
António Rossini começou cedo os seus estudos musicais e, aos 14 anos, foi estudar violoncelo no “Liceo Musicale” de Bolonha. Escreveu nessa época a sua primeira ópera “Demetrio e Polibio”, que só seria representada em 1812.
Antes, em 1810, aos dezoito anos, viu uma sua ópera (La Cambiale di Matrimónio) ser representada em Veneza. O período mais produtivo da sua vida situou-se entre 1815 e 1823, em que fez cerca de 20 óperas.
Ao todo escreveu 39 óperas de todos os géneros (farsas, comédias, tragédias e “óperas sérias”), música sacra e música de câmara. As suas obras mais conhecidas são as óperas “O Barbeiro de Sevilha”, “Guilherme Tell”, “La Cenerentola” e “A Italiana de Alger”.
Com a Revolução de 1830, Rossini perdeu a protecção do rei Carlos X de França, país onde então vivia. Retirou-se, numa reforma muito antecipada, mas que iria durar até à sua morte. Ainda produziu algumas obras, apenas por prazer e para deleite dos seus amigos.
Voltou a Bolonha mas não por muito tempo, pois tinha horror a movimentações populares e a Itália vivia então um período revolucionário. Mudou-se para Florença e, no ano seguinte, fixou-se definitivamente em Paris, onde morreu. Deixou todos os bens à sua terra natal (Pesaro), onde existe hoje um Conservatório com o seu nome.
Desde 1970 até hoje, tem havido uma reavaliação de todas as obras de Rossini, o que provocou um verdadeiro “renascimento” do compositor. Muitas das suas óperas fazem agora parte do reportório da maioria dos teatros líricos do Mundo.
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