sexta-feira, 11 de outubro de 2024

11 DE OUTUBRO - LUCIANA DINIZ

EFEMÉRIDE - Luciana Diniz, amazona olímpica luso-brasileira, nasceu em São Paulo no dia 11 de Outubro de 1970.

Representa o Brasil em provas equestres profissionais na modalidade Salto de Obstáculos.

Foi campeã do Global Champions Tour, após conquista do título na edição de 2015 em Doha, considerada rainha do segundo lugar do Grand Slam de Aachen e Calgary em 2017 e 2018.

Tem no seu currículo a participação em 5 Olimpíadas e muitas vitórias em Grandes Prémios ao redor do mundo.

Com apenas 18 anos, Luciana mudou-se do Brasil para a Bélgica a fim de montar com Nelson Pessoa Filho, o Neco, um dos principais treinadores do hipismo mundial.

Aos 23 anos, Luciana participou pela primeira vez nos Jogos Equestres Mundiais, na Holanda. Com o seu cavalo Graf Grande, conseguiu alcançar o 46º ao nível individual e o 4º na prova por equipas.

Em 2004, representando o Brasil, participou nos Jogos Olímpicos de Atenas. Acabou no 9º lugar por equipas. Desta vez, o cavalo utilizado foi o Mariachi.

Após os Jogos Olímpicos, naturalizou-se por Portugal, terra dos seus avós. Já em representação de Portugal, participou em 2006, pela segunda vez, nos Jogos Equestres Mundiais, que se realizaram em Aachen. A cavaleira, mais experiente, conseguiu um 23º lugar, montando Dover.

Em 2010, Luciana e o cavalo Winnigmood participaram por Portugal na final da Copa do Mundo, em Genebra, classificando em 4° lugar. Saltaram em alguns campeonatos europeus e conquistaram o 7° lugar em Madrid.

Participou por Portugal dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, onde terminou em 17º na prova individual, montando Lennox.

Em 2015, a amazona com a sua égua Fit For Fun foi campeã na classificação geral do Global Champions Tour, com vitórias nos GPs de Madrid, Viena e Doha, entre outras classificações.

«Vencer o GCT 2015, circuito equestre de Fórmula 1 sem dúvida foi uma das conquistas mais marcantes e desafiadoras. Aprendi que o impossível só é impossível até que alguém me provar o contrário. Vencemos» revela Luciana.

Logo em seguida, em 2016, Luciana saltou os Jogos Olímpicos do Rio, conquistando o 9° lugar com Fit For Fun.

Luciana e Fit For Fun foram consideradas as rainhas dos 2° lugares dos Grand Slam em Aachen e Calgary em 2017 e, novamente, em Aachen 2018.

Durante 18 anos contou com o apoio do barão Edouard de Rothschild, proprietário de Winningmood, Locarno e outros cavalos montados por Luciana na sua carreira.

Na sua 5° Olimpíada, desta vez em Tóquio, Luciana e o seu cavalo Vertigo du Desert finalizaram em 10° lugar ao fazer uma falta no penúltimo obstáculo na Grande Final.

Após 16 anos competindo por Portugal, anunciou em Julho de 2022, em redes sociais, a volta às competições pelas cores do Brasil.

Fez parte da equipa que, com o quarto lugar na Copa das Nações de 2023, conseguiu uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2024. Porém, acabaria por não disputar os Jogos Pan-Americanos de 2023 que se seguiram, porque a ODEPA exige intervalo de três anos após mudar de nacionalidade.

Ao longo da sua carreira, Luciana Diniz escreveu alguns livros, entre eles: “Fit 4 Gold” e “Jump 4 Your Dreams”.

Luciana Diniz sentiu a necessidade de criar a sua própria metodologia, dessa forma formou-se o Butterfly Method, que aprimora o cavalo, cavaleiro e, principalmente, o equilíbrio emocional. «Trata-se de uma visão multidisciplinar sobre o desporto. Um método que considera os aspectos que influenciam no seu desempenho, desde o emocional, o físico, o técnico, etc. E este aprendizado pode e deve ser aplicado na sua vida profissional e pessoal: ‘a better person and a better rider’ - uma pessoa melhor e um cavaleiro/amazona melhor».

A amazona olímpica faz workshops em todo o mundo ensinando o Butterfly Method. Além disso, vendeu os seus masterclasses em 46 países e 6 continentes.

Pessoas do mundo todo publicam nas redes sociais o treino com os seus cavalos, fazendo os exercícios do Butterfly Method, the Butterfly exercises. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

10 DE OUTUBRO - TAUR MATAN RUAK

EFEMÉRIDE - Taur Matan Ruak, nome de guerra de José Maria de Vasconcelos, político e militar timorense, nasceu em Baguia no dia 10 de Outubro de 1956.

Foi presidente de Timor-Leste de 2012 até 2017 e primeiro-ministro entre 2018 e 2023. O seu nome de guerra significa «dois olhos vivos» em tétum.

Taur Matan Ruak foi o líder da ala militar da Resistência Timorense (FALINTIL) durante a fase final da ocupação indonésia.

Já depois da independência de Timor-Leste, tornou-se chefe do Estado-Maior até Setembro de 2011, altura em que se demitiu, vindo a candidatar-se à eleição presidencial de 16 de Abril de 2012.

Na eleição presidencial, Taur foi um dos mais votados. Disputando, então, a segunda volta com o candidato da FRETILIN, Francisco Guterres, na qual saiu vitorioso, com cerca de 60,85% dos votos, eleito assim presidente da República.

Em 28 de Julho de 2020 pediu «ajuda» ao Parlamento Nacional para que aprovasse alterações à lei de imigração e asilo e à lei do sistema de saúde, para poder continuar a aplicar medidas de controlo e prevenção da COVID-19.

Recebeu o Colar da Ordem de Timor-Leste, em 30 de Agosto de 2009.

Foi agraciado co Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal, em10 de Maio de 2012.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

9 DE OUTUBRO - JEAN DAUSSET

EFEMÉRIDE - Jean Baptiste Dausset, médico francês, nasceu em Toulouse no dia 9 de Outubro de 1916. Morreu em Palma de Maiorca, em 6 de Junho de 2009.

Lutou na Segunda Guerra Mundial e formou-se em Medicina aos 29 anos, na Universidade de Paris. Foi especialista em Imunologia.

Recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1980, juntamente com Baruj Benacerraf e George Snell.

Dausset escreveu mais de 300 artigos. Foi agraciado com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Nova de Lisboa em 1982/1983.

Dausset começou as suas pesquisas logo após se formar em Medicina em 1945, enquanto trabalhava como estagiário no laboratório de Hematologia do Children’s Hospital em Boston.

O seu primeiro artigo foi publicado em 1950 e tratava da detecção de anticorpos incompletos usando eritrócitos tripsinizados em meio plasmático, técnica que apresentava sensibilidade melhorada em relação a outras técnicas usadas na época.

Ele passou a publicar mais trabalhos no campo da Hematologia, incluindo o desenvolvimento de uma técnica em 1952 para a remoção de plasma de glóbulos vermelhos para ser usado em transfusões a pacientes de alguma forma intolerantes a transfusões de sangue total.

Em 1952, voltou a França e continuou as suas pesquisas, focando principalmente emanemia hemolítica, e publicação de vários trabalhos que tratam das diversas formas de aglutinação de células sanguíneas. Foi durante este período de investigação, em 1954, quando Dausset observava pela primeira vez um anti-leucócitos aglutinar substância, embora não tenha sido até 1958 que ele identificou uma isoantibody específico para leucócitos, e publicou as suas descobertas. Foi essa descoberta e a extensa cascata de trabalho que se seguiu que acabaria por render a Dausset o seu Prémio Nobel.

A pesquisa geral em anticorpos, aglutinação e anemia continuou nos anos seguintes a este artigo de 1958.

Em 1962, Dausset publicou um exame da correlação entre a leucoaglutinação e a tolerância ao enxerto de pele, a sua primeira observação do impacto dos antígenos na histocompatibilidade. O seu artigo seguinte sobre o assunto foi publicado em 1964, quando observou uma relação clara entre a compatibilidade do antígeno leucocitário e a resposta de anticorpos aos enxertos de pele. Essa descoberta gerou uma enxurrada de pesquisas no tópico de histocompatibilidade e, no final de 1965, Dausset publicou mais de uma dúzia de artigos explorando antígenos leucocitários e a sua relevância para a histocompatibilidade. Depois de identificar que um dos grupos do antígeno leucocitário alélico teve influência na histocompatibilidade e observando a indução de hipersensibilidade aos enxertos cutâneos após a injecção de fracções leucocitárias, Dausset desenvolveu um sistema para agrupar antígenos leucocitários com base na histocompatibilidade. Em seguida, ele levantou a hipótese de que todos os antígenos leucocitários conhecidos faziam parte de um único complexo, complexo que ele chamou de Hu-1. Este complexo mais tarde tornar-se-ia conhecido como um dos Complexos Principais de Histocompatibilidade, especificamente aqueles denominados Antígenos Leucocitários Humanos.

O trabalho posterior de Dausset em 1965 examinando os efeitos da injecção de antígeno Hu-1 na rejeição de enxerto de pele confirmou ainda mais a conclusão de que este complexo Hu-1 era de facto um transplante antígeno, uma conclusão que com o tempo teria efeitos profundos no processo de transplante.

Nos anos seguintes, Dausset continuou a sua pesquisa no complexo Hu-1. Durante 1966/1967, ele publicou vários outros artigos sobre o assunto, incluindo um artigo resumindo a relevância dos antígenos Hu-1 para oncogénese e transplante, desenvolvimento do uso de plaquetas teste de fixação de complementação para identificar quais antígenos estão presentes, e a descoberta de que Hu-1 é homólogo ao complexo H-2 de camundongo, que também actua na histocompatibilidade.

No final de 1967, ele confirmou, por meio de estudos familiares, que todos os antígenos descobertos eram de facto parte de um único sistema.

Após 1967, Dausset participou em vários outros estudos pertencentes ao complexo (que foi renomeado HLA em 1968), particularmente aqueles que examinavam a base genética para a transmissão dos antígenos, juntamente com a publicação de uma série de outros artigos para os quais ele reivindicou a autoria primária.

Pela sua contribuição para esses estudos, bem como o seu papel final na descoberta desse antígeno crucial, Jean Dausset recebeu o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1980.

Depois de receber o Prémio Nobel, a pesquisa pessoal de Dausset desacelerou consideravelmente. Ele contribuiu para vários estudos, particularmente alguns relacionados com a genética, mas não publicou nada para o qual reivindicou a autoria primária durante mais de uma década.

Aposentou em 2003, aos 87 anos.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

8 DE OUTUBRO - MATT DAMON

EFEMÉRIDE - Matthew “Matt” Paige Damon, actor, guionista, produtor e filantropo norte-americano, nasceu em Cambridge no dia 8 de Outubro de 1970.

A sua carreira foi lançada após o sucesso do filme de drama “Good Will Hunting” (1997), a partir do guião que ele co-escreveu com o amigo e actor Ben Affleck.

A dupla ganhou o Oscar de melhor guião original e o Globo de Ouro de melhor guião pelo seu trabalho.

Pela sua actuação no filme, Damon recebeu nomeações para o Oscar, Globo de Ouro, Satellite Award e o Screen Actors Guild Awards de Melhor Actor.

Damon tem desde então, sido estrela em filmes comercialmente bem-sucedidos como “Saving Private Ryan” (1998), a trilogia do “Ocean”, e quatro filmes da série “Bourne”, ao mesmo tempo, ganhando elogios da crítica pelas suas actuações em dramas, como “Syriana” (2005), “The Good Shepherd” (2006) e “The Departed” (2006).

Recebeu uma nomeação para o Globo de Ouro por interpretar o personagem-título em “The Talented Mr. Ripley” (1999) e foi nomeado para um Oscar de Melhor Actor coadjuvante pelo seu papel em “François Pienaar em Invictus” (2009). Ele é um dos 40 actores de maior bilheteria de todos os tempos.

Em 2007, Damon recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e foi nomeado «o homem mais sexy vivo» pela revista “People”. Damon tem estado activamente envolvido em trabalhos de caridade, incluindo a ONE Campaign, H2O Africa Foundation e Water.org.

Damon tornou-se conhecido por escolher uma grande variedade de papéis no cinema, a partir da sua interpretação do anti-herói Tom Ripley de Patricia Highsmith em “The Talented Mr. Ripley” (1999) a um anjo caído que discute a cultura popular como assunto de questão intelectual com Affleck em “Dogma” (1999); a partir de uma dupla de gémeos siameses em “Stuck on You” (2003), que teve uma recepção crítica mista, ao filme experimental de baixo orçamento “Gerry” (2002), que co-escreveu com Ben Affleck e Gus Van Sant.

Damon ganhou reacção crítica geralmente positiva pela sua interpretação de Ripley que lhe rendeu nomeação para o Globo de Ouro, com o “Variety” afirmando: «Damon excepcionalmente transmite corrediças do seu personagem a partir de um entusiasmo inocente, frio e calculista».

Matt Damon é filho de Kent Telfer, um corrector da bolsa, e Nancy Carlsson-Paige, uma professora da Universidade de Lesley. O seu pai possui ascendência escocesa e inglesa, enquanto a mãe é de origem finlandesa e sueca. O seu irmão Kyle é um escultor e artista realizado.

Ele e a sua família mudaram-se para Newton, onde viveram dois anos. Após os seus pais se divorciarem, Damon e o seu irmão mudaram-se com a mãe de volta a Cambridge, onde eles viviam numa casa comunal de seis famílias.

Damon cresceu perto do actor Ben Affleck, amigo e colaborador em vários filmes (Damon é o décimo primo de Affleck, uma vez removidos, através de um ancestral comum da Nova Inglaterra). Outro vizinho de Damon era o historiador e autor Howard Zinn, cujo filme biográfico “You Can’t Be Neutral on a Moving Train” e a versão em áudio de “A People’s History of the United States” que ele mais tarde narraria.

Damon começou a actuar muito cedo, em parte porque a sua mãe o criou «rigidamente conforme as regras», o que o fez sentir-se como se «não pudesse definir a si mesmo, porque você já tinha sido definido por ela».

Frequentou a Cambridge Alternative School (hoje, a Graham and Parks) e, em seguida, a Cambridge Rindge and Latin School, onde ele era um aluno disciplinado, mas teve os seus dois primeiros anos «terríveis», devido à sua baixa estatura na época. Enquanto solitário jovem, ele descreveu-se, sentindo «uma dor de querer pertencer a algum lugar e não pertencer».

Damon trabalhou como actor em várias produções teatrais do ensino médio; ele creditou o seu professor de teatro na Rindge and Latin, Gerry Speca, como uma importante influência artística, embora Damon lembrasse que, «o Sr. Speca sempre parecia confiar a Ben Affleck os maiores papéis e longos discursos».

Damon estudou na Universidade Harvard, de 1988 a 1992, mas não se formou. Em Harvard, estudou Inglês e viveu em Matthews Hall e, em seguida, Lowell House. Participou no teatro estudantil, aparecendo em peças como “Burn This in Winthrop House” e “A... My Name is Alice” (em um dos três papéis masculinos geralmente desempenhados por mulheres). Damon saiu da universidade para prosseguir a sua carreira de actor em Los Angeles, porque ele erroneamente esperava que “Geronimo: An American Legend” fosse tornar um grande sucesso. «Até ao momento em que eu descobri que tinha tomado a decisão errada, já era tarde demais. Eu estava vivendo aqui com um grupo de actores, e todos nós estávamos lutando para pagar as despesas», disse ele.

Um grande amigo de Damon é o actor Ben Affleck, tendo-se conhecido quando ainda não eram famosos, o primeiro tinha 10 anos e Affleck tinha 8 na época. Mais tarde, devido à ascensão dos dois na carreira cinematográfica, chegaram a actuar juntos em longas-metragens, sendo que o primeiro filme em que actuaram foi “School Ties” (1992).

O apogeu da qualidade das suas actuações veio no filme “Génio Indomável” (1997), onde actuou e escreveu junto com o amigo Affleck, rendendo um Oscar para a dupla de Melhor Guião Original. A ideia do guião começou na época da faculdade. Damon e Affleck demoraram cinco anos a acabá-lo, a Castle Rock interessou-se em comprar os direitos do filme, mas quem adaptou mesmo o projecto foi a Miramax. Estrelado pela dupla e Robin Williams, rendeu nove nomeações para Oscar. O filme, dirigido por Gus Van Sant, além do prémio de guião garantiu a Robin Williams o Oscar de melhor actor coadjuvante.

Um outro marcante trabalho de Damon foi no filme “O Resgate do Soldado Ryan” de Steven Spielberg em 1998, onde interpretou o soldado James Francis Ryan, paraquedista que teve os seus três irmãos mortos em combate, sendo objecto de um resgate dentro das linhas de combate em França na Segunda guerra mundial.

No filme “Onze Homens e Um Segredo”, Damon actuou ao lado de grandes estrelas de Hollywood como George Clooney, Andy Garcia e Brad Pitt. Como voz off para dobragens, emprestou a sua voz ao personagem Cale no filme “Titan”, narrou o filme “Spirit - Espírito indomável” e participou no filme “Ponyo”.

A partir de 2002, entrou, indiscutivelmente, no estrelato de Hollywood e mundial, precisamente porque nesse ano protagonizou um dos filmes que mais o destacou, tornando-se até um símbolo de Damon. Esse foi “A Identidade Bourne”, filme do best-seller homónimo de Robert Ludlum (1927/2001), rendendo mais duas sequências (que também existiram nas obras literárias de Ludlum): “A supremacia Bourne” (2004) e “O ultimato Bourne” (2007).

Em 2006, outro sucesso foi “Os Infiltrados” (“The Departed”), de Martin Scorsese; filme em que contracena com Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio, Mark Wahlberg e Martin Sheen. O filme que venceu 4 Oscars e foi nomeado para 5, tornou-se um sucesso de bilheteria e de críticas. Em Novembro de 2014, Damon confirmou que voltará a interpretar o agente especial Jason Bourne no próximo filme da saga realizado por Paul Greengrass.

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

7 DE OUTUBRO - ZOI LIMA

EFEMÉRIDE - Zoi Mafalda Marques de Lima, ginasta portuguesa, nasceu no Porto em 7 de Outubro de 1991.

Ela foi integrante da equipa portuguesa de ginástica artística que disputou o Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2007, realizado na cidade de Estugarda, Alemanha.

Zoi iniciou-se na ginástica em 1998, aos 6 anos, disputando a sua primeira competição internacional em 2001.

Em 2007, ela integrou a equipa de Portugal, nas duas principais competições do ano na Europa, o Campeonato Europeu, realizado em Amesterdão, e o Campeonato Mundial, realizado em Estugarda.

No Campeonato Europeu, a sua melhor posição foi na prova do Salto, onde obteve a 34ª posição com a nota 12,625; no Individual Geral, Zoi conseguiu a 45ª posição com a nota 50,525.

No Campeonato Mundial, obteve a 97ª posição no Individual Geral, com a nota 50,800.

domingo, 6 de outubro de 2024

6 DE OUTUBRO - FANNIE LOU HAMER

EFEMÉRIDE - Fannie Lou Hamer, activista por direitos políticos e civis norte-americana, nasceu em Montgomery County, Mississippi, no dia 6 de Outubro de 1917. Morreu em Mound Bayou, em 14 de Março de 1977.

Ela foi fundamental na organização do Freedom Summer do Mississippi, uma campanha para ampliar a participação política de afro-estadunidenses nesse estado marcado pelo racismo na década de 1960 e, mais tarde, tornou-se vice-presidente do Partido Democrático da Liberdade do Mississippi, que representou na Convenção Nacional Democrata de 1964 em Atlantic City, Nova Jersey.

Hamer era a mais nova das vinte crianças de Ella e James Lee Townsend. A sua família moveu-se para o Condado de Sunflower, Mississippi, em 1919, para trabalhar na plantação de W. D. Marlow.

Hamer colheu algodão com a sua família, começando com a idade de 6 anos. Ela frequentou a escola num quarto na plantação, de 1924 a 1930, quando teve de abandonar.

Até aos 13 anos, Hamer colhia 200 a 300 libras de algodão diariamente. Em 1944, depois do proprietário da plantação descobriu que ela era alfabetizada, Hamer foi seleccionada para um cargo de controlo da produção.

Em 1945, casou-se com Perry “Pap” Hamer. Eles trabalharam juntos na plantação, nos 18 anos seguintes.

Durante uma cirurgia para remover um tumor, em 1961, Hamer também foi submetida a uma histerectomia, sem o seu consentimento, por um médico branco como parte do plano do estado do Mississippi para reduzir o número de negros pobres no estado. Hamer é creditada por ter cunhado a frase «apendicectomia do Mississippi» como um eufemismo para a esterilização sem consentimento ou desinformada de mulheres negras, comum no Sul, na década de 1960.

Os Hamers, mais tarde, acolheram duas meninas pobres, que depois decidiram adoptar.

Em 23 de Agosto de 1962, o rev. James Bevel, um organizador do Comité de Coordenação de Estudantes Não-Violentos (SNCC, a sigla em inglês) e um assessor de Martin Luther King Jr., fez um sermão em Ruleville, Mississippi, seguido de um apelo para que as pessoas ali reunidas se inscrevessem para votar. As pessoas negras que se inscreviam para votar no Sul enfrentavam sérias dificuldades naquela época devido ao racismo institucionalizado, incluindo assédio, perda de empregos, espancamentos e linchamentos.

Hamer foi a primeira inscrita. Ela disse mais tarde: «Eu acho que se eu tivesse a compreensão daquilo, eu teria ficado um pouco assustada - mas por que temer? A única coisa que eles podiam fazer era matar-me e parecia que eles o estavam tentando fazer aos poucos desde sempre». Iniciou assim a sua participação no activismo por direitos civis e políticos.

Em 9 de Junho de 1963, Hamer estava a voltar de Charleston, na Carolina do Sul, com outros activistas de um centro de alfabetização. Em Winona, Mississippi, o grupo foi preso por uma acusação falsa e encarcerado.

Uma vez na cadeia, os colegas de Hamer foram espancados pela polícia na sala de interrogatório. Hamer foi então levada para uma cela onde dois prisioneiros foram ordenados, pela polícia, a espancá-la. Na ocasião, ela quase morreu e demorou mais de um mês para recuperar.

No Verão de 1964, o Partido Democrático da Liberdade do Mississippi, ou “Freedom Democrats”, foi organizado com o objectivo de desafiar a delegação toda branca e contra os direitos civis do Mississippi que ia oficialmente à Convenção Nacional Democrata. Hamer foi eleita vice-presidente.

Os esforços dos Freedom Democrats deram destaque nacional para a situação dos negros no Mississippi e representaram um empecilho ao presidente Lyndon B. Johnson, que buscava a indicação do Partido Democrata para a reeleição. O risco era que em outros estados ocorressem rachas por questões raciais. Hamer, cantando hinos em prol dos direitos civis, atraiu muita atenção da imprensa, enfurecendo Johnson, que se referiu a ela ao falar com os seus conselheiros como «essa mulher analfabeta».

Hamer foi convidada, juntamente com outros Freedom Democrats, a dirigir-se à Comissão de Credenciais da Convenção. Ela contou os problemas que teve para obter o título de eleitor e a violência que sofreu na prisão em Winona.

Em Washington, D.C., o presidente Johnson, temeroso do poder do testemunho de Hamer na televisão ao vivo, convocou uma conferência de imprensa de emergência, num esforço para desviar a cobertura da imprensa. As redes de televisão mudaram o foco para a Casa Branca a partir da cobertura do discurso de Hamer, acreditando que Johnson iria anunciar o seu candidato à vice-presidência para a próxima eleição de Novembro. Em vez disso, para a perplexidade dos jornalistas, ele fez uma homenagem a políticos. No entanto, muitas redes de televisão divulgaram o discurso de Hamer sem edição nos seus programas de notícias da tarde.

A Comissão de Credenciais recebeu milhares de chamadas e cartas em apoio aos Freedom Democrats.

Por conta da pressão, Johnson e outros democratas influentes negociaram a participação dos Freedom Democrats como delegados oficiais do partido, representando o seu estado, o que efectivamente ocorreu em 1968. Hamer foi eleita delegada nacional do partido em 1972.

Hamer faleceu de complicações de hipertensão e cancro de mama em Março de 1977, aos 59 anos, no Mound Bayou Community Hospital. Ela foi sepultada na sua cidade natal. Na sua lápide está gravada uma das suas famosas citações: «Eu estou doente e cansada de estar doente e cansada».

No seu velório, realizado numa igreja, estava completamente cheio. Foi realizado um velório complementar numa escola de Ruleville, ao qual compareceram 1 500 pessoas.

sábado, 5 de outubro de 2024

5 DE OUTUBRO - RON NYSWANER

EFEMÉRIDE - Ronald “Ron” L. Nyswaner, guionista e realizador de cinema norte-americano, nasceu em Clarksville, Pensilvânia, no dia 5 de Outubro de 1956.

Ele foi nomeado para vários prémios, incluindo um Oscar, um BAFTA e um Primetime Emmy.

É conhecido pelos seus guiões de “Smithereens” (1982), “Filadélfia” (1993), “The Painted Veil” (2006), “Freeheld” (2015) e “My Policeman” (2022).

Ele também é conhecido como escritor e produtor das séries “Showtime Ray Donovan” (2013/2015), “Homeland” (2017/2018) e da série dramática histórica “Fellow Travelers”.

Nascido na Pensilvânia, frequentou mais tarde a Universidade de Pittsburgh e a Universidade Columbia.

Nyswaner escreveu o seu primeiro guião para o filme “Smithereens”, de Susan Seidelman. Depois de outros dois guiões notáveis, ​​para “Swing Shift” e “Mrs. Soffel”, estreou-se na direcção com “The Prince of Pennsylvania” em 1988, um filme com Keanu Reeves e Fred Ward.

Nyswaner, que é abertamente gay e um activista pelos direitos dos homossexuais, trabalhou frequentemente em filmes com temas como a homossexualidade, a homofobia e a AIDS.

Em 1993, ganhou destaque mundial pelo seu guião do filme vencedor do Oscar, “Filadélfia”, dirigido por Jonathan Demme. Isso rendeu-lhe nomeações para o Oscar, o Globo de Ouro e o BAFTA Award.

Depois de vários anos a trabalhar para a televisão, escreveu o guião do filme “The Painted Veil”, de 2006, baseado no romance de W. Somerset Maugham. Recebeu uma nomeação para o Independent Spirit Award e ganhou o prémio do National Board of Review em 2006.

De 2015 a 2017, foi produtor executivo da série de TV Showtime Homeland.

Em 2015, Nyswaner dirigiu o documentário “She’s the Best Thing in It”, com Mary Louise Wilson, que co-produziu junto com Jeffrey Schwarz e Neda Armian.

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

4 DE OUTUBRO - CLARISSE MACHANGUANA

EFEMÉRIDE - Clarisse Machanguana, jogadora de basquetebol profissional moçambicana, nasceu em Moçambique no dia 4 de Outubro de 1976.

Jogou internacionalmente nos Estados Unidos (WNBA, entre 1999 e 2002) e em Espanha (FC Barcelona desde 2003). Também representou Moçambique nos Jogos da Lusofonia 2006 em Macau, na China.

Clarisse começou a praticar basquetebol na escola primária, com seis anos de idade. Logo se integrou na modalidade, assimilando as regras da mesma e os modelos de treino.

Iniciou a carreira com nove anos, treinando no campo do Costa de sol, batendo bola, chegando a revelar-se no campo do Maxaquene.

Aos quinze anos, Clarisse foi jogadora da Selecção Nacional; aos dezoito anos de idade, conseguiu uma bolsa para Portugal, onde permaneceu dois anos jogando no UD Oliveirense.

Na mesma época, foi abordada por Scout, um olheiro norte-americano, que procurava por jovens atletas, levando-a para os Estados Unidos da América, onde fez os estudos universitários, formando-se em Justiça Criminal.

Clarisse jogou durante 10 anos na WNBA (Womens National Basketball Association) tendo representado emblemas como San Jose Lasers e Los Angels Sparks ate 2003, fazendo entre 3,1 pontos a 5,4 pontos, dentre 25 a 59 jogadas, no Milagre Orlando e Charlotte Sting entre outros.

No decorrer do ano de 2003, Clarisse foi para a Espanha, onde vestiu a camisola do FC Barcelona e, depois, foi jogar para o Napoli, na época de 2003/2004.

Em 2005, absteve-se de jogar por motivos de maternidade, mas depois voltou, indo jogar em Franca, no Brasil e na Coreia do sul.

Como jogadora da Selecção Nacional, contribuiu para a conquista da medalha de ouro, nos primeiros Jogos da Lusofonia, realizados em 2006, em Macau.

Em 2013, Clarisse fez parte do grupo de atletas que qualificou Moçambique para o Campeonato Mundial, depois do segundo lugar no Afrobasket-2013, que se disputou na capital moçambicana, Maputo.

Aos 40 anos de idade, Clarisse Machanguana anunciou a sua retirada dos campos, tendo-se despedido na final do Afrobasket-2013, anunciando que se dedicaria aos jovens e adolescentes, em particular em questões ligadas à sexualidade, HIV e SIDA e desporto.

Em Outubro do mesmo ano, lançou o livro intitulado “A Estrela Luz da Minha Alma”.

Mãe de dois filhos, Clarisse tem estado, actualmente, a implementar projectos, com o objectivo de dar aos jovens, a mesma oportunidade que ela teve.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

3 DE OUTUBRO - GUSTAV WAGNER

EFEMÉRIDE - Gustav Franz Wagner, oficial austríaco da SS nazi, morreu em   São Paulo no dia 3 de Outubro de 1980. Nascera em Viena, em 18 de Julho de 1911.

Gustav tornou-se notado pelos crimes que cometeu enquanto servia como segurança no comando do campo de concentração de Sobibór e por diversas acções durante a Operação Reinhardt, onde mais de 200 mil pessoas foram mortas.

Era chamado «a besta» pelos sobreviventes do Holocausto com quem teve contacto e ficou conhecido entre os prisioneiros judeus pelo seu sadismo.

Wagner nasceu na cidade de Viena, capital do Império Austro-Húngaro. Ele juntou-se ao Partido Nazi em 1931 como membro número 443 217. Após ser preso por agitação política, fugiu para a Alemanha, onde se alistou na Sturmabteilung (SA) e depois na Schutzstaffel (SS) no final dos anos 1930.

Em 1940, trabalhou no programa de eutanásia Aktion T4, em Hartheim, desempenhando funções administrativas. Pelo seu trabalho, acabou sendo transferido para o campo de concentração de Sobibor, em Março de 1942. Logo ascendeu ao posto de subcomandante, sob a liderança do capitão Franz Stangl.

Gustav cuidava da burocracia do processo de selecção da chegada dos prisioneiros ao campo de Sobibor, seleccionando aqueles que seriam enviados para trabalho forçado e os que seriam enviados para as câmaras de gás. Mais do que qualquer outro oficial em Sobibor, Wagner interagia directamente com os prisioneiros. Ele supervisionava o dia a dia e a rotina dos aprisionados e logo ganhou reconhecimento como um dos oficiais mais brutais da SS local. Sobreviventes do campo descreviam-no como um sádico de sangue frio.

Moshe Bahir, um dos prisioneiros que sobreviveu à guerra, descreveu Gustav Wagner como uma «besta selvagem» e com uma sede para matar, não fazendo distinção entre homens, mulheres e crianças. Erich Bauer, um oficial alemão da SS, disse que ouviu, numa conversa entre Karl Frenzel, Franz Stangl e Gustav Wagner, que o total de prisioneiros judeus mortos nas câmaras de gás em Sobibor tinha sido de 350 mil. Segundo Bauer, os três expressaram pesar com o facto de que o total de pessoas assassinadas em Sobibor havia sido menor do que em Bełżec e Treblinka.

Durante o encerramento de Sobibor, em Outubro de 1943, Gustav supervisionou a destruição do campo feita por um grupo de prisioneiros. Uma vez que o trabalho foi completado, Gustav matou todos os trabalhadores remanescentes.

Segundo Heinrich Himmler, Gustav Wagner foi um dos melhores oficiais ao serviço da Operação Reinhardt. Em 1944, foi transferido para Itália, onde supervisionou o transporte de milhares de judeus locais para campos de concentração.

Em 1945, com a queda do Terceiro Reich, Gustav tornou-se um fugitivo procurado, junto com outros oficiais nazis.

Foi julgado em absentia, sendo condenado à morte por crimes contra a humanidade. Contudo, ele fugiu, junto com Franz Stangl, para o Brasil.

Gustav conseguiu escapar graças ao Collegio Teutonico di Santa Maria dell’Anima, um grupo de clérigos conectados com o Vaticano que ajudavam nazis fugitivos a emigrar para fora da Europa.

Gustav recebeu um visto de permanência e um passaporte, sob o nome de “Günther Mendel”, do governo brasileiro.

Ele viveu vários anos sem ser incomodado até ser exposto por Simon Wiesenthal, um caçador de nazis e sobrevivente do Holocausto, com o auxílio do jornalista brasileiro Mário Chimanovitch.

As autoridades brasileiras prenderam-no em 30 de Maio de 1978 e a sua identidade foi verificada por um outro sobrevivente do Holocausto, Stanislaw Szmajner.

Os governos de Israel, Áustria, Polónia e Alemanha Ocidental exigiram a extradição de Wagner, mas o procurador-geral brasileiro, Henrique Fonseca de Araújo, acatou apenas o pedido alemão com condições. Henrique Fonseca é pai do antigo ministro de Relações Exteriores do Brasil, o ex-chanceler Ernesto Araújo.

Em Junho de 1979, o Supremo Tribunal Federal rejeitou os pedidos de extradição por maioria, existindo votos favoráveis à extradição de Wagner para a Alemanha pelos ministros Xavier de Albuquerque e Cordeiro Guerra.

Em 1979, numa entrevista para a BBC, Gustav Wagner não expressou nenhum remorso pelos seus crimes, afirmando que trabalhar nos campos de concentração era «apenas mais um trabalho».

Em 3 de Outubro de 1980, Gustav Wagner foi encontrado morto com uma faca cravada no peito, em São Paulo. De acordo com o seu advogado, Wagner cometeu suicídio. Alguns, contudo, acreditam que ele foi assassinado. Muitos pensaram que foi o próprio Stanislaw Szmajner, mas o mesmo estava em Goiás junto com a esposa sem sair da cidade. De acordo com Argemiro Godoi, que foi a última pessoa que o encontrou vivo, Wagner estava completamente paranóico com uma faca na mão com impressão que os judeus estavam chegando ali e foi encontrado morto sozinho no banheiro, por Argemiro e a sua esposa, onde havia furos causados pela mesma faca que Wagner estava a usar. Comprovando assim que a morte de Gustav Franz Wagner foi por suicídio.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

2 DE OUTUBRO - GABRIEL MACCHI

EFEMÉRIDE - Gabriel Maximiliano Macchi, atleta paralímpico português que compete na categoria T12, nasceu em Buenos Aires no dia 2 de Outubro de 1975.

Gabriel Macchi começou a praticar o atletismo aos catorze anos, para acompanhar o pai que era um competidor da maratona.

Quando jovem, foi diagnosticado com glaucoma juvenil e a sua visão piorou progressivamente na sua vida adulta.

Começou a competir nas corridas de fundo em 2006 e, devido à sua deficiência visual, foi classificado como um atleta da classe T12.

Devido aos bons resultados conquistados nas competições, foi escolhido para representar Portugal no Campeonato do Mundo de Atletismo Paralímpico, realizado em Assen, nos Países Baixos, no ano de 2006, onde competiu nas corridas dos 5 000 e 10 000 metros, tendo terminado em sétimo lugar.

Em 2008, participou dos Jogos Paralímpicos em Pequim, na China, onde competiu nos 10 000 metros, mas não conseguiu finalizar a prova, e também competiu na maratona T11/12, onde terminou na décima quarta posição.

No Campeonato Mundial de Atletismo Paraolímpico de 2011, realizado em Christchurch, na Nova Zelândia, competiu na maratona, mas não conseguiu finalizar a corrida.

No Campeonato Europeu de Atletismo Paralímpico de 2012 em Stadskanaal, nos Países Baixos, conquistou uma medalha de bronze nos 5 000 metros, sendo a sua primeira medalha internacional.

Nos Jogos Paralímpicos de 2012 em Londres, no Reino Unido, competiu na maratona T12, tendo alcançado o sexto lugar.

No Campeonato do Mundo de Atletismo Paralímpico de 2013, realizado em Lyon, França, conquistou a medalha de bronze na maratona T12.

Competiu na maratona T12 dos Jogos Paralímpicos de 2016, realizados no Rio de Janeiro, Brasil.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

1 DE OUTUBRO - AL OERTER

EFEMÉRIDE - Alfred Adolf Al Oerter Jr., atleta norte-americano, tetracampeão olímpico e ex-recordista mundial do lançamento de disco, morreu em Nova Iorque no dia 1 de Outubro de 2007. Nascera em Astoria, em 19 de Setembro de 1936.

Em 2012, foi imortalizado no Hall da Fama do atletismo, criado no mesmo ano como parte das celebrações pelo centenário da IAAF.

Al Oerter começou a sua carreira de atleta por acaso, aos 15 anos, caminhando num parque, quando um disco caiu perto dos seus pés e ele lançou-o de volta ao grupo que praticava o lançamento, mas o disco caiu muito depois do local onde eles se encontravam. Incentivado pelo facto, começou a treinar a modalidade ao mesmo tempo que passou a cursar a Universidade do Kansas em 1954.

Ao lado do dinamarquês Paul Elvstrøm (Vela), do norte-americano Carl Lewis (Salto em comprimento) e do britânico Ben Ainslie (Vela), são os únicos tetracampeões olímpicos de uma prova individual em quatro edições consecutivas.

Tendo um talento natural para a modalidade (1,93 m e 127 kg), Oerter começou a destacar-se nos torneios universitários e, em 1956, conseguiu a qualificação para representar os Estados Unidos nos Jogos de Melbourne. Entrando na competição sem ser o favorito da prova, Al lançou o disco a 56,36m, o seu melhor lançamento até então, e conquistou a medalha de ouro.

A sua carreira parecia acabada, aos vinte anos de idade, quando sofreu um grave acidente automobilístico no ano seguinte e quase morreu. Entretanto, conseguiu com muito esforço recuperar a tempo de participar nos Jogos de Roma em 1960, onde teria que competir com o seu compatriota favorito ao ouro e então recordista mundial, Rink Babka. Perdendo para Babka até ao quarto lançamento e aconselhado pelo companheiro antes do quinto, Oerter lançou o disco a 59,18 m, batendo o recorde olímpico e ganhando novamente a medalha de ouro.

Em 1964, após bater o recorde mundial em 1962, era o franco favorito para uma terceira medalha nos Jogos de Tóquio, mas uma contusão no pescoço pouco antes das Olimpíadas fê-lo participar na prova sob fortes dores, impedindo-o de realizar o último lançamento. Mesmo assim, a sua qualidade como lançador na época era tão superior aos demais, que Al conseguiu vencer a prova batendo o seu próprio recorde olímpico com um lançamento de 61,00 m e a conquistar o tricampeonato olímpico.

Ele voltou uma última vez às Olimpíadas, de 1968 na Cidade do México, mas já havia sido superado pelo compatriota Jay Silvester. Aos 32 anos, Al era dado como acabado para uma competição do nível das Olimpíadas, e jamais tinha lançado o disco às mesmas distâncias em que Silvester tinha conseguido nos anos anteriores.

Todavia, aqueles eram os Jogos Olímpicos, onde Al Oerter se sentia em casa, era o maior nome da história do lançamento do disco e o tricampeão olímpico. Na prova, a experiência e a raça de Al falaram mais alto e ele derrotou o seu compatriota com um lançamento de 64,78 m, novamente recorde olímpico, tornando-se o primeiro atleta do mundo a conquistar quatro medalhas de ouro consecutivas na mesma modalidade do atletismo.

Retirou-se do atletismo em 1968, mas voltaria ainda a assombrar o mundo do lançamento do disco doze anos mais tarde, em 1980, quando aos 43 anos tentou novamente a qualificação para os Jogos de Moscovo ficando em quarto lugar e conseguindo o melhor lançamento da sua vida, 69,43 m, alguns meses mais tarde (no sistema de qualificação norte-americano, disputado num torneio Pré-Olímpico (Olympic Trials) específico para cada modalidade, os três primeiros de cada prova estão classificados para disputar as Olimpíadas e o quarto fica como reserva).

Ele recebeu a sua última honraria internacional quando foi escolhido para ser um dos condutores da tocha olímpica dentro do estádio olímpico de Atlanta nos Jogos de 1996, aos 59 anos de idade.

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

30 DE SETEMBRO - VÍTOR ALVES

EFEMÉRIDE - Vítor Manuel Rodrigues Alves, militar português, nasceu em Mafra no dia 30 de Setembro de 1935. Morreu em Lisboa, em 9 de Janeiro de 2011.

Era filho de Eduardo Manuel da Silva Alves (1913/1969) e de sua mulher Maria Palmira Rodrigues (1915/2014).

Casado em Lourenço Marques (actual Maputo) em 29 de Março de 1962, com Maria Teresa Gomes Ferreira de Almeida.

Assentou praça na Escola do Exército, em 1954, na arma de Infantaria. Tornou-se alferes em 1958, tenente em 1960, capitão em 1963 e major em 1972.

Fez várias comissões na Guerra do Ultramar, em Angola e Moçambique. Capitão de Abril, foi membro da Comissão Coordenadora do Movimento das Forças Armadas e um dos redactores do seu programa, que negociou com a Junta de Salvação Nacional. No mesmo ano, seria empossado como ministro sem pasta dos II e III Governos Provisórios, de Vasco Gonçalves.

Enquanto titular das pastas da Defesa Nacional e da Comunicação Social, viu aprovada, por sua iniciativa, a primeira lei de imprensa pós-25 de Abril, que vigorou até 1999.

Voltou ao governo, como ministro da Educação e Investigação Científica do VI Governo Provisório, chefiado por Pinheiro de Azevedo, até 1976. Nessa qualidade, foi o responsável pela criação das universidades dos Açores e da Madeira, bem como da Universidade Aberta e pela criação do cargo de coordenador-geral do ensino de português, junto das embaixadas de Portugal em França e na República Federal da Alemanha.

Ainda em 1975, foi nomeado para o Conselho dos Vinte e para o Conselho da Revolução, do qual foi porta-voz, entre 1979 e 1982. Esteve entre os subscritores do Documento dos Nove, sobre a Aliança Povo/MFA.

Em 1983, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade (24 de Setembro).

Foi candidato independente pelo Partido Renovador Democrático às eleições legislativas de 1985, à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, em 1986, e às eleições europeias de 1989.

domingo, 29 de setembro de 2024

29 DE SETEMBRO - HENRIQUE ABRANCHES

EFEMÉRIDE - Henrique Abranches, escritor angolano nascido português, nasceu em Lisboa no dia 29 de Setembro de 1932. Morreu ma África do Sul em 5 de Fevereiro de 2006.

Nasceu em Portugal e foi para Angola logo após à Segunda Guerra Mundial.

Em Sá da Bandeira (actual Lubango), iniciou-se na actividade política, literária, na pintura e nos estudos etnográficos.

Mais tarde, já em Luanda, escreve principalmente poesia e textos de etnologia para a Sociedade Cultural de Angola e para a revista da Associação dos Naturais de Angola, na época dirigida por António Jacinto.

Preso pela PIDE, escreveu na prisão o esboço do seu primeiro romance, “A Konkhava de Feti”, que consegue fazer sair do país.

É enviado para Lisboa com residência fixa, onde colabora com a Casa dos Estudantes do Império dando palestras, escrevendo e fazendo trabalho político.

É membro fundador da União dos Escritores Angolanos e da UNAP (União Nacional dos Artistas Plásticos), de que foi presidente.

As suas obras “A Konkhava de Feti” e “O Clã de Novembrino” (em três volumes) foram galardoadas com o Prémio Nacional de Literatura.

Dedicou-se ainda à expansão da Banda Desenhada, através de escolas de sua iniciativa.

Com mais de 50 títulos publicados, abrangendo temática variada, teve no prelo um pequeno livro de contos.

Faleceu na África do Sul em 2006, devido um Acidente Vascular Cerebral.

sábado, 28 de setembro de 2024

28 DE SETEMBRO - JOÃO ARRAIS

EFEMÉRIDE - João Luís Cândido Serrão Severino Arrais, jovem actor português, nasceu em Santarém no dia 28 de Setembro de 1995.

É conhecido sobretudo pelo seu trabalho em “Mistérios de Lisboa”, “Nação Valente” e “Soldado Milhões”.

Entre 2010 e 2022, protagonizou 13 filmes.

Entre 20096 e 2023, participou em 33 projectos televisivos, ma SIC, RTP 1 e TVI.

Em Maio de 2009, estreou-se no teatro profissional no espectáculo “Gota d’Água” no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Entre Dezembro de 2014 e Janeiro 2015, protagonizou “Oliver Twist”, encenado por Sofia Espírito Santo, numa prodição da Amionarte apresentada no Teatro da Malaposta.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

27 DE SETEMBRO - JOSÉ PINTO COELHO

EFEMÉRIDE - José de Almeida e Vasconcelos Pinto Coelho, designer gráfico e político português. nasceu em Lisboano dia 27 de Setembro de 1960.

É - desde 2005 - presidente do partido Ergue-te, que - até Julho de 2020 - era conhecido como Partido Nacional Renovador.

Membro de uma família que apoiava o Estado Novo, tinha 13 anos quando se deu a Revolução de 25 de Abril de 1974 e a família teve de se mudar para o Rio de Janeiro, no Brasil, mudando-se novamente pouco tempo depois para Flamengo.

Formou-se no Instituto de Artes Visuais, em Design e Marketing, com um bacharel em Design.

Casou em Lisboa em 30 de Novembro de 1984 com Ana Mafalda de Aragão-Morais de Utra Machado, com a qual tem quatro filhos e uma filha.

Em 2011, nas eleições presidenciais, declarou que a sua candidatura «morreu na praia», por não ter conseguido reunir as 7 500 assinaturas. Afirmou ter perto de 6 000 assinaturas certificadas.

Em 2021, foi candidato à assembleia municipal da Câmara Municipal de Lisboa, tal como já havia sido anteriormente em 2007 e em 2017.

Nas eleições legislativas portuguesas de 2022, defendeu o seu partido em debate com outros líderes de partidos sem representação no parlamento português, dizendo ser representante do «único partido assumidamente contra o regime e contra o sistema», disse que se chegasse ao parlamento assim o faria «sem máscara» e promoveria a desobediência civil. Ao mesmo tempo que dizia que «o covid existe», Pinto Coelho questionou as restrições impostas em Portugal por causa da pandemia.

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