"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
segunda-feira, 11 de abril de 2016
11 DE ABRIL - LUÍSA DIOGO
EFEMÉRIDE
– Luísa Dias Diogo, economista e política moçambicana, nasceu na
província de Tete em 11 de Abril de 1958. Estudou Economia na Universidade
Eduardo Mondlane de Maputo, tendo obtido posteriormente um mestrado na Escola
dos Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres.
Foi
ministra do Plano e Finanças do governo de Moçambique entre 1999 e 2005.
Em Fevereiro de 2004, com a demissão do então primeiro-ministro Pascoal
Mucumbi, acumulou aquela pasta com a de primeira-ministra.
Foi
exonerada, juntamente com todo o governo, em Janeiro de 2005, na sequência das
eleições gerais de Dezembro de 2004. Em Fevereiro de 2005, foi renomeada
primeira-ministra pelo recém-empossado presidente da República, Armando
Guebuza.
Foi
substituída por Aires Ali em Janeiro de 2010, após a reeleição de Guebuza. Em
2007, a revista “Forbes” considerou-a a 89ª Mulher Mais Poderosa do
Mundo.
domingo, 10 de abril de 2016
10 DE ABRIL - CHRISTOPHE HONORÉ
EFEMÉRIDE
– Christophe Honoré, escritor, encenador e realizador francês, nasceu em
Carhaix no dia 10 de Abril de 1970.
Na
sua ainda curta carreira, já realizou catorze filmes (2001/2016). É autor de
romances, sobretudo para crianças e adolescentes, onde aborda temas
considerados difíceis, como o suicídio, a sida, as mentiras dos adultos,
o incesto e os segredos de família.
Christophe
cresceu em Rostrenen (Côtes d’Armor). O pai morreu quando ele tinha 15 anos.
Estudou Letras na Universidade de Rennes e seguir um curso de Cinema
na mesma cidade.
Em
1995, instalou-se em Paris onde desenvolveu a actividade de cronista em
diversas revistas, entre as quais os “Cahiers du cinéma”, em que se
insurgiu contra os filmes “falsamente moralistas”.
Criou
a sua primeira peça de teatro “Les Débutantes”, representada no Festival
Off d’Avignon (1998).
Em
2004, foi lançado o seu primeiro filme “Ma Mère”, adaptação de um
romance de Georges Bataille. A película foi vista por 125 000 espectadores na
Europa, dos quais 90 000 em
França. No ano seguinte, foi convidado para apresentar no Festival
de Avinhão uma nova peça: “Dionysos impuissant”, adaptação
contemporânea de “As Bacantes” de Eurípedes.
Em
2008, encenou a peça “Angelo, tyran de Padoue” de Victor Hugo.
Apresentação em Avinhão, a que se seguiu uma tournée.
Depois
de ter realizado, em dois anos, “Dans Paris” e “Les Chansons d'amour”,
começou – em Janeiro de 2008 – as filmagens de “La Belle Personne ”
que foi apresentado em Setembro.
Em
2009, realizou “Non ma fille tu n'iras pas danser”, com Chiara Mastroianni no
papel principal.
Em
Agosto de 2011, foi lançado “Les Bien-Aimés”, seleccionado para fechar o
Festival de Cannes.
Para
o Festival de Avinhão de 2012, escreveu e encenou “Nouveau Roman”.
Neste ano, escreveu ainda mais duas peças teatrais. Em Maio de 2013, iniciou as
filmagens de uma adaptação cinematográfica de “Metamorfoses” de
Ovídio.
Christophe
Honoré intervem regularmente em emissões radiofónicas sobre cinema e foi
professor na Escola nacional superior da imagem e do som (Fémis).
O seu último filme, já em 2016, foi “Les Malheurs de Sophie”. Escreveu
até agora 22 romances (1996/2010).
sábado, 9 de abril de 2016
9 DE ABRIL - FLORA PEREIRA
EFEMÉRIDE
– Flora Pereira, fadista portuguesa, nasceu em 9 de Abril de 1929. Morreu em
Lisboa no dia 9 de Abril de 2008.
Iniciou-se
como cançonetista na Emissora Nacional, tendo chamado a atenção dos
críticos no programa “Comboio das Seis e Meia”. Na década de 1950,
começou a cantar fado profissionalmente e, mais tarde, integrou a lista de
fadistas que colaboraram na festa de homenagem a Alfredo Marceneiro,
juntando-se a Berta Cardoso, Hermínia Silva, Max, Fernando Farinha, Lucília do
Carmo, Maria Teresa de Noronha e Argentina Santos.
A
partir daí, integrou o elenco de várias casas de fado e, entre os seus êxitos
discográficos, surgiram fados que se tornaram muito populares; como “Antes
Só” e “Sou tua”.
Na
casa de fados Nónó, no Bairro Alto, e noutras, cantou com
fadistas das gerações mais novas, como Hélder Moutinho. Trabalhou especialmente
com o poeta José Luís Gordo e com o editor discográfico Emílio Mateus.
No
dia em que completou 79 anos, Flora Pereira foi encontrada sem vida na sua
residência em Lisboa. O
corpo seguiu para a Igreja do Santo Condestável, onde foi rezada uma
missa de corpo presente, realizando-se mais tarde o funeral para o Cemitério
de Benfica.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
8 DE ABRIL - KARLHEINZ DESCHNER
EFEMÉRIDE
– Karlheinz Deschner, de seu verdadeiro nome Karl Heinrich Leopold
Deschner, escritor e historiador alemão, morreu em Haßfurt no dia 8 de Abril de
2014. Nascera em Bamberg, em 23 de Maio de 1924.
Ficou
famoso com a sua série de dez volumes “História Criminal do Cristianismo”
publicada entre 1986 e 2013. Nesta obra, criticou o Cristianismo em geral e a
Igreja Católica em
particular. Curiosamente , o pai era católico e a mãe era
protestante, tendo-se convertido posteriormente ao catolicismo.
Karlheinz
deu mais de 2 000 conferências, tendo escrito novelas, ensaios, aforismos e livros
com críticas sociais e literárias.
Os
contratempos começaram para ele em 1971, quando foi levado a um tribunal de
Nuremberga, acusado de ter «insultado a Igreja». Foi absolvido, mas somente nos
anos 1980 os seus escritos começaram a ser largamente difundidos noutros
países europeus. Os trabalhos de sua autoria circularam então profusamente em
Espanha, na Suíça, em Itália, na Polónia e na Noruega. Iniciou, ainda nos anos 1970,
a elaboração da obra que o tornaria famoso (“História Criminal do
Cristianismo”). Como apoios tinha apenas os amigos e alguns leitores. Em
1986, finalmente, o industrial alemão Herbert Steffen começou a patrocinar a
publicação dos seus trabalhos.
Obteve
vários galardões, como o Prémio Arno Schmidt em 1988, o Alternative
Büchner Prize e o International Humanist Award em 1993. Em 2001,
recebeu ainda o Prémio Fischer e o Prémio Ludwig Feuerbach. De
assinalar que nenhuma das suas obras foi traduzida para a língua inglesa.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
7 DE ABRIL - WILLIAM CARVALHO
EFEMÉRIDE
– William Silva de Carvalho, futebolista luso angolano, nasceu em
Luanda no dia 7 de Abril de 1992. Oriundo do bairro Sambizanga em Luanda,
mudou-se para Portugal ainda na -adolescência, tendo começado a jogar no RC
Algueirão e depois no USC Mira Sintra.
Ingressou
na formação do Sporting CP em 2005, com treze anos, fazendo o primeiro
jogo pela equipa principal em Abril de 2011 contra o Vitória de Guimarães.
Foi emprestado seguidamente ao CD de Fátima e ao Cercle Brugge KSV
(Bélgica), onde se notabilizou. Voltou ao Sporting na época 2013/14 e
fixou-se na equipa titular, tendo sido considerado o Melhor Jogador do
Campeonato nos meses de Agosto/Setembro a Dezembro 2013.
Integrou
desde muito jovem as categorias de base da Selecção Portuguesa. Pela Selecção
Principal, estreou-se em Novembro de 2013 contra a Suécia.
Foi
seleccionado por Paulo Bento para defender Portugal no Mundial de 2014.
Participou nos jogos contra os Estados Unidos e o Gana. Em 2014, tornou-se
titular da equipa nacional.
William
Carvalho ganhou a Taça de Portugal 2014/15, em representação do Sporting.
Foi eleito o Melhor Jogador do Campeonato Europeu de Futebol Sub-21
de 2015, em que Portugal
obteve o segundo lugar. É cobiçado por grandes clubes de Espanha, Itália e
Inglaterra, sobretudo pelo Manchester United FC.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
6 DE ABRIL - LUIGI COMENCINI
EFEMÉRIDE
– Luigi Comencini, realizador de cinema italiano, morreu em Roma no dia 6 de
Abril de 2007. Nascera em Salò, em 8 de Junho de 1916.
Os
pais foram emigrantes em França, desde o princípio dos anos 1920. Luigi
fez parte da sua escolaridade no Liceu Bernard Palissy, em Agen. Depois de ter
estudado na Escola de Arquitectura de Milão, fundou – juntamente
com Alberto Lattuada e Mario Ferrari – a Cineteca Italiana, onde reuniu
os primeiros arquivos da cinematografia de Itália.
Crítico
de cinema desde o fim da guerra, escreveu artigos para os jornais “Avanti”
e “Tempo” e também guiões para filmes. Em 1946, realizou uma curta-metragem
documental (“Bambini in città ”), com a qual ganhou a Fita de Prata
(Nastro d’argento).
O
mundo da infância era um dos seus temas recorrentes, abordado logo na sua
primeira longa-metragem “Proibito rubare” (1946), assim como no drama
psicológico “O Incompreendido” (1967) e na série para televisão “As
Aventuras de Pinóquio” (1972).
Durante
a sua longa carreira, que conta com cerca de cinquenta filmes e algumas séries
e filmes de televisão, dirigiu os mais importantes actores italianos da época
como Vittorio de Sica, Gina Lollobrigida, Alberto Sordi, Nino Manfredi,
Marcello Mastroianni, Ugo Tognazzi e Claudia Cardinale.
Comencini
ficou a dever a sua fama internacional sobretudo à comédia “Pão, Amor e
Fantasia” (1953), interpretado por Vittorio de Sica e Gina Lollobrigida,
que ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim.
Em
1974, o seu filme “Delitto d’amore” representou a Itália no Festival
de Cannes e, em 1986, realizou “Un ragazzo di Calábria”, que foi
apresentado a concurso no Festival de Veneza em 1987, numa edição em que Comencini
recebeu o Leão de Ouro pela sua carreira de realizador.
Luigi
Comencini, que foi feito Cavaleiro da Grã-cruz da Ordem de Mérito da
República Italiana em 1996, teve quatro filhas, todas elas tendo seguido
carreiras no cinema.
terça-feira, 5 de abril de 2016
5 DE ABRIL - MARIA GRIPE
EFEMÉRIDE
– Maria Walter Gripe, escritora sueca de livros para crianças e
adolescentes, morreu em Estocolmo no dia 5 de Abril de 2007. Nascera em
Vaxholm, em 25 de Julho de 1923. Os seus livros têm por vezes um tom mágico e
místico.
Logo
após os estudos, começou a escrever romances para a juventude, cujas capas eram
quase sempre ilustradas pelo marido, o artista sueco Harald Gripe.
O
seu grande sucesso começou em 1961, com a publicação de “Chamo-me Josefina”,
a que se seguiram “Hugo e Josefina” e “Eu sou Hugo”.
Maria
Gripe viveu muitos anos em
Nyköping. Foi diversas vezes premiada, tendo recebido – em
1974 – o prestigioso Prémio Hans Christian Andersen. As suas obras foram
traduzidas em cerca de trinta idiomas.
O
livro “Hugo e Josefina” (1962) foi adaptado ao cinema em 1967, com o
mesmo título. A sua obra “O Castelo das crianças” inspirou uma outra
película em 1998 – “Glasblåsarns barn”. Maria Gripe morreu em sua casa,
aos 83 anos, vítima de doença causada por um vírus.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
4 DE ABRIL - JOAQUIM HORTA
EFEMÉRIDE
– Joaquim Horta, actor português, nasceu em Lisboa no dia 4 de Abril de 1974.
Estudou Geografia e Planeamento Regional na Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, onde integrou o Grupo de Teatro, sob a
direcção de Ávila Costa.
Fez
parte do elenco de peças como “Os Carnívoros” de Miguel Barbosa (1996) e
“Cerimonial para Um Massacre” de Jorge Lima Alves (1997). A experiência
levá-lo-ia a ingressar na Escola Superior de Teatro e Cinema. Em 1999,
frequentou também as formações do projecto da UNESCO – Chair
International Theatre Institute – International Workshops of Drama Schools,
na Roménia.
Trabalhou
nas companhias Pogo Teatro, Companhia Absurda e Depois da
Uma... Teatro. Dirigido por Jorge Silva Melo, representou as peças “A
Queda do Egoísta Johan Fatzer” (1998) e “Na Selva das Cidades”
(1999), ambas de Bertold Brecht.
Criou
e dirigiu o projecto “Ruído” (2000), e participou e criou – com João
Meireles – “Mikado”, um espectáculo baseado em textos de Álvaro Lapa,
Alberto Cinza e William Burroughs (1999). Com Lúcia Sigalho, na Companhia
Sensurround, interpretou “Dedicatórias” (2000). Em 2001, esteve em
cena no Teatro da Garagem com “Migalhas de um Deus Intratável”,
autoria e encenação de Carlos J. Pessoa. Em 2006, apresentou-se na Galeria
Zé dos Bois com “Da Felicidade”.
Actor
regular na televisão, destacou-se na novela “Amanhecer” (2003),
começando a ganhar destaque na ficção portuguesa (2004 – “Queridas Feras”:
2005 – “Ninguém como Tu”; e 2006 – “Fala-me de Amor”). Integrou
ainda o elenco dos telefilmes “Só por Acaso” de Rita Nunes (2003) e “Cavaleiros
de Água Doce” de Tiago Guedes (2001).
Em
2008/09, participou na novela da TVI “Deixa Que Te Leve”. Em
2010, entrou na série de 15 episódios “Maternidade”, na RTP1.
No
cinema, apareceu em “António, Um Rapaz de Lisboa” de Silva Melo (1999);
na curta-metragem de Gonçalo Galvão Teles “Outro Lado do Arco-Íris”
(2004); e em “Mouth to Mouth”, uma co-produção internacional de Alison
Murray (2004).
Fez
o papel de Rui Paredes, na novela da TVI “Sedução” e integrou igualmente
do elenco da novela da SIC “Mar Salgado”.
domingo, 3 de abril de 2016
3 DE ABRIL - MIGUEL BOSÉ
EFEMÉRIDE
– Miguel Bosé Dominguín (Luis Miguel González Bosé, nome de baptismo),
cantor, compositor e actor ítalo-espanhol, nasceu no Panamá em 3 de Abril de
1956.
É
filho do toureiro espanhol Luis Miguel Dominguín e da actriz italiana Lucia
Bosè. O padrinho do seu baptizado foi Luchino Visconti.
Gravou
cerca de 40 discos entre 1975 e 2015, tendo participado em mais de 30 filmes
(1972/1998) e em numerosos shows na televisão. É actualmente director de
teatro.
Iniciou-se
no cinema aos quinze anos, ao lado da mãe. Um dos seus melhores filmes foi “De
Salto Alto” de Pedro Almodôvar (1991).
Em
2000, foi recompensado com um Disco de Platina no Hard Rock do
México, pelas vendas do seu álbum “O Melhor de Bosé”. Em 2008, ganhou
vários prémios discográficos. Nesse mesmo ano, recebeu a Medalha de Ouro das
Belas-Artes do Ministério da Educação, da Cultura e dos Desportos de
Espanha.
Em
Março de 2011, anunciou ao mundo o nascimento de dois gémeos (Diego e Tadeo).
sábado, 2 de abril de 2016
2 DE ABRIL - JOSÉ DA SILVA LOPES
EFEMÉRIDE
– José da Silva Lopes, economista e político português, morreu em Lisboa no
dia 2 de Abril de 2015. Nascera em Ourém, em 10 de Maio de 1932.
Licenciado
em Economia e Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas
e Financeiras, iniciou a sua carreira no Ministério da Economia, em
1955, ocupando-se do processo de adesão de Portugal à EFTA e ao GATT.
Em
1969, deixou aquelas funções para integrar o Conselho de Administração da Caixa
Geral de Depósitos, dirigindo simultaneamente o Gabinete de Estudos e
Planeamento do Ministério das Finanças até 1974. Em 1972, foi
chefe-adjunto nas negociações do Acordo de Comércio Livre com a CEE.
Em Junho desse ano foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo.
Foi
governador do Banco de Portugal de 1975 a 1980. Fez parte dos primeiros
quatro governos provisórios do pós-25 de Abril e, mais tarde, foi
ministro das Finanças e do Plano (1978). Administrador e representante
de Portugal junto do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento
entre 1991 e 1993, exercia funções como consultor do FMI e do Banco
Mundial desde 1980.
Foi
presidente da comissão criada para estudar as empresas públicas não financeiras
em 1981 e deputado à Assembleia da República, entre 1985 e 1987, pelo Partido
Renovador Democrático. Entre 1988 e 1995, presidiu diversas comissões para
a reforma dos Sistemas Fiscal e Financeiro. Presidiu também o Conselho
Económico e Social entre 1996 e 2003.
Na
banca privada, foi técnico consultor do Banco Lisboa & Açores de
1965 a 1969 e presidiu ao Conselho de Administração do Montepio Geral de
2004 a 2008, após o que – com 76 anos de idade – passou à situação de
reformado. Desde então, passou a ser solicitado com frequência para comentar
temas económicos nos jornais e em canais de televisão, nomeadamente na TVI24.
Proferiu
conferências em Portugal e no estrangeiro, publicou várias dezenas de artigos e
é autor do livro “A Economia Portuguesa desde 1960”, publicado em 1999.
O presidente da República Jorge Sampaio concedeu-lhe a Grã-Cruz da Ordem
Militar de Cristo em Maio de 2003.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
1 DE ABRIL - HELENA RUBINSTEIN
EFEMÉRIDE
– Helena Rubinstein, de seu verdadeiro nome Chaja Rubinstein,
empresária e cosmetóloga polaco/norte-americana, morreu em Nova Iorque no dia 1
de Abril de 1965. Nascera em Cracóvia, em 25 de Dezembro de 1870. Nasceu no
então Império Austro-Húngaro, no seio de uma modesta família judia ortodoxa.
Apaixonou-se
por um rapaz não judeu com quem queria casar, mas o pai não a autorizou. Quis
começar a estudar medicina e a família recusou também. Refugiou-se então em
casa de uma tia que vivia em Viena e, aos 21 anos, partiu para a Austrália,
onde morava um outro tio. Assim, conseguiu fugir a um casamento “negociado”
pela família com um viúvo rico.
Trabalhou
como empregada doméstica durante três meses, o tempo de aprender inglês e
preparar um projecto profissional. Inspirada por um unguento que recebera de um
químico húngaro, o creme Valaze, uma mistura de ervas, cascas e
amêndoas, criou a sua própria pomada para tratamento da pele. Face ao sucesso
obtido junto das amigas, criou a sociedade Helena Rubinstein e abriu a
sua primeira boutique em
Melbourne. Produziu outros cremes, loções e sabões. Instalou
o primeiro salão de beleza do mundo em 1912.
Em
virtude do êxito conseguido, cedeu a boutique e o salão de beleza a uma das
suas irmãs para poder percorrer o mundo e encontrar-se com outros empresários,
cientistas (dermatologistas e especialistas em dietas) e igualmente com
artistas que pudessem mediatizar os seus produtos.
Casou-se,
teve dois filhos e fixou-se em Inglaterra, onde abriu uma loja em Londres (1908).
Consultou a cientista Marie Curie, para perceber o funcionamento da pele.
Simultaneamente, convenceu os médicos de que «a beleza não era uma coisa
fútil». Abriu uma nova boutique, em Paris (1912). Desde 1910, estabelecera
a classificação das peles (gorda, seca e normal).
Em
Paris, relacionou-se com artistas famosos como Marc Chagall, Louise de
Vilmorin, Colette, Salvador Dali, Pablo Picasso e Jean Cocteau, que a chamava «Imperatriz
da Cosmética e da Beleza». No seu salão parisiense, propunha
igualmente massagens, o que em breve se tornaria uma moda.
Em
1914, deixou o marido e os filhos na Europa, que estava em guerra, e
instalou-se nos Estados Unidos. Foi em Nova Iorque que abriu o primeiro “instituto
americano”, seguindo-se Chicago e Boston. Nos EUA, ela tinha a concorrência de
Estée Lauder e de Elisabeth Arden, já implantadas no mercado americano.
Em
1928, vendeu as suas sucursais norte-americanas à Lehman Brothers por
7.3 milhões de dólares.
Tornando-se
uma das mulheres mais ricas do mundo, passou a coleccionar casas, jóias e obras
de arte. Divorciou-se do marido em 1937. No ano seguinte, consorcia-se com um
príncipe georgiano.
Durante
a Segunda Guerra Mundial, perdeu toda a sua família polaca e uma parte
dos seus bens na Europa. Tornou-se fornecedora de maquilhagens, camuflagens,
produtos desmaquilhadores e cremes solares ao exército americano.
Helena
Rubinstein, quando morreu aos 94 anos, deixou ao seu filho sobrevivente uma
fortuna colossal, quinze fábricas e 30 000 empregados em todo o mundo. A
família vendeu as suas numerosas obras de arte. A marca “Helena Rubinstein”
foi vendida em 1973 ao grupo Colgate-Palmolive, que a revendeu por sua
vez à L'Oréal em 1988.
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