
Druon era sobrinho do escritor Joseph Kessel, com quem escreveu o “Chant des Partisans”, que serviu de hino aos movimentos da Resistência durante a ocupação alemã.
Passou a infância na Normandia e fez os seus estudos secundários no Liceu Michelet. Começou a publicar aos 18 anos, em revistas e jornais literários, estudando simultaneamente Ciências Políticas (1937-1939).
Seguiu o Curso de Oficial de Cavalaria na Escola Saumur (1940) e, após a desmobilização, permaneceu na zona livre, onde fez representar a sua primeira peça de teatro (“Mégarée”).
Depois do Armistício (1941), ingressou na Resistência. Deixou a França em 1942, atravessando clandestinamente os Pirenéus, a Espanha e Portugal, onde embarcou num hidroavião para Londres, a fim de ingressar nas fileiras dos serviços de informações da chamada “França Livre” e trabalhar com De Gaulle. Tornou-se Ajudante de Campo do General François d’Astier de La Vigerie. Seguidamente foi adido do programa “Honra e Pátria” da BBC.
A partir de 1946 consagrou-se à carreira literária, recebendo o Prémio Goncourt com a sua novela “As Grandes Famílias” (1948). Publicou, a partir de 1955, os sete volumes de “Reis Malditos”, obra adaptada à televisão em 1973 e que lhe deu notoriedade internacional. Era também conhecido mundialmente pela sua única obra infanto-juvenil, “Tistou les pouces verts”, publicada em 1957.
Depois de receber vários galardões prestigiosos, entre os quais o “Prémio Pedro do Mónaco” pelo conjunto da sua obra (1966), foi eleito para a Academia Francesa. Secretário perpétuo da instituição a partir de 1985, decidiu em 1999 renunciar a esta função e ceder o lugar a Hélène Carrère d’Encausse.
Em 1973/1974 foi Ministro da Cultura francês. Logo após assumir o cargo, declarou não ter intenções de entregar verbas do governo a «subversivos, pornógrafos ou intelectuais terroristas». Com isto levantou contra si os protestos de milhares de artistas, escritores e políticos, sendo apelidado de “ditador intelectual”.
Mais tarde, foi deputado por Paris e ocupou diversas funções políticas e diplomáticas. Maurice Druon recebeu a Medalha da França Livre e a Grã-Cruz da Legião de Honra, era Comendador das Artes e das Letras e titular de condecorações de muitos países estrangeiros. Recebeu doutoramentos honoris causa das Universidades de York (Toronto), de Boston (Estados Unidos) e de Tirana (Albânia). Foi galardoado com a Ordem da Amizade dos Povos da Rússia.
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