"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
terça-feira, 14 de novembro de 2023
14 DE NOVEMBRO - HUSSEIN DA JORDÂNIA
Hussein pertence à dinastia dos haxemitas,
cujos membros se consideram descendentes de Maomé.
Fez os seus estudos em Amã, no Victoria College de
Alexandria e na Harrow School em Inglaterra. Neste país, frequentou
também a Royal Military Academy Sandhurst.
Em 1952, Hussein sucedeu ao pai que, devido aos seus
problemas de esquizofrenia, foi declarado inapto para governar, pelo parlamento
da Jordânia. Hussein foi coroado no ano seguinte, quando tinha apenas dezoito
anos de idade.
Em 1957, teve que fazer frente a um golpe de estado,
por causa do qual decretou a lei marcial e dissolveu todos os partidos
políticos. No ano seguinte, sobreviveu a uma tentativa de assassinato ordenada
pela Síria e, em 1959, a uma nova tentativa de golpe de estado.
Hussein manteve uma política próxima dos estados
ocidentais, em particular dos Estados Unidos e do Reino Unido. Procedeu a uma
modernização do país e das forças armadas, tendo neste último caso recebido uma
ajuda especial dos Estados Unidos.
Em 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias,
a Jordânia perdeu a Cisjordânia e a parte oriental de Jerusalém para Israel.
Outra consequência da guerra seria a chegada de mais refugiados palestinianos à
Jordânia, o que teria consequências políticas internas.
Por volta de 1970, os vários grupos que integravam a Organização
para a Libertação da Palestina (OLP) tinham praticamente criado na
Jordânia um estado dentro do estado, controlando áreas próximas da fronteira a
partir das quais realizavam ataques contra Israel. Em Setembro de 1970, Hussein
enviou exército contra os palestinianos, que executaria milhares destes,
naquilo que ficou conhecido como o Setembro Negro. A subjugação dos
palestinianos na Jordânia ficou concluída em meados de 1971; os guerrilheiros
da OLP bem como vários refugiados palestinianos fugiram para o Líbano.
A partir de 1979, Hussein iniciou o processo de
reconciliação com Yasser Arafat, líder da OLP. Em 1987, abdicou das
reivindicações territoriais jordanas sobre a Cisjordânia; desde então a tarefa
de representação política dos palestinianos passaria a recair inteiramente
sobre a OLP.
As primeiras eleições democráticas na Jordânia desde a
década de 1950 foram autorizadas pelo rei em 1989. As mulheres da
Jordânia, às quais o rei tinha concedido o direito de voto em 1974, tiveram
nestas eleições a sua primeira participação. O resultado seria a conquista de
cerca de 40% dos votos por parte de partidos políticos ligados ao
fundamentalismo islâmico hostis ao rei. Em 1993, Hussein dissolveu o parlamento
e convocou novas eleições, tendo desta feita saído como vencedoras as forças
moderadas.
Em 1994, Hussein assinou com Yitzhak Rabin um tratado
de paz com Israel numa aldeia fronteiriça entre os dois países. Contudo, o
tratado não foi bem recebido por uma porção significativa da população.
Em 1998, adoeceu com cancro; o rei já tinha sido
tratado nos Estados Unidos com sucesso a esta doença em 1992, mas desta feita
acabaria por não sobreviver. Antes de falecer, Hussein alterou a ordem
sucessória, retirando o seu irmão Hassan como seu sucessor (este estava nomeado
como sucessor desde 1965) para colocar na posição o seu filho mais velho
Abdullah.
Hussein foi casado com quatro mulheres ao longo da sua
vida. O seu primeiro casamento ocorreu em 1955 com a princesa Dina, com a qual
teve uma filha, Alia; o casamento foi dissolvido no ano seguinte.
Em 1961, casou com uma inglesa, Antoinette Gardiner,
que mudou o seu nome para Muna e com a qual teve o príncipe Abdullah II da
Jordânia (actual rei), bem como Faisal, Aisha e Zein. Em 1972, divorciou-se de
Muna e casou com Alia Baha Eddian, falecida num acidente de helicóptero em
1977. Com Alia teve dois filhos, a princesa Haya e o príncipe Ali.
O seu quarto casamento foi em 1978 com Lisa Najeeb
Halaby, norte-americana de ascendência síria, inglesa e sueca. Ela alterou o
seu nome para Noor, após a conversão ao islão. Desta união resultaram dois
filhos, Hamzah e Hashem, e duas filhas, Iman e Raiyah.
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
13 DE NOVEMBRO - VITIRINO GUIMARÃES
Entre outras funções, foi deputado e várias vezes ministro
das Finanças, tendo em 1925 sido presidente do Ministério
(primeiro-ministro) de um dos governos da Primeira República Portuguesa.
Concluiu o curso liceal no Liceu Nacional de Viana
do Castelo, prosseguindo os seus estudos no Instituto Comercial e
Industrial do Porto, transferindo-se depois para a instituição congénere de
Lisboa.
Terminado o curso de comércio, em 1901 ingressou na Escola
do Exército, graduando-se como oficial de administração militar, iniciando
uma carreira que aliou um percurso na área da administração militar com a
docência nas áreas da administração e das finanças, tendo leccionado na Escola
do Exército, no Instituto dos Pupilos do Exército, no Instituto
Superior de Comércio e na entidade que lhe sucedeu, o Instituto Superior
de Ciências Económicas e Financeiras.
Ingressou cedo na vida política, iniciando-se como
apoiante de João Franco, mas logo em 1908 surgiu como um dos líderes
republicanos da revolta de 28 de Janeiro de 1908 contra a monarquia e o
governo de João Franco.
Integrou o comité militar criado para a proclamação da
República e após a sua implantação, em 1911 foi eleito deputado ao Congresso
Constituinte, pelo círculo eleitoral de Bragança.
Republicano convicto, foi membro da “Jovem Turquia”,
a associação paramilitar liderada por Álvaro de Castro, e do Partido
Democrático, mas ainda assim sempre se assumiu como centrista,
posicionando-se politicamente entre a ala dos “bonzos” e dos “canhotos”.
Estreou-se na acção governativa como ministro das Finanças
do governo de José de Castro, entre 19 de Junho e 29 de Novembro de 1915. Entre
16 e 22 de Dezembro de 1915 acumulou, interinamente, a pasta do Comércio.
Deflagrada a Primeira Guerra Mundial, foi
nomeado chefe dos serviços administrativos da 2ª Divisão do Corpo
Expedicionário Português. Terminada a Guerra, em 1919 participou em
várias comissões de contabilidade e de reforma do Banco Nacional Ultramarino,
sendo nesse mesmo ano eleito deputado pelo círculo eleitoral de Moncorvo. Em 15
de Fevereiro de 1919, foi feito cavaleiro da Ordem Militar de Avis e, em
28 de Fevereiro do mesmo ano, foi feito oficial da Antiga, Nobilíssima e
Esclarecida Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, do Mérito Científico,
Literário e Artístico. Foi delegado do Governo português à Comissão de
Reparações de Guerra (1919/1920), sendo feito grande-oficial da Ordem
Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo em 28 de Maio de 1919, e embaixador de
Portugal junto da Conferência Financeira de Bruxelas (1920).
Voltou a ser chamado ao cargo de ministro das Finanças
do governo presidido por Francisco da Cunha Leal, tendo exercido o cargo de 16
de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922, sendo simultaneamente delegado de
Portugal à Conferência Económica da Guerra (1922).
Foi novamente empossado como ministro das Finanças
do governo de António Maria da Silva, exercendo o cargo de 14 de Setembro a 30
de Novembro de 1922. Em 5 de Outubro de 1922, foi elevado a comendador da
Ordem Militar de São Bento de Avis. Foi então autor da importante reforma
tributária de 1923.
Foi nomeado presidente do Ministério, tendo exercido o
cargo de 15 de Fevereiro a 1 de Julho de 1925. Durante este período acumulou,
interinamente, a pasta de ministro das Finanças.
A partir do golpe de 28 de Maio de 1926, foi
afastado da política activa, terminando a sua carreira de oficial do Exército
em 1936, no posto de coronel de administração militar.
A sua obra publicada mais conhecida intitula-se “Contabilidade
Pública. Sua Origem e Evolução em Portugal”, tendo saído a público na “Revista
da Contabilidade Pública”, entre 1941 e 1943. Em 9 de Junho de 1941, foi
elevado a grande-oficial da Ordem Militar de São Bento de Avis.
Vitorino Guimarães faleceu em 1957. Foi pai de Elina
Guimarães, activista dos direitos das mulheres; e sogro de Adelino da Palma
Carlos, advogado e primeiro-ministro em 1974.
domingo, 12 de novembro de 2023
12 DE NOVEMBRO - LOUIS ANTOINE DE BOUGAINVILLE
Na juventude, estudou Direito, mas logo
abandonou a profissão. Em 1753, entrou no exército, no corpo dos mosqueteiros.
Com 25 anos, publicou um tratado de cálculo integral como suplemento do tratado
De l’Hôpital, Des infiniment petits.
Em 12 de Outubro de 1754, foi enviado a Londres como
secretário da embaixada de França e tornou-se membro da Royal Society.
Primeiro ajudante (aide de camps) de Montcalm
em 1756, ao lado do qual combateu em 1759, tornou-se capitão de fragata em 1753
e tentou em vão colonizar as ilhas Malvinas (1763/1765).
«Participou activamente na guerra franco-inglesa no
Canadá»», diz a Brasiliana da
Biblioteca Nacional, pg 49, «e realizou três viagens às Malvinas, com
interesse em transportar colonos canadenses para as ilhas». Mesmo com as
enormes perdas da guerra, procurou convencer o governo francês a reforçar as
frotas naval e mercantil, com a finalidade de alargar e recuperar o império
francês. Nos Mares do Sul, segundo o militar viajante, os franceses
encontrariam as especiarias, o ouro e produtos tropicais perdidos para os
ingleses. Os novos territórios forneceriam ainda elementos preciosos para a
História Natural.
Em 1766, Bougainville recebeu de Luís XV de França a
missão de navegar ao redor do globo numa expedição com um naturalista,
cartógrafo e astrónomo. Tornou-se o 14° navegador da história e o primeiro
francês a conseguir o feito: a realização dessa volta ao mundo revigorou o
prestígio da França após as suas humilhantes derrotas durante a Guerra dos
sete anos.
Bougainville zarpou em 1766 com dois navios, La
Boudeuse e L’Etoile. Esteve no Rio de Janeiro em 1767 e reuniu dados
sobre as fortificações, administração e comércio. «Se inicialmente recebera
boa acolhida das autoridades locais, incidentes no Sul, envolvendo portugueses
e espanhóis, provocaram mudança na atitude do vice-rei em relação aos franceses»,
segundo conta Maria Fernanda Bicalho. Ele e os seus oficiais foram proibidos de
permanecer nos arredores da cidade, inviabilizando a colheita de espécies vegetais
pelo naturalista Philibert Commerson, célebre pelas suas ideias
conservacionistas. No seu álbum “Pitoresco”, entretanto, retratou os
principais monumentos naturais e artificiais e o aspecto geral das cidades e
populações: a prancha 34, por exemplo, reproduz a «Cascade de la Grande
Tijuca, près Rio-Janeiro» que é hoje chamada a cascatinha da Tijuca, no
Parque do Açude, Alto da Boa Vista.
Visitou a ilha de Taiti em Abril de 1768 e por pouco
perdeu a oportunidade de se tornar o seu descobridor, desconhecendo a visita
anterior de Samuel Wallis no HMS Dolphin menos de um ano antes. Em Março
de 1769, a expedição completou a sua circum-navegação e chegou a Saint-Malo,
com a perda de somente sete dos 200 homens que compunham a tripulação, facto
excepcional naquela época, e um crédito extra ao bom comando da expedição de
Bougainville. A sua viagem foi também excepcional pelo facto de ter sido a
primeira a incluir uma mulher, Jeanne Baré, empregada do naturalista da
expedição acima mencionado, Philibert Commerçon.
Descrevendo o Taiti no seu livro de 1771 “Voyage
autour du Monde”, Bougainville ofereceu a visão de um paraíso terrestre
onde homens e mulheres viviam felizes, em completa inocência, longe da
corrupção da civilização. Ele ilustrou o conceito de «nobre selvagem», e
influenciou as ideias utópicas de filósofos como Jean-Jacques Rousseau antes do
advento da Revolução francesa.
sábado, 11 de novembro de 2023
11 DE NOVEMBRO - GEORGE BLAKE
EFEMÉRIDE - George Blake, nascido George Behar, espião britânico, conhecido por ter sido um agente duplo ao serviço da União Soviética durante os anos 1950, nasceu em Roterdão no dia 11 de Novembro de 1922. Morreu em Moscovo, em 26 de Dezembro de 2020.Descoberto apenas em 1961, ele foi sentenciado a 42 anos de prisão. Contudo, Blake conseguiu escapar do confinamento na cadeia de Wormwood Scrubs em 1966 e fugiu para a Rússia.
Blake foi recrutado pela inteligência britânica durante a Segunda Guerra Mundial, tornando-se um agente duplo uma década mais tarde. Ele trabalhou dando informações secretas para os soviéticos até 1961, quando foi preso. Após cinco anos na cadeia, escapou da prisão e fugiu para a Alemanha Oriental antes de ir para a União Soviética.
Viveu então em Moscovo nas décadas seguintes, sem chamar muita atenção para si mesmo, e ganhou uma pensão de ex-funcionário da KGB. Nas poucas vezes em que deu entrevistas para jornais ocidentais, Blake não demonstrou arrependimentos, porém disse sentir-se mal com a morte de agentes infiltrados que ajudou a entregar para os russos. Ele contou também que ainda era um militante marxista-leninista e que não se sentia um traidor. Blake disse que se tornou comunista após testemunhar as consequências humanitárias do bombardeio feito pela força aérea dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte, no começo da década de 1950, ao mesmo passo que começou a ler os trabalhos de Karl Marx e de outros pensadores comunistas, enquanto estava detido pelos norte-coreanos.
Num dos casos mais notórios, ele entregou aos soviéticos de informações sobre um túnel (Operação Gold) que a CIA e o MI6 estavam escavando em Berlim para tentar aceder às linhas de comunicação entre o quartel-general do exército soviético e Moscovo. Graças às informações de George Blake, o túnel foi descoberto e os russos passaram quase um ano transmitindo dados falsos aos americanos.
Em 26 de Dezembro de 2020, o Kremlin divulgou a morte do Blake, aos 98 anos de idade.
sexta-feira, 10 de novembro de 2023
10 DE NOVEMBRO - ARMAND DUPLANTIS
EFEMÉRIDE - Armand Gustav “Mondo” Duplantis, atleta sueco-americano, campeão olímpico, mundial e recordista mundial do salto com vara, nasceu em Lafayette no dia 10 de Novembro de 1999.
Considerado um fenómeno da modalidade que pratica
desde os quatro anos de idade, aos 20 anos bateu o recorde mundial duas vezes numa
semana, foi campeão mundial juvenil e júnior da prova e vice-campeão mundial
aos 19 anos em Doha 2019, antes de se tornar campeão olímpico em Tóquio
2020 e campeão mundial sénior em Eugene 2022.
Nascido nos Estados Unidos, no estado da Louisiana,
filho de pai norte-americano e mãe sueca, ambos com histórico de atletas, ele
um saltador como o filho, e seu técnico, e a mãe uma heptatleta, começou
no salto com vara com apenas quatro anos imitando o pai e, ainda na infância,
estabeleceu vários recordes, tendo, aos 14 anos: as melhores marcas mundiais
para crianças entre 7 e 13 anos, em cada uma das idades consecutivas. Tendo
dupla nacionalidade e começando a participar em competições internacionais na adolescência,
já saltando 5,30 m com 15 anos de idade, escolheu a Suécia, a terra da mãe,
para representar.
Campeão Mundial Juvenil em Cali 2015, na
Colômbia, no ano seguinte foi medalha de bronze no Campeonato Mundial Júnior
de 2016 em Bydgoszcz na Polónia. Em Abril de 2017, durante o torneio Nike
Clyde Littlefield Texas Relays, em Austin, Texas, alcançou a marca de 5,90
m, estabelecendo novo recorde mundial júnior para o salto com vara, marca essa
também 3 cm maior que o recorde sueco sénior. Em Maio de 2018, melhorou o seu
recorde para 5,93 m, foi campeão mundial júnior e, em Julho, Campeão Europeu
sénior saltando 6,05 m em Berlim.
Em 2019, disputando o seu primeiro Campeonato Mundial
sénior, conquistou a medalha de prata em Doha 2019, com um salto de 5,97
m. Em 8 de Fevereiro de 2020, Duplantis bateu por um centímetro o recorde
mundial do francês Renaud Lavillenie estabelecido seis anos antes em Donetsk,
na Ucrânia, saltando 6,17 m num evento em pista coberta na Polónia. Uma semana
depois, em 15 de Fevereiro, em Glasgow, na Escócia, noutro evento indoor,
aumentou o próprio recorde mundial em mais um centímetro, alcançando a marca de
6,18 m. Em 17 de Setembro do mesmo ano, conseguiu o maior salto em estádio
aberto desde Serguei Bubka em 1994, ao saltar 6,15 m na etapa de Roma da
Diamond League.
Em 2021, nos Jogos de Tóquio 2020, adiados do
ano anterior por causa da pandemia Covid-19, tornou-se campeão olímpico
com um salto de 6,02 m. Ignorando a hipótese de primeiro garantir uma nova
marca olímpica - 6,03 m - apenas um centímetro acima de seu salto, pertencente
ao brasileiro Thiago Braz na Rio 2016, Duplantis tentou bater novamente o
seu recorde mundial, colocando a barra directamente em 6,19 m, mas depois das
três tentativas não foi bem-sucedido.
Depois de mais de dois anos e cerca de 50 tentativas
na altura, em 7 de Março de 2022 finalmente, conseguiu ultrapassar essa marca
durante treinos locais para o Meeting Pista Coberta de Belgrado. Com a
nova marca de 6,19 m, Duplantis conquistou o seu terceiro recorde mundial
consecutivo na prova, todos indoor. Duas semanas depois, competindo no Meeting
propriamente dito, bateu novamente o seu recorde mundial saltando 6,20 m.
No Campeonato Mundial de 2022, disputado em
Eugene, Estados Unidos, ele conquistou o seu primeiro título de Campeão Mundial
e bateu pela quinta vez o recorde mundial, a primeira vez ao ar livre, saltando
6,21 m. Em Fevereiro de 2023, disputando o All-Star Pole Vault, em
Clermont-Ferrand, França, acrescentou mais um centímetro e um novo recorde
mundial, 6,22 m. Em Budapeste 2023, sagrou-se bicampeão mundial saltando
6,10 m.
Após o Mundial, Duplantis bateu novamente o
recorde mundial, saltando 6,23 m na última etapa da Diamond League em
Eugene, onde também havia conquistado um recorde mundial no ano anterior.
quinta-feira, 9 de novembro de 2023
9 DE NOVEMBRO - JOSÉ PINTO PEIXOTO
Do seu trabalho destacam-se alguns dos primeiros
estudos sistemáticos da circulação global na atmosfera, e em particular do
ciclo global de água na atmosfera.
Estudou no Liceu Gil Vicente em Lisboa e, em
1944, terminou a licenciatura em Ciências Matemáticas na Faculdade de
Ciências da Universidade de Lisboa. Em 1945, realizou um estágio no Instituto
Geofísico Infante D. Luís, vindo a ingressar, no ano seguinte, no
recém-criado Serviço Meteorológico Nacional.
Entre 1946 e 1952, estudou Física e Meteorologia
e, em 1952, concluiu a licenciatura em Ciências Geofísicas e foi
admitido como Assistente na Faculdade de Ciências da Universidade de
Lisboa. No entanto, continuou a sua actividade no Serviço Meteorológico
Nacional onde deu formação e criou a Divisão de Estudos.
Em 1954, obteve uma bolsa da Academia das Ciências
de Lisboa para prosseguir o seu trabalho de investigação no Massachusetts
Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Aí, juntou-se ao
grupo de investigação do prof. Victor Starr, grupo esse que foi responsável
pelos primeiros estudos sistemáticos da circulação global da atmosfera e que
incluía cientistas reconhecidos, em que se destacavam, para além de Pinto
Peixoto, Edward Lorenz, Barry Saltzman e Abraham Oort.
Após voltar a Portugal, em 1956, manteve uma estreita
colaboração com a equipa do MIT e de outros centros de investigação nos
EUA, onde passou temporadas. Em 1958, no Ano Geofísico Internacional,
foi fundado o actual sistema de observação contínua que gerou uma grande
quantidade de dados a nível global. Pinto Peixoto fez o estudo do ciclo da água
à escala global, produzindo os primeiros mapas de transporte global de água
pela circulação atmosférica. Nas décadas de 1960 e 1970
participou no desenvolvimento dos actuais modelos de circulação global,
utilizados na previsão meteorológica.
Entre 1969 e 1973, foi vice-reitor da Universidade
de Lisboa, e director do Instituto Geofísico em 1970. Ajudou ainda a
criar as Universidades da Beira Interior e Nova de Lisboa. Foi
presidente da classe de Ciências da Academia das Ciências de Lisboa
entre 1980 e 1996.
Em 1980 iniciou, em colaboração com Oort, uma síntese do seu trabalho de investigação.
Essa síntese esteve na origem do livro “Physics of Climate”, publicado
em 1992 - uma obra de referência neste domínio.
Pinto Peixoto publicou igualmente vários livros de
divulgação sobre temas ligados ao clima e ao meio-ambiente. Em 11 de Março de
1993, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da
Espada. Quando faleceu, deixou publicados mais de 50 artigos de
investigação. Foi erguida uma estátua sua em frente da Faculdade de Ciências
da Universidade de Lisboa.
Conhece-se-lhe a Regra dos Três Pês: Não há
nada mais perigoso do que professor novo, prostituta velha e pistola encravada.
quarta-feira, 8 de novembro de 2023
8 DE NOVEMBRO - JÉSSICA AUGUSTO
Ao longo da sua carreira, conquistou treze medalhas em
grandes competições internacionais, com destaque para o título de Campeã da
Europa, em 2010. Participou em duas edições dos Jogos Olímpicos,
tendo como melhor prestação o 7º lugar na maratona das Olimpíadas de Londres.
Foi corredora do SC Braga e do Maratona CP. Desde o ano de 2009,
até Setembro de 2015, concorreu como individual, tendo nessa data
ingressado no Sporting CP. Em 2022 voltou a representar o Braga.
O seu treinador é António José Nogueira da Costa.
Jéssica Augusto nasceu em Paris, neta de avós
emigrados. Veio com os pais para Portugal tinha 6 anos de idade, para morar em
Braga. Começou a correr pelo Braga tinha 15 anos de idade. O gosto pelo
atletismo surgiu quatro anos antes, ao assistir aos Jogos Olímpicos
de Barcelona pela televisão e foi estimulada pelo triunfo de Fernanda
Ribeiro em Atlanta. Em 10 de Dezembro de 2000, ainda como júnior,
conseguiu a sua primeira grande conquista, ao sagrar-se Campeã Europeia em
corta-mato, nos campeonatos disputados em Malmö, na Suécia. Em Setembro de
2015, juntou-se ao Sporting, onde ficou até 2022, quando voltou
ao Braga.
Jéssica Augusto estreou-se em grandes competições
internacionais a nível sénior, no ano de 2002. A sua primeira grande prova
aconteceu no Europeu de corta-mato em Medulin, com a corredora do Braga
ao terminar no 16º lugar. Em pista, a estreia deu-se em Viena nos Europeus
indoor, na prova dos 1500 metros. A jovem de 21 anos não conseguiu
acompanhar o ritmo elevado da corrida e ficou-se pelas meias finais.
Até 2007, a carreira internacional como fundista não
lhe ofereceu resultados de nomeada em grandes competições, com a excepção das
medalhas conquistadas nos Campeonatos ibero-americanos. Estreou-se nos Mundiais
ao ar livre no ano de 2005. Contudo, não passou das meias finais novamente.
A prova foi especialmente má para Jéssica Augusto, visto que ficou praticamente
em última na corrida.
Na capital tailandesa Banguecoque, deu-se uma viragem
no percurso desportivo do novo reforço do Maratona CP. Nas Universíadas
apresentou-se em grande nível e vence a prova dos 5000 metros, com o tempo
de 15.28,78. A sua marca bateu mesmo o recorde do mundo universitário, por mais
de 1 segundo. Foi um triunfo que deu motivação à corredora, que ficou em 12º
lugar no Campeonato do Mundo de corta-mato, realizado no mesmo ano. 2007
fechou com o Mundial, realizado em Osaka, no Japão. Jéssica Augusto
decidiu participar nos 5000 metros e qualificou-se com relativa facilidade para
a final. O objectivo para a corrida decisiva era ficar no top-10, mas tal não
foi possível. A prova foi demasiado irregular para a atleta portuguesa, que
ficou no 15º e último lugar, com um tempo de 15.24,93.
Cada vez mais forte em corta-mato, foi sem surpresa
que alcançou a primeira medalha neste estilo de corrida. Foi em 2008, nos Europeus
de Bruxelas. A atleta do Maratona CP colocou-se desde cedo no
segundo lugar, posição que defendeu com sucesso até ao final. Inês Monteiro
garantiu o bronze e a selecção nacional ganhou o ouro por equipas, num dia de
sucesso para o atletismo português.
Meses antes do sucesso no corta-mato, Jéssica Augusto
estreou-se nos Jogos Olímpicos. Em Pequim, optou por correr tanto nos
5000 metros como nos 3000 metros obstáculos. Na prova de obstáculos, estavam
depositadas grandes expectativas em relação à prestação da portuguesa, que
havia sido uma das melhores europeias do ano. No entanto, depois de controlar
praticamente toda a corrida, Jéssica cedeu nos metros finais e terminou em 5º
da sua séria, ficando pelo caminho nas meias finais, a apenas um lugar da
qualificação para a final. Quatro dias mais tarde, na corrida dos 5000 metros,
a fundista acusou a frustração da prova anterior e terminou a um minuto do seu
máximo pessoal, no 14º lugar da sua série.
Depois da desilusão olímpica, Jéssica Augusto
participou nos Europeus indoor no início de 2009, terminando os 3000
metros no 10º lugar. No final do ano, voltou a ser a melhor portuguesa nos Campeonatos
da Europa de corta-mato, realizados em Dublin. Apesar de não ter conseguido
subir ao pódio, a atleta que passou a competir como individual, ficou no
4º lugar, dando o seu contributo para a revalidação do título por equipas.
2010 foi um ano decisivo na sua carreira. Começou com
os Mundiais de pista coberta, realizados em Doha, onde a corredora
portuguesa impôs o ritmo durante toda a prova, mas terminou em 8º lugar, com o
tempo de 9.01,71, dois lugares atrás da colega de selecção, Sara Moreira. As
boas notícias estavam reservadas para o Verão do mesmo ano. No dia 16 de Junho
de 2010, no Meeting de Paris, melhorou o seu recorde pessoal dos 5000
metros para 14.37,07, ficando muito perto do recorde nacional de Fernanda
Ribeiro. Um mês mais tarde, consegue a sua primeira medalha nos Europeus ao
ar livre, em Barcelona. Numa corrida ganha pela etíope naturalizada turca
Elvan Abeylegesse, Jéssica Augusto terminou a sua prova em 31.25,77, apenas 6
centésimos atrás de Inga Abitova, a segunda classificada. Foi a terceira
medalha para a comitiva nacional nos campeonatos, depois da prata de Naide
Gomes, no comprimento e do bronze de João Vieira, nos 20 km marcha. A medalha
passaria a prata, em 2013, depois da desclassificação da turca Elvan Abeylegesse,
tendo o 4º lugar dos 5000 metros também passado a bronze, pelo mesmo motivo. Jéssica
Augusto conseguiu assim ganhar duas medalhas nos mesmos Europeus, apesar
dos seus resultados só terem sido homologados três anos mais tarde.
Em Dezembro, mais uma medalha. Desta vez foi o ouro
que Jéssica Augusto tanto procurava. Nos Europeus de corta-mato
realizados em Albufeira, foi com naturalidade que se sagrou nova Campeã da
Europa, depois da medalha de prata de 2008 e do 4º lugar de 2009. A
corredora bracarense dominou a prova de princípio ao fim, e ganhou um avanço
considerável logo no termo da primeira volta. No final, cortou a meta
desgastada, mas a acenar para a bancada. Foi uma competição de sucesso para
Portugal, que colocou cinco atletas no top 10, com Ana Dulce Félix a garantir a
medalha de bronze, pese embora tenha perdido o 2º lugar nos últimos metros.
Em 2011, a fundista portuguesa de 29 anos estreou-se
numa nova distância, com a disputa da Maratona de Londres, que terminou
num impressionante 8º lugar, e da Maratona de Nova Iorque, em que foi
forçada a desistir por problemas físicos. Na capital inglesa, surpreendeu tudo
e todos, terminando com o tempo de 2.24,33, apenas um minuto mais lenta que o
recorde nacional de Rosa Mota. Jéssica Augusto tornou-se assim no 2º melhor
tempo português de sempre, no escalão feminino. Nos Mundiais de Daegu,
estreou-se também nos 10000 metros em grandes competições internacionais. A
prova correu-lhe bem e acabou em 10º lugar, segunda melhor europeia, apenas
atrás de Ana Dulce Félix.
Em ano de Olimpíadas, a corredora teve mais um
grande momento, em 22 de Abril, quando participou na Maratona de Londres
e repetiu o 8º lugar do ano anterior. Mas a grande conquista da temporada
aconteceria nos Jogos Olímpicos de Londres. A atleta minhota decidiu
apenas participar na maratona, poupando-se ao cansaço escusado de outras
provas. Em 5 de Agosto de 2012, Jéssica Augusto arrancou determinada a
conseguir a melhor classificação possível e manteve sempre o seu ritmo durante
as 2 horas e 25 minutos que demorou até passar a meta. Ela manteve-se imune ao
ritmo das suas oponentes e foi ultrapassando uma a uma na parte final,
suficiente para o 7º lugar. Esta posição valeu-lhe o primeiro diploma olímpico
da sua carreira, um feito assinalável tendo em conta que apenas começou um ano
antes a correr esta distância. Depois de Londres, Jéssica foi eleita a Melhor
Atleta do Ano na Gala Nacional do Desporto.
Em 10 de Julho de 2016, foi feita comendadora
da Ordem do Mérito.
terça-feira, 7 de novembro de 2023
7 DE NOVEMBRO - RAQUEL STRADA
Estreou-se na série televisiva “O Diário de Sofia”
em 2004, na RTP, onde fez a o papel de Bianca. Ainda em 2004, apresentou
o programa juvenil “Dá-lhe Gás”, co-apresentado por Diogo Morgado.
Em 2005, foi convidada a apresentar o “6Teen”, na SIC Mulher, juntamente com Joana
Dias e Mafalda Pinto e, já no ano de 2007, junta-se ao elenco de “Floribella”,
onde interpretou o papel de Olivia Fritzenwalden.
Em 2008, fez parte do elenco da novela “Rebelde Way”
onde interpretou Sofia Bragança. Nesse mesmo ano, foi a cara da SIC para
o “Super Model of the World”, programa em anos anteriores apresentado
por Catarina Furtado.
Durante o ano de 2014, continua com a rubrica “Descobertas
Lifecooler”, na SIC Mulher, e estreia
nesse mesmo canal o magazine “Restaurante”.
Continua a ser uma das caras mais pretendidas para
fazer eventos de moda, talvez devido ao o seu bom gosto de vestir e forma de
estar, tendo sido convidada a apresentar o “Portugal Fashion” na SIC.
Apresentou o programa das manhãs e tardes da SIC, “SIC ao Vivo”,
formando uma tripla com os apresentadores Vanessa Oliveira e Nuno Eiró.
Em 2011, na SIC Generalista é escolhida para o
programa “Vida Nova”, com a apresentadora Fátima Lopes, assumindo
funções de repórter de exteriores. Nesse mesmo programa, após a saída de Fátima
Lopes para a TVI, assegurou a apresentação do mesmo juntamente com o
apresentador José Figueiras.
Em 2016, lançou o seu blog pessoal “Blue Ginger”.
Em 2017, publicou o seu primeiro romance “Enquanto acreditar em ti”.
Casou civilmente no Palace Vidago Hotel, no
Vidago, em 4 de Julho de 2015, com o empresário Joaquim Fernandes.
segunda-feira, 6 de novembro de 2023
6 DE NOVEMBRO - ANDRÉ SILVA
Antes de se tornar profissional, André Silva jogou
maioritariamente no SC Salgueiros, tendo passado também pelo Boavista
FC e pelo Padroense FC, antes de rumar às camadas jovens do FC Porto
em 2011.
Estreou-se como profissional no dia 12 de Agosto de
2013, na vitória por 3 a 2 sobre o SC Beira-Mar. Marcou o seu primeiro
golo pelo Porto B no dia 21 de Agosto, na vitória por 1 a 0 sobre
o Portimonense SC. Terminou a temporada 2013/2014 com 3 golos em 20
jogos.
André Silva acabou a sua segunda temporada com 7 golos
em 35 jogos, ajudando o Porto B a ocupar a 13ª posição da Segunda
Liga. No dia 21 de Novembro de 2014, renovou com o Porto até Junho
de 2019, com uma cláusula de rescisão de 25 milhões de euros.
No dia 29 de Dezembro de 2015, estreou-se pela equipe
principal do Porto, na derrota por 3 a 1 para o CS Marítimo, na Taça
da Liga. Marcou o seu primeiro golo pela equipa principal em 14 de Maio de
2016, na goleada por 4 a 0 sobre o Boavista na última rodada da Liga
NOS.
No dia 21 de Agosto de 2016, renovou com o Porto
até 2021, com cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.
No dia 12 de Junho de 2017, o Porto confirmou a
venda de André Silva ao AC Milan por 38 milhões de euros, podendo chegar
a 40 milhões, dependendo de variáveis. O jogador assinou com a equipe italiana
até 30 de Junho de 2022.
No dia 11 de Agosto de 2018, André Silva foi
oficializado como reforço do Sevilla FC por empréstimo de uma temporada
com opção de compra. No dia 12 de Agosto, estreou-se oficialmente contra o FC
Barcelona em jogo pra a Supercopa de Espanha, torneio vencido pelo
clube catalão. Já no dia 19 de Agosto, realizou a sua primeira partida em La
Liga, marcando três golos numa vitória por 4 a 1. Ele igualou um feito de
Romário que, em 1993. fez um hat-trick na sua estreia no Campeonato
Espanhol.
No dia 2 de Setembro de 2019, foi anunciado pelo Eintracht
Frankfurt, um empréstimo de dois anos, em troca com o Milan, no qual
lhe foi cedido o avançado croata Ante Rebić, também por empréstimo. Em 10 de Setembro
de 2020, Silva foi contratado em definitivo pelo clube alemão, assinando um
contrato de três anos.
Em 8 de Setembro de 2015, marcou um hat-trick
na goleada por 6 a 1 sobre a Albânia, nas Qualificações para o Euro Sub-21
de 2017.
Foi convocado, em 26 de Agosto de 2016, pela primeira
vez, para a Selecção Principal, pelo treinador Fernando Santos, para os
jogos com Gibraltar e Suíça. Estreou-se pela Selecção de Portugal no dia 1 de Setembro
de 2016, na goleada por 5 a 0 sobre Gibraltar, vestindo a camisola número
7.
Em 7 de Outubro de 2016, marcou o seu primeiro gol
pela Seção principal na goleada por 6 a 0 sobre Andorra para as eliminatórias
da Copa do Mundo de 2018. Fez novo hat-trick em 10 de Outubro de
2016, na goleada por 6-0 sobre as Ilhas Faroé, tornando-se o mais jovem jogador
a conseguir um hat-trick pela Selecção portuguesa, com 20 anos e
340 dias.
domingo, 5 de novembro de 2023
5 DE NOVEMBRO - JOE DASSIN
Na sua carreira de dezasseis anos (1964/1980), teve
muitos sucessos em França, no mundo francófono, mas também noutros lugares,
nomeadamente na Rússia, Finlândia, Grécia e Alemanha.
Joe Dassin vendeu mais de 50 milhões de discos em todo
o mundo, incluindo quase 17 milhões em França, 10 milhões de singles e 7
milhões de álbuns.
Joe Dassin é filho de Jules Dassin (1911/2008), director
de cinema, e de Béatrice Launer (1913/1994), violinista virtuosa, ambos de
nacionalidade americana. Ele tinha duas irmãs, Richelle (apelidada de “Ricky”)
e Julie (apelidada de “a Pequena”) nascidas em 1945.
O seu avô, Samuel Dassin, era um imigrante judeu russo
de Odessa. Quando chegou à América, sem falar inglês, simplesmente disse que
tinha vindo de Odessa para os serviços de imigração. Este registaram-no com o
nome de «Dassin».
Depois de ter feito uma grande viagem pela Europa da
qual saiu muito cansado, sem obedecer ao médico que o aconselhou a descansar,
partiu para o Taiti para quinze dias de férias.
Faleceu aos 41 anos, após um infarto do miocárdio, em
Papeete (Taiti). Ele estava a almoçar com a sua família e amigos, incluindo o
cantor Carlos, no restaurante Chez Michel et Éliane, quando de repente,
às 12h30, teve um infarto e caiu da cadeira. Joe Dassin morreu na hora, apesar
de uma massagem cardíaca realizada por um médico que estava lá e da intervenção
desesperada dos seus amigos. A única ambulância de Papeete não estava
disponível e não chegou ao local até cerca de 40 minutos após o ataque
cardíaco.
Em 2010, Joe Dassin ocupava a décima quarta posição no
ranking dos cantores que mais venderam discos em França e o seu filho mais novo,
Julien Dassin, consagrou, em Outubro de 2010, um musical em memória do seu pai.
Em 2013, a cantora Hélène Ségara homenageou Joe Dassin
com o lançamento do álbum “Et si tu n’existais pas”, com doze duetos
virtuais envolvendo os seus maiores sucessos. O álbum foi promovido a platina
em poucas semanas.
sábado, 4 de novembro de 2023
4 DE NOVEMBRO - MANUEL RUI
Muitos dos seus trabalhos contêm ironia, comédia e
humor sobre o que ocorreu após a independência de Angola.
Manuel Rui frequentou a Universidade de Coimbra,
em Portugal e licenciou-se em Direito no ano de 1969. Praticou Direito
em Coimbra e Viseu durante a guerra pela independência em Angola.
Enquanto estudante, viveu na instituição Kimbo dos
Sobas, onde só viviam angolanos. Nesta época conheceu Ruy Mingas (músico,
antigo ministro dos Desportos em Angola e ex-embaixador de Angola em
Portugal e reencontrou a professora e escritora Gabriela Antunes.
Em Coimbra, foi membro da redacção da revista “Vértice”,
da direcção da Centelha Editora, onde publicou “A Onda”, em 1973,
e colaborador do Centro de Estudos Literários da Associação Académica.
Após a revolução de 25 de Abril de 1974,
regressou a Angola, primeiramente para assumir como reitor da recém-criada Universidade
de Nova Lisboa (actual Universidade José Eduardo dos Santos).
No processo de independência tornou-se ministro da Informação
do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) no governo de
transição estabelecido pelo Acordo do Alvor. Foi também o primeiro
representante de Angola na Organização da Unidade Africana e nas Nações
Unidas. Foi ainda director do Departamento de Orientação Revolucionária
e do Departamento dos Assuntos Estrangeiros do MPLA.
Manuel Rui foi membro fundador da União dos
Artistas e Compositores Angolanos, da União dos Escritores Angolanos
e da Sociedade de Autores Angolanos.
É autor da letra do Hino Nacional de Angola, de
outros hinos como o “Hino da Alfabetização” e o “Hino da Agricultura”,
e da versão angolana da Internacional.
No plano académico, Manuel Rui foi director da Faculdade
de Letras do Lubango (actual Universidade Mandume ya Ndemufayo) e do
Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla.
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
3 DE NOVEMBRO - HERBERTI JOSÉ DE SOUSA
Herbert de Sousa nasceu no norte de Minas Gerais e,
junto com os seus dois irmãos - o cartunista Henfil e o músico Chico Mário,
herdou da mãe a hemofilia e, desde a infância, sofreu com outros problemas,
como a tuberculose. Foi criado em ambientes inusitados: a penitenciária e a
funerária, onde o pai trabalhava. Mas a sua formação teve grande influência dos
padres dominicanos, com os quais travou contacto na década de 1950.
Integrou a JEC (Juventude Estudantil Católica) e a JUC (Juventude
Universitária Católica). Foi um dos fundadores em 1962, da AP (Acção
Popular), junto com José Serra, Aldo Arantes, Vinícius e Caldeira Brant,
entre outros líderes estudantis. Actuou como coordenador da entidade nos anos
de 1963 e 1964.
Graduou-se em 1962 em Sociologia na Faculdade
de Ciências Económicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Durante o governo de João Goulart, assessorou o MEC, chefiou a Assessoria
do ministro Paulo de Tarso Santos e defendeu as Reformas de base,
sobretudo a reforma agrária. Com o golpe militar, em 1964, mobilizou-se contra
a ditadura, sem nunca esquecer as causas sociais. Porém, com o aumento da
repressão, foi obrigado a exilar-se no Chile, em 1971. Lá assessorou Salvador
Allende, até à sua deposição em 1973. Conseguiu escapar do golpe de Pinochet,
refugiando-se na embaixada panamiana. Posteriormente, morou no Canadá e no
México. Durante esse período foram reforçadas as suas convicções sobre a
democracia - que ele julgava ser incompatível com o sistema capitalista.
Foi homenageado como «o irmão do Henfil» na
canção “O Bêbado e a Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, gravada
por Elis Regina - «Meu Brasil / que sonha com a volta do irmão do Henfil /
com tanta gente que partiu…» - à época da Campanha pela Amnistia aos
presos e exilados políticos. Amnistiado em 1979, voltou ao Brasil.
Em 1981, junto com os economistas Carlos Afonso e
Marcos Arruda, fundou o IBASE - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e
Económicas e passou a dedicar-se à luta pela reforma agrária, sendo um dos
seus principais articuladores. Nesse sentido, conseguiu reunir, em 1990,
milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, em
manifestação pela causa.
Betinho também integrou as forças que resultaram no
impeachment do presidente da República, Fernando Collor de Mello. Mas o projecto
pelo qual se imortalizou foi, provavelmente, a Acção da Cidadania contra a
Fome, a Miséria e pela Vida, movimento em favor dos pobres e excluídos.
Em 1986, Betinho descobriu ter contraído o vírus da
imunodeficiência humana numa das transfusões de sangue a que era obrigado a
submeter-se periodicamente devido à hemofilia. Na sua vida pública, esse facto
repercutiu-se na criação de movimentos de defesa dos direitos dos portadores do
vírus. Junto com outros membros da sociedade civil, fundou e presidiu até à sua
morte a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS. Dois dos seus
irmãos, Henfil e Chico Mário, morreram em 1988 em consequência da mesma doença.
Mesmo assim, não deixou de ser activo até ao final da sua vida, dizendo que a
sua condição de soropositivo o forçava a «comemorar a vida todas as manhãs».
Betinho morreu em 1997, já bastante debilitado pela AIDS.
Deixou dois filhos: Daniel, filho do seu primeiro casamento com Irles Carvalho,
e Henrique, filho do segundo casamento com Maria Nakano, com quem viveu durante
27 anos.
Em 18 de Agosto de 2010, a Comissão de Amnistia concedeu
à família de Betinho uma indemnização mensal, além de um montante retroactivo,
em razão da perseguição política sofrida por ele durante a ditadura militar,
comprovada por documentos encontrados nos arquivos do antigo Departamento de
Ordem Política e Social (DOPS). A sua viúva, Maria Nakano, também
recebeu o direito a uma pensão vitalícia.
Em 2006, foi lançado o filme “Três Irmãos de Sangue”,
sobre a vida dos irmãos Betinho, Henfil e Chico Mário. Idealizado pelo músico
Marcos Souza, filho de Chico Mário, o filme teve direcção e guião de Ângela
Patrícia Reiniger.
quinta-feira, 2 de novembro de 2023
2 DE NOVEMBRO - FILIPE ZAU
Filipe Zau nasceu em Lisboa devido à profissão do seu
pai, natural de Cabinda e que na época era marítimo. A mãe era cabo-verdiana.
Concluiu os seus estudos de bacharel em Ciências da
Educação em 1971, em Portugal.
Desembarcou em Luanda no dia 1 de Abril de 1975. Na
cidade, contactou com músicos portugueses como Fausto, Zeca Afonso e a sua
mulher Zélia, Vitorino Salomé e Sérgio Godinho. Passou a tocar em grupos como o
“Duo Ouro Negro” e a banda Alerta Está, que dava concertos pelos
quartéis. Um dos seus colegas foi o baterista Guilherme Inês, com quem tocou na
banda Zoo, além do cantor José Cid.
Foi nomeado chefe do Departamento de Superação
da Direcção Nacional de Formação de Quadros de Ensino do Ministério
da Educação da República de Angola, de 1979 até 1984.
Partiu para o Brasil, onde se licenciou em Pedagogia
pelo Centro Universitário de Brasília (UNICEUB). Voltou a Luanda
e reassumiu o Departamento de Superação entre 1988 e 1990.
Foi nomeado como adido cultural na Embaixada de
Angola em Portugal, desempenhando funções entre 1990 e 1996, onde assume a
coordenação da representação angolana para a elaboração do Acordo
Ortográfico de 1990. No período em terras lusitanas, especializou-se em Estudos
superiores especializados em administração escolar (1994) no Instituto
Superior de Lisboa e Vale do Tejo (ISCE).
A partir de 1996, passa a dedicar-se à música,
composição e escrita, com a gravação da opereta intitulada “O Canto da
Sereia: o Encanto” em homenagem ao seu pai e em que foi co-autor com Filipe
Mukenga. Nesse ano, lança o disco “Luanda Lua e Mulher”, com a cantora
Celina Pereira gravando “Raiva di vulcão”, canção com letra de Filipe
Zau e música de Filipe Mukenga, no seu disco “Harpejos e gorjeios” de
1998. Paralelamente conclui, em 1999, o mestrado em Relações Interculturais
na Universidade Aberta de Portugal.
No campo da literatura e da investigação científica,
foram lançadas as obras literomusicais pelas editoras Lusafrica, Da
Banda e AUTORES.club, respectivamente: “Encanto de um Mar que eu Canto”,
em 1996, “Meu Canto à Razão e à Quimera das Circunstâncias”, em 2005 - ambas de
poesia, e o audiolivro “Marítimos Africanos e um Clube com História”
(2005) e a sua sequência “Marítimos”, em 2020.
Filipe Zau e Filipe Mukenga receberam o prémio Common
Ground Music Award de 2008, atribuído pela associação Search for Common
Ground, em Maio de 2008, durante a sessão de apresentação do CD “Angola
solta a tua voz”, onde os dois músicos também colaboraram. Ambos
colaboraram ainda com a Associação Unidos do Caxinde em “Os Nossos
Reis”, música do Carnaval de Luanda 2008.
O hino “Angola, país de futuro”, elaborado para
o Campeonato Africano das Nações de 2010, é da autoria da dupla Filipe
Mukenga e Filipe Zau, acompanhados pela banda Maravilha.
Em 2010, tornou-se conselheiro com as funções de Assessor
para os Assuntos de Educação, Cultura e Desportos na Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa (CPLP) e consultor do Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento para a elaboração do Relatório de
Angola e para acompanhamento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio
até 2011, assessorando a Casa Civil da Presidência da República de
Angola.
Passou a compor os quadros da Universidade
Independente de Angola (UNIA), tornando-se, durante a década, vice-reitor
e reitor da instituição, bem como professor da Faculdade de Ciências Sociais
da Universidade Agostinho Neto (UAN). Em 2020, concluiu o seu
doutoramento em Ciências da Educação na Universidade Aberta de
Portugal.
Em 2021, tornou-se embaixador da boa vontade da CPLP
para a língua portuguesa e foi nomeado ministro da Cultura e Turismo da República
de Angola.
quarta-feira, 1 de novembro de 2023
1 DE NOVEMBRO - DANIELA MELCHIOR
Estreou-se na televisão em “Mulheres” (2014), quando
ainda era estudante de teatro.
Participou depois na série de televisão “Massa
Fresca” (2016) e em mais telenovelas como em “Ouro Verde” (2017) ou “A
Herdeira” (2017) ao lado de Rita Pereira.
No cinema, estreou-se em “O Caderno Negro”
(2018), seguindo-se “Parque Mayer” (2018).
Em 2018, apresentou a canção “O que é ser normal? Apontar
o dedo ao mal”. O tema cantado por Daniela Melchior, inserido numa campanha
contra a violência no namoro, conta com letra de Catarina Furtado e com
composição e produção de Tiago Bettencourt.
Melchior foi a primeira actriz portuguesa a
interpretar uma personagem do Universo DC e do Universo Estendido DC
e a primeira de uma personagem de banda desenhada.
Melchior explicou numa entrevista como se encontrou em
Hollywood: «Recebi roteiros na mesa dizendo Queremos você».
Daniela Melchior já foi protagonista de 8 filmes
(2018/2023) e fez 6 trabalhos na televisão (2014/2021).
Arquivo do blogue
Links interessantes e (ou) úteis
Acerca de mim
- Gabriel de Sousa
- - Lisboa, Portugal
- Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...













