segunda-feira, 11 de abril de 2016

MERCEDES SOSA (bem acompanhada...) - "Volver a los 17".


11 DE ABRIL - LUÍSA DIOGO

EFEMÉRIDE – Luísa Dias Diogo, economista e política moçambicana, nasceu na província de Tete em 11 de Abril de 1958. Estudou Economia na Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, tendo obtido posteriormente um mestrado na Escola dos Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres.
Foi ministra do Plano e Finanças do governo de Moçambique entre 1999 e 2005. Em Fevereiro de 2004, com a demissão do então primeiro-ministro Pascoal Mucumbi, acumulou aquela pasta com a de primeira-ministra.
Foi exonerada, juntamente com todo o governo, em Janeiro de 2005, na sequência das eleições gerais de Dezembro de 2004. Em Fevereiro de 2005, foi renomeada primeira-ministra pelo recém-empossado presidente da República, Armando Guebuza.
Foi substituída por Aires Ali em Janeiro de 2010, após a reeleição de Guebuza. Em 2007, a revista “Forbes” considerou-a a 89ª Mulher Mais Poderosa do Mundo. 

domingo, 10 de abril de 2016

10 DE ABRIL - CHRISTOPHE HONORÉ

EFEMÉRIDE – Christophe Honoré, escritor, encenador e realizador francês, nasceu em Carhaix no dia 10 de Abril de 1970.
Na sua ainda curta carreira, já realizou catorze filmes (2001/2016). É autor de romances, sobretudo para crianças e adolescentes, onde aborda temas considerados difíceis, como o suicídio, a sida, as mentiras dos adultos, o incesto e os segredos de família.
Christophe cresceu em Rostrenen (Côtes d’Armor). O pai morreu quando ele tinha 15 anos. Estudou Letras na Universidade de Rennes e seguir um curso de Cinema na mesma cidade.
Em 1995, instalou-se em Paris onde desenvolveu a actividade de cronista em diversas revistas, entre as quais os “Cahiers du cinéma”, em que se insurgiu contra os filmes “falsamente moralistas”.
Criou a sua primeira peça de teatro “Les Débutantes”, representada no Festival Off d’Avignon (1998).
Em 2004, foi lançado o seu primeiro filme “Ma Mère”, adaptação de um romance de Georges Bataille. A película foi vista por 125 000 espectadores na Europa, dos quais 90 000 em França. No ano seguinte, foi convidado para apresentar no Festival de Avinhão uma nova peça: “Dionysos impuissant”, adaptação contemporânea de “As Bacantes” de Eurípedes.
Em 2008, encenou a peça “Angelo, tyran de Padoue” de Victor Hugo. Apresentação em Avinhão, a que se seguiu uma tournée.   
Depois de ter realizado, em dois anos, “Dans Paris” e “Les Chansons d'amour”, começou – em Janeiro de 2008 – as filmagens de “La Belle Personne” que foi apresentado em Setembro.
Em 2009, realizou “Non ma fille tu n'iras pas danser”, com Chiara Mastroianni no papel principal.
Em Agosto de 2011, foi lançado “Les Bien-Aimés”, seleccionado para fechar o Festival de Cannes.
Para o Festival de Avinhão de 2012, escreveu e encenou “Nouveau Roman”. Neste ano, escreveu ainda mais duas peças teatrais. Em Maio de 2013, iniciou as filmagens de uma adaptação cinematográfica de “Metamorfoses” de Ovídio. 
Christophe Honoré intervem regularmente em emissões radiofónicas sobre cinema e foi professor na Escola nacional superior da imagem e do som (Fémis). O seu último filme, já em 2016, foi “Les Malheurs de Sophie”. Escreveu até agora 22 romances (1996/2010). 

sábado, 9 de abril de 2016

9 DE ABRIL - FLORA PEREIRA

EFEMÉRIDE – Flora Pereira, fadista portuguesa, nasceu em 9 de Abril de 1929. Morreu em Lisboa no dia 9 de Abril de 2008.
Iniciou-se como cançonetista na Emissora Nacional, tendo chamado a atenção dos críticos no programa “Comboio das Seis e Meia”. Na década de 1950, começou a cantar fado profissionalmente e, mais tarde, integrou a lista de fadistas que colaboraram na festa de homenagem a Alfredo Marceneiro, juntando-se a Berta Cardoso, Hermínia Silva, Max, Fernando Farinha, Lucília do Carmo, Maria Teresa de Noronha e Argentina Santos.
A partir daí, integrou o elenco de várias casas de fado e, entre os seus êxitos discográficos, surgiram fados que se tornaram muito populares; como “Antes Só” e “Sou tua”.
Na casa de fados Nónó, no Bairro Alto, e noutras, cantou com fadistas das gerações mais novas, como Hélder Moutinho. Trabalhou especialmente com o poeta José Luís Gordo e com o editor discográfico Emílio Mateus.
No dia em que completou 79 anos, Flora Pereira foi encontrada sem vida na sua residência em Lisboa. O corpo seguiu para a Igreja do Santo Condestável, onde foi rezada uma missa de corpo presente, realizando-se mais tarde o funeral para o Cemitério de Benfica.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

BRUCE SPRINGSTEEN - "Blowin in the wind"


8 DE ABRIL - KARLHEINZ DESCHNER

EFEMÉRIDE – Karlheinz Deschner, de seu verdadeiro nome Karl Heinrich Leopold Deschner, escritor e historiador alemão, morreu em Haßfurt no dia 8 de Abril de 2014. Nascera em Bamberg, em 23 de Maio de 1924.
Ficou famoso com a sua série de dez volumes “História Criminal do Cristianismo” publicada entre 1986 e 2013. Nesta obra, criticou o Cristianismo em geral e a Igreja Católica em particular. Curiosamente, o pai era católico e a mãe era protestante, tendo-se convertido posteriormente ao catolicismo.
Karlheinz deu mais de 2 000 conferências, tendo escrito novelas, ensaios, aforismos e livros com críticas sociais e literárias.
Os contratempos começaram para ele em 1971, quando foi levado a um tribunal de Nuremberga, acusado de ter «insultado a Igreja». Foi absolvido, mas somente nos anos 1980 os seus escritos começaram a ser largamente difundidos noutros países europeus. Os trabalhos de sua autoria circularam então profusamente em Espanha, na Suíça, em Itália, na Polónia e na Noruega. Iniciou, ainda nos anos 1970, a elaboração da obra que o tornaria famoso (“História Criminal do Cristianismo”). Como apoios tinha apenas os amigos e alguns leitores. Em 1986, finalmente, o industrial alemão Herbert Steffen começou a patrocinar a publicação dos seus trabalhos.
Obteve vários galardões, como o Prémio Arno Schmidt em 1988, o Alternative Büchner Prize e o International Humanist Award em 1993. Em 2001, recebeu ainda o Prémio Fischer e o Prémio Ludwig Feuerbach. De assinalar que nenhuma das suas obras foi traduzida para a língua inglesa. 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

7 DE ABRIL - WILLIAM CARVALHO

EFEMÉRIDE – William Silva de Carvalho, futebolista luso angolano, nasceu em Luanda no dia 7 de Abril de 1992. Oriundo do bairro Sambizanga em Luanda, mudou-se para Portugal ainda na -adolescência, tendo começado a jogar no RC Algueirão e depois no USC Mira Sintra.
Ingressou na formação do Sporting CP em 2005, com treze anos, fazendo o primeiro jogo pela equipa principal em Abril de 2011 contra o Vitória de Guimarães. Foi emprestado seguidamente ao CD de Fátima e ao Cercle Brugge KSV (Bélgica), onde se notabilizou. Voltou ao Sporting na época 2013/14 e fixou-se na equipa titular, tendo sido considerado o Melhor Jogador do Campeonato nos meses de Agosto/Setembro a Dezembro 2013.
Integrou desde muito jovem as categorias de base da Selecção Portuguesa. Pela Selecção Principal, estreou-se em Novembro de 2013 contra a Suécia.
Foi seleccionado por Paulo Bento para defender Portugal no Mundial de 2014. Participou nos jogos contra os Estados Unidos e o Gana. Em 2014, tornou-se titular da equipa nacional.
William Carvalho ganhou a Taça de Portugal 2014/15, em representação do Sporting. Foi eleito o Melhor Jogador do Campeonato Europeu de Futebol Sub-21 de 2015, em que Portugal obteve o segundo lugar. É cobiçado por grandes clubes de Espanha, Itália e Inglaterra, sobretudo pelo Manchester United FC.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

6 DE ABRIL - LUIGI COMENCINI

EFEMÉRIDE – Luigi Comencini, realizador de cinema italiano, morreu em Roma no dia 6 de Abril de 2007. Nascera em Salò, em 8 de Junho de 1916.
Os pais foram emigrantes em França, desde o princípio dos anos 1920. Luigi fez parte da sua escolaridade no Liceu Bernard Palissy, em Agen. Depois de ter estudado na Escola de Arquitectura de Milão, fundou – juntamente com Alberto Lattuada e Mario Ferrari – a Cineteca Italiana, onde reuniu os primeiros arquivos da cinematografia de Itália.
Crítico de cinema desde o fim da guerra, escreveu artigos para os jornais “Avanti” e “Tempo” e também guiões para filmes. Em 1946, realizou uma curta-metragem documental (“Bambini in città ”), com a qual ganhou a Fita de Prata (Nastro d’argento).
O mundo da infância era um dos seus temas recorrentes, abordado logo na sua primeira longa-metragem “Proibito rubare” (1946), assim como no drama psicológico “O Incompreendido” (1967) e na série para televisão “As Aventuras de Pinóquio” (1972).
Durante a sua longa carreira, que conta com cerca de cinquenta filmes e algumas séries e filmes de televisão, dirigiu os mais importantes actores italianos da época como Vittorio de Sica, Gina Lollobrigida, Alberto Sordi, Nino Manfredi, Marcello Mastroianni, Ugo Tognazzi e Claudia Cardinale.
Comencini ficou a dever a sua fama internacional sobretudo à comédia “Pão, Amor e Fantasia” (1953), interpretado por Vittorio de Sica e Gina Lollobrigida, que ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim.
Em 1974, o seu filme “Delitto d’amore” representou a Itália no Festival de Cannes e, em 1986, realizou “Un ragazzo di Calábria”, que foi apresentado a concurso no Festival de Veneza em 1987, numa edição em que Comencini recebeu o Leão de Ouro pela sua carreira de realizador.
Luigi Comencini, que foi feito Cavaleiro da Grã-cruz da Ordem de Mérito da República Italiana em 1996, teve quatro filhas, todas elas tendo seguido carreiras no cinema.  

terça-feira, 5 de abril de 2016

5 DE ABRIL - MARIA GRIPE

EFEMÉRIDE – Maria Walter Gripe, escritora sueca de livros para crianças e adolescentes, morreu em Estocolmo no dia 5 de Abril de 2007. Nascera em Vaxholm, em 25 de Julho de 1923. Os seus livros têm por vezes um tom mágico e místico.
Logo após os estudos, começou a escrever romances para a juventude, cujas capas eram quase sempre ilustradas pelo marido, o artista sueco Harald Gripe.
O seu grande sucesso começou em 1961, com a publicação de “Chamo-me Josefina”, a que se seguiram “Hugo e Josefina” e “Eu sou Hugo”.
Maria Gripe viveu muitos anos em Nyköping. Foi diversas vezes premiada, tendo recebido – em 1974 – o prestigioso Prémio Hans Christian Andersen. As suas obras foram traduzidas em cerca de trinta idiomas.
O livro “Hugo e Josefina” (1962) foi adaptado ao cinema em 1967, com o mesmo título. A sua obra “O Castelo das crianças” inspirou uma outra película em 1998 – “Glasblåsarns barn”. Maria Gripe morreu em sua casa, aos 83 anos, vítima de doença causada por um vírus. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

MARIZA - "Chuva"


4 DE ABRIL - JOAQUIM HORTA

EFEMÉRIDE – Joaquim Horta, actor português, nasceu em Lisboa no dia 4 de Abril de 1974. Estudou Geografia e Planeamento Regional na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde integrou o Grupo de Teatro, sob a direcção de Ávila Costa.
Fez parte do elenco de peças como “Os Carnívoros” de Miguel Barbosa (1996) e “Cerimonial para Um Massacre” de Jorge Lima Alves (1997). A experiência levá-lo-ia a ingressar na Escola Superior de Teatro e Cinema. Em 1999, frequentou também as formações do projecto da UNESCO – Chair International Theatre Institute – International Workshops of Drama Schools, na Roménia.
Trabalhou nas companhias Pogo Teatro, Companhia Absurda e Depois da Uma... Teatro. Dirigido por Jorge Silva Melo, representou as peças “A Queda do Egoísta Johan Fatzer” (1998) e “Na Selva das Cidades” (1999), ambas de Bertold Brecht.
Criou e dirigiu o projecto “Ruído” (2000), e participou e criou – com João Meireles – “Mikado”, um espectáculo baseado em textos de Álvaro Lapa, Alberto Cinza e William Burroughs (1999). Com Lúcia Sigalho, na Companhia Sensurround, interpretou “Dedicatórias” (2000). Em 2001, esteve em cena no Teatro da Garagem com “Migalhas de um Deus Intratável”, autoria e encenação de Carlos J. Pessoa. Em 2006, apresentou-se na Galeria Zé dos Bois com “Da Felicidade”.
Actor regular na televisão, destacou-se na novela “Amanhecer” (2003), começando a ganhar destaque na ficção portuguesa (2004 – “Queridas Feras”: 2005 – “Ninguém como Tu”; e 2006 – “Fala-me de Amor”). Integrou ainda o elenco dos telefilmes “Só por Acaso” de Rita Nunes (2003) e “Cavaleiros de Água Doce” de Tiago Guedes (2001).
Em 2008/09, participou na novela da TVI “Deixa Que Te Leve”. Em 2010, entrou na série de 15 episódios “Maternidade”, na RTP1.
No cinema, apareceu em “António, Um Rapaz de Lisboa” de Silva Melo (1999); na curta-metragem de Gonçalo Galvão Teles “Outro Lado do Arco-Íris” (2004); e em “Mouth to Mouth”, uma co-produção internacional de Alison Murray (2004).
Fez o papel de Rui Paredes, na novela da TVI “Sedução” e integrou igualmente do elenco da novela da SIC “Mar Salgado”.

domingo, 3 de abril de 2016

CHICO BUARQUE - "Construção"


3 DE ABRIL - MIGUEL BOSÉ

EFEMÉRIDE – Miguel Bosé Dominguín (Luis Miguel González Bosé, nome de baptismo), cantor, compositor e actor ítalo-espanhol, nasceu no Panamá em 3 de Abril de 1956.
É filho do toureiro espanhol Luis Miguel Dominguín e da actriz italiana Lucia Bosè. O padrinho do seu baptizado foi Luchino Visconti.
Gravou cerca de 40 discos entre 1975 e 2015, tendo participado em mais de 30 filmes (1972/1998) e em numerosos shows na televisão. É actualmente director de teatro.
Iniciou-se no cinema aos quinze anos, ao lado da mãe. Um dos seus melhores filmes foi “De Salto Alto” de Pedro Almodôvar (1991).
Em 2000, foi recompensado com um Disco de Platina no Hard Rock do México, pelas vendas do seu álbum “O Melhor de Bosé”. Em 2008, ganhou vários prémios discográficos. Nesse mesmo ano, recebeu a Medalha de Ouro das Belas-Artes do Ministério da Educação, da Cultura e dos Desportos de Espanha.
Em Março de 2011, anunciou ao mundo o nascimento de dois gémeos (Diego e Tadeo). 

sábado, 2 de abril de 2016

2 DE ABRIL - JOSÉ DA SILVA LOPES

EFEMÉRIDE – José da Silva Lopes, economista e político português, morreu em Lisboa no dia 2 de Abril de 2015. Nascera em Ourém, em 10 de Maio de 1932.
Licenciado em Economia e Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, iniciou a sua carreira no Ministério da Economia, em 1955, ocupando-se do processo de adesão de Portugal à EFTA e ao GATT.
Em 1969, deixou aquelas funções para integrar o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, dirigindo simultaneamente o Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério das Finanças até 1974. Em 1972, foi chefe-adjunto nas negociações do Acordo de Comércio Livre com a CEE. Em Junho desse ano foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo.
Foi governador do Banco de Portugal de 1975 a 1980. Fez parte dos primeiros quatro governos provisórios do pós-25 de Abril e, mais tarde, foi ministro das Finanças e do Plano (1978). Administrador e representante de Portugal junto do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento entre 1991 e 1993, exercia funções como consultor do FMI e do Banco Mundial desde 1980.
Foi presidente da comissão criada para estudar as empresas públicas não financeiras em 1981 e deputado à Assembleia da República, entre 1985 e 1987, pelo Partido Renovador Democrático. Entre 1988 e 1995, presidiu diversas comissões para a reforma dos Sistemas Fiscal e Financeiro. Presidiu também o Conselho Económico e Social entre 1996 e 2003.
Na banca privada, foi técnico consultor do Banco Lisboa & Açores de 1965 a 1969 e presidiu ao Conselho de Administração do Montepio Geral de 2004 a 2008, após o que – com 76 anos de idade – passou à situação de reformado. Desde então, passou a ser solicitado com frequência para comentar temas económicos nos jornais e em canais de televisão, nomeadamente na TVI24.
Proferiu conferências em Portugal e no estrangeiro, publicou várias dezenas de artigos e é autor do livro “A Economia Portuguesa desde 1960”, publicado em 1999. O presidente da República Jorge Sampaio concedeu-lhe a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo em Maio de 2003.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

1 DE ABRIL - HELENA RUBINSTEIN

EFEMÉRIDE – Helena Rubinstein, de seu verdadeiro nome Chaja Rubinstein, empresária e cosmetóloga polaco/norte-americana, morreu em Nova Iorque no dia 1 de Abril de 1965. Nascera em Cracóvia, em 25 de Dezembro de 1870. Nasceu no então Império Austro-Húngaro, no seio de uma modesta família judia ortodoxa.
Apaixonou-se por um rapaz não judeu com quem queria casar, mas o pai não a autorizou. Quis começar a estudar medicina e a família recusou também. Refugiou-se então em casa de uma tia que vivia em Viena e, aos 21 anos, partiu para a Austrália, onde morava um outro tio. Assim, conseguiu fugir a um casamento “negociado” pela família com um viúvo rico.
Trabalhou como empregada doméstica durante três meses, o tempo de aprender inglês e preparar um projecto profissional. Inspirada por um unguento que recebera de um químico húngaro, o creme Valaze, uma mistura de ervas, cascas e amêndoas, criou a sua própria pomada para tratamento da pele. Face ao sucesso obtido junto das amigas, criou a sociedade Helena Rubinstein e abriu a sua primeira boutique em Melbourne. Produziu outros cremes, loções e sabões. Instalou o primeiro salão de beleza do mundo em 1912.
Em virtude do êxito conseguido, cedeu a boutique e o salão de beleza a uma das suas irmãs para poder percorrer o mundo e encontrar-se com outros empresários, cientistas (dermatologistas e especialistas em dietas) e igualmente com artistas que pudessem mediatizar os seus produtos.
Casou-se, teve dois filhos e fixou-se em Inglaterra, onde abriu uma loja em Londres (1908). Consultou a cientista Marie Curie, para perceber o funcionamento da pele. Simultaneamente, convenceu os médicos de que «a beleza não era uma coisa fútil». Abriu uma nova boutique, em Paris (1912). Desde 1910, estabelecera a classificação das peles (gorda, seca e normal).
Em Paris, relacionou-se com artistas famosos como Marc Chagall, Louise de Vilmorin, Colette, Salvador Dali, Pablo Picasso e Jean Cocteau, que a chamava «Imperatriz da Cosmética e da Beleza». No seu salão parisiense, propunha igualmente massagens, o que em breve se tornaria uma moda.
Em 1914, deixou o marido e os filhos na Europa, que estava em guerra, e instalou-se nos Estados Unidos. Foi em Nova Iorque que abriu o primeiro “instituto americano”, seguindo-se Chicago e Boston. Nos EUA, ela tinha a concorrência de Estée Lauder e de Elisabeth Arden, já implantadas no mercado americano.
Em 1928, vendeu as suas sucursais norte-americanas à Lehman Brothers por 7.3 milhões de dólares.
Tornando-se uma das mulheres mais ricas do mundo, passou a coleccionar casas, jóias e obras de arte. Divorciou-se do marido em 1937. No ano seguinte, consorcia-se com um príncipe georgiano.
Durante a Segunda Guerra Mundial, perdeu toda a sua família polaca e uma parte dos seus bens na Europa. Tornou-se fornecedora de maquilhagens, camuflagens, produtos desmaquilhadores e cremes solares ao exército americano. 
Helena Rubinstein, quando morreu aos 94 anos, deixou ao seu filho sobrevivente uma fortuna colossal, quinze fábricas e 30 000 empregados em todo o mundo. A família vendeu as suas numerosas obras de arte. A marca “Helena Rubinstein” foi vendida em 1973 ao grupo Colgate-Palmolive, que a revendeu por sua vez à L'Oréal em 1988.

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