sexta-feira, 15 de julho de 2022

15 DE JULHO - PEDRO CARVALHO

EFEMÉRIDE - Pedro José Geraldes de Carvalho, actor e modelo português, nasceu na Guarda em 15 de Julho de 1985.

Pedro Carvalho cresceu no Fundão, onde viveu até aos 17 anos, quando se mudou para Lisboa para poder seguir a carreira de actor.

Concluiu o curso profissional da ACT - Escola de Actores para Cinema e Televisão em 2007 e, desde então. tem trabalhado em televisão, cinema e teatro. É irmão gémeo do também actor e modelo Filipe Carvalho.

Até agora, Pedro Carvalho, já protagonizou 17 trabalhos paras televisão, em diversos canais (2004/2021), 13 filmes (2005/2022) e duas peças de teatro (2006/2008).

Foi nomeado para vários prémios, tendo conquistado o Troféu TV 7 Dias, na categoria de Melhor Actor de Telenovela, com o seu desempenho em “Remédio Santo” (2011).

quinta-feira, 14 de julho de 2022

14 DE JULHO - PEDRO SIZA VIEIRA

EFEMÉRIDE - Pedro Gramaxo de Carvalho Siza Vieira, advogado e político português, nasceu em Lisboa no dia 14 de Julho de 1964. Assumiu o cargo de ministro adjunto de Portugal em21 de Outubro de 2017, acumulando as funções de ministro adjunto e da Economia a partir de15 de Outubro de 2018. Foi ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital no XXII Governo Constitucional.

Filho de António Carlos (Carneiro) de Melo Siza Vieira e de sua esposa, Maria Irene da Silva Gramaxo de Carvalho, sobrinho paterno de Álvaro Siza Vieira e primo-irmão de Álvaro Leite Siza, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 1987. Após o ensino superior, trabalhou na companhia de seguros Império, deu aulas na referida Faculdade e desempenhou o cargo de colaborador de um advogado.

Em 1988, Magalhães e Silva, então recém-nomeado secretário adjunto para a Administração e Justiça de Macau, ao formar a sua equipa de trabalho, pediu a António Costa que lhe recomendasse alunos de Direito, sendo Siza Vieira um dos recomendados, juntamente com Diogo Lacerda Machado e Eduardo Cabrita, hoje seu colega de Governo, como ministro da Administração Interna. A estes juntou-se mais tarde Jorge Costa Oliveira, actual secretário de Estado da Internacionalização.

Siza Vieira permaneceu em Macau durante dois anos, regressando a Lisboa em 1990, onde finalizou o estágio num escritório de advogados. Começou então a trabalhar na Câmara Municipal de Lisboa, como assessor jurídico de Jorge Sampaio, que então era presidente da autarquia, exercendo essas funções até 1992.

Foi militante do Partido Socialista na primeira metade da década de 1990, abandonando depois a militância para se dedicar à advocacia.

Entre 1992 e 2001, passou a integrar a então J. M. Galvão Teles, Bleck, Pinto Leite & Associados, hoje Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados - MLGTS.

Saiu dessa empresa em 2001, com uma equipa de sócios, para fundar a Bleck, Soares, Siza, Cardoso, Correia & Associados (BSC), que se dissolveu em 2002, para dar origem à Linklaters Portugal.

Entre 2006 e 2016, foi managing partner da Linklaters, sucedendo a Jorge Bleck nessa posição. Na qualidade de sócio da Linklaters, participou no dossier da Oitante, sociedade que ficou com os activos tóxicos do Banif. Foi também através desta firma que assessorou Humberto Pedrosa na privatização da TAP, de que é hoje um dos accionistas.

Entre 2008 e 2011, foi membro da direcção da Associação das Sociedades de Advogados de Portugal. Desde 2013 que preside à Associação Portuguesa de Arbitragem.

Tem sido nomeado por António Costa para o exercício de diversos cargos públicos no XXI Governo Constitucional, pelo qual foi nomeado membro da Estrutura de Missão para a Capitalização das Empresas, sob proposta conjunta dos ministros das Finanças, do Planeamento e das Infra-estruturas e da Economia. Segundo a nota curricular do advogado, anexada à resolução do Conselho de Ministros e publicada em “Diário da República”, Pedro Siza Vieira «evidencia uma actividade académica e um percurso profissional de reconhecido mérito na área jurídica, que justificam a proposta conjunta dos referidos ministros e a sua nomeação».

Faz ainda parte do grupo de trabalho da reforma da supervisão financeira e integra também um grupo com a missão de encontrar soluções para o crédito malparado na banca.

Em 18 de Outubro de 2017, foi nomeado ministro adjunto do XXI Governo Constitucional de Portugal, em substituição de Eduardo Cabrita, nomeado ministro adjunto por António Costa.

É casado com Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

Em 5 de Novembro de 2020, foi noticiado que estava a ser, a par do secretário de Estado adjunto e da Energia, João Galamba, e doutros membros do Governo, alvo duma investigação encabeçada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), e uma Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ), por indícios de tráfico de influências e de corrupção, entre outros crimes económico-financeiros, nomeadamente de favorecimento do consórcio EDP/Galp/REN no milionário projecto do hidrogénio verde para Sines.

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal veio posteriormente a desmentir que o ministro estivesse sob investigação e confirmou que não tinha sido alvo de escutas telefónicas, ao contrário do que a revista “Sábado” tinha noticiado.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

13 DE JULHO - HARRISON FORD

EFEMÉRIDE - Harrison Ford, actor norte-americano, conhecido por actuar como Han Solo na saga “Star Wars, Indiana Jones” na franquia “Indiana Jones” e Rick Deckard em “Blade Runner” e “Blade Runner 2049”, nasceu em Chicago no dia13 de Julho de 1942.

Filho de pai irlandês e mãe judia russa, Ford frequentou a Faculdade de Inglês e Filosofia. Estreou-se no cinema em 1966, fazendo uma ponta em “O Ladrão Conquistador”.

Desanimado com a sucessão de papéis insignificantes e com mulher e dois filhos para sustentar, Harrison Ford largou tudo em 1970, para ser carpinteiro. Porém, um de seus fregueses intercedeu junto do realizador George Lucas para que ele fosse escolhido para o elenco de “American Graffiti - Loucuras de Verão”, que se revelou um estrondoso sucesso. Então, em 1973, ele voltou ao cinema, de onde não saiu mais.

Quatro anos depois, Ford tornou-se mais conhecido com o papel de Han Solo, em “Star Wars”. O personagem Indiana Jones, em “Raiders of the Lost Ark”, de Steven Spielberg, em 1981, consolidou a sua posição de estrela.

Ele voltou a encarnar o papel de Indiana em outras três sequências da série. Em 1982, ele interpretou Deckard no clássico filme de ficção científica “Blade Runner”, do director Ridley Scott. Em 1986, Ford foi nomeado para o Oscar de Melhor Actor, por “Witness”.

Harrison Ford possui dois recordes no “Guinness Book”, o de actor que gerou o maior lucro de bilheteria e o de actor a ter o maior número de filmes que ultrapassaram a marca de cem milhões de dólares nas bilheterias nos Estados Unidos. Possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada no Hollywood Boulevard.

O seu primeiro casamento, com Mary Marquardt, durou de 1964 a 1979 e nasceram dois filhos. O segundo casamento, em 1983, com a guionista do filme “E.T. the Extra-Terrestrial”, Melissa Mathison, terminou em Novembro de 2004 e eles também tiveram dois filhos.

Actualmente, está com a actriz Calista Flockhart, com quem se casou em 15 de Junho de 2010, após 8 anos de relacionamento.

Também fez Indiana Jones na série de tv “The Young Indiana Jones Chronicles” no episódio “Mistérios do Blues”.

Recebeu várias nomeações pare os Globos de Ouro, o BAFTA e os MTV Movie Awards.

Ganhou o Prémio Cecil B. DeMille m 2002, concedido pela Associação de Críticos Estrangeiros de Hollywood.

Recebeu o Prémio César Honorário em 2010, concedido pela Academia das Artes e Técnicas do Cinema.

terça-feira, 12 de julho de 2022

12 DE JULHO - LIONEL JOSPIN

EFEMÉRIDE - Lionel Jospin, político francês, nasceu em Meudon no dia 12 de Julho de 1937. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da França, pelo Partido Socialista (PS), entre 3 de Junho de 1997 e 6 de Maio de 2002. Em 22 de Março de 2005, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal.

Membro do Partido Socialista, Lionel Jospin chegou em 1981 ao cargo de primeiro-secretário de sua agremiação política, substituindo o recém-empossado presidente François Mitterrand. Entre 1988 e 1992, foi ministro da Educação. Nesse período, foi também o número dois nos governos de Michel Rocard.

Após atravessar um período sem exercer cargos governativos, em 1994 anunciou a sua candidatura à presidência, frente a Jacques Chirac e na sequência de Jacques Delors ter abdicado de apresentar a sua própria candidatura. Jospin perdeu as eleições, mas conquistou 47,5% dos votos.

De derrotado nas presidenciais, Jospin passou a vencedor nas legislativas. Como na época o mandato presidencial tinha a duração de sete anos e as legislaturas duravam apenas cinco, Chirac decidiu dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições legislativas antecipadas após dois anos no poder. O presidente acreditava que, graças aos seus índices de aprovação, seria possível vencer a disputa e, dessa forma, garantir o domínio da direita no parlamento durante todo o seu período como chefe de Estado.

O resultado do pleito viria a frustrar os objectivos do presidente, sagrando como vencedora a coalizão oposicionista liderada por Jospin. Em consequência, o socialista assumiu o cargo de primeiro-ministro no dia 2 de Junho de 1997, no terceiro caso de coabitação da história republicana francesa.

O seu governo baseou-se numa aliança de diversos partidos progressistas baptizada de Esquerda Plural e composta pelo Partido Socialista, pelo Partido Comunista, pelos Verdes e pelo Partido Radical de Esquerda.

Em 2002, Jospin foi mais uma vez candidato à presidência da república, sendo tido na ocasião como o favorito para disputar o segundo turno contra Chirac, que se apresentava para a reeleição. As eleições foram marcadas pelo facto dos partidos que garantiam a base parlamentar do governo socialista terem lançado candidatos próprios à presidência, como Noël Mamère (Verdes), Robert Hue (PCF) e Christiane Taubira (PRG).

A dispersão de votos à esquerda e o surpreendente desempenho de Jean-Marie Le Pen, candidato do partido de extrema-direita Frente Nacional, relegaram Lionel Jospin para o terceiro lugar na primeira volta do escrutínio, excluindo-o da disputa. Decepcionado com tal insucesso eleitoral, Jospin anunciou a sua retirada do mundo da política logo após a apuração dos votos e a confirmação dos resultados.

Na ocasião, declarou: «Para além da demagogia da direita e da dispersão da esquerda que tornaram possível esta situação, eu assumo plenamente a responsabilidade deste fracasso e tiro dele as conclusões, retirando-me da vida política após o fim da eleição presidencial.».      

segunda-feira, 11 de julho de 2022

11 DE JULHO - CARLOS BICA

EFEMÉRIDE - Carlos Bica, contrabaixista português, radicado em Berlim, na Alemanha desde 1994, nasceu em Lisboa no dia 11 de Julho de 1958.

De entre todos os músicos de jazz portugueses, ele é, possivelmente, aquele que alcançou maior projecção na Europa. A sua actividade estende-se a vários países, da Ásia e Europa, incluindo Portugal, onde se apresenta e grava com alguma regularidade, e contabilizando colaborações com vários músicos da cena internacional.

Carlos Bica estudou na Academia dos Amadores de Música em Lisboa e no Conservatório Nacional de Lisboa. Durante os estudos, foi membro da Orquestra de Câmara de Lisboa, representando Portugal em vários festivais internacionais. Em 1982, prosseguiu os estudos na Hochschule für Musik em Würzburg. Foi “Músico do Ano”, em Portugal, em 1998. Tocou nos mais importantes festivais de jazz na Europa, Canadá e Ásia.

Desde 1985, trabalhou - durante vários anos - com a vocalista Maria João, de que resultaram os álbuns “Conversa” e “Sol” - uma cooperação que lhe permitiu estabelecer-se na cena internacional. Também trabalhou com os cantores de fado Carlos do Carmo e Camané, bem como com José Mário Branco, Pedro Caldeira Cabral e Janita Salomé.

Criou, em 1989, com José Peixoto o grupo Cal Viva.

Desde 1994, vive em Berlim. Com Frank Möbus (guitarrista) e Jim Black (baterista), fundou o trio Azul, com o qual editou sete álbuns e realizou inúmeras tournées internacionais.

Na Expo 98 em Lisboa, apresentou o projecto Diz, com a actriz e cantora Ana Brandão, que ultrapassou as fronteiras entre fado, canção, música de teatro, música clássica, jazz e improvisação.

Bica também tocou no trio de João Paulo Esteves da Silva juntamente com Peter Epstein e no trio Essência com Gebhard Ullmann e Sylvie Courvoisier.

O seu espectáculo de contrabaixo a solo, eme 2005, foi publicado no álbum “Single”.

É membro do grupo Tango Toy de Paul Brody, colaborou com Sven Klammer e Kalle Kalima, e também com Kristiina Tuomi.

Adicionalmente, ao longo da carreira, trabalhou com músicos como Ray Anderson, Kenny Wheeler, Aki Takase, Paolo Fresu, Julian Argüelles, Steve Argüelles, Lee Konitz, Mário Laginha, Matthias Schubert, Markus Stockhausen, António Pinho Vargas e Alexander von Schlippenbach, entre outros.

Carlos Bica compôs também para várias produções de teatro, dança e cinema.

O álbum “Azul” com Frank Möbus e Jim Black, foi eleito em 1996 Álbum de Jazz do Ano, em Portugal, pelo programa Cinco Minutos de Jazz da Antena 1.

Carlos Bica foi eleito em 1998 Músico de Jazz do Ano em Portugal.

O álbum “Diz” com Ana Brandão e o projecto Diz receberam o prémio de Melhor Disco Do Ano da Antena 1/ Cinco minutos de Jazz.

Carlos Bica foi distinguido com o Prémio Carlos Paredes 2011, pelo álbum “Matéria-Prima” editado em 2010 pela editora Clean Feed Records.

O júri constituído pelos mais relevantes críticos portugueses de Jazz, elegeu Carlos Bica como Músico do Ano e o seu novo álbum “More Than This” com o trio Azul, como o Melhor Álbum de Jazz de 2016.

No âmbito da primeira edição dos Prémios RTP/Festa do Jazz, o grupo Carlos Bica & Azul foi eleito em 2017 vencedor na categoria Prémio Grupo do Ano.

domingo, 10 de julho de 2022

10 DE JULHO - JAIME MAGALHÃES

EFEMÉRIDE Jaime Fernandes Magalhães, ex-jogador de futebol português, que actuava como médio, nasceu no Porto em 10 de Julho de 1962.  Foi várias vezes campeão nacional, entre o início da década de 1980 e meados da década de 1990.

Representou sempre o FC Porto, exceptuando a época de 1995/1996, em que jogou pelo Leça FC.

Do seu palmarés fazem parte: uma Taça dos Campeões Europeus (1986/87), uma Taça Intercontinental (1987), uma Supertaça Europeia (1987/88), seis Campeonatos Nacionais (1984/85, 1985/86, 1987/88, 1980/90, 1991/92 e 1992/93), quatro Taças de Portugal (1983/84, 1987/88, 1990/91 e 1993/94) e oito Supertaça Cândido de Oliveira (1980/81, 1982/83, 1983/84, 1985/86, 1989/90, 1990/91, 1992/93 e 1993/94).  Foi ainda finalista vencido, na edição de 1983/84 da Taça das Taças, em Basileia.

Foi internacional “A” 20 vezes, entre 1981 e 1992.

sábado, 9 de julho de 2022

9 DE JULHO - CLARISSE CRUZ

EFEMÉRIDE - Clarisse Cruz, atleta olímpica portuguesa especializada na corrida de 3000 metros com obstáculos, nasceu em Ovar no dia 9 de Julho de 1978.

Em 2004, no Campeonato Ibero-Americano de Atletismo conquistou a medalha de prata na prova feminina de   3000 metros obstáculos com o tempo de 9: 55,24.

Nos Jogos Olímpicos de 2008, correu na 1ª bateria da 1ª ronda de 3000 metros com obstáculos, terminando em 34º lugar com o tempo de 9: 49,45.

Competiu na prova feminina de 3000 metros obstáculos no Campeonato Mundial de Atletismo de 2005. No 1º round terminou em 10º lugar, na 1ª bateria, com o tempo de 10: 06,96, não se classificando para a final.

Competiu nos 3000 metros com obstáculos no Campeonato da Europa de Atletismo de 2012, qualificando-se no 1º round com o seu novo recorde de 9:40.30. Na prova final alcançou o 9º lugar com o tempo de 9:47.76.

Nesse mesmo ano, competiu na prova feminina de 3000 metros com obstáculos nos Jogos Olímpicos de 2012. Classificou-se para a final com o seu melhor tempo de 9h30.06. Terminou em 11º lugar na final com o tempo de 9: 32,44.

Em 17 de Agosto de 2021, foi agraciada com a Medalha de Mérito Municipal de Ovar (Grau Cobre).

sexta-feira, 8 de julho de 2022

8 DE JULHO - ELSA MARTINELLI

EFEMÉRIDE - Elsa Martinelli, de seu verdadeiro nome Elsa Tia, actriz italiana, morreu em Roma no dia 8 de Julho de 2017. Nascera em Grosseto, em 30 de Janeiro de 1935.

Começou a sua carreira em Roma, como modelo e, depois, fazendo pequenos papéis em filmes italianos.

Em 1953, foi para Nova Iorque, sem saber inglês e com USD 20 no bolso, aspirando uma carreira de modelo e actriz nos Estados Unidos.

Três anos depois, conseguiu o seu primeiro papel importante em Hollywood, no filme “The Indian Fighter”, com Kirk Douglas, descoberta por ele na capa de uma revista de moda. No mesmo ano, Elsa ganhou o Urso de Prata de Melhor Actriz no Festival de Berlim, no papel principal de Donatella, de “Mario Monicelli”.

Desde então, dividiu a sua carreira entre a Europa e os Estados Unidos, trabalhando em filmes como “Hatari!” (1962) com John Wayne, “O Processo” (1962) com Anthony Perkins e Jeanne Moreau, “The VIPs” (1963) com Richard Burton e Elizabeth Taylor e “Candy” (1968), uma superprodução com um elenco multe estrelar que incluía Marlon Brando, Charles Aznavour, Richard Burton e o beatle Ringo Starr.

A partir da década de 1970, em que se tornou personagem frequente do jet-set internacional, ao lado de personalidades como Aristoteles Onassis, Maria Callas e Carlo Ponti, ela passou a dedicar a sua carreira a telefilmes e a mini-séries de televisão da RAI e chegou a trabalhar como decoradora de interiores em Roma, nos anos 1980.

Elsa foi casada com o conde Franco Mancinelli Scotti di San Vito, entre 1957 e 1960, com quem teve uma filha, Cristiana, nascida em 1956 e também actriz.

Martinelli falece na capital italiana,  aos 82 anos de idade.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

7 DE JULHO - GEORGE CUKOR

EFEMÉRIDE George Dewey Cukor, realizador de cinema norte-americano de ascendência húngara-judaica, nasceu em Nova Iorque no dia 7 de Julho de 1899. Morreu em Los Angeles, em 24 de Janeiro de 1983.

Filho de um advogado oriundo da Hungria, Cukor estreou-se no cinema como assistente-técnico, em 1918. Em 1926, ao levar para o teatro o romance “O Grande Gatsby” de Scott Fitzgerald, conheceu o sucesso. Da Broadway, migrou para Hollywood, em 1929.

Conhecido pela sensibilidade com que tratava temas relacionados com o universo feminino, era um artesão subtil de comédias e foi frequentemente um forte concorrente ao Oscar de Melhor Realizador, que conquistou em 1964, com comédia musical “My Fair Lady”.

Além de “My Fair Lady”, ele conquistou o público e a crítica com filmes como “A Costela de Adão”, “A Mulher Absoluta”, “Nasce uma Estrela” (com Judy Garland), “Justine”, “Viagens com Minha Tia” e “Ricas e Famosas”, o seu derradeiro filme.

Foi nomeado cinco vezes para o Oscar de Melhor Realizador, com “Little Women” (1933), “The Philadelphia Story” (1940), “A Double Life” (1947), “Born Yesterday” (1950) e “My Fair Lady” (1964), de que foi vencedor.

Ganhou o BAFTA de Melhor Filme, com “Let’s Make Love” (1960) e “My Fair Lady” (1964).

Ganhou um Leão de Ouro no Festival de Veneza em 1982, em homenagem à sua carreira.

Colaborou dez vezes com Katharine Hepburn, com a qual realizou alguns dos seus melhores filmes.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

6 DE JULHO - BRANDON DEWILDE

EFEMÉRIDE - André Brandon deWilde, actor norte-americano de origem holandesa, morreu em Denver, no Colorado, em 6 de Julho de 1972. Nascera em Brooklyn, Nova Iorque, no dia 9 de Abril de 1942. Imortalizado pela sua interpretação do menino Joey Starrett, no filme “Os Brutos Também Amam” (1953), de George Stevens.

Nascido de mãe actriz e pai director teatral, deWilde estreou-se de forma auspiciosa nos palcos - a peça “The Member of the Wedding” foi um retumbante sucesso, com 572 apresentações. Com apenas oito anos de idade, ele tornou-se o primeiro actor/criança a receber o conceituado Prémio Donaldson, na categoria de Melhor Estreante da Temporada 1949/1950. Repetiria o mesmo papel, quando o realizador Fred Zinnemann o convidou para a versão cinematográfica da peça “The Member of the Wedding”, em 1952.

George Stevens deu-lhe o papel da sua vida, o do pequeno Joey, no faroeste clássico “Os Brutos Também Amam”. A sua interpretação valeu-lhe uma nomeação para o Oscar de Melhor Actor coadjuvante. Passou a encarnar adolescentes em produções de prestígio, como “A Passagem da Noite” (1957), de James Neilson, ao lado de James Stewart e Audie Murphy, “O Anjo Violento” (1962), de John Frankenheimer, estrelado por Eva Marie Saint, e “O Indomado” (1963), de Martin Ritt, com Paul Newman.

Entre 1953 e 1954, teve a sua própria série na televisão, “Jamie”, cancelada por problemas contratuais, apesar das boas audiências. Voltou várias vezes ao teatro e, de certa forma cansado dos personagens repetitivos que o cinema lhe impunha, tentou construir uma carreira musical, começando a escrever canções, que apresentava anonimamente num bar de Los Angeles.

Despediu-se dos ecrãs, com a comédia “Wild in the Sky”, de 1972.

DeWilde casara-se em 1963 com Susan Margot Maw, mãe do seu único filho, Jesse. O matrimónio terminou em divórcio em 1970. Em 1972, uniu-se a Janice Gero, mas o casamento acabou de maneira trágica, apenas três meses depois. Na tarde de 6 de Julho daquele ano, deWilde seguia com o seu carro em direcção ao hospital de Denver, onde a sua esposa recuperava de uma cirurgia, quando colidiu violentamente com um camião. Gravemente ferido, faleceu poucas horas depois, aos trinta anos de idade.

terça-feira, 5 de julho de 2022

5 DE JULHO - MARGARIDA CORDEIRO

EFEMÉRIDE - Margarida Martins Cordeiro, médica psiquiatra, psiquiatra e realizadora de cinema documental portuguesa que esteve na vanguarda do Novo Cinema Português, nasceu em Bemposta (Mogadouro) no dia 5 de Julho de 1938.

Com António Reis, destaca-se na vanguarda do Novo Cinema português, na área do documentário, explorando as técnicas do cinema directo.

Co-realizou com António Reis a maior parte dos filmes deste realizador português. O casal tornou-se um caso único e paradigmático do cinema português.

O cinema de António Reis e de Margarida Cordeiro reflecte um universo poético sem paralelo no cinema português, abordando temas ligados à memória e à mitologia popular de Portugal. Iniciou-se na actividade cinematográfica com o filme “Jaime” (1973), como assistente de realização.

Em 1976, lança o seu primeiro filme como co-realizadora, “Trás-os-Montes”, que foi elogiado por críticos e realizadores como Serge Daney ou Jean Rouch. Em 2019, Tiago Baptista, director do Arquivo Nacional de Imagens em Movimento (ANIM) da Cinemateca Portuguesa, revelou que o elevado número de solicitações de “Trás-os-Montes” obrigou à existência de duas cópias em suporte digital.

O seu último filme foi “Rosa de Areia” (1989), concluído cerca de dois anos antes da morte de António Reis.

Após “Rosa de Areia”, o projecto seguinte seria a adaptação da obra-prima do mexicano Juan Rulfo, “Pedro Páramo”, mas Reis morreu em 1991. Segundo uma reportagem especial do jornal “Público”, «Margarida quis continuar a ideia, chegou a ir ao México fazer pesquisas, mas recebeu recusas sucessivas de subsídio até o filme ser aprovado. Nunca chegou a ser feito».

Manuel Mozos, que trabalhou na montagem do “Rosa de Areia”, declarou: «Percebi muito bem o que era um trabalho de um casal, de um par, de duas cabeças que trabalham em conjunto. Mas no sistema português infelizmente a Margarida nunca mais teve hipótese, depois do falecimento do António, de poder continuar uma obra que julgo que manteria no espírito que tinha com o António».

Durante anos a imprensa falava dos filmes como se fossem feitos apenas por Reis e omitia o nome de Margarida o que a levou a apresentar queixas contra os jornais em várias instâncias.

Em 2018, o “Porto/Post/Doc” dedicou uma retrospectiva da obra de António Reis e de sua esposa, Margarida Cordeiro, com cópias digitais preparadas pela Cinemateca Portuguesa.

Em 2019 recebeu o Prémio Nacional Aurélio Paz dos Reis, na 16ª edição da MIFEC - Mostra Internacional de Filmes de Escolas de Cinema.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

4 DE JULHO - JOE BERARDO

EFEMÉRIDE - José Manuel Rodrigues “Joe Berardo, empresário e conhecido coleccionador de arte português, nasceu no Funchal, Santa Luzia, no dia 4 de Julho de 1944.

Joe Berardo é um coleccionador compulsivo. Desde criança que juntava selos, caixas de fósforos ou postais de navios que atracavam na sua ilha. A revista “Exame” avaliou a fortuna de Berardo como a 9ª maior de Portugal, estimando um valor de 589 milhões de euros.

Em 1985, foi agraciado com o grau de comendador, pelo qual ficou conhecido, e em 2004, foi elevado a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. No ano posterior, foi intitulado como cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra, a mais alta condecoração de França.

Filho de Manuel Berardo Gomes e de sua mulher Ana Rodrigues, aos 19 anos emigrou para a África do Sul, onde casou com Carolina da Conceição, com quem tem dois filhos, Renato e Cláudia.

O sentido pelos negócios nasceu em solo africano. Em 1968, ajudou a criar o grupo Egoli Consolidated Mines Limited. O grupo - que congregava diversas explorações mineiras de ouro e de extracção do ouro a partir de recuperação em areias auríferas - transformou-se numa das 100 maiores empresas sul-africanas.

Na década de 1980, chegou a presidente do então Bank of Lisbon, agora Mercantile Bank Holdings do Grupo Caixa Geral de Depósitos.

Em 1989, disse que nunca regressaria a Portugal, facto que não se confirmou. Foi em 13 de Março de 1985 que recebeu o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique entregue pelo então presidente da República, general Ramalho Eanes. Em 4 de Outubro de 2004, recebeu a Grã-Cruz da mesma Ordem.

Em 2009, a sua fortuna caiu quase 30%, para 618 milhões de euros, devido principalmente à desvalorização das suas acções no BCP.

A adesão de Portugal à União Europeia em 1986 e o consequente alargamento, fez o empresário perceber que era a altura de regressar.

Em Portugal, Berardo consolidou o gosto que desenvolvera na África do Sul como coleccionador de obras de arte. O economista Francisco Capelo comprometeu-se em dar à colecção, que até então tinha um conteúdo essencialmente sul-africano, dimensão internacional. Capelo prometeu fazer de Berardo «o senhor Gulbenkian do século XXI».

Críticos mundiais de arte defendem aquilo que o jornal inglês “Independent” noticiou: A colecção de Berardo, uma das melhores colecções privadas da Europa, é superior à de Guggenheim. O resultado superou as expectativas.

Mais de mil obras de arte estão expostas no Centro de Artes Casa das Mudas, na Calheta (Madeira). São solicitadas para integrarem exposições em todo o Mundo, como o Centro Georges Pompidou, em Paris, a Tate Gallery, em Londres, o MoMA e Guggenheim Museum de Nova Iorque ou o Museu Rainha Sofia, em Madrid.

Em Portugal, inaugurou em 1997 o Museu de Arte Moderna. Em Lisboa negociou com o Governo a instalação da sua colecção no Centro Cultural de Belém, para a construção de um pólo central para um museu de arte contemporânea. Depois de, durante mais de dez anos, ter a sua colecção guardada nas instalações do Centro Cultural de Belém, e após ameaçar levar a mesma colecção para o estrangeiro, conseguiu que a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, aprovasse um protocolo que criou o Museu Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, que foi inaugurado no dia 25 de Junho de 2007.

Lançou uma OPA sobre as acções do Sport Lisboa e Benfica em 2007. Joe Berardo queria comprar 85% das acções do clube da Luz, mas apenas obteve a manifestação de vontade de venda de cerca de 1,5%, desistindo do processo.

Berardo é accionista em várias empresas, tais como a Portugal Telecom, Millenium BCP e a Empresa Madeirense de Tabacos.

A figura de Joe Berardo foi relacionada com várias situações controversas que chegaram aos meios de comunicação social:

- Em 1990, Berardo foi citado na Comissão de Inquérito van Zyl pela exportação ilegal de cicadáceas, desviando-as do Transvaal para a ilha da Madeira, tendo declarado o valor das plantas por menos de um décimo do valor de compra. A mesma Comissão apontou para um relacionamento próximo entre Berardo e o líder do Apartheid e ministro dos Negócios Estrangeiros Pik Botha como facilitador destas operações.

- Em 2007, terá aumentado a sua participação no BCP usando um empréstimo de 1 000 milhões de euros, no contexto de uma “guerra” de poder com os outros accionistas. São relatadas ligações suspeitas com os bancos financiadores - BCP do qual era presidente do Conselho de Remunerações e Previdência, CGD e BES - que o fizeram contra uma garantia de apenas 75% da colecção Berardo (avaliada em 316 milhões de euros em 2007).

- Em 2008, o nome de Joe Berardo surgiu na imprensa relacionado com a especulação imobiliária que terá efectuado na Ria de Alvor, tendo o preço da Quinta da Rocha passado de 500 mil para 15 milhões de euros.

- Já em 2009, foi escusado de regularizar os juros do referido empréstimo de 2007, pela nova administração da CGD, uma vez que se tal não fosse feito as garantias teriam que ser activadas, resultando que o banco estatal, dado o veículo financeiro utilizado, passaria a deter uma participação muito significativa (10%) do BCP.

- A 1 de Fevereiro de 2012, foi declarado pela Caixa Geral de Depósitos, pelo Banco Espírito Santo e pelo Banco Comercial Português que haviam desistido de lhe cobrar o dinheiro que lhes era devido.

- Em 2019, torna-se público que Joe Berardo deve 980 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português e Novo Banco.

Dado ser um dos maiores devedores da CGD, Joe Berardo foi chamado no dia 10 de Maio de 2019 a uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos actos de gestão e recapitalização do banco público. Entre 2006 e 2008, a CGD emprestou a entidades na esfera de Berardo - a Fundação Berardo e a empresa Metalgest - mais de 350 milhões de euros.

Os créditos tinham sido concedidos sem as habituais regras de prudência da CGD e mesmo com pareceres condicionados (ou mesmo negativos, no caso da reestruturação de um deles) da Direcção de Risco. Estes créditos acabariam por entrar em incumprimento. Mais ainda, Berardo pediu dinheiro emprestado à Caixa para comprar acções do BCP (na altura, numa luta de poder entre accionistas, com Berardo de um dos lados) e deu como garantia as próprias acções, que viriam a desvalorizar muitíssimo devido à crise financeira. As perdas da Caixa viriam a obrigar o Estado a recapitalizar o banco em 2016 e os contribuintes portugueses foram chamados a pagar quase 4 mil milhões de euros.

Afirmou Berardo na Comissão que não tem dívidas, que não tem património e que foi o mais prejudicado em toda essa história. De facto, existe um parecer da Direcção de Gestão de Risco da Caixa que indica um cenário problemático para o banco: só foi detectada uma garagem no Funchal como «património directo do empresário».

Só entre 2015 e 2017, as empresas de Joe Berardo tinham recebido uma soma superior a 48 milhões de euros em benefícios fiscais.

Confrontado na Comissão Parlamentar pelos deputados com a ideia de que a Caixa «está a custar uma pipa de massa» aos contribuintes, Joe Berardo respondeu: «A mim, não!». Esta e outras frases polémicas despertaram reacções indignadas em geral, desde a Direita até à Esquerda, passando pelo Centro. Luís Marques Mendes acusou o empresário de estar a «gozar com o pagode. Não tem um pingo de vergonha».

Perante as declarações que fez na Assembleia da República, em que afirmou não ter que pagar qualquer dívida aos bancos que lhe emprestaram dinheiro, José Miguel de Alarcão Júdice ameaçou devolver a condecoração que recebeu de grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique se o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, não tirar os graus de comendador e Grã-Cruz a Berardo.

A jornalista Helena Garrido é de opinião que não só o financiamento não deveria ter sido dado, como a CGD não fez tudo o que podia e devia ter feito para o reaver. Ela comenta que os bancos permitiram que alguns dos grandes devedores fizessem desaparecer todos os seus activos.

Após a polémica audição de Joe Berardo na Comissão Parlamentar de Inquérito à Caixa Geral de Depósitos na Assembleia da República, em 17 de Maio de 2019, a Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas publicitou que o Conselho das Ordens Nacionais, presidido pela chanceler Manuela Ferreira Leite, abriu um processo disciplinar a Berardo com vista à sua irradiação da Ordem do Infante D. Henrique, com a inerente perda das duas condecorações (graus de comendador e Grã-Cruz) que possui nesta Ordem.

No dia 29 de Junho de 2021, Joe Berardo foi preso por alegada burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

domingo, 3 de julho de 2022

3 DE JULHO - JOE DERITA

EFEMÉRIDE Curly-Joe DeRita, de seu verdadeiro nome Joseph Wardell, actor norte-americano, conhecido sobretudo por ter participado na série “Os Três Estarolas”, grupo do qual foi o último sobrevivente, morreu em Woodland Hills no dia 3 de Julho de 1993. Nascera na Filadélfia em 12 de Julho de 1909.

Era filho de uma dançarina e de um técnico de palco, sendo o mais novo de 6 irmãos. A sua origem no meio artístico fez com que se estreasse no mundo do espectáculo ainda criança, com a idade de sete anos, juntamente com os pais, na versão teatral de “Peck’s Bad Boy”.

Tomando o nome de solteira de sua mãe, DeRita, juntou-se ao circuito burlesco durante a década de 1920, ganhando fama como comediante. Joe continuou a actuar no estilo cómico até 1942, quando chegou à Califórnia para representar no teatro Music Box, em Hollywood. A sua actuação foi tão boa que a MGM lhe ofereceu um contrato.

A sua estreia cinematográfica, no entanto, deu-se apenas em 1944, no filme “The Doughgirls”, ao lado de Ann Sheridan, para a Warner Bros. Durante este período da sua carreira, actuou noutros filmes, como “The Sailor Takes a Wife” (MGM, 1945) e “People Are Funny” (Paramount, 1946).

Na época da Segunda Guerra Mundial, DeRita actuou junto da USO, realizando diversas viagens pelo mundo com estrelas de Hollywood, como Bing Crosby e Randolph Scott.

Depois de regressar à América, actuou no Hollywood Casino, em Los Angeles, e teve participações em dois programas de rádio com Crosby: “Philco Hall of Fame” e “Cavalcade of America”.

Apesar da sua carreira artística, o nome de Joe DeRita estava longe de ser conhecido. Apenas depois da a sua participação de 12 anos com “Os Três Estarolas” é que, finalmente, conseguiu tornar-se uma celebridade.

The Three Stooges” (“Os Três Estarolas”) era um famoso grupo de comédia formado por Curly Howard, Larry Fine e Moe Howard. O trio estrelou várias curtas-metragens da Columbia Pictures, durante os anos 1930, 1940 e 1950. Curly sofreu um AVC em 1946, o que o forçou a aposentar-se, falecendo alguns anos depois, em 1952. O seu irmão, Shemp Howard, que tinha sido um dos “Três Estarolas” originais, antes de deixar o grupo em 1932 para seguir uma carreira a solo, voltou apenas para substituí-lo temporariamente.

Joe DeRita, já entrava em curtas-metragens da Columbia. O director-produtor dos “Três Estarolas”, Jules White, tentou recrutá-lo para o grupo. No entanto, DeRita começou por recusar.  Entretanto, DeRita gravou um LP em 1950, chamado “Burlesque Uncensored”.

Depós de várias vicissitudes, DeRita voltou a ser convidado para participar no grupo e, dessa vez, aceitou com prontidão.  Apresentou-se pela primeira vez com eles, em 1959, ao vivo. 

A equipa embarcou numa série de seis longas-metragens, começando com “Have Rocket, Will Travel” (1959), que marcou a estreia de Curly-Joe como terceiro Estarola.

Durante a década de 1960, Curly-Joe permaneceu como membro da equipa, participando na série de desenhos animados “The New Three Stooges” (com apresentações ao vivo).  

A idade não perdoa (as doenças também não) e os sucessivos membros do grupo foram-se aposentando e falecendo. O grupo foi dado como extinto.

Em Agosto de 1983, “Os Três Estarolas” ganharam uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood.

Em Julho de 1993, DeRita faleceu de pneumonia, nove dias antes do seu 84º aniversário.  Foi sepultado no Pierce Brothers Valhalla Memorial Park Cemetery, em North HollywoodA sua lápide diz «O Último Estarola». 

sábado, 2 de julho de 2022

2 DE JULHO - ANDREI GROMIKO

EFEMÉRIDE - Andrei Andreievich Gromiko, diplomata e político da União Soviética, morreu em Moscovo no dia 2 de Julho de 1989. Nascera em Starie Gromiki, Gomel, Império Russo (e hoje Bielorrússia), em 18 de Julho de 1909.  Foi presidente da União Soviética entre 1985 e 1988 e ministro das Relações Exteriores durante três décadas.

Depois de estudar Economia, Andrei Gromiko entrou para o serviço diplomático soviético em 1939, quando foi nomeado chefe de seção dos Negócios Estrangeiros encarregado dos assuntos dos EUA.

Em 1943, foi nomeado embaixador em Washington e, como tal, foi a Teerã, Yalta e Potsdam. Em 1946, foi o primeiro representante permanente da URSS no Conselho de Segurança da ONU.

Protegido do Viatcheslav Molotov, ocupou outros postos diplomáticos de alto nível, incluindo o de embaixador no Reino Unido; assumiu o cargo de ministro das Relações Exteriores em 1957. Gromiko ocupou o cargo até a chegada de Mikhail Gorbachev em 1985.

Figura chave da guerra fria, ele esteve no comando da diplomacia soviética sob a liderança de Nikita Khrushchov, Leonid Brezhnev, Iúri Andropov e Konstantin Chernenko.

Participou em todas as grandes questões da época (na crise dos mísseis de Cuba falou pessoalmente John F. Kennedy) e em todas as negociações de controlo de armas.

Ele era um negociador hábil e um político e diplomata que conhecia o seu ofício. Os estudiosos debatem a extensão em que participou na formação da política externa soviética e alguns disseram que era um mero executor. Gorbachev, que subiu a secretário-geral do PCUS, com o seu apoio, «elevou» Gromiko a presidente do Presidium do Soviete Supremo. Ele aposentou-se em 1988 e faleceu em Julho de 1989, não chegando a ir até à queda do Muro de Berlim e ao colapso da própria URSS.

Em 1985, substituiu Konstantin Chernenko como presidente do Soviete Supremo da União Soviética, cargo, que mais tarde, em 1987, dois anos antes de sua morte, abandonaria e seria assumido por Gorbatchov, que por sua vez, daria um novo nome à posição: presidente da União Soviética, suprimindo o Soviete Supremo.

No Ocidente, ficou conhecido como Mr. Niet, ou Sr. Não, por sempre negar as opiniões dos representantes ocidentais para o bem de seu país.

Faleceu prestes a completar 80 anos e foi sepultado no Cemitério Novodevichy, em Moscovo. Anos mais tarde, Lídia Gromiko, sua esposa, foi enterrada ao lado do marido.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

1 DE JULHO - FERNANDO GUEDES

EFEMÉRIDE - Manuel Fernando Ayres Guedes da Silva, escritor e editor português, nasceu no Porto em 1 de Julho de 1929. Morreu em Lisboa no dia 28 de Agosto de 2016.

Dedicou-se essencialmente à poesia, às belas-artes e à história da cultura, estando ligado ao Concretismo português.

Considerado um poeta da geração da Távola Redonda, assim designada porque diversos poetas publicavam os seus poemas na revista “Távola Redonda”.

Entre as revistas em que colaborou a partir de 1950, pode citar-se a “Tempo Presente” que dirigiu de 1959 a 1961.

Foi o fundador da Editorial Verbo em 1958, assumindo ainda o cargo de presidente do Conselho de Administração (2007).

Chefiou a direcção do Grémio Nacional de Editores e Livreiros no período compreendido entre 1968 e 1972 e, mais tarde, entre 1982 e 1986. Chefiou a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros que substituiu o Grémio entretanto extinto.

Ocupou diversos cargos em várias instituições, como n Conselho Consultivo do Instituto Português do Livro, Conselho Consultivo da Fundação António Quadros, Comissão Nacional para a Língua Portuguesa, Conselho Superior das Bibliotecas Portuguesas, consultor da CEE e da Unesco, presidente da Federação dos Editores Europeus (1988 a 1990), presidente da União Internacional de Editores (1992 a 1996) e vogal do Conselho Superior da Universidade Católica Portuguesa. Era académico efectivo da Academia Nacional de Belas-Artes, da Academia Portuguesa da História e da Associação Portuguesa de Historiadores da Arte.

Foi também um dos fundadores da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa.

Foi ainda presidente do clube literário Círculo Eça de Queiroz.

Em 2006, no Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, Fernando Guedes apresentou uma comunicação sobre o tema “Notícia de um fracassado negócio de escravos em tempos do marquês de Pombal”.

Entre os  prémios, homenagens e honrarias recebidas, salientam-se: Doutoramento Honoris causa pela Universidade Internacional Menéndez y Pelayo, de Santander; presidente honorário da União Internacional de Editores; Colar de sócio correspondente português do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro (Câmara Municipal do Porto); Prémio Antero de Quental com a obra “A viagem de Ícaro”; Prémio Nacional de poesia com a obra “Poesias escolhidas 1948 - 1968” (1968); e Prémio Gulbenkian de História Moderna.

Em 28 de Janeiro de 1998, foi feito grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

A 10 de Junho de 2011, foi feito grande-oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Recebeu condecorações do governo francês e da Santa Sé.

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