sexta-feira, 7 de outubro de 2011


Banda Baleias - Killing Cupids



EFEMÉRIDEHenrique Teixeira de Queirós de Barros, professor e político português, nasceu em Coimbra no dia 7 de Outubro de 1904. Morreu em 20 de Agosto de 2000.


Era filho do escritor e pedagogo João de Barros e irmão de Teresa de Barros Caetano, mulher de Marcello Caetano.


No final da década de 1930, esteve envolvido no projecto técnico da Colónia Agrícola de Santo Isidro de Pegões (1937/38).


Opositor desde jovem ao regime ditatorial do Estado Novo, filiou-se no Movimento de Unidade Democrática (MUD) em 1945.


Licenciado em Economia Agrária, desenvolveu uma intensa actividade como pedagogo e investigador, ensinando durante muito tempo no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa.


Aderiu ao Partido Socialista (PS) em 1974 e, um ano depois, foi eleito Deputado à Assembleia Constituinte. O seu nome ficou assim indissoluvelmente ligado à Constituição Republicana de 1976.


Foi Ministro de Estado do I Governo Constitucional, após o 25 de Abril de 1974, contribuindo indiscutivelmente para a defesa do pluralismo e da liberdade.


Das suas acções mais relevantes, destacam-se a criação do Instituto António Sérgio do Sector Cooperativo e a reestruturação da Comissão da Condição Feminina.


Salientou-se ainda como membro do Conselho de Estado (Junho 1974-Março 1975), Presidente do Conselho Nacional do Plano e Presidente eleito da Assembleia Constituinte (1975-1976).


Em 1981 desvinculou-se do PS e, a partir de 1985, colaborou com o Partido Renovador Democrático (PRD).

quinta-feira, 6 de outubro de 2011


O Facebook eh eh eh



EFEMÉRIDEMaria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas, escritora, tradutora, jornalista e activista política portuguesa, nasceu em Torres Novas no dia 6 de Outubro de 1893. Morreu em Lisboa, em 6 de Dezembro de 1983, com noventa anos de idade.


Iniciou os estudos na sua terra natal, onde viveu até aos dez anos, estando depois em Luanda até 1913.


Durante uma viagem a Paris, conheceu Marguerite Yourcenar, de quem traduziria mais tarde, para português, o livro “Memórias de Adriano”. Traduziu igualmente obras da Condessa de Ségur e de Charles Dickens, entre outros.


Estreou-se na literatura com o livro de poesia “Humildes” em 1923, a que se seguiram vários romances, livros infantis, obras de temática feminina, etc.. Nas suas obras utilizou diversos pseudónimos dos quais os mais conhecidos são “Maria Fonseca”, “Serrana d’Ayre” e “Rosa Silvestre”.


Como jornalista, trabalhou em vários jornais e revistas como “A Joaninha”, “A Voz”, “Correio da Manhã”, suplemento do jornal “O Século” intitulado “Modas e Bordados” e na revista “Mulheres”, da qual foi directora.


Em 1946 participou no congresso que daria origem à Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM). Em 1947 foi presidente da direcção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.


Fez parte da direcção do MUD, combatendo o regime fascista de Salazar. Participou diversas vezes nos Congressos Mundiais da Paz.


Em 1949 esteve presa no Forte de Caxias, onde foi mantida incomunicável durante meses, sendo depois libertada e posteriormente presa por mais duas vezes. Em 1958 esteve em Copenhaga no Congresso Internacional de Mulheres. Entre 1962 e 1969, exilou-se em Paris.


Filiou-se no Partido Comunista Português depois do 25 de Abril de 1974. Em 1975 participou em Berlim no VII Congresso da FDIM. Recebeu a Ordem da Liberdade e foi Presidente Honorária do Movimento Democrático das Mulheres (MDM).


Em Torres Novas, onde nasceu, foi dado o seu nome à Escola Industrial de Torres Novas, na comemoração dos 50 anos da sua existência, passando a designar-se Escola Secundária Maria Lamas.



O perigo de abreviar nomes com iniciais...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011




EFEMÉRIDE Václav Havel, escritor, intelectual e político checo, nasceu em Praga no dia 5 de Outubro de 1936. Foi o último presidente da Checoslováquia e o primeiro presidente da República Checa.


Aos dezoito anos, começou a publicar artigos e novelas, sobretudo em revistas ligadas ao teatro. Depois de ter cumprido o serviço militar, trabalhou como estagiário no teatro ABC e mais tarde, em 1960, no teatro Divadlo na zábradlí, onde foi representada a sua primeira peça (“Zahradní slavnost”, 1963). Para Václav Havel, a sua acção na vida pública e cultural era um meio de promover os seus ideais democráticos. Começou pelo “teatro do absurdo”, mas rapidamente as suas posições de dissidente vieram ao de cima.


Foi presidente do Círculo de Escritores Independentes e membro activo do Clube dos Sem Partido. As suas peças começaram então a ser censuradas e chegou a trabalhar numa cervejaria (1974).


Em 1977, foi um dos fundadores da “Carta 77”, uma organização de defesa dos direitos do homem na Checoslováquia. Entre 1977 e 1989 foi preso três vezes num total de cinco anos.


Firme defensor da resistência não-violenta, tornou-se um ícone da Revolução de Veludo no seu país, em 1989. Em Dezembro desse ano, na qualidade de chefe do Fórum Cívico, foi eleito presidente da Checoslováquia com o voto unânime da Assembleia Federal.


Manteve-se no cargo após as eleições livres de 1990. Apesar das crescentes tensões, apoiou a preservação da federação entre checos e eslovacos durante a dissolução da Checoslováquia. Em Julho de 1992, o parlamento federal não logrou elegê-lo, devido à falta de apoio dos deputados eslovacos, apesar de ser o único candidato a presidente. Após a declaração de independência da Eslováquia, Havel renunciou à presidência. Quando da criação da República Checa, candidatou-se ao cargo de presidente e venceu as eleições em Janeiro de 1993.


Após lutar contra um cancro no pulmão, Havel foi reeleito presidente em 1998. O seu segundo mandato presidencial terminou em Fevereiro de 2003.


Político atípico, é geralmente considerado no seu país como uma “personalidade extraordinária”, muitas vezes apelidado de “presidente-filósofo”. A sua vida foi mesmo considerada uma “obra de arte” por Milan Kundera.


Entre as distinções que recebeu salientam-se : Prémio Erasmos (1986), Prémio Olof Palme e Prémio Simon Bolívar (1989), Grande Cruz da Legião de Honra Francesa e Prémio UNESCO dos Direitos do Homem (1990), Prémio Consciência Planetária e Medalha Presidencial da Liberdade (1996), Oficial da Ordem do Canadá (2003) e Prémio Franz Kafka de Literatura (2010).



Soprar no balão...

terça-feira, 4 de outubro de 2011



Show de Sombras


Humanos - Mudar de Vida



EFEMÉRIDE Mafalda Arnauth, fadista portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 4 de Outubro de 1974.


Na prática, a sua carreira teve início em 1995, quando aceitou o convite de João Braga para participar num concerto no Teatro de São Luís em Lisboa.


O seu primeiro álbum, “Mafalda Arnauth” (1999), foi aclamado pela crítica e recebeu o prémio de Voz Revelação do Ano da “Blitz”, revista portuguesa vocacionada para o público jovem.


O sucesso repetiu-se no seu segundo disco, “Esta Voz Que Me Atravessa” (2001), quase inteiramente dedicado ao fado. Em 2003 lançou “Encantamento”, em que surgiu também como compositora, assinando quase todas as canções. “Diário” (2005) foi saudado pela crítica e pelos fãs como o melhor trabalho da cantora até àquela data.


Em 2009 integrou o projecto “Rua da Saudade”, juntamente com Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti, onde deu voz a letras originais de Ary dos Santos. Foi publicado o álbum “Canções de Ary dos Santos”, dando a conhecer uma Mafalda para além do fado.


Em 2011, associou-se à causa da Associação Fonográfica Portuguesa no combate à pirataria na Internet.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011


Serge Gainsbourg e Anna Karina - Ne dis rien



EFEMÉRIDE – Diogo Inácio de Pina Manique, magistrado português, nasceu em 3 de Outubro de 1733. Morreu em 30 de Junho de 1805.


Formado em Leis pela Universidade de Coimbra, ocupou diversos cargos, antes de ser designado Intendente Geral da Polícia. Foi juiz do crime em diversos bairros de Lisboa, Superintendente Geral de Contrabandos e Descaminhos, desembargador da Relação do Porto e desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação.


Homem da confiança do Marquês de Pombal, só foi no entanto nomeado Intendente Geral da Polícia depois da sua queda. Acumulou o cargo com os de desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação, contador da Fazenda, Superintendente Geral de Contrabandos e Descaminhos e fiscal da Junta de Administração da Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba. Prosseguiu a obra de reconstrução e modernização de Lisboa, que fora em grande parte realizada pelo Marquês.


Em 1780/1781, começou a funcionar no Castelo de São Jorge, em Lisboa, a Casa Pia, fundada por Pina Manique e destinada inicialmente a recolher mendigos e órfãos. Foi sob instruções suas que se realizou o primeiro recenseamento da população.


Durante o reinado de D. Maria I, a sua acção como Intendente Geral da Polícia orientou-se para a repressão das ideias nascidas da Revolução Francesa, designadamente através da proibição de circulação de livros e publicações, e da perseguição a diversos intelectuais. Com esta política, todos os residentes franceses se tornaram suspeitos. Atacou igualmente a Maçonaria. A pedido de Napoleão Bonaparte, o regente D. João demitiu-o em 14 de Março de 1803. Morreu dois anos depois.

domingo, 2 de outubro de 2011




EFEMÉRIDESting, de seu verdadeiro nome Gordon Matthew Thomas Sumner, músico, cantor e actor inglês, nasceu em Wallsend no dia 2 de Outubro de 1951. Antes de iniciar a sua carreira a solo, foi compositor, cantor e baixista da banda de rock The Police, formada em 1977 e que teve grande sucesso a nível mundial. Vendeu ao longo da sua carreira mais de cem milhões de discos, recebeu dezasseis Prémios Grammy e uma canção sua foi nomeada para o Oscar de Melhor Canção Original.


Filho de um revendedor de leite e de uma cabeleireira, foi educado de acordo com a religião católica por influência da avó paterna, de origem irlandesa. É casado pela segunda vez e tem seis filhos, vivendo repartido entre sete luxuosas residências na Europa e nos Estados Unidos.


Sting mostrou desde cedo um talento natural para a música, sobretudo após ter dedilhado pela primeira vez uma velha guitarra que um tio lhe tinha dado quando ele tinha oito anos de idade. Foi incentivado também pela sua mãe, que era pianista amadora.


Seguiu cursos no Northern Counties College of Education de 1971 a 1974, ensinando depois durante dois anos na St. Paul's Middle School de Cramlington. Durante estes anos tocou com grupos de jazz, à noite e nos fins-de-semana. O seu nome artístico (Sting) foi-lhe atribuído em 1972 devido a um pulôver negro com riscas amarelas que ele usava nas suas actuações. Um dos colegas, achando que ele se parecia com uma abelha, passou a chamá-lo “Sting” (picada ou ferroada em inglês).


A sua primeira actuação a solo foi em 1981, num show para a Amnistia Internacional onde tocou “Roxanne” e “Message in a Bottle”.


Em 1985, lançou o álbum “The Dream of the Blue Turtles” acompanhado por um elenco de músicos de jazz. Com este álbum, ganhou o Grammy de Melhor Álbum Europeu.


Já conhecido por fazer parte do grupo The Police, tornou-se ainda mais famoso após uma tournée em 1987, para apresentação do seu disco “Nothing Like the Sun”. Após um inesquecível concerto no Estádio do Maracanã, viajou pela Amazónia, onde conheceu o chefe kayapo Raoni, cuja amizade o levaria a defender a causa da ecologia.


Sting aventurou-se também no cinema. O seu primeiro filme foi “Quadrophenia” (1979). Também participou em “Brimstone and Treacle” (1982), “Duna” (1983) e “Feyd-Rautha” (1984). Fez aparições na televisão em “Family Guy”, “The Simpsons”, “Bee Movie” e “Ally McBeal”.


Em 1987, o álbum “Nothing Like the Sun” foi dedicado à sua mãe que tinha falecido há pouco tempo. Com este álbum, ganhou um Disco de Platina Duplo.


Pouco tempo depois, em 1988, lançou “Nada como el sol”, uma selecção de cinco músicas cantadas em espanhol e em português. Neste mesmo ano, participou numa grande tournée da Amnistia Internacional, que passou por Buenos Aires, União Indiana, Paris, Londres e Turim. Nestes concertos foi acompanhado por Bruce Springsteen e Peter Gabriel, entre outros.


Lançou em 1991 o álbum “The Soul Cages”, dedicado ao pai que morrera recentemente. No ano seguinte, foi-lhe concedido o título de Doutor Honoris Causa em Música pela Northumbria University.


Chegou aos píncaros do sucesso em 1994, juntamente com Bryan Adams e Rod Stewart, que fizeram a música “All for Love” para o filme “The Tree Musketeers”. Em Fevereiro ganhou mais dois Grammies e foi nomeado para outros três.


Em 1996, cantou com Tina Turner no singleOn Silent Wings”. Em 2002, ganhou um Globo de Ouro com a canção “Until…” para o filme “Kate and Leopold”. Nesse ano, recebeu a Comenda da Ordem do Império Britânico.


A sua autobiografia foi lançada em Outubro de 2004 pela Broken Music. Em 2005, participou no álbum “Monkey Business” do grupo americano de hip-hop The Black Eyed Peas.


Em 2007, a banda The Police reuniu-se de novo para uma tournée comemorativa dos 30 anos do lançamento do seu primeiro compacto. Apresentaram-se com grande êxito nos Estados Unidos, Europa, América do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Japão. Sting organiza anualmente, em cada mês de Abril, um concerto de beneficência.

sábado, 1 de outubro de 2011




EFEMÉRIDEGeorge Tawlon Manneh Oppong Ousman Weah, ex-futebolista e actual político liberiano, nasceu em Monróvia no dia 1 de Outubro de 1966.


Como futebolista, atingiu o auge da sua carreira quando representava o A. C. Milan, entre 1995 e 2000. Em 1995 foi eleito o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA e recebeu a Bola de Ouro, sendo o único africano a receber estes dois prémios.


Começou a jogar no Young Survivors Clareton, clube liberiano. Depois de passar por vários clubes africanos, foi para o Tonnerre Yaoundé dos Camarões, onde recebeu o apelido de “o Super” e conquistou dois títulos nacionais. Transferiu-se em seguida para o A. S. Monaco de França, o seu primeiro clube europeu, com o qual conquistou uma Taça de França na temporada 1990/91.


A partir de 1992 representou o Paris Saint-Germain, conquistando o título francês, mais duas Taças de França e uma Taça da Liga. Em 1995, ingressou no AC Milan.


Quando o holandês Marco Van Basten abandonou os relvados, o clube italiano perdeu um atacante extraordinário. Foram necessários alguns anos até que um outro atacante fosse capaz de entusiasmar os adeptos do Milan. Só depois da chegada de Weah é que a saudade dos fãs por Van Basten começou a desvanecer-se. Foi o grande maestro do Milan na conquista do scudetto da temporada 1995/96. Os seus golos inesquecíveis tinham sempre uma marca: um domínio de bola perfeito, a arrancada em velocidade e o chuto fatal. Ainda conquistou um segundo campeonato em 1998/99.


Mudou-se depois para Inglaterra, emprestado ao Chelsea, com o qual conquistou a Taça de Inglaterra. Mais tarde, foi cedido em definitivo ao Manchester City. Teve uma rápida passagem em 2000/2001 pelo Olympique Marseille.


Em 2003, quando jogava pelo Al-Jazira dos Emirados Árabes Unidos, anunciou oficialmente o fim da sua carreira após disputar mais uma vez a Taça das Nações Africanas. Curiosamente, apesar de ter conquistado um prémio de Melhor Jogador do Mundo, Weah encerrou a sua carreira sem nunca ter disputado uns Mundiais pela selecção do seu país. No entanto, é considerado o melhor jogador da história da selecção da Libéria e foi por três vezes eleito o Melhor Jogador Africano. Em 1996, pagou do próprio bolso todas as despesas necessárias para que a selecção da Libéria pudesse disputar a Taça das Nações Africanas daquele ano.


No início da temporada de 2001, assumiu a condição de técnico da selecção liberiana. Na sua estreia como treinador, a Libéria derrotou o Gana por 3-1, fora de casa, nas eliminatórias africanas para o Mundial de 2002.


Como político, concorreu em 2005 à presidência do seu país, obtendo 40,4% dos votos e sendo batido pela candidata Ellen Johnson-Sirleaf. Tendo sido um menino pobre, Weah nunca esqueceu as suas origens. Afirmou que o seu maior sonho era tornar-se presidente da Libéria e ajudar as vítimas da guerra civil. Durante a campanha para as Presidenciais, a sua adversária, que já ocupara vários lugares de responsabilidade, nomeadamente no Banco Mundial, criticou Weah pela sua falta de instrução e inexperiência política. Este retorquiu «que não tinham sido as pessoas inexperientes em política que haviam mergulhado a Libéria numa guerra civil que fizera centenas de milhares de mortos».



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