Junto
com vários outros oficiais do exército, participou na conspiração da
resistência alemã para derrubar o ditador Adolf Hitler que culminou no atentado
de 20 de Julho, uma tentativa fracassada de assassinar o führer
alemão.
Fellgiebel
nasceu na Silésia (actualmente parte da Polónia), perto de Breslau. Aos 18 anos,
juntou-se ao exército prussiano. Durante a Primeira Guerra Mundial ele
serviu como capitão no Estado-maior. Após o conflito, ele continuou
servindo no Reichswehr e foi designado para Berlim. Em 1928, ascendeu ao
posto de major. Em 1934, já era coronel e, quatro anos mais tarde, general.
Em
1938, foi promovido a oficial de comunicações da Wehrmacht no OKW
(o QG das forças armadas). Mesmo com a patente alta, Fellgiebel nunca
foi popular dentro do círculo do regime e Hitler não confiava muito nele, porém
contava com a sua experiência. Foi Erich o principal defensor do amplo uso da
máquina enigma para comunicações por parte do exército. Devido à sua
função, ele estava a par dos maiores segredos militares do Terceiro Reich.
Desde
antes da Segunda Guerra Mundial, Fellgiebel mantinha contacto com a
resistência antinazi devido ao seu relacionamento pessoal com os generais
Ludwig Beck e Franz Halder. Em 1938, enquanto o Acordo de Munique estava
sendo discutido, Erich deveria ter cortado as comunicações da conferência com
Berlim enquanto as tropas do marechal Erwin von Witzleben tomavam a capital,
mas nada foi por diante.
Em
1944, tomou parte na Operação Valquíria, um complot de oficiais
do exército alemão para derrubar Hitler do poder. Fellgiebel, assim como outros
generais, acreditava que o führer estava levando a Alemanha ao abismo. A
conspiração e o planeamento levou à execução do chamado atentado de 20 de Julho,
quando uma bomba atingiu a sala de conferências de Hitler no Wolfsschanze
(a “Toca do Lobo”). Erich Fellgiebel tinha a função de cortar todas as
comunicações do quartel-general do líder alemão com o Alto-Comando em
Berlim. Ele foi apenas parcialmente bem-sucedido já que não tinha autoridade
sobre as linhas de comunicação entre a SS e Joseph Goebbels, ministro da
Propaganda e, naquele momento, o de facto braço direito de Hitler.
Quando
ficou claro que o atentado havia sido malsucedido e que Hitler estava vivo, ele
tentou contactar os conspiradores em Berlim. Na ligação, ele teria dito a sua
famosa frase «Etwas schreckliches ist passiert! Der Führer lebt!» («Algo
terrível aconteceu! O Führer vive!»). O fracasso no atentado rapidamente se
reverteu em desastre total, com os principais líderes da resistência antinazi
sendo presos em Berlim. Fellgiebel foi também preso quase que imediatamente
ainda na Toca do Lobo. Ele foi levado a julgamento diante da Volksgerichtshof
(“Corte do Povo”). Em 10 de Agosto de 1944, o juiz da SS
Roland Freisler considerou-o culpado de traição e o sentenciou à morte. Ele foi
executado na prisão de Plötzensee, em Berlim, em 4 de Setembro.

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