quarta-feira, 11 de outubro de 2006

EFEMÉRIDE - Angenor de Oliveira, mais conhecido por Cartola, compositor, cantor, poeta e sambista brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 11 de Outubro de 1908, tendo morrido em 30 de Novembro de 1980, também no Rio.
Aos 8 anos de idade já participava em festas carnavalescas de rua, tendo ido morar no morro da Mangueira aos onze anos.
Era um dos sambistas que compunham a velha-guarda da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, sendo considerado o responsável tanto pela escolha do nome, como pelas cores adoptadas (verde e rosa).
Cartola compôs, sozinho ou com parceiros, mais de quinhentas canções. Apesar da beleza das suas poesias e da quantidade que produziu, Cartola apenas tinha a instrução primária. Nunca conseguiu integrar-se no mercado de trabalho e passou a vida a fazer biscates. Foi pedreiro, pintor de paredes, lavador de carros, vigia de prédio e contínuo de repartição pública.
Foi dos seus tempos de pedreiro que lhe veio o apelido "Cartola". Quando trabalhava com cimento estava sempre a sujar os cabelos, o que o aborrecia bastante pois era muito vaidoso. Passou então a usar um chapéu para protecção e os seus amigos começaram a chamá-lo de Cartola.
Foi na década de 1920 que os blocos de Carnaval resolveram organizar-se em sociedades permanentes. Em 28 de Abril de 1928, Cartola e mais seis amigos reuniram os blocos carnavalescos do morro e fundaram a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. No primeiro desfile, com o samba enredo "Chega de Demanda" de Cartola, a Mangueira ganhou o seu primeiro prémio de Carnaval.
E assim continuou vida fora, entre sambas, empregos precários e doenças. Só em 1964, aos 65 anos, é que gravou o seu primeiro disco. Apesar do grande sucesso dos seus sambas, Cartola morreu pobre. As grandes homenagens vieram depois da sua morte pelas vozes de, entre outros, Alcione, Chico Buarque, Gal Costa e Marisa Monte.
AMÁLIA… A VOZ DO FADO

Leia e ouça o poema em:


http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Amalia_a_Voz_do_Fado/index.htm

terça-feira, 10 de outubro de 2006

EFEMÉRIDE - Harold Pinter, escritor e dramaturgo inglês, nasceu em Londres no dia 10 de Outubro de 1930. Os seus pais eram judeus, de origem russa segundo uns, de origem portuguesa segundo outros. O seu apelido seria a anglicização de «Pinto» ou «Pinta».
Curiosamente a sua primeira obra foi um fracasso na estreia, tornando-se no entanto um êxito após transmissão na televisão.
Escreveu para teatro, rádio, televisão e cinema. Muito jovem, escreveu poesia e foi também actor teatral.
As suas primeiras obras foram marcadas pela influência de Samuel Beckett de quem, mais tarde, se tornaria amigo.
As peças mais recentes tendem a ser bastante mais curtas e engajadas politicamente, levando ao conhecimento do público todas as violações dos Direitos do Homem.
Em 1999, criticou abertamente o bombardeamento do Kosovo pela Otan e, mais tarde, tomou posição contra o embargo dos Estados Unidos a Cuba e opôs-se às invasões do Afeganistão e do Iraque pelos americanos.
Há cerca de um ano a Academia Sueca atribuiu-lhe o Prémio Nobel da Literatura. Gravou a sua declaração, mais política do que literária, para a cerimónia da entrega daquele prémio, porque não se pôde deslocar a Estocolmo em virtude da doença que o atormenta. Nela se podia ler: «A invasão do Iraque foi um acto de banditismo e de terrorismo de Estado, a prova de um desprezo total pelo direito internacional. Quantas pessoas será necessário massacrar para se ser considerado criminoso de guerra? Cem mil? As bombas, os assassinatos, a miséria, a degradação e a morte do povo iraquiano foram os meios utilizados para levar a liberdade e a democracia ao Próximo Oriente…».
Em 2005, anunciou que não escreveria mais nenhuma peça de teatro e que se dedicaria unicamente à política.
Pinter é comendador da Ordem do Império Britânico.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

«Pérolas» do nosso Jornalismo...

EFEMÉRIDE - João Cabral de Melo Neto, poeta e diplomata brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 9 de Outubro de 1999, tendo nascido no Recife em 9 de Janeiro de 1920. Era primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo Gilberto Freyre.
Estudou no Colégio Marista no Recife e foi campeão juvenil de futebol em 1935. Teve o seu primeiro emprego em 1937 e, no ano seguinte, com dezoito anos, já frequentava uma tertúlia literária.
Em 1940, mudou-se para o Rio, onde iria conhecer Murilo Mendes e Carlos Drummond de Andrade. No ano seguinte, participou no Congresso de Poesia do Recife e, em 1942, publicou o seu primeiro livro Pedra do Sono.
Fez concurso para a carreira diplomática, para a qual foi nomeado. Foi depois colocado em Barcelona, onde se tornou amigo do pintor Juan Miró. Em 1952, quando estava em Londres, foi chamado ao Brasil acusado de subversão. Continuou a escrever, mas foi colocado na disponibilidade sem salário. Para sobreviver, enquanto durava o inquérito policial, trabalhou no jornal A Vanguarda. O inquérito foi finalmente arquivado e tempos mais tarde foi colocado no Departamento Cultural do Itamaraty, retomando depois a sua carreira diplomática e política, na Europa, América Latina e África. Esteve em Portugal, como cônsul-geral no Porto.
Conhecida pelo rigor estético dos seus versos, a obra poética de João Cabral foi laureada com vários prémios notáveis: Prémio Camões (o mais importante da literatura em língua portuguesa) em 1990, o Neustadt International Prize for Literature em 1992 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana em 1994. Recebeu muitos outros prémios e também inúmeras honrarias e condecorações.
Segundo um estudo feito à sua obra, há palavras que são muito recorrentes nos seus poemas, tais como: cana, pedra, osso, esqueleto, dente, gume, navalha, faca, foice, lâmina, cortar, esfolado, baía, relógio, seco, mineral, deserto, asséptico, vazio e fome.
É autor de Morte e Vida Severina, poema musicado por Chico Buarque e encenado no Brasil, em Portugal, na França e na Bélgica, sempre com muito êxito. João Cabral foi membro da Academia Brasileira de Letras.

domingo, 8 de outubro de 2006

EFEMÉRIDE - Evaristo Ferreira da Veiga e Barros, poeta, jornalista, político e livreiro brasileiro, autor da letra do "Hino à Independência", cuja música se deve a D. Pedro I (IV de Portugal), nasceu no Rio de Janeiro em 8 de Outubro de 1799. Morreu em 12 de Maio de 1837 na mesma cidade.
Filho de um português casado com uma brasileira, Evaristo foi um óptimo estudante, tendo aprendido francês, latim, inglês e filosofia. Frequentou igualmente aulas de retórica e poética.
Quando concluiu os estudos, o pai já tinha aberto uma livraria e os livros que trazia da Europa tinham em Evaristo o primeiro e o mais curioso dos leitores. O seu projecto frustrado de ir estudar para a Universidade de Coimbra encontrou compensação na livraria do pai.
1821 foi o «o ano do constitucionalismo português». Ninguém podia ficar indiferente. Os conservadores, receosos de desordens, alimentavam a esperança de que a chegada das novas instituições não significaria a ruptura com Portugal, pois haveria uma monarquia dual, servindo a coroa como união. Era o pensamento de Evaristo da Veiga, ilusão de que participaram muitos brasileiros. Não tardaram os constitucionalistas de Portugal a demonstrar a sua incompreensão pelas coisas do Brasil e foram aparecendo as resoluções das Cortes que tinham como propósito estabelecer a antiga submissão colonial, embora de outra forma. Foi então que despertou o seu patriotismo: um soneto em 17 de Outubro de 1821 foi intitulado O Brasil. Outro, de Fevereiro de 1822, já estigmatizava «a perfídia de Portugal».
Em 16 de Agosto de 1822, escreveu o Hino Constitucional Brasiliense, tendo composto no total sete hinos, que foram entoados por milhares de pessoas.
Abriu uma livraria com o dinheiro da herança materna. Era um negócio lucrativo pois o país estava-se europeizando e os livros e jornais eram os principais agentes dessa europeização.
Fundou o jornal A Aurora Fluminense, em 1827, do qual era também o seu redactor principal e por fim o único.
Em 1830 foi eleito deputado por Minas Gerais, tendo sido reeleito até morrer. Era um nome conhecido no Brasil inteiro.

sábado, 7 de outubro de 2006

EFEMÉRIDE - Edgar Allan Poe, poeta, romancista, novelista, crítico literário e editor americano, morreu em Baltimore, Maryland, no dia 7 de Outubro de 1849. Nascera em Boston, Massachusetts, em 19 de Janeiro de 1809.
Filho adoptivo de um rico comerciante, pois ficara órfão com a idade de dois anos, recebeu esmerada educação clássica na Escócia e em Inglaterra. Depois, voltou à América para frequentar a Universidade da Virgínia, iniciando-se por essa ocasião nos vícios do jogo e do álcool.
Cortou relações com o pai adoptivo e publicou os seus primeiros livros de poesia. Sendo expulso da Academia Militar de West Point, onde entretanto ingressara, decidiu dedicar-se inteiramente à literatura, começando a publicar contos nalgumas revistas.
Em 1933, recebeu o primeiro prémio em dinheiro e tornou-se editor literário. Quando tinha 26 anos, casou-se com uma prima de treze . Mudou-se para Nova Iorque e iniciou um período de febril criação literária.
Poe é considerado, juntamente com Júlio Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica, conhecido em todo o mundo pelos seus livros de mistério e terror. Algumas das suas novelas figuram entre as primeiras obras reconhecidas também como policiais.
A aura de escândalos que o acompanhava impediu, porém, que a sua popularidade se consolidasse em vida. Era reconhecido sobretudo como jornalista, tendo trabalhado em variadíssimos jornais e revistas.
O falecimento de sua mulher, em 1847, aumentou ainda mais a sua dependência do álcool. Edgar Allan Poe só duraria mais dois anos.


sexta-feira, 6 de outubro de 2006

EFEMÉRIDE - Bette Davis, actriz de cinema e de televisão norte-americana, morreu em Neuilly, França, no dia 6 de Outubro de 1989. Nascera em Lowell, Massachussets, em 5 de Abril de 1908. O seu nome verdadeiro era Ruth Elizabeth Davis.
Dona de uma personalidade forte e de grande talento, a sua carreira durou sessenta anos, entrando em mais de uma centena de filmes. A maioria dos seus grandes sucessos cinematográficos deu-se nos estúdios da Warner Brothers.
Mais tarde, apertada por dívidas, colocou na revista cinematográfica "Variety" o famoso anúncio que dizia: "Artista procura emprego. Americana, divorciada, mãe de três filhos (15, 11 e 10 anos), trinta anos de experiência como actriz de cinema, ainda em condições de se movimentar e mais afável do que dizem os boatos, deseja emprego em Hollywood (fartou-se da Broadway). Resposta para: Bette Davis".
Teve onze nomeações para os Óscares, vencendo por duas vezes (1935 e 1938). O seu último filme data de 1989, ano da sua morte.
Foi conhecida como «Rainha de Hollywood», «Rainha dos estúdios Warner» e «Primeira-dama do Grande Ecrã».

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

EFEMÉRIDE – A Revolução de 5 de Outubro de 1910 depôs a Monarquia e implantou a República em Portugal.
O acto revolucionário foi o corolário de uma acção política e doutrinária que se vinha a desenvolver desde a criação do Partido Republicano em 1876. A propaganda republicana conseguiu tirar partido de várias manifestações e do descontentamento popular. As comemorações do 3º centenário da morte de Camões, em 1880, foram motivo para cortejos cívicos que percorreram as ruas de Lisboa no meio de grande entusiasmo e contestação, o mesmo acontecendo quando da transladação dos restos mortais de Camões e Vasco da Gama para o Panteão.
Durante o breve reinado de D. Manuel II — que ascendeu ao trono logo após o atentado que vitimou D. Carlos e o seu filho herdeiro Luís Filipe, a pressão republicana acentuou-se, chegando mesmo a ridicularizar a monarquia.
A 3 de Outubro de 1910 começou a revolta que já se adivinhava. O Governo foi incapaz de reunir tropas que dominassem os cerca de duzentos revolucionários armados. Comandava as forças monárquicas, em Lisboa, o General Gorjão Henriques, que se viu impotente para impedir a progressão das forças comandadas por Machado dos Santos.
Em 5 de Outubro, com a adesão de alguns navios de guerra, o Governo rendeu-se, foi proclamada a República e D. Manuel II partiu para o exílio.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Amigo da onça...

EFEMÉRIDE - Alfredo Cristiano Keil, músico, pintor, escritor, poeta, fotógrafo, arqueólogo, coleccionador de obras de arte e autor do hino nacional português, morreu em Hamburgo no dia 4 de Outubro de 1907. Nascera em Lisboa, em 3 de Julho de 1850.
Era filho de pais alemães radicados em Portugal e estudou música e desenho em Nuremberga. Escreveu a sua primeira peça musical, dedicada a sua mãe, aos 12 anos de idade.
Em 1870, devido à guerra Franco-Prussiana, regressou a Portugal e, em 1890, o ultimato inglês a Portugal para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África, proporcionou-lhe a inspiração para compor o canto patriótico "A Portuguesa", com versos de Henrique Lopes de Mendonça. A canção tornou-se popular em todo o país e seria mais tarde considerada Hino Nacional de Portugal. Foi também autor de inúmeras óperas que obtiveram muito êxito tanto em Portugal como no estrangeiro.
Na pintura, Alfredo Keil foi um artista de características românticas, mostrando predilecção por paisagens melancólicas e recantos solitários. Deixou mais de 2000 obras, entre telas e desenhos.
Como coleccionador de arte, adquiriu telas de pintores de renome e cerca de 500 instrumentos musicais antigos, que se encontram actualmente no Museu da Música em Lisboa.
Foi autor igualmente de várias : contos, romances e estudos.
Foi galardoado com vários prémios, de entre os quais o mais importante foi a medalha de ouro recebida em 1879 na Exposição Artística do Rio de Janeiro.


terça-feira, 3 de outubro de 2006

EFEMÉRIDE – Louis Aragon, poeta, ensaísta e romancista francês, nasceu em Paris no dia 3 de Outubro de 1897. Morreu, na mesma cidade na véspera do Natal de 1982. Depois de ter participado no «Dadaismo», foi um dos criadores do Movimento Surrealista, juntamente com André Breton e Philippe Soupault. Com outros membros do grupo surrealista, filiou-se no Partido Comunista Francês ao qual se manteve fiel até ao fim da vida, tendo sido jornalista no seu órgão oficial L’Humanité. Isso não o impedia de criticar certos aspectos da vida política na URSS.
Parte da sua poesia é largamente inspirada, principalmente a partir dos anos quarenta, pelo amor que tinha a sua esposa, Elsa Triolet, igualmente poeta e cunhada do poeta russo Maïakovski.
Louis Aragon foi um fervoroso apoiante da resistência ao nazismo, juntamente com Robert Desnos, Paul Éluard, Jean Prévost, Jean-Pierre Rosnay e outros intelectuais, durante a Segunda Guerra Mundial.
Foi laureado com o Prémio Lenine para a Paz em 1956. Depois da morte de Elsa Triolet, prosseguiu as suas actividades políticas e recebeu uma condecoração das mãos do presidente François Miterrand.
Foi também director do semanário literário Les Lettres françaises.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

EFEMÉRIDE - Mohandas Karamchand Gandhi, um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como meio de revolução, nasceu em Porbandar, estado de Gujarat, em 2 de Outubro de 1869, tendo morrido em Nova Deli no dia 30 de Janeiro de 1948.
Gandhi ajudou a libertar a Índia do governo britânico, inspirando outros povos coloniais a lutar pelas suas próprias independências. O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de activistas democráticos e anti-racistas, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela.
Estudou Direito em Londres e foi advogado na África do Sul. Foi preso pela primeira vez em 6 de Novembro de 1913 quando liderava uma marcha de mineiros indianos que trabalhavam na África do Sul.
Durante a I Guerra Mundial, Gandhi voltou à Índia e, após a guerra, ganhou notoriedade internacional pela sua política de desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto. Outra estratégia eficiente de Gandhi pela independência foi a política do swadeshi - o boicote a todos os produtos importados, especialmente os produzidos na Inglaterra. Aliada a isto estava a sua proposta de que todos os indianos deveriam vestir o khadi - vestimenta caseira – para não comprarem os produtos têxteis britânicos. Gandhi declarava que todas as mulheres indianas deveriam gastar parte do seu dia fabricando os khadis em apoio ao movimento de independência. Esta era uma estratégia para incluir as mulheres no movimento, num período em que se pensava que tais actividades não eram apropriadas ao sexo feminino.
Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que no entanto veio a acontecer, ao serem criados a Índia - predominantemente hindu - e o Paquistão - predominantemente muçulmano.
Em 30 de Janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiro, em Nova Deli, por Nathuram Godse, que foi depois julgado, condenado e enforcado, a despeito do último pedido de Gandhi ter sido justamente a não-punição de seu assassino. O corpo do Mahatma foi cremado e as suas cinzas atiradas ao rio Ganges.
Entre várias frases célebres, cita-se esta: «Devemos viver como se fossemos morrer amanhã e aprender como se fossemos viver para sempre».

domingo, 1 de outubro de 2006

HUMOR - Uma das razões porque os estádios estão vazios...

EFEMÉRIDE - Domenikos Theotokópoulos, pintor e escultor grego, conhecido por El Greco, nasceu em Heraklion, ilha de Creta, na Grécia, em 1 de Outubro de 1541. Morreu em Toledo, Espanha, onde desenvolveu a maior parte da sua carreira, no dia 7 de Abril de 1614.
Trabalhou em Veneza, a cuja República pertencia então a ilha de Creta, no atelier do famoso Ticiano e conheceu aí Tintoretto que o influenciou na composição de figuras e na utilização dos espaços. Uma das suas maiores obras de então, A cura do cego, sofreu claramente a influência de Ticiano.
Em 1570 viajou para Roma, onde contactou com vários pintores, entre eles Miguel Ângelo, facto que marcaria profundamente a sua carreira. Na Itália, passou a ser conhecido como Il Greco (o Grego), nome por que passou à posteridade. Entre as principais obras do seu período romano, conta-se A Piedade, com influência significativa de Miguel Ângelo.
El Greco estabeleceu-se em Toledo, em 1577, onde permaneceu até à sua morte, realizando então as obras mais maduras.
Depois do seu desaparecimento, as suas obras caíram no esquecimento e, somente no princípio do século XX, outros artistas e a crítica se começaram a interessar verdadeiramente pela sua expressão muito pessoal. Seria então a sua vez de inspirar outros pintores, como Pablo Picasso e Jackson Pollock.
Hoje, muitos dos quadros de El Greco encontram-se expostos no famoso Museu do Prado, em Madrid.

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...