
EFEMÉRIDE - André Breton, escritor francês, poeta e teórico do surrealismo, morreu em Paris no dia 28 de Setembro de 1966. Nascera em Tinchebray, Orne, em 18 de Fevereiro de 1896.
Em 1919, Breton fundou, com Louis Aragon e Philippe Soupault, a revista Littérature. Em 1920 aderiu ao grupo Dada, descobriu o automatismo como meio de renovar a arte e leu com paixão Rimbaud. Em 1924, publicou o Primeiro Manifesto Surrealista.
Animado por uma ardente vontade de acção, a sua rebeldia inata levou-o a várias posturas revolucionárias, tendo publicado as revistas La Révolution Surréaliste e Le Surréalisme au Service de la Révolution. O surrealismo, porém, não se podia submeter a nada nem a ninguém e, por isso, as suas relações com o Partido Comunista, ao qual aderira, foram sempre difíceis.
Paralelamente à sua acção política, Breton prosseguiu a sua investigação sobre o homem e o mundo. O encontro amoroso com Nadja e a experiência vivida com esta jovem mulher inspiram-lhe a escrita de Nadja, que foi a única obra verdadeiramente grande de Breton. Uma peça interessante e característica do surrealismo é também O Amor Louco.
Sob o seu impulso, o surrealismo tornou-se um movimento europeu que abrangeu todos os domínios da arte e pôs profundamente em questão o entendimento humano e o olhar dirigido às coisas e aos acontecimentos.
Descontente com o governo colaboracionista de Vichy, refugiou-se na Martinica, nos Estados Unidos da América (1941) e no Canadá, voltando a Paris só em 1946, onde continuaria até ao fim da vida animando um segundo grupo surrealista, constituído sobretudo por alguns jovens discípulos.
O mais valioso do seu incessante labor foi ter contribuído para fazer do surrealismo o encontro do aspecto temporal do mundo com os valores eternos: o amor, a liberdade, a poesia.
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