
Conhecido como o “Diamante Negro” ou o “Homem-Borracha”, Leônidas da Silva começou a sua carreira em 1923 nos infantis do São Cristóvão do Rio de Janeiro. Em 1929 passou a jogar pelo Sírio Libanês F.C. e, no mesmo ano, disputou o Campeonato da Liga Brasileira pelo Sul América F.C., sagrando-se campeão. Ainda em 1929 foi convocado pela primeira vez para a Selecção Brasileira, tendo-se estreado com a marcação de dois golos.
Em 1931 passou a jogar no Bonsucesso F.C., onde ficou até ao final de 1932, tendo sido convocado diversas vezes para a Selecção Carioca, pela qual conquistou o Campeonato Brasileiro de Selecções Estaduais em 1931. No Bonsucesso, Leônidas também jogou basquetebol, tendo conquistado um campeonato da modalidade.
Em 1933 foi jogar para o Peñarol, tendo ajudado o clube a conquistar o 2º lugar no Campeonato do Uruguai. No ano seguinte, voltou ao Brasil para jogar pelo Vasco da Gama, que ganhou o Campeonato Carioca em 1934.
A sua primeira competição importante com a camisola do Brasil foi o Mundial de Itália em 1934.
Em 1935 transferiu-se para o Botafogo, pelo qual conquistou o seu segundo Campeonato Carioca, e em 1939, pelo Flamengo, chegou ao seu terceiro Campeonato Carioca (em 3 clubes diferentes). No Flamengo consolidou a sua imagem como ídolo nacional e ajudou a combater os preconceitos, sendo um dos primeiros negros a jogar pelo clube.
Em 1938, foi o Melhor Marcador do Mundial, em que o Brasil conseguiu a sua melhor participação até então, ficando em 3º lugar. Posteriormente, Leônidas foi considerado o Melhor Jogador deste torneio.
Em 1942 transferiu-se para o São Paulo Futebol Clube, sendo cinco vezes Campeão Paulista, tornando-se um dos maiores ídolos da história do clube.
Durante a década de 1940, devido à Segunda Guerra Mundial, os Mundiais que deveriam realizar-se em 1942 e 1946 foram cancelados, prejudicando enormemente jogadores como Leônidas, que não tiveram assim a oportunidade de se tornarem mais conhecidos e reconhecidos mundialmente.
Depois de abandonar o futebol em 1951, continuou ligado ao desporto, sendo dirigente do São Paulo e comentarista desportivo. A sua carreira na rádio teve que ser interrompida em 1974 devido à doença de Alzheimer. Viveu ainda trinta anos num lar de idosos em São Paulo. A sua esposa e fiel companheira, Albertina Santos, cuidou dele até ao fim, visitando-o diariamente e passando o tempo com ele. O seu internamento foi custeado pelo São Paulo, o último clube que Leônidas defendeu como jogador
Dele foi feita entretanto uma biografia e a sua vida vai ser transposta para o cinema, para que os amantes do futebol não esqueçam aquele que foi um dos maiores jogadores de todos os tempos.
Por curiosidade diga-se que, nos Mundiais de 1938, Leônidas marcou um golo de bicicleta que foi anulado pelo árbitro que desconhecia aquela técnica.
A empresa “Lacta” homenageou-o, quando ele ainda jogava, criando o chocolate “Diamante Negro”, que chegou aos nossos dias e ainda hoje se vende no Brasil.
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