do ano anterior. O presidente Embaló buscou minar a sua capacidade política até 2022, quando dissolveu o parlamento. Conseguindo um resultado ainda mais favorável à sua coalizão nas eleições parlamentares antecipadas de 2023, Pereira tentou formar governo, mas sofreu novo boicote de Embaló. Voltou à presidência do parlamento, que foi dissolvido novamente por Embaló no mesmo ano, sob alegações pouco claras, o que foi classificado por Pereira como tentativa de golpe constitucional por Embaló.

Após diversas ameaças, Pereira ficou nove meses num exílio forçado no exterior. Nas eleições gerais na Guiné-Bissau em 2025, Pereira teve a sua candidatura desqualificada e a sua coligação, maior e mais organizado grupo da oposição, foi removido das listas eleitorais.

Pereira foi um dos presos no golpe de Estado na Guiné-Bissau em 2025, desferido em 26 de Novembro de 2025, três dias após as eleições nacionais. O movimento golpista passou a ser considerado um estratagema político de Embaló, dado que Fernando Dias da Costa, candidato independente apoiado por Pereira e sua coligação, era franco favorito à vitória presidencial, e prometia restaurar os direitos do parlamento eleito em 2023.

Pereira permaneceu preso desde o dia 26 de Novembro de 2025, somente aceitando sair na noite de 30 de Janeiro de 2026, num processo mediado pelo Senegal, após a libertação de todos os demais detidos. Depois dessa libertação, continua a ser vigiado por militares na sua casa, numa espécie de «prisão domiciliária».

É filho de António Simões Pereira e de Victoriana Monteiro. Casado com Maria Paula Costa Pereira e possui três filhos, Anthony Simões Pereira, Nisalda Simões Pereira e Domingos Simões Pereira Jr. Seus irmãos são também figuras importantes, a saber: Camilo Simões Pereira, Tiago Simões Pereira, Dionísio Simões Pereira e Bartolomeu Simões Pereira.

Em 30 de Julho de 2012, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

19 DE OUTUBRO - JOHN LITHGOW

EFEMÉRIDE - John Arthur Lithgow, actor, produtor e músico norte-americano, nasceu em Rochester no dia 19 de Outubro de 1945.

A mãe era uma actriz aposentada e o pai um produtor e director teatral que dirigia o McCarter Theatre em Princeton, New Jersey. Devido ao trabalho do pai, a família mudou-se frequentemente durante a sua infância.

Lithgow ingressou na Universidade de Harvard, onde se formou em 1967. Após a formatura, ganhou uma bolsa integral para estudar em Londres, na Academia de Música e Arte Dramática.

Um dos seus papéis mais conhecidos é o do reverendo Shaw Moore, no filme “Footloose” de 1984. Foi nomeado para o Oscar por um papel de transexual, que desempenhou no filme “The World According to Garp”.

Fez parte do elenco da série televisiva norte-americana “Third Rock from the Sun” e integrou o de “Dexter” durante a quarta temporada, onde fez o papel do assassino Arthur Mitchel, também conhecido por Trinity Killer. Por esse papel, ganhou, em 2010, o Globo de Ouro de Melhor Actor coadjuvante em televisão e o Emmy do Primetime de Melhor Actor convidado numa série dramática.

Também participou em alguns episódios da sexta temporada da série televisiva “How I Met Your Mother” e nos filmes “Santa Claus” e “Risco Total”.

Em 2016, foi recompensado com um Emmy Award pela sua interpretação de Winston Churchill, na série “The Crown”.

domingo, 18 de outubro de 2026

18 DE OUTUBRO - VIOLETA CHAMORRO

EFEMÉRIDE - Violeta Barrios de Chamorro, jornalista e política nicaraguense, 50° presidente do seu país (1990/996), nasceu em Rivas no dia, 18 de Outubro de 1929. Morreu em San José, em 14 de Junho de 2025.

Foi a primeira mulher eleita para o cargo de presidente da República por meio de uma eleição directa, no continente americano, a segunda no hemisfério ocidental e a quinta no mundo.

Violeta cresceu numa família abastada e fez parte dos seus estudos nos Estados Unidos. Quando regressou à Nicarágua, casou com Pedro Chamorro, célebre jornalista, que herdara da família o jornal “La Prensa”. Como o jornal apresentava críticas à ditadura vigente de Anastasio Somoza, Pedro esteve várias vezes preso ou exilado. Em 1978, foi assassinado por ordens do ditador, que estava prestes a ser derrubado pela Frente Sandinista, um grupo político de esquerda.

Desde 1979, quando a Frente Sandinista de Libertação Nacional depôs o ditador Anastasio Somoza, a Nicarágua vivia à beira de um colapso económico, castigada por uma guerra civil entre os defensores do socialismo e os contras, como a guerrilha anti sandinista apoiada pelos Estados Unidos, que fazia oposição ao regime revolucionário. Os nicaraguenses elegeram Violeta Chamorro em Fevereiro de 1990, para um mandato de seis anos na Presidência. A escolha apontava para um processo delicado de transição política.

Violeta Chamorro deixara o movimento socialista para integrar a oposição, sendo indicada como candidata da União Nacional de Oposição, coligação de 14 partidos, que iam de conservadores até aos comunistas.

Quando Chamorro subiu ao poder, a frágil economia nicaraguense parecia condenada a uma eterna crise, alimentada pelo embargo comercial decretado em 1985 pelo presidente dos EUA, Ronald Reagan. Em 1989, a inflação chegara a 1700% e o desemprego atingira 35% da população economicamente activa. O nível de produção nos sectores primário e secundário, em 1990, não ultrapassava a marca da década de 1950.

Somente com a posse de Chamorro, os Estados Unidos tirariam a Nicarágua do embargo económico.

Em 1997, Violeta Chamorro abandonou a política, vivendo em Manágua, capital do país. Faleceu aos 95 anos de idade.  

sábado, 17 de outubro de 2026

17 DE OUTUBRO - SPRING BYINGTON

EFEMÉRIDE - Spring Dell Byington, actriz americana, nasceu em Colorado Springs no dia 17 de Outubro de 1886. Morreu em Los Angeles, em 7 de Setembro de 1971.

A sua carreira incluiu uma temporada de sete anos no rádio e na televisão como estrela de “December Bride”. Ela era uma actriz contratada pela Metro-Goldwyn-Mayer que apareceu em filmes das décadas de 1930 a 1960. Byington recebeu uma nomeação para o Oscar de Melhor Actriz coadjuvante pelo seu papel como Penelope Sycamore em “You Can’t Take It with You” (1938).

Byington era filha de Edwin Lee Byington, um educador e superintendente de escolas no Colorado, e de sua esposa Helene Maud (Cleghorn) Byington, uma médica. Ela tinha uma irmã mais nova, Helene Kimball Byington. O pai morreu em 1891 e a mãe enviou a filha mais nova para morar com os avós em Port Hope, Ontário, enquanto Spring permaneceu com parentes em Denver. Helene Maud Byington mudou-se para Boston e matriculou-se na Escola de Medicina da Universidade de Boston, onde se formou em 1896. Ela então retornou para Denver e abriu um consultório com a sua colega de classe, dra. Mary Ford.

Byington apresentou-se ocasionalmente em shows amadores quando era estudante, graduando-se na North High School em 1904. Ela logo se tornou actriz profissional na Elitch Garden Stock Company. Quando a sua mãe morreu em 1907, Spring e Helene foram legalmente adoptadas pela sua tia Margaret Eddy. Byington afirmou numa entrevista de 1949 que ela tentou brevemente fazer reportagens em jornais. Porém, como já era maior de idade, decidiu iniciar a carreira de actriz em Nova Iorque, dizendo que gostou e: «Não consigo fazer mais nada muito bem».

Em 1903, Byington ingressou numa companhia de repertório, Belasco De Mille Company de Nova Iorque, que estava em tournée por Buenos Aires, Argentina. Entre as peças que apresentou em Buenos Aires estava “Dr. Morris”, escrita pelo dr. Alberto del Solar. Entre 1903 e 1916, a companhia apresentou peças americanas, traduzidas para o espanhol e o português, na Argentina e no Brasil. Ao retornar para Nova Iorque, Byington dividiu o seu tempo entre trabalhar em Manhattan e ficar com as filhas. As suas filhas moravam com os amigos J. Allen e Lois Babcock, em Leonardsville, Nova Iorque, que cuidavam delas enquanto Byington trabalhava na cidade. Ela começou a viajar em 1919 com uma produção de “The Bird of Paradise”, que trouxe a cultura havaiana para o continente, e em 1921 começou a trabalhar com a Stuart Walker Company, para a qual desempenhou papéis em “Mr. Pim Passes By”, “The Ruined Lady” e “Rollo’s Wild Oat”, entre outros. Essa conexão lhe rendeu um papel na sua primeira apresentação na Broadway em 1924, “Beggar on Horseback”, de George S. Kaufman e Marc Connelly, que durou seis meses. Ela renovou o papel em Março e Abril de 1925 e continuou na Broadway com mais 18 produções de 1925 a 1935. Isso incluiu papéis em “Once in a Lifetime”, de Kaufman e Moss Hart, “When Ladies Meet”, de Rachel Crothers, e “Jig Saw”, de Dawn Powell.

Nos seus últimos anos na Broadway, Byington começou a trabalhar no cinema. O primeiro foi uma curta-metragem intitulada “Papa’s Slay Ride” (1930), no papel de Mama, e o segundo papel, e mais conhecido, foi em “As Quatro Irmãs” (1933) como Marmee, com Katharine Hepburn como sua filha Jo. Para a MGM, ela interpretou a mãe do aspirante Roger Byam (Franchot Tone) em “Mutiny on the Bounty” (1935). Ela tornou-se um nome familiar durante a série de filmes “The Jones Family” e continuou como actriz em Hollywood durante vários anos. Byington foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz coadjuvante com “You Can’t Take It with You” (1938), que foi ganho por Fay Bainter por “Jezebel” (no qual Byington também teve um papel como matrona da sociedade antes da guerra, sra. Kendrick). Em 1941, ela interpretou sra. Mitchell, mãe da personagem de Barbara Stanwyck, em “Meet John Doe”.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Byington trabalhou na rádio e decidiu continuar trabalhando nesse meio, pois a sua carreira cinematográfica começou a declinar após a guerra. Em 1952, ela ingressou na CBS Radio para se tornar o papel principal da viúva Lily Ruskin, na sitcom “December Bride”. Em 1954, a emissora de televisão Desilu Productions produziu um piloto do programa para uma sitcom, também estrelada por Byington. O piloto foi um sucesso, e a nova comédia de sucesso foi ao ar nas duas primeiras temporadas imediatamente após “I Love Lucy”. December Bride transmitiu 156 episódios até 1959.

Byington apareceu com Tab Hunter num episódio de 1960 de “The Tab Hunter Show”. Ela também estrelou como ela mesma no seriado da CBS “Dennis the Menace”, estrelado por Jay North, no episódio intitulado “Dennis’Birthday” (1961), com o actor Vaughn Taylor também aparecendo no segmento.

De 1961 a 1963, Byington foi escalada como a governanta sábia e matronal Daisy Cooper, na série de faroeste da NBC “Laramie”, estrelada por John Smith e Robert Fuller. Em “Laramie”, Daisy actuou como avó substituta do órfão Mike Williams, interpretado pelo actor infantil Dennis Holmes.

Depois de “Laramie”, Byington estrelou “Oh, Those Hats!!”, um episódio de 1963 de “Mister Ed”, interpretando Karen Dooley, uma influente colunista de Beverly Hills. Mais tarde, ela apareceu como sra. Jolly na comédia dramática da NBC de Dennis Weaver, Kentucky Jones, e como a rica J. Pauline Spaghetti em dois episódios de “Batman” em 1966. O seu penúltimo papel, antes da sua morte por cancro, foi em 1967, como a mãe de Larry Hagman em “I Dream of Jeannie” da NBC. O seu último papel foi em 1968 como Madre General em “The Flying Nun” da ABC, estrelado por Sally Field.

Byington falava um pouco de espanhol, que aprendeu durante o tempo que passou com o marido em Buenos Aires; e ela estudou português nos últimos anos. Em Julho de 1958, ela confidenciou à repórter Hazel Johnson que havia adquirido uma «pequena plantação de café» no Brasil no mês anterior e estava aprendendo português. «A senhorita Byington explicou que ela primeiro ouve um ‘disco de condicionamento’ antes de dormir. Uma hora depois, as suas aulas de português começam automaticamente a ser transmitidas ao seu travesseiro por meio de um pequeno alto-falante».

Byington era fascinada por metafísica e romances de ficção científica, incluindo “1984”, de George Orwell. Ela surpreendeu os seus colegas de elenco em “December Bride” com o seu conhecimento dos satélites da Terra e das constelações no céu nocturno, e leu “The Magazine of Fantasy & Science Fiction”.

Em Agosto de 1955, Byington começou a ter aulas de voo em Glendale, Califórnia, mas o estúdio a fez parar por causa de problemas de seguro.

Em 1909, Byington casou-se com Roy Chandler, empresário da trupe de teatro com a qual trabalhou em Buenos Aires. Eles permaneceram lá até 1916, quando Spring retornou a Nova Iorque para dar à luz sua primeira filha, Phyllis Helene. A sua segunda filha, Lois Irene, nasceu em 1917. O casal divorciou-se por volta de 1920. Entre então e meados da década de 1930, ela dedicou o seu tempo ao desenvolvimento da sua carreira.

No final da década de 1930, Byington estava noiva de um industrial argentino. Após um noivado de alguns anos e vários meses, ele morreu inesperadamente. Ela então dedicou a sua vida à carreira e à família.

Vários historiadores de Hollywood afirmaram que Byington era lésbica. A biógrafa da actriz Marjorie Main, Michelle Vogel, observou que Main e Byington foram amplamente divulgadas como tendo um relacionamento de longo prazo. Quando a questionada sobre a orientação sexual de Byington, Main observou: «É verdade, ela não gostava muito de homens.».

Em Ssetembro de 1971, Byington morreu de camcro na sua casa em Hollywood Hills. A pedido dela, o seu corpo foi doado para pesquisas médicas.

Por suas contribuições às indústrias de cinema e televisão, Byington tem duas estrelas na Calçada da Fama de Hollywood: uma estrela do cinema no 6507 Hollywood Boulevard e uma estrela da televisão no 6231 Hollywood Boulevard.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

16 DE OUTUBRO - TIM ROBBINS

EFEMÉRIDE - Timothy Francis “Tim” Robbins, actor, guionista, produtor, realizador e músico norte-americano, nasceu em West Covina no dia 16 de Outubro de 1958.

Conquistou o Oscar de Melhor Actor coadjuvante (2004) pelo seu desempenho em “Mystic River”, de Clint Eastwood.

Nascido na Califórnia, e criado em Nova Iorque, Robbins interesso-seu pela representação desde os 12 anos de idade.

Estudou Teatro na State University of New York durante dois anos, antes de ir para a escola de cinema da UCLA, formando-se em 1981.

Tim foi casado com a também actriz Susan Sarandon, com quem tem dois filhos. A separação foi anunciada em Setembro de 2010.

Em 19986, foi nomeado para o Oscar de Melhor Director com o filme “Dead Man Walking”.

Ao longo da sua carreira, Tim Robbins já trabalhou, nas diversas áreas, em cerca de 60 filmes.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

15 DE OUTUBRO - RAQUEL VARELA

EFEMÉRIDE - Raquel Cardeira Varela, historiadora, professora universitária, investigadora e autora portuguesa, nasceu em Cascais no dia 15 de Outubro de 1978.

Especialista em temas relacionados com o mundo laboral e os direitos dos trabalhadores, tornou-se conhecida do grande público devido às obras publicadas e através da participação em programas televisivos ou de rádio, como comentadora ou membro de um painel.

Raquel Varela fez a sua licenciatura Pré-Bolonha em História Moderna e Contemporânea, em 2005, no ISCTE-IUL, uma pós-graduação em História Moderna e Contemporânea na FCSH Universidade Nova de Lisboa e o seu doutoramento (cum laude) em História Política e Institucional no ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa, em 2010. Fez o seu pós-doutoramento (2010/2016) em culturas de trabalho (IHC-FCSH/UNL), e em História Global do Trabalho, em 2013, no IISH Amsterdam. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1997/2000).

Raquel Varela é uma figura mediática em Portugal desde a primeira metade da década de 2010 - nomeadamente a partir de uma participação sua no extinto programa de debate “Prós e Contras”, em 2013.

De 2015 a 2024, fez parte do grupo de comentadores (composto também por Inês Pedrosa, Joaquim Vieira e Rodrigo Moita de Deus) de “O Último Apaga a Luz”, um programa semanal da RTP3 moderado por Pedro Vieira, ex-apresentador do Canal Q, e criado por Nuno Artur Silva, em que se debatia, comentava e analisava como as notícias tinham sido tratadas e os acontecimentos da actualidade. Já antes, no 2º semestre de 2014 e o 1º de 2015, havia sido comentadora residente de um programa semelhante, emitido também pela RTP3 (canal que então se apresentava sob o nome “RTP Informação”), “Barca do Inferno”. Depois do fim de “O Último Apaga a Luz”, foi comentadora regular no espaço 360, da RTP3, até Outubro de 2025, quando foi dispensada pela direcção de informação da RTP, numa altura em que se avizinhava uma reformulação daquele canal, depois designado de RTP Notícias. Passou assim onze anos como comentadora regular no canal noticioso da RTP.

De igual modo, em Janeiro de 2021, passou a ter uma rubrica sobre temas variados na Antena 1, também da emissora pública portuguesa, com o título “Palavra de Honra” e em que interage com o escritor Joel Neto. A rubrica semanal terminou em Fevereiro de 2022, sendo imediatamente substituída por outra com os mesmos intervenientes e intitulada “Efeito Borboleta”. Varela também participou de forma esporádica noutros programas audiovisuais, como, por exemplo, no “Canal Q”.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

14 DE OUTUBRO - RUFINA GASHEVA

EFEMÉRIDE - Rufina Sergeyevna Gasheva, aviadora soviética durante a Segunda Guerra Mundial, nasceu em Verkhnechusovsky no dia 14 de Outubro de 1921. Morreu em Moscovo, em 1 de Maio de 2012.

Serviu na formação feminina Bruxas da Noite. Ela foi homenageada com o título de Heroína da União Soviética. Foi navegadora num Polikarpov Po-2 do regimento.

Depois da guerra, continuou a servir e foi professora de Línguas Estrangeiras na Academia Militar Malinovsky, antes de se reformar.

Depois de se aposentar, Gasheva trabalhou no Departamento de Literatura Estrangeira em Voenizdat.

Gasheva nasceu no distrito de Permsky Uyezd, então parte da Província de Perm, na Rússia. Pouco tempo depois, mudou-se para a aldeia de Vasilyevo, onde viveu até 1927. Entre 1927 e 1928, morou na aldeia de Kasimovo, actualmente situada no distrito de Permsky. Nos dois anos seguintes, viveu na cidade de Perm, antes de se mudar para Moscovo em 1930. Em 1939, concluiu o ensino médio. No Verão de 1941, já havia completado dois anos de estudos na Universidade Estatal de Moscovo, no curso de Mecânica e Matemática.

Gasheva voluntariou-se para o serviço militar em Setembro de 1941. Em Fevereiro de 1942, formou-se num curso de navegação aérea na Escola Militar de Aviação de Engels. Em seguida, foi designada para o 588º Regimento de Bombardeiros Nocturnos da Força Aérea Vermelha, unidade composta exclusivamente por mulheres e que estava sendo organizada em Engels.

Passou a actuar em combate a partir de Maio de 1942, participando na Batalha do Cáucaso. Em Fevereiro de 1943, o regimento recebeu o título honorífico de Guarda e passou a chamar 46º Regimento de Aviação de Bombardeiros da Guarda.

Gasheva participou em diversas operações importantes da guerra, incluindo as batalhas aéreas no Kuban, a Operação Kerch-Eltigen, a Ofensiva da Crimeia, a Ofensiva de Mogilev, a Ofensiva de Białystok, a Ofensiva de Osovets, a Ofensiva Mlawa–Elbing, a Ofensiva da Pomerânia Oriental e a Batalha de Berlim.

O seu avião foi abatido duas vezes. Na primeira ocasião, ela e a sua piloto conseguiram retornar às linhas soviéticas. Na segunda, tiveram que saltar de paraquedas sobre um campo minado. A piloto Olga Sanfirova morreu ao pisar uma mina antipessoal. Nesse mesmo incidente, Gasheva aterrissou num campo minado antitanque a algumas centenas de metros ao sul de Sanfirova. Depois de conseguir voltar ao seu regimento, passou a voar com a piloto Nadezhda Popova.

No final da guerra, Gasheva havia realizado 848 missões de combate como navegadora do bombardeiro leve Po-2. Em Dezembro de 1944, após acumular 823 missões, foi indicada para receber o título de Heroína da União Soviética, honraria que lhe foi concedida em 23 de Fevereiro de 1945. Terminou a guerra com a patente de tenente sénior. Durante o conflito, casou-se com o piloto de bombardeiro Mikhail Plyats.

Gasheva permaneceu servindo com o regimento no Grupo de Forças do Norte até Outubro de 1945. Após a guerra, ela e Plyats tiveram dois filhos: Vladimir e Marina. O seu marido alcançou o posto de coronel.

Em 1952, Gasheva formou-se no Instituto Militar de Línguas Estrangeiras e tornou-se professora sénior no Departamento de Línguas Estrangeiras da Academia Militar de Forças Blindadas Malinovsky, onde trabalhou até Agosto de 1957. Em Dezembro de 1956, passou para a reserva com a patente de major.

A partir de 1961, trabalhou como editora sénior no Escritório de Literatura Militar Estrangeira da Voenizdat. Entre 1967 e 1972, actuou como editora sénior no Departamento de Publicação de Literatura Militar em Línguas Estrangeiras do Ministério da Defesa da URSS.

Viveu em Moscovo e, no ano 2000, foi promovida ao posto de tenente-coronel. Gasheva faleceu em Maio de 2012, aos 90 anos, e foi sepultada no Cemitério Vostryakovo.

Gasheva recebeu os seguintes prémios:  Heroína da União Soviética, Ordem de Lenin, Ordem do Estandarte Vermelho, Ordem da Guerra Patriótica de 1ª classe, Ordem da Estrela Vermelha e Medalha de Mérito de Batalha.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

13 DE OUTUBRO - GUILLAUME DEPARDIEU

EFEMÉRIDE - Guillaume Depardieu, actor francês, morreu em Garches no dia 13 de Outubro de 2008. Nascera em Paris, em 7 de Abril de 1971.

Na sua carreira, participou em mais de quarenta filmes e produções de televisão.

Ela era filho dos actores Gérard Depardieu e Élisabeth Depardieu (que retomou o seu nome de solteira, Guignot, após o divórcio) e irmão mais velho da actriz Julie Depardieu.

Em 1996, ganhou o Prémio César como a revelação mais promissora do cinema na comédia “Les Apprentis”.

Seguiram-se vários papéis principais, mas a carreira de Depardieu foi afectada pela sua vida pessoal caótica, que incluiu vício em drogas, várias condenações a prisão e problemas de saúde que eventualmente exigiram a amputação de uma perna em 2003.

Guillaume era frequentemente chamado de “enfant terrible” pela revista francesa “Paris Match” e era considerado excêntrico e boémio por outros.

Em 1993, ele já havia cumprido duas penas de prisão por crimes relacionados com drogas, incluindo tráfico de heroína e furto.

Em 2003, foi multado e recebeu uma sentença de prisão suspensa de nove meses por ameaçar um homem com uma arma. Em 2008, foi preso por dirigir a sua scooter embriagado.

A saúde de Depardieu foi comprometida pelo vício em drogas, o seu acidente de motocicleta em 1995 e cirurgias subsequentes.

Depardieu faleceu em consequência de uma pneumonia fulminante, causada por MRSA, contraída na Roménia, enquanto participava nas filmagens de “L’enfance d’Icare”.

Depardieu era conhecido por ter um relacionamento tenso com o seu pai famoso, incluindo um desentendimento público em 2003. Ele detalhou o relacionamento deles na sua autobiografia de 2004, “Tout Donner”. Dizem que Guillaume havia se reconciliado com seu pai pouco antes de morrer.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

12 DE OUTUBRO - ANATOLE FRANCE

EFEMÉRIDE - Anatole France, de seu verdadeiro nome Jacques Anatole François Thibault, escritor francês, morreu em Saint-Cyr-sur-Loire, no dia 12 de Outubro de 1924. Nascera em Paris, em 16 de Abril de 1844.

Era um poeta, jornalista e romancista francês com vários best-sellers.

Foi membro da Académie Française e ganhou o Prémio Nobel de Literatura em 1921, «em reconhecimento das suas brilhantes realizações literárias, caracterizadas como são por uma nobreza de estilo, uma profunda simpatia humana, graça e um verdadeiro temperamento gaulês».

domingo, 11 de outubro de 2026

11 DE OUTUBRO - FRED TRUMP

EFEMÉRIDE - Frederick “Fred” Christ Trump, empreendedor imobiliário e empresário norte-americano, nasceu em Queens, Nova Iorque, no dia 11 de Outubro de 1905. Morreu em New Hyde Park, Nova Iorque, em 25 de Junho de 1999.

Foi notavelmente conhecido por ser o pai do 45º e 47º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Filho do imigrante alemão Friedrich Trump (1869/1918), fez fortuna no ramo da construção civil por meio de subsídios públicos e benefícios fiscais.

Fred Trump construiu prédios nos bairros do Brooklyn e do Queens, em Nova Iorque, terminando as obras por um valor abaixo do orçamento financiado pelo Estado, para que pudesse terminar o seu maior projecto, o Trump Village, em Coney Island.

sábado, 10 de outubro de 2026

10 DE OUTUBRO - KEN SARO-WIWA

EFEMÉRIDE - Kenule “Ken” Beeson Saro-Wiwa, escritor, produtor e activista ambiental da Nigéria, nasce em Bori (Nigéria colonial) no dia 10 de Outubro de 1941. Morreu em Port Harcourt, em 10 de Novembro de 1995.

Ken Saro-Wiwa pertencia aos ogonis, um grupo étnico minoritário nigeriano radicado no delta do Níger, e liderava - através do Movimento pela Sobrevivência do Povo Ogoni - uma campanha não-violenta contra a degradação ambiental das terras e das águas da região pelas petrolíferas transnacionais, especialmente a Shell. Por conta do seu activismo, acabou por ser preso em 1994 a mando do regime militar de Sani Abacha, que vigorava então. Num processo judicial considerado fraudulento, Saro-Wiwa foi condenado à morte e enforcado em 1995. A execução gerou contestação internacional, de tal modo que a Nigéria foi suspensa da Commonwealth of Nations durante mais de 3 anos.

Em 2009, a empresa Shell, reconhecendo a sua implicação na morte do activista e dos seus oito companheiros, também com ele enforcados, pagou 15,5 milhões de dólares às famílias das vítimas, esperando assim minimizar os efeitos negativos para a sua imagem neste caso.

No Brasil, em 2017, a artista e pesquisadora Elisa Dassoler lançou o documentário “Ken Saro-Wiwa, presente!” (82 minutos) sobre o seu legado no campo das artes e na luta internacional por justiça ambiental. Através de entrevistas com artistas, activistas e familiares, o documentário apresenta a sua história, os impactos causados pela exploração de petróleo no Delta do Níger e a relevância política e cultural de projectos artísticos em Londres dedicados à sua memória. O filme fez parte da sua pesquisa de doutoramento em Artes Visuais na Universidade do Estado de Santa Catarina em parceria com a University of the Arts London.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

9 DE OUTUBRO - JEAN DAUSSET

EFEMÉRIDE - Jean Baptiste Dausset, médico francês, nasceu em Toulouse no dia 9 de Outubro de 1916. Morreu em Palma de Maiorca, em 6 de Junho de 2009.

Lutou na Segunda Guerra Mundial e formou-se em Medicina aos 29 anos, na Universidade de Paris. Foi especialista em Imunologia.

Recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1980, juntamente com Baruj Benacerraf e George Snell.

Dausset escreveu mais de 300 artigos. Foi agraciado com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Nova de Lisboa em 1982/1983.

Dausset começou as suas pesquisas logo após se formar em Medicina em 1945, enquanto trabalhava como estagiário no laboratório de Hematologia do Children’s Hospital em Boston.

O seu primeiro artigo foi publicado em 1950 e tratava da detecção de anticorpos incompletos usando eritrócitos tripsinizados em meio plasmático, técnica que apresentava sensibilidade melhorada em relação a outras técnicas usadas na época.

Ele passou a publicar mais trabalhos no campo da Hematologia, incluindo o desenvolvimento de uma técnica em 1952 para a remoção de plasma de glóbulos vermelhos para ser usado em transfusões a pacientes de alguma forma intolerantes a transfusões de sangue total.

Em 1952, voltou a França e continuou as suas pesquisas, focando principalmente emanemia hemolítica, e publicação de vários trabalhos que tratam das diversas formas de aglutinação de células sanguíneas. Foi durante este período de investigação, em 1954, quando Dausset observava pela primeira vez um anti-leucócitos aglutinar substância, embora não tenha sido até 1958 que ele identificou uma isoantibody específica para leucócitos, e publicou as suas descobertas. Foi essa descoberta e a extensa cascata de trabalho que se seguiu que acabaria por render a Dausset o seu Prémio Nobel.

A pesquisa geral em anticorpos, aglutinação e anemia continuou nos anos seguintes a este artigo de 1958.

Em 1962, Dausset publicou um exame da correlação entre a leucoaglutinação e a tolerância ao enxerto de pele, a sua primeira observação do impacto dos antígenos na histocompatibilidade. O seu artigo seguinte sobre o assunto foi publicado em 1964, quando observou uma relação clara entre a compatibilidade do antígeno leucocitário e a resposta de anticorpos aos enxertos de pele. Essa descoberta gerou uma enxurrada de pesquisas no tópico de histocompatibilidade e, no final de 1965, Dausset publicou mais de uma dúzia de artigos explorando antígenos leucocitários e a sua relevância para a histocompatibilidade. Depois de identificar que um dos grupos do antígeno leucocitário alélico teve influência na histocompatibilidade e observando a indução de hipersensibilidade aos enxertos cutâneos após a injecção de fracções leucocitárias, Dausset desenvolveu um sistema para agrupar antígenos leucocitários com base na histocompatibilidade. Em seguida, ele levantou a hipótese de que todos os antígenos leucocitários conhecidos faziam parte de um único complexo, complexo que ele chamou de Hu-1. Este complexo mais tarde tornar-se-ia conhecido como um dos Complexos Principais de Histocompatibilidade, especificamente aqueles denominados Antígenos Leucocitários Humanos.

O trabalho posterior de Dausset em 1965 examinando os efeitos da injecção de antígeno Hu-1 na rejeição de enxerto de pele confirmou ainda mais a conclusão de que este complexo Hu-1 era de facto um transplante antígeno, uma conclusão que com o tempo teria efeitos profundos no processo de transplante.

Nos anos seguintes, Dausset continuou a sua pesquisa no complexo Hu-1. Durante 1966/1967, ele publicou vários outros artigos sobre o assunto, incluindo um artigo resumindo a relevância dos antígenos Hu-1 para oncogénese e transplante, desenvolvimento do uso de plaquetas teste de fixação de complementação para identificar quais antígenos estão presentes, e a descoberta de que Hu-1 é homólogo ao complexo H-2 de camundongo, que também actua na histocompatibilidade.

No final de 1967, ele confirmou, por meio de estudos familiares, que todos os antígenos descobertos eram de facto parte de um único sistema.

Após 1967, Dausset participou em vários outros estudos pertencentes ao complexo (que foi renomeado HLA em 1968), particularmente aqueles que examinavam a base genética para a transmissão dos antígenos, juntamente com a publicação de uma série de outros artigos para os quais ele reivindicou a autoria primária.

Pela sua contribuição para esses estudos, bem como o seu papel final na descoberta desse antígeno crucial, Jean Dausset recebeu o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1980.

Depois de receber o Prémio Nobel, a pesquisa pessoal de Dausset desacelerou consideravelmente. Ele contribuiu para vários estudos, particularmente alguns relacionados com a genética, mas não publicou nada para o qual reivindicou a autoria primária durante mais de uma década.

Aposentou em 2003, aos 87 anos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

8 DE OUTUBRO - MATT DAMON

EFEMÉRIDE - Matthew “Matt” Paige Damon, actor, guionista, produtor e filantropo norte-americano, nasceu em Cambridge no dia 8 de Outubro de 1970.

A sua carreira foi lançada após o sucesso do filme de drama “Good Will Hunting” (1997), a partir do guião que ele co-escreveu com o amigo e actor Ben Affleck.

A dupla ganhou o Oscar de melhor guião original e o Globo de Ouro de melhor guião pelo seu trabalho.

Pela sua actuação no filme, Damon recebeu nomeações para o Oscar, Globo de Ouro, Satellite Award e o Screen Actors Guild Awards de Melhor Actor.

Damon tem desde então, sido estrela em filmes comercialmente bem-sucedidos como “Saving Private Ryan” (1998), a trilogia do “Ocean”, e quatro filmes da série “Bourne”, ao mesmo tempo, ganhando elogios da crítica pelas suas actuações em dramas, como “Syriana” (2005), “The Good Shepherd” (2006) e “The Departed” (2006).

Recebeu uma nomeação para o Globo de Ouro por interpretar o personagem-título em “The Talented Mr. Ripley” (1999) e foi nomeado para um Oscar de Melhor Actor coadjuvante pelo seu papel em “François Pienaar em Invictus” (2009). Ele é um dos 40 actores de maior bilheteria de todos os tempos.

Em 2007, Damon recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e foi nomeado «o homem mais sexy vivo» pela revista “People”. Damon tem estado activamente envolvido em trabalhos de caridade, incluindo a ONE Campaign, H2O Africa Foundation e Water.org.

Damon tornou-se conhecido por escolher uma grande variedade de papéis no cinema, a partir da sua interpretação do anti-herói Tom Ripley de Patricia Highsmith em “The Talented Mr. Ripley” (1999) a um anjo caído que discute a cultura popular como assunto de questão intelectual com Affleck em “Dogma” (1999); a partir de uma dupla de gémeos siameses em “Stuck on You” (2003), que teve uma recepção crítica mista, ao filme experimental de baixo orçamento “Gerry” (2002), que co-escreveu com Ben Affleck e Gus Van Sant.

Damon ganhou reacção crítica geralmente positiva pela sua interpretação de Ripley que lhe rendeu nomeação para o Globo de Ouro, com o “Variety” afirmando: «Damon excepcionalmente transmite corrediças do seu personagem a partir de um entusiasmo inocente, frio e calculista».

Matt Damon é filho de Kent Telfer, um corrector da bolsa, e Nancy Carlsson-Paige, uma professora da Universidade de Lesley. O seu pai possui ascendência escocesa e inglesa, enquanto a mãe é de origem finlandesa e sueca. O seu irmão Kyle é um escultor e artista realizado.

Ele e a sua família mudaram-se para Newton, onde viveram dois anos. Após os seus pais se divorciarem, Damon e o seu irmão mudaram-se com a mãe de volta a Cambridge, onde eles viviam numa casa comunal de seis famílias.

Damon cresceu perto do actor Ben Affleck, amigo e colaborador em vários filmes (Damon é o décimo primo de Affleck, uma vez removidos, através de um ancestral comum da Nova Inglaterra). Outro vizinho de Damon era o historiador e autor Howard Zinn, cujo filme biográfico “You Can’t Be Neutral on a Moving Train” e a versão em áudio de “A People’s History of the United States” que ele mais tarde narraria.

Damon começou a actuar muito cedo, em parte porque a sua mãe o criou «rigidamente conforme as regras», o que o fez sentir-se como se «não pudesse definir a si mesmo, porque você já tinha sido definido por ela».

Frequentou a Cambridge Alternative School (hoje, a Graham and Parks) e, em seguida, a Cambridge Rindge and Latin School, onde ele era um aluno disciplinado, mas teve os seus dois primeiros anos «terríveis», devido à sua baixa estatura na época. Enquanto solitário jovem, ele descreveu-se, sentindo «uma dor de querer pertencer a algum lugar e não pertencer».

Damon trabalhou como actor em várias produções teatrais do ensino médio; ele creditou o seu professor de teatro na Rindge and Latin, Gerry Speca, como uma importante influência artística, embora Damon lembrasse que, «o Sr. Speca sempre parecia confiar a Ben Affleck os maiores papéis e longos discursos».

Damon estudou na Universidade Harvard, de 1988 a 1992, mas não se formou. Em Harvard, estudou Inglês e viveu em Matthews Hall e, em seguida, Lowell House. Participou no teatro estudantil, aparecendo em peças como “Burn This in Winthrop House” e “A... My Name is Alice” (em um dos três papéis masculinos geralmente desempenhados por mulheres). Damon saiu da universidade para prosseguir a sua carreira de actor em Los Angeles, porque ele erroneamente esperava que “Geronimo: An American Legend” fosse tornar um grande sucesso. «Até ao momento em que eu descobri que tinha tomado a decisão errada, já era tarde demais. Eu estava vivendo aqui com um grupo de actores, e todos nós estávamos lutando para pagar as despesas», disse ele.

Um grande amigo de Damon é o actor Ben Affleck, tendo-se conhecido quando ainda não eram famosos, o primeiro tinha 10 anos e Affleck tinha 8 na época. Mais tarde, devido à ascensão dos dois na carreira cinematográfica, chegaram a actuar juntos em longas-metragens, sendo que o primeiro filme em que actuaram foi “School Ties” (1992).

O apogeu da qualidade das suas actuações veio no filme “Génio Indomável” (1997), onde actuou e escreveu junto com o amigo Affleck, rendendo um Oscar para a dupla de Melhor Guião Original. A ideia do guião começou na época da faculdade. Damon e Affleck demoraram cinco anos a acabá-lo, a Castle Rock interessou-se em comprar os direitos do filme, mas quem adaptou mesmo o projecto foi a Miramax. Estrelado pela dupla e Robin Williams, rendeu nove nomeações para Oscar. O filme, dirigido por Gus Van Sant, além do prémio de guião garantiu a Robin Williams o Oscar de melhor actor coadjuvante.

Um outro marcante trabalho de Damon foi no filme “O Resgate do Soldado Ryan” de Steven Spielberg em 1998, onde interpretou o soldado James Francis Ryan, paraquedista que teve os seus três irmãos mortos em combate, sendo objecto de um resgate dentro das linhas de combate em França na Segunda guerra mundial.

No filme “Onze Homens e Um Segredo”, Damon actuou ao lado de grandes estrelas de Hollywood como George Clooney, Andy Garcia e Brad Pitt. Como voz off para dobragens, emprestou a sua voz ao personagem Cale no filme “Titan”, narrou o filme “Spirit - Espírito indomável” e participou no filme “Ponyo”.

A partir de 2002, entrou, indiscutivelmente, no estrelato de Hollywood e mundial, precisamente porque nesse ano protagonizou um dos filmes que mais o destacou, tornando-se até um símbolo de Damon. Esse foi “A Identidade Bourne”, filme do best-seller homónimo de Robert Ludlum (1927/2001), rendendo mais duas sequências (que também existiram nas obras literárias de Ludlum): “A supremacia Bourne” (2004) e “O ultimato Bourne” (2007).

Em 2006, outro sucesso foi “Os Infiltrados” (“The Departed”), de Martin Scorsese; filme em que contracena com Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio, Mark Wahlberg e Martin Sheen. O filme que venceu 4 Oscars e foi nomeado para 5, tornou-se um sucesso de bilheteria e de críticas. Em Novembro de 2014, Damon confirmou que voltará a interpretar o agente especial Jason Bourne no próximo filme da saga realizado por Paul Greengrass.

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