sexta-feira, 4 de março de 2016

4 DE MARÇO - JOAQUIM FIÚZA

EFEMÉRIDE – Joaquim Mascarenhas de Fiúza, velejador português que competiu em três Jogos Olímpicos (1936, 1948 e 1952) morreu em Lisboa no dia 4 de Março de 2010. Nascera em São Domingos de Benfica, em 8 de Fevereiro de 1908.
Em Berlim/1936, ficou em 10.º lugar na classe Star, com António Guedes de Herédia. Em Londres/1948, ficou em 6.º na mesma prova, com Júlio de Sousa Leite Gourinho. Em Helsínquia/1952, ganhou a medalha de bronze, com Francisco de Andrade.
Festejou os 100 anos em 2008, sendo o decano dos atletas olímpicos portugueses. Faleceu dois anos depois.

quinta-feira, 3 de março de 2016

3 DE MARÇO - DAVID BLANCO

EFEMÉRIDE – David Blanco Rodríguez, ciclista espanhol, nasceu em Bienne – na Suíça – no dia 3 de Março de 1975. Reside em Santiago de Compostela, na Galiza.
Estreou-se como profissional no ano 2000, representando a equipa Paredes Rota dos Móveis. Em 2002, foi contratado pela ASC-Vila do Conde, terminando em 5º lugar na Volta a Portugal.
A equipa espanhola Comunidad Valenciana recrutou-o na época seguinte. Ficou em 10º lugar na Volta a Espanha de 2004 e obteve a sua primeira vitória na Volta a Portugal de 2006, feito que repetiria em 2008 e 2009.
Por suspeitas de envolvimento em casos de doping, a sua equipa foi dissolvida e ele passou a representar a modesta Duja-Tavira em 2007.
Em 2010, igualou Marco Chagas, ao vencer pela 4ª vez a Volta a Portugal. Depois da vitória, assinou o contrato da sua vida com a Team Geox (antiga Footon-Servetto), integrando um plantel de luxo.
Em 2012, tornou-se o primeiro ciclista a vencer 5 vezes a Volta a Portugal, desta feita pela equipa Efapel – Glassdrive.

quarta-feira, 2 de março de 2016

2 DE MARÇO - FRIEDEBERT TUGLAS

EFEMÉRIDE – Friedebert Tuglas, escritor, crítico literário e tradutor estoniano, nasceu em Ahja no dia 2 de Março de 1886. Morreu em Tallinn, em 15 de Abril de 1971. Até 1923, usou o nome de Friedebert Mihkelson.
Era filho de um carpinteiro e fez a sua escolaridade em Tartu. Participou em 1905, como social-democrata, na Revolução Russa. Foi preso pelas suas actividades revolucionárias em 1906, exilando-se depois na Finlândia, Alemanha, Bélgica, Suíça e França, antes de regressar à Estónia em 1917.
Tuglas tornou-se uma figura de proa da literatura estoniana. Pertenceu ao movimento literário Jovem Estónia, fundado em 1905. A partir de 1917, fez parte do Grupo Artístico Siuru.
Tuglas empregou nos seus dois romances (“Felix Ormusson” de 1915 e “Väike Illimar” de 1937) e em numerosos contos uma mistura de Realismo e Neo-romantismo. Escreveu também extensos relatos de viagens (Espanha, Norte de África e Noruega), bem assim como críticas, pesquisas literárias e memórias.
Foi editor de inúmeras revistas de literatura, como “Odamees” e “Tarapita”, tendo sido um dos fundadores da União dos Escritores da Estónia, da qual foi presidente em 1922, 1925/27 e 1937/39.
Foi casado com Elo Tuglas, cujos diários dão uma profunda visão dos pensamentos do seu marido. Em 1970, Friedebert Tuglas instituiu um prémio para contos, que é atribuído anualmente no dia 2 de Março, dia do seu nascimento. Em Tallinn, está localizado o Museu Friedebert Tuglas (centro literário).

terça-feira, 1 de março de 2016

1 DE MARÇO - ROBERT LOWELL

EFEMÉRIDE – Robert Traill Spence Lowell, poeta norte-americano, considerado o fundador da poesia confessional, nasceu em Boston no dia 1 de Março de 1917. Morreu em Nova Iorque, em 12 de Setembro de 1977.
Robert Lowell era oriundo de uma família puritana (protestante) da classe alta, os chamados “brâmanes de Boston”, referência à mais alta casta hindu. Foi educado na St. Mark's School, uma proeminente escola preparatória em Southborough, antes de ir estudar na Universidade de Harvard durante dois anos, transferindo-se depois para o Kenyon College em Gambier, no Ohio. Converteu-se ainda jovem ao catolicismo (1940), o que influenciou os seus primeiros dois livros, “Land of Unlikeness” (1944) e o vencedor do Prémio Pulitzer de Poesia “Lord Weary's Castle” (1946). Voltaria a receber este prémio em 1974.
Em 1946, deixou a Igreja Católica. Em 1950, foi incluído na influente antologia “Mid-American Century Poets”, como uma das principais figuras literárias da sua geração. Entre os seus contemporâneos, que também apareceram neste livro, estão vários poetas que se tornaram notáveis na década de 1940. Nessa época, Lowell ministrou aulas de Criação Literária na Universidade de Iowa.
Lowell foi objector de consciência durante a Segunda Guerra Mundial, tendo servido durante vários meses numa prisão federal em Danbury, no Connecticut. Mais tarde, escreveria sobre tal experiência no poema “Memories of West Street and Lepke” publicado no seu livro “Life Studies” (1959), que é considerado uma das obras de poesia mais influentes e mais importantes do século XX, nos Estados Unidos.
Em 1960, ganhou o National Book Award de Poesia. Durante a década de 1960, Robert Lowell tornou-se activista do movimento dos direitos civis e opôs-se ao envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietname. A sua participação na Marcha pela Paz de Outubro de 1967, em Washington, e a sua subsequente prisão, foram descritas em “The Armies of the Night” do escritor Norman Mailer.
As três mulheres com quem se casou eram também escritoras. A primeira esposa foi Jean Stafford, com quem viveu entre 1940 e 1948. Em 1949, casou com Elizabeth Hardwick, de quem teve uma filha. Em 1970, deixou Hardwick para ir viver com a nobre britânica Lady Caroline Blackwood. Passou muitos dos seus últimos anos a viver em Inglaterra. Faleceu depois de ter sofrido um ataque cardíaco, quando viajava num táxi em Nova Iorque. Disseram na época que ele ia encontrar-se com Elizabeth Hardwick, para uma possível reconciliação. Lowell sofria de alcoolismo e de depressão grave, tendo estado hospitalizado umas vinte vezes ao longo da vida, sendo mesmo tratado com electrochoques.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

29 DE FEVEREIRO - WILLIAM WELLMAN

EFEMÉRIDE – William Augustus Wellman, realizador de cinema norte-americano, nasceu em Brookline, no Massachusetts, em 29 de Fevereiro de 1896. Morreu em Los Angeles no dia 9 de Dezembro de 1975. Realizou a primeira produção premiada com o Oscar de Melhor Filme (1927). Além de realizador, foi produtor e consultor, com uma carreira de mais de 80 filmes. O seu trabalho concentrava-se em géneros populares, tais como filmes policiais, de aventuras e de acção, muitos deles com temas ligados a aviação, uma das suas paixões.
Wellman foi expulso da Escola Secundária de Newton, depois de uma brincadeira de mau gosto que envolveu o director. Trabalhou como vendedor, numa época em que conheceu Douglas Fairbanks, que lhe sugeriu tentar a carreira de actor «atendendo à sua boa aparência».
William alistou-se no exército durante a I Guerra Mundial e serviu como motorista de ambulância. Em Paris, juntou-se à Legião Estrangeira e, em Dezembro de 1917, foi registado como piloto combatente. A sua esquadrilha ficou aquartelada em Lunéville, na região da Alsácia-Lorena. Wellman participou em combates aéreos e derrubou vários inimigos até ser atingido. Sobreviveu ao acidente, mas ficou com dificuldades em andar. Foi condecorado com a Cruz de Guerra.
Após a assinatura do armistício, voltou aos Estados Unidos, onde escreveu um livro sobre as suas experiências. Ingressou no Serviço Aéreo Militar Americano, estacionado no Campo Rockwell, em San Diego na Califórnia, ensinando tácticas de combate aos novos pilotos.
Enquanto servia em San Diego, teria voado no seu SPAD até Hollywood, usando como pista de aterragem o campo de pólo de D. Fairbanks, em Bel Air. Fairbanks teria ficado fascinado com as aventuras do jovem e prometeu-lhe trabalho na indústria cinematográfica. Foi assim que apareceu em “The Knickerbocker Buckaroo” em 1919. 
William, porém, não gostava de representar e queria tornar-se realizador. Após diversas tarefas no cinema, o seu primeiro trabalho como assistente de realização foi com Bernie Durning, de quem se tornou amigo e que o influenciou nos seus próprios filmes.
Começou a carreira de realizador em 1920, na produção da Fox “The Twins of Suffering Creek”. Depois de dirigir cerca de uma dezena de produções de baixo orçamento, foi contratado pela Paramount – em 1927 – para realizar “Wings”, um drama de guerra que mostrava sequências de combates aéreos na I Guerra Mundial. O ponto culminante do filme era a épica Batalha de Saint-Mihiel. Esta película ganhou o primeiro Oscar de Melhor Filme da história do cinema.
Realizou depois muitos trabalhos notáveis, entre 1931 e 1964, e foi produtor de algumas películas. O seu último trabalho como realizador foi “Lafayette Escadrille” (1958), que também produziu. Foi autor da história de “A Star Is Born”, que foi premiado com os Oscars de Melhor História Original e Melhor Guião. Este filme teve duas versões posteriores (1954 e 1976). Sete actores, protagonistas de filmes de Wellman, foram nomeados também para os Oscars, entre eles Robert Mitchum.
William A. Wellman foi ainda nomeado três vezes para prémios de Melhor Realizador. Possui uma estrela no Passeio da Fama, no Hollywood Boulevard. 

"A MÚSICA" (quadras)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

28 DE FEVEREIRO - HÉLDER RODRIGUES

EFEMÉRIDE – Hélder Fernando Simões Cerqueira Rodrigues, motociclista português, nasceu em Lisboa no dia 28 de Fevereiro de 1979. Tornou-se conhecido sobretudo pela sua participação no Rali Dakar de 2007 e por se ter sagrado Campeão do Mundo de Todo-o-Terreno em 2011.
Hélder Rodrigues obteve a sua primeira classificação de destaque ao terminar o Campeonato Regional de MotoCross de 1994 em 2º lugar. Nos anos seguintes, foi melhorando as suas classificações, até que – em 1999 – venceu o Nacional Absoluto de Enduro, correndo com uma Yamaha YZ 250. Desde 1999 até 2006, venceu sempre o Campeonato Nacional desta especialidade.
Em 2006, participou pela primeira vez no Lisboa Dakar, integrado na equipa Bianchi Prata Competições, terminando a prova no 9º lugar.
No Lisboa Dakar 2007, após ter ficado a apenas a 16 segundos de Ruben Faria na primeira etapa, venceu a etapa seguinte entre Portimão e Málaga e passou a comandar a classificação geral, liderança que perdeu na terceira etapa. Nesta edição do rali, venceu ainda a décima etapa, disputada em redor de Néma, na Mauritânia, vindo a terminar a prova em quinto lugar.
Na penúltima etapa do Rali Todo-o-Terreno da Argentina, sofreu um grave acidente que levou a que lhe fosse retirado o baço. Foi necessária também uma cirurgia a um dos braços, tendo recuperado totalmente.
Em 2009, atingiu o 5º Lugar na Rali Dakar, tendo vencido a etapa Córdoba – Buenos Aires. No ano seguinte, atingiu o 4º lugar, tornando-se o melhor português de sempre na prova. 
Em Outubro de 2011, tornou-se o primeiro português a ganhar o Mundial de Todo-o-Terreno. No mesmo ano, atingiu o pódio do Dakar, terminando no 3º lugar, com uma vitória na 5ª etapa (Calama - Iquique). Em 2012, repetiu o 3º lugar, tendo vencido duas etapas.
Em 2013, trocou a Yamaha pela Honda e regressou ao Dakar, terminando em 7º lugar. No ano seguinte, finalizou em 5º, sendo o melhor corredor da Honda.
Em 2015, afectado por gripe no início do rali, venceu duas etapas, classificando-se em 12º lugar, depois de ter ajudado Paulo Gonçalves a lutar pela vitória na prova.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

27 DE FEVEREIRO - ALEXANDRE ARNOUX

EFEMÉRIDE – Alexandre Arnoux, romancista e dramaturgo francês, nasceu em Digne-les-Bains, nos Alpes, em 27 de Fevereiro de 1884. Morreu em Boulogne-Billancourt no dia 4 de Janeiro de 1973.
A sua obra, muito variada, é composta por poemas (3 recolhas de poesia 1906/1909), narrações inspiradas na guerra, romances fantásticos fortemente marcados por ciência e música, peças de teatro e ensaios.
Em 1913, publicou na Bélgica a peça teatral “La belle et la bête”, que teria inspirado Jean Cocteau a criar o filme homónimo em 1946, protagonizado por Jean Marais.
Com a sua esposa, falecida em 1938, traduziu para francês “Fausto”, obra de Goethe, e “La vie est un songe” de Pedro Calderón de la Barca. Alexandre Arnoux foi membro da Academia Goncourt desde 1947. Venceu o Prémio Nacional de Letras em 1956, com o romance “Roi d'un jour”.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

26 DE FEVEREIRO - MARIA CREUZA

EFEMÉRIDE – Maria Creuza Silva Lima, cantora brasileira, nasceu em Esplanada (Baía) no dia 26 de Fevereiro de 1944.
Quando tinha dois anos de idade, a família mudou-se para Salvador. Ainda adolescente, foi convidada para se apresentar em programas de rádio. Gravou também músicas em inglês, contratada por uma gravadora local. Durante quatro anos, apresentou o programa “Encontro com Maria Creuza”, na TV Itapoan.
Em 1966, interpretou a canção “Se Não Houvesse Maria” num festival da extinta TV Excelsior. No ano seguinte, defendeu “Festa no Terreiro de Alaketu” no III Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record. Em 1969, a canção “Mirante” deu a Maria Creuza o prémio de Melhor Intérprete e o terceiro lugar no IV Festival Universitário da Canção Popular, no Rio de Janeiro. Naquele mesmo ano, Creuza interpretou ainda “Catendê” no V Festival da Música Popular Brasileira (TV Record).
Em 1970, foi convidada por Vinicius de Moraes para participar numa tournée pelo Uruguai (em Punta del Este, com Dorival Caymmi) e Argentina (em Mar del Plata, com Toquinho). Na Argentina, gravou com o poeta e Toquinho o álbum “Vinicius En La Fusa com Maria Creuza e Toquinho”, um dos melhores LPs de música brasileira gravados ao vivo. Do seu repertório, Maria Creuza interpretou, entre outras canções, “Garota de Ipanema” e “Lamento no Morro” (de Tom Jobim e Vinicius de Moraes), “Samba em Prelúdio” (de Vinicius e Baden Powell) e “Minha Namorada” (de Vinicius e Carlos Lyra). No ano seguinte, gravou um dos seus melhores álbuns, “Yo... Maria Creuza”. Em 1972, lançou – com Vinicius e Toquinho – o álbum “Eu sei que vou te amar”, fazendo uma tournée por França e Itália.
Em 1974, foi lançado o seu álbum “Sessão Nostalgia” e participou no II Festival Mundial de Música Popular, em Tóquio, com a canção “Que diacho de dor”, premiada com o segundo lugar. Em 1975, foi lançado o disco “Maria Creuza e os grandes mestres do samba”.
Em 1977, participou da banda sonora do filme “Os pastores da noite”, lançada posteriormente em LP. No ano seguinte, foi editado o disco “Doce veneno”. Na década de 1980, lançou vários álbuns, incluindo “Poético” dedicado a Vinicius de Moraes.
Em 1991, gravou “Todo sentimento”, álbum que incluía “Na baixa do sapateiro” de Ary Barroso. Em Dezembro de 1998, integrou o elenco de cantores que apresentou, no auditório da Academia Brasileira de Letras, as “14 Canções do Século, escolhidas pela crítica especializada do Rio de Janeiro e de São Paulo para celebrar o centenário da Academia.
Em 2001, foram reeditados os seus LPs “Eu disse adeus” (1973) e “Poético” (1982). Em 2006, foi lançado o álbum “Maria Creuza Ao Vivo”, gravado no Teatro Guaíra, de Curitiba. Actualmente, Maria Creuza canta ainda, pontualmente, no Vinicius Bar (Rio de Janeiro).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

MARIA CREUZA - "Onde anda você" (Vinicius de Moraes) 1979


25 DE FEVEREIRO - FRANK G. SLAUGHTER

EFEMÉRIDE – Frank Gill Slaughter, romancista e médico norte-americano, nasceu em Washington no dia 25 de Fevereiro de 1908. Morreu em Jacksonville, em 17 de Maio de 2001. Usou também o pseudónimo C. V. Terry. Os seus romances são baseados na sua própria experiência como médico e no seu interesse por textos bíblicos. Aproveitou também para divulgar, junto dos leitores, as mais recentes descobertas da medicina.
A família de Frank mudou-se para uma plantação em Granville Country, na Carolina do Norte, quando ele tinha cinco anos de idade. Estudou no Colégio de Trinity, onde obteve o bacharelato com a menção “Muito Bom”. Ingressou, aos 18 anos, na escola de medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, no Maryland, tendo-se licenciado em 1930.
Em 1935, começou a escrever ficção, exercendo simultaneamente a profissão de médico no Hospital Riverside em Jacksonville. Escrevia numa máquina de escrever que comprara por 60 dólares e que ia pagando em prestações mensais de 5 dólares.
Alguns dos seus livros foram adaptados ao cinema e à televisão, nas décadas 1950 e 1970.
Se bem que tenha estado acamado durante os últimos anos de vida, ainda continuou durante algum tempo a ditar os seus textos para um gravador, segundo relato da sua empregada doméstica. As obras de Frank G. Slaughter foram vendidas em mais de 60 milhões de exemplares. O seu último livro foi publicado em 1987 (“O Transplante”).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

24 DE FEVEREIRO - ALAIN MABANCKOU

EFEMÉRIDE – Alain Mabanckou, escritor congolês com dupla nacionalidade franco congolesa, nasceu em Pointe-Noire, República do Congo, no dia 24 de Fevereiro de 1966.
Passou os primeiros anos de vida na sua cidade natal, onde obteve o bacharelato de Letras e Filosofia no Liceu Karl Marx. Estudou depois Direito em Brazzaville e, posteriormente, em França com uma bolsa de estudos. Após se licenciar na Universidade Paris-Dauphine, trabalhou durante vários anos em importantes multinacionais francesas antes de se dedicar mais à literatura (1998).
Reside nos Estados Unidos desde 2002, como professor convidado, inicialmente de Literatura Francófona e de Escrita Criativa na Universidade de Michigan e, mais recentemente, na Universidade da Califórnia (UCLA), com disciplinas de literatura francófona.
É autor de cinco romances, de seis livros de poesia, de várias crónicas publicadas em periódicos como “Le Fígaro” (Paris) e “Le Soir” (Bruxelas), e de duas obras colectivas (“Nouvelles d’Afrique” em 2003 e “Vu de la lune - Nouvelles optimistes” em 2005).
Em 2006, com o seu romance “Mémoires de porc-épic”, ganhou o importante Prémio Renaudot. Em 2008, traduziu de inglês para francês várias obras de Uzodinma Iweala, um escritor de origem nigeriana, considerado como um jovem prodígio da literatura norte-americana.
O seu romance “Black Bazar” (2009) esteve entre os 20 livros mais vendidos em França, durante aquele ano.
Em 2010, foi nomeado Grande Cavaleiro da Legião de Honra, pelo presidente da República Francesa.
Entre vários prémios que conquistou, o conjunto da sua obra foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura Henri Gali, outorgado pela Academia Francesa em 2012. Os seus livros estão traduzidos em mais de uma quinzena de línguas. O romance “Verre cassé” teve várias adaptações para o teatro. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

23 DE FEVEREIRO - JOAQUIM PINTO DE ANDRADE

EFEMÉRIDE - Joaquim Pinto de Andrade, sacerdote e político angolano, um dos fundadores do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA),  morreu em 23 de Fevereiro de 2008, após longa doença. Nascera em 1926.
Formado em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, no ano de 1953, participou em 1956 no I Congresso dos Homens de Cultura Negra, realizado em Paris.
Foi o primeiro presidente honorário do MPLA (1962), tendo sido preso várias vezes pelas autoridades coloniais. Esteve exilado em Vila Nova de Gaia, sob vigilância apertada da polícia política portuguesa (PIDE).
A partir de 1974, fez parte do grupo Revolta Activa, contrário à política oficial do MPLA que, desde 11 de Novembro, passara a governar o país. Fez questão, porém, de assumiu sempre a fraternidade angolana.
Esteve ligado ao fugaz Partido Reformador Democrático, que obteve um resultado pouco expressivo nas eleições de 1992. Era chanceler da Arquidiocese de Luanda e foi membro da Sociedade Africana da Cultura. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

22 DE FEVEREIRO - FONS RADEMAKERS

EFEMÉRIDE – Fons Rademakers, de seu verdadeiro nome Alphonse Marie Rademakers, um dos mais importantes realizadores de cinema holandeses, morreu em Genebra no dia 22 de Fevereiro de 2007. Nascera em Roosendaal, em 5 de Setembro de 1920. Ganhou um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1987.
Encetou a sua carreira cinematográfica, como actor e cenarista, em Amesterdão, durante a Segunda Guerra Mundial. Só mais tarde passou a realizador, tendo estudado cinema, em Paris e Roma, com Jean Renoir e Vittorio de Sica.
Em 1958, realizou o seu primeiro filme, “Vila à beira do rio”, que foi nomeado para os Oscars no ano seguinte. Ele foi assim o primeiro holandês a ter tido uma nomeação para aquele troféu. Seguidamente, adaptou várias obras-primas da literatura holandesa, tendo sido premiado em diversos festivais.
Foi nomeado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1987, pelo filme “De Aanslag” (“O assalto”), baseado num romance de Harry Mulisch, publicado em 1982. Veio a ganhar a estatueta dourada e ainda um Golden Globe Award.
O Festival do cinema nórdico de Rouen homenageou-o com uma retrospectiva em 2000.
Produziu, além de alguns dos seus filmes, várias películas de Lili Veenman, com quem casara em 1955 e de quem teve dois filhos.
No fim da sua vida, fixou-se em Roma e depois em Thoiry. Morreu aos 86 anos, num hospital de Genebra, vitimado por um enfisema pulmonar.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

21 DE FEVEREIRO - LAGOA HENRIQUES

EFEMÉRIDE – António Augusto Lagoa Henriques, escultor português, morreu em Lisboa no dia 21 de Fevereiro de 2009. Nascera, igualmente em Lisboa, em 27 de Dezembro de 1923.
Iniciou os seus estudos artísticos em 1945, no Curso Especial de Escultura da Escola de Belas-Artes de Lisboa. Entre 1947 e 1949, frequentou o curso de Cenografia no Conservatório Nacional.
Em Julho de 1948, transferiu-se para a Escola de Belas-Artes do Porto, onde teve Barata Feyo como professor e referência principal na sua formação. Concluiu o Curso Superior de Escultura em 1954, com a apresentação de um trabalho de pleno relevo, classificado com a nota máxima (20 valores).
Foi-lhe concedida uma bolsa pelo Instituto de Alta Cultura, partindo para Itália, onde ficou três anos grande parte dos quais em Milão, a trabalhar sob a orientação do escultor Marino Marini.
Foi convidado pela Escola de Belas-Artes do Porto, em 1958, para o lugar de professor assistente de Escultura, lugar que veio a ocupar no ano seguinte. Entre 1963 e 1966, foi professor efectivo de Desenho na mesma escola.
Em 1966, mudou-se – a seu pedido – para a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde desenvolveu uma acção pedagógica de grande relevo no ensino de Desenho. Em 1974, quando da reestruturação dos cursos, foi o promotor da criação da disciplina de Comunicação Visual.
Entre os prémios que recebeu, salienta-se: o Prémio Soares dos Reis, o Prémio Teixeira Lopes, o Prémio Diogo de Macedo, o 1º Prémio de Escultura na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, a 1.ª Medalha da Sociedade Nacional de Belas-Artes e a Medalha de Honra na Exposição Internacional de Bruxelas.
Uma das suas obras mais conhecidas é a estátua de Fernando Pessoa, no Chiado, em Lisboa, que se encontra na esplanada do Café A Brasileira. Outra estátua de sua autoria está em Esposende, homenageando o monarca D. Sebastião por ter elevado Esposende a concelho. Lagoa Henriques faleceu em Lisboa, aos 85 anos de idade. 

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