terça-feira, 3 de junho de 2008

EFEMÉRIDE Georges Alexandre-César-Léopold Bizet, compositor francês da época Romântica, morreu em Bougival no dia 3 de Junho de 1875. Nascera em Paris, em 25 de Outubro de 1838.
Originário de uma família de músicos, foi um “menino-prodígio” e, aos nove anos, ingressou no Conservatório de Paris onde coleccionou prémios em solfejo, piano, órgão, etc.
Em 1857 foi agraciado com um prémio patrocinado por Jacques Offenbach pela sua ópera “Le Docteur Miracle”, obtendo igualmente o Grande Prémio de Roma, cidade onde estudou durante três anos na “Academia de França”. Na capital italiana escreveu várias obras como a Sinfonia em Dó Maior e a ópera Don Procópio.
Regressado a Paris, dedicou-se por inteiro ao ensino e à composição. Em 1863 escreveu a ópera “Os Pescadores de Pérolas”, a sua primeira grande obra.
Em 1875 Bizet escreveu “Cármen”, a sua última e mais famosa ópera que é, até hoje, uma das peças mais representadas em todo o mundo. Teve por base uma novela com o mesmo nome, da autoria de Prosper Mérimée. Foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra Francesa no dia da sua estreia. Não teve êxito imediato, junto da crítica e do público, apesar do seu mérito ter sido imediatamente reconhecido por compositores como Tchaikovsky e Debussy. Composta de 1 200 folhas, foi durante a sua redacção que ele sofreu as primeiras crises de angina de peito e de reumatismo articular.
Pouco tempo depois da estreia de “Cármen”, Bizet entrou numa profunda crise de depressão e faleceu aos 36 anos de idade, na data do aniversário do seu casamento, vítima de angina de peito e outras complicações cardíacas. Foi sepultado no célebre cemitério “Père Lachaise” em Paris.
Se bem que seja mais conhecido como compositor, foi também um grande pianista, elogiado inclusivamente por Franz Liszt, que o considerou um dos melhores executantes de toda a Europa. Devido a ser um perfeccionista, Bizet não terminou muitos dos seus trabalhos e cerca de quarenta óperas ficaram para sempre inacabadas.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Truque em época de crise... É só uma sugestão ...

EFEMÉRIDE - Ana Cristina Cruz Cesar, também conhecida por Ana C., poetisa brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 2 de Junho de 1952, tendo morrido na mesma cidade em 29 de Outubro de 1983. Pertencia a uma família culta da classe média, protestante, e passou quase toda a sua vida entre Niterói e Copacabana. É uma das principais poetisas da chamada “Literatura Marginal” dos anos 1970.
Os seus primeiros poemas foram feitos antes mesmo de saber escrever quando, aos quatro anos, os ditava a sua mãe para que ela os escrevesse.
Em 1969 passou um período em Londres, onde tomou contacto com a literatura inglesa. Quando regressou ao Brasil, dedicou-se a escrever e a fazer traduções, ingressando dois anos depois na Faculdade de Letras do Rio. Escreveu igualmente letras para canções e deu aulas.
Na década de 1970 iniciou a publicação de textos e poemas em colectâneas, revistas e jornais. Os seus primeiros livros foram “Cenas de Abril” e “Correspondência Completa”. Fez também pesquisas literárias e de cinema, assim como um mestrado em Comunicação. Voltou a Inglaterra em 1980, para fazer um mestrado em Tradução Literária na Universidade de Essex. De volta ao Rio, publicou “Luvas de Pelica”, que fora escrito em Inglaterra. Trabalhou ainda como jornalista e também na televisão. Nas suas obras há uma linha muito ténue entre a ficção e a autobiografia.
Suicidou-se em 1983, atirando-se da janela do apartamento dos seus pais. Poemas de Ana Cristina Cesar estão inseridos na antologia “26 poetas Hoje” de Heloísa Buarque e um poema seu foi incluído no livro “Os cem melhores poemas brasileiros do século”, Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, selecção de Ítalo Moriconi.

domingo, 1 de junho de 2008

O verdadeiro portátil!!

EFEMÉRIDEMaria Marly de Oliveira, talentosa e prestigiada poetisa brasileira, morreu no Rio de Janeiro em 1 de Junho de 2007, depois de ter estado internada numa clínica durante cerca de dois meses. Em Fevereiro do mesmo ano, tinha feito um transplante de fígado. Nascera em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, no dia 11 de Junho de 1935.
Era membro da Academia Brasileira de Letras e viúva do também poeta João Cabral de Mello Neto. Especialista e tradutora de literatura hispano-americana, foi autora de uma importante obra poética: cerca de quinze de livros publicados entre 1957 e 2001.
Ganhou o Prémio de Poesia do Instituto Nacional do Livro em 1958 e o Prémio Jabuti em 1998. Apresentou e prefaciou alguns dos livros do seu marido.
Está sepultada no mausoléu da Academia Brasileira de Letras.

sábado, 31 de maio de 2008

EFEMÉRIDERainer Werner Fassbinder, actor e realizador de cinema alemão, nasceu em Bad Wörishofen, na Baviera, em 31 de Maio de 1945. Morreu em Munique no dia 10 de Junho de 1982, vítima da ruptura de um aneurisma. Segundo outras versões, a sua morte teria sido provocada pela ingestão de uma overdose de drogas ingeridas porventura com a intenção de suicídio. Tinha apenas 37 anos.
O pai, médico, e a mãe, tradutora, divorciaram-se quando ele tinha apenas seis anos. Interessando-se pelo cinema desde muito novo, não conseguiu contudo frequentar uma escola de cinema como era seu desejo. Acabou os estudos sem obter o bacharelato e exerceu depois diversos ofícios, entre eles o de jornalista.
Durante a sua carreira realizou 43 filmes, trabalhou como actor de cinema e de teatro, foi cameraman, compositor, designer de produção, editor de cinema, produtor de cinema e director de teatro.
Os seus filmes obtiveram sempre grande sucesso, tendo feito em média um filme em cada cem dias. Fassbinder era um homossexual assumido e o tema foi recorrente nas suas obras. O amor lésbico foi, por exemplo, o tema fundamental do seu filme “As lágrimas amargas de Petra von Kant” rodado em 1971.
As paixões íntimas foram a sua forma de retratar uma época e de dar o testemunho das suas dificuldades económicas, políticas, morais e sexuais. Nele sempre houve um lugar essencial para a mulher, propagando diversas fórmulas para a emancipação feminina. A escritora Susan Sontag considerava Fassbinder uma das grandes referências culturais do século XX.
Fassbinder fez um retrato exaustivo da Alemanha e as suas obras são indispensáveis para entender o país. Situou as suas histórias em locais diversos, retratando todas as classes sociais, como a burguesia, os comerciantes, o proletariado, os pobres, os intelectuais, os jornalistas e os emigrantes. Escreveu igualmente várias peças de Teatro, sobretudo entre 1968 e 1971. A partir de 1972 foi aclamado pela crítica nos Festivais de Berlim, mas foi ignorado pelos júris. Só em 1982, com o antepenúltimo filme (“O Segredo de Veronika Voss”), conseguiu ganhar um “Urso de Oiro”.
Fassbinder foi um dos mais importantes representantes da Novo Cinema Alemão (anos 1960/70).

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Querias batatinhas fritas??...

Choque aparatoso

EFEMÉRIDEMikhaïl Aleksandrovitch Bakunine, filósofo, revolucionário e teórico do anarquismo, de nacionalidade russa, nasceu em Priamoukhino no dia 30 de Maio de 1814. Faleceu em Berna, na Suiça, em 1 de Julho de 1876.
Filho de ricos proprietários de terras, estudou Filosofia a partir de 1837, tendo seguido também um curso na Universidade de Berlim três anos mais tarde. Começou aqui a sua actividade política. De 1842 a 1848 viajou pela Europa, onde conheceu Karl Marx, Friedrich Engels e Proudhon.
Em 1849 foi preso e condenado à morte por uma insurreição em Dresden. A pena foi comutada em prisão perpétua, sendo depois entregue ao governo russo, tendo ficado preso em São Petersburgo. Os anos que passou em regime prisional degradaram a sua saúde. Sofreu de escorbuto e caíram-lhe todos os dentes. O coração e o fígado foram também afectados e por vezes já nem comia. Com a morte do czar Nicolau 1º, o regime russo liberalizou-se e a pena de Bakunine foi transformada em deportação perpétua na Sibéria. Acabou por se evadir para o Japão, fixando-se na Suiça depois de passar por vários países europeus.
Em 1868 disputou a liderança da Associação Internacional de Trabalhadores com Karl Marx e, em 1872, desentendeu-se com ele por motivos ideológicos, acabando por ser expulso daquela organização. Bakunine defendia que as energias revolucionárias deveriam ser concentradas na destruição das “coisas”, no caso o Estado, e não das “pessoas”.
Depois daquele rompimento, Bakunine planeou a construção de uma associação para unir os anarquistas de todos o Mundo. Acabou por criar apenas grupos anarquistas em vários países, repassando para outros anarquistas, que se viriam a tornar célebres, as tradições anti-autoritárias e mutualistas, bem assim como o carácter descentralizador da sua ideologia.
Após a morte de Bakunine, diversos acontecimentos políticos com influência anarquista puderam ainda er notados, como a insurreição de 1918 no Rio de Janeiro, cujo movimento sindical era maioritariamente composto por anarquistas, a guerra civil em Espanha e a revolução espanhola em 1936, que seria a derradeira e última revolução de ideologia anarquista.
Bakunine deu sempre prioridade à luta revolucionária, não tendo tido propriamente tempo para construir uma “obra”. Os seus textos eram escritos à pressa, para melhor responder às necessidades revolucionárias do momento. Muitos dos seus trabalhos ficaram inacabados e outros perderam-se após a sua morte.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sempre a inovar:

Crise energética...

Falta pouco para ser assim...



EFEMÉRIDE Yannis Xenakis, compositor, engenheiro e arquitecto grego, naturalizado francês, nasceu em Brăila, na Roménia, em 29 de Maio de 1922. Morreu em Paris no dia 4 de Fevereiro de 2001.
Aos dez anos mudou-se com a família para a Grécia, onde veio a estudar engenharia. Os estudos foram interrompidos pela ocupação nazi. Participou na Resistência Grega durante a Segunda Guerra Mundial e na primeira fase da Guerra Civil Grega, como membro do Exército de Libertação do Povo Grego. Em Janeiro de 1945 foi ferido por um obus, perdendo um olho e ficando desfigurado em parte do rosto. Em 1946 finalizou os estudos de engenharia, mas foi perseguido e condenado à morte devido ao seu activismo político. Conseguiu fugir para França em 1947, onde ingressou no estúdio parisiense do famoso arquitecto Le Corbusier, de quem foi aluno. Em virtude da sua formação de arquitecto e de matemático, começou a dedicar-se também a uma nova música, regida por leis estatísticas.
No campo da música acústica, interessou-se igualmente por uma outra colocação dos músicos, de modo não convencional, por vezes entre o próprio público. Numerosas experiências provaram a sua eficácia, tendo sido um dos mais brilhantes participantes num Festival de Royan.
Em 1957, pela primeira vez, Xenakis pôde beneficiar do apoio técnico de um computador da IBM para programar a sua música, o que veio aumentar a possibilidade de um processo de criação concebido na sua globalidade.
Xenakis veio a criar uma interface, com a qual ligou o mundo visual do grafismo e o mundo sonoro da música. Conseguiu, utilizando procedimentos que poderiam fazer das suas obras produções totalmente desumanizadas, uma música muitas vezes lírica e extremamente comovente. “Nuits”, “L'Orestie” e todas as suas últimas obras estão próximas, na sua simplicidade voluntária, do espírito das últimas obras de Liszt.
Entre 1967 e 1978 organizou, com grande êxito, muitos espectáculos de “Som e Luz” em vários locais, utilizando um conceito que lhe era caro - a aliança entre a arquitectura e a música. Tive pessoalmente a sorte de assistir a um destes espectáculos em Paris, junto das ruínas de Cluny, no célebre Boulevard de Saint-Michel. Aquela era, por assim dizer, uma música “para se ver”, uma mistura de espaço, luz e sons, que criava um novo universo musical. Não se julgue porém que Xenakis se deixava escravizar pela máquina, ao invés submetia-a aos seus desígnios. Raios laser e flashes, que rasgavam o espaço, acompanhavam a “música do amanhã”. Este espectáculo inolvidável, que se chamava “O Politopo de Xenakis”, é referido num livro de crónicas do consagrado escritor português Urbano Tavares Rodrigues.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

EFEMÉRIDE Patrick Victor Martindale White, escritor australiano laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1973, nasceu em Londres, de pais australianos, em 28 de Maio de 1912. Faleceu em Sidney no dia 30 de Setembro de 1990.
Na infância viveu com uma irmã, que servia de preceptora e empregada doméstica, enquanto os pais viviam num apartamento nas proximidades. Aos quatro anos, White começou a sofrer de asma. A falta de saúde excluía-o de diversas actividades infantis, o que estimulou a sua imaginação. Aos dez anos, foi internado na Tudor House School, uma escola nas terras altas da Nova Gales do Sul, numa tentativa de acalmar a asma. A adaptação à convivência com outras crianças da sua idade não foi fácil. Foi por essa altura que White começou a escrever pequenas peças de teatro, sendo de notar a utilização de temas já claramente adultos. Em 1924, com a escola envolvida em problemas financeiros, o director sugeriu que White fosse transferido para uma escola interna na Inglaterra, sugestão que foi aceite pelos pais. A adaptação à nova escola foi muito difícil e ele próprio escreveria mais tarde que «se tinha tratado de uma sentença de prisão de quatro anos». Por vezes gozava as férias com os pais, em vários locais da Europa, mas a sua relação com eles manteve-se sempre distante. Pediu aos pais se podia deixar a Escola para se tornar actor e eles aceitaram, na condição dele regressar à Austrália para experimentar a vida no campo, pois preferiam que ele fosse agricultor. A sua saúde melhorou, mas ficou claro que não tinha qualquer apetência para a vida rural.
De 1932 a 1935 viveu de novo em Inglaterra, estudando literatura francesa e alemã no King's College em Cambridge. Apaixonou-se por um jovem, que tinha vindo para Cambridge com a finalidade de se tornar pastor anglicano, mas não ousou expressar os seus sentimentos com receio de perder a sua amizade. Tal como muitos homossexuais da época, receava que a sua sexualidade o condenasse a uma vida ainda mais solitária.
Ainda como aluno da Universidade de Cambridge, White publicou uma colectânea de poemas intitulada “The Ploughman and Other Poems” e escreveu uma peça de teatro, que foi levada à cena por uma companhia amadora. White licenciou-se em 1935 e foi morar para Londres, num bairro frequentado por artistas. Aqui escreveu várias obras não publicadas e fez a revisão de um romance que escrevera nos seus tempos de vida no campo. Em 1937 o pai morreu, deixando-lhe dez mil libras como herança, o que lhe permitiu dedicar-se integralmente à escrita.
Quando começou a Segunda Guerra Mundial estava nos Estados Unidos. Regressou a Londres, onde ingressou na Royal Air Force como oficial dos serviços de informação e de onde foi enviado para o Médio Oriente. Passou ainda pelo Egipto, Palestina e Grécia antes da guerra acabar. Enquanto esteve no Médio Oriente conheceu um oficial do Exército Grego, Manoly Lascaris, que se tornaria seu companheiro para toda a vida. Regressado à Austrália, só viria a conhecer a fama como escritor a partir dos anos 1960.
É considerado por muitos como o maior romancista de língua inglesa do século XX. De 1935 a 1986, ano em que escreveu o seu último livro, publicou mais de vinte romances, duas recolhas de contos e oito peças de teatro.

Meninas: para descarregar o stress!!

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...