sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Os meus três campeões...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Venham conhecer os meus gatos!!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

O português NELSON ÉVORA sagrou-se hoje CAMPEÃO DE TRIPLO-SALTO (17,74 m) nos Mundiais de Atletismo do Japão.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

DELÍRIO DE LOBO

Sou animal acossado,
homem perdido,
com futuro ameaçado
e presente sem sentido.
Olho o céu sem fronteiras
e o mar profundo:
- apesar das canseiras
vou ter saudades do Mundo.
O dia vai nascer
e eu já saturado,
ninguém vai entender
este meu triste fado.

Calor abrasador
mas alma gelada:
- adeus, meu amor,
estou de abalada!
Meu tempo acabou,
já nem me reconheço:
- serei quem sou
ou aquilo que pareço?


Gabriel de Sousa
Monte Gordo, 2007-08-10
MEU “ÚLTIMO” VERÃO

Ausentaram-se as cores
O silêncio é tumular
Surgem os temores
Por mais uma noite a chegar.
Luz apagada
Lâmina a retalhar
Perna torturada
De tanto penar.
Janela p’ra olhar
A lua e o espaço
Ondas a beijar
A areia e o cansaço.
O fim a chegar
Cada vez mais velho
A imagem a ficar
Plasmada num espelho.
Foi bom viver
Mas não quero mais voltar
Vive-se a correr
E morre-se devagar.


Gabriel de Sousa
Monte Gordo, 2007-07-31
Explicada a razão de faltarem tantas bagagens no Aeroporto de Lisboa...
(Humor negro)

sábado, 18 de agosto de 2007

A minha terra natal,
Parece um hino de amor
Tem o seu historial
Nas lides do pescador!
Maria José Fraqueza

FUSETA
(Quadras com glosa)


O céu pintado de azul,
Um clima sem igual,
Bem virada para Sul
A minha terra natal

Fuseta fica bem perto,
De lá me chega o calor,
Seu coração bem aberto
Parece um hino de amor

Algarve tem muita fama,
É cantinho ideal,
Como tudo que se ama
Tem o seu historial

Já antes de ter turismo
Tinha muito esplendor:
- Via-se seu dinamismo
Nas lides do pescador!


Gabriel de Sousa


NB - Menção Honrosa nos 37ºs Jogos Florais Internacionais de Nossa Senhora do Carmo – 2007 (Fuseta)

MINHA VIRGEM PADROEIRA

1

Minha Virgem Padroeira
Peço-te em nome dos Povos:
- Haja Paz na Terra inteira
E que venham Tempos novos!
(a)

2

Se não te vir a meu lado
Minha Virgem Padroeira
- Triste será o meu Fado,
Sofrerei a vida inteira!

3

Minha Virgem Padroeira
Não quero esta Tristeza:
- Tanto Pobre à minha beira…
…Junto de tanta Riqueza!


Gabriel de Sousa


(a) - Menção Honrosa nos 37ºs Jogos Florais Internacionais de Nossa Senhora do Carmo - 2007 (Fuseta)


Oh meu ardente Algarve impressionista e mole,
Meu lindo preguiçoso adormecido ao sol,
Meu louco sonhador a respirar quimeras,
Ouvindo, no azul, o canto das esferas

João Lúcio




MEU ALGARVE SONHADOR
 
Quem vem uma vez ao Algarve, vai sempre querer voltar. O clima é bom, as praias são boas, a areia é fina e branca, o mar é sereno, a água é tépida, as gentes são simpáticas e as mulheres são bonitas e têm olhos de encantar. No Verão, vê-se animação por todo o lado, mesmo nas localidades mais pacatas. O clima, consoante a localidade, sofre as influências do Continente Europeu ou do Norte de África, do Atlântico ou do Mediterrâneo.
É um paraíso terrestre mas, porque não queremos quedar-nos pelo turismo e pelo farniente, vamos falar do seu passado e da sua história, embora de maneira muito sucinta.

Em tempos muito distantes, aqui habitaram os cartagineses e os fenícios, que viviam sobretudo de actividades piscatórias, e os romanos e visigodos, que deixaram sinais da sua presença em várias localidades algarvias.
A ocupação mais importante foi, no entanto, a dos árabes que durou cinco séculos. Como é natural, após tão longo período, são inúmeros os vestígios e influências que aqui deixaram. Desde logo o próprio nome - Algarve (Al-Gharb) - e quase todas as palavras começados por “al”, as fisionomias, as típicas chaminés, os azulejos, a arquitectura, a agricultura e as técnicas de rega, as artes de pesca e de construção naval, as ciências e diversos hábitos e particularidades culturais. Aqui estiveram até 1249, sendo então o território conquistado pelos cristãos e passando os nossos monarcas a intitularem-se “Reis de Portugal e dos Algarves”.
O Algarve viria a ter uma importância fundamental na época dos Descobrimentos, sendo um dos principais portos de partida, sobretudo nas rotas para África. Foi de Sagres que o Infante D. Henrique fez o seu quartel-general, fundando um Centro de Estudos, onde foi construído o primeiro observatório astronómico europeu. Foram realizados muitos avanços tecnológicos, tanto nas aéreas da navegação marítima como na própria construção de barcos.

Com o decorrer dos anos, o Algarve foi-se tornando também numa das mais importantes zonas piscatórias portuguesas, com saliência para Olhão, desenvolvendo igualmente a indústria de conservas. Infelizmente, com o andar dos tempos e com o comércio livre, decorrente da entrada na Comunidade Europeia, esta actividade foi enfraquecendo. Continua a ser, no entanto, também neste aspecto, um encanto para os olhos e um prazer para o paladar de quem o visita. Os barcos lá estão, com cores alegres e nomes curiosos, e nos mercados e restaurantes continuamos a poder encontrar o marisco e o peixe fresquíssimo, algumas espécies sendo quase desconhecidas no resto do País. Isto, sem esquecer o Festival do Marisco, que se realiza em Olhão todos os anos pelo mês de Agosto e que atrai muitos milhares de forasteiros.

Voltando ao turismo, razão que traz a maioria dos visitantes à Região, tanto portugueses como estrangeiros, o Algarve Louco e Sonhador também faz sonhar quem aqui vem de férias. E não só na Primavera e no Verão. É curioso o número de pessoas da terceira idade, a maioria estrangeiras, que procuram no Outono e Inverno algarvios, o clima ameno que não encontram nos seus países. Durante todo o ano, de um extremo ao outro, e também no interior, sabe bem estar no Algarve. Quem gosta de água do mar mais quente, escolhe quase pela certa, a zona compreendida entre Olhão e Vila Real de Santo António, passando por Tavira e Monte Gordo. Um saltinho até Espanha, Ayamonte ou mais longe, também fará parte do roteiro do turista, sobretudo o português. Os que escolhem locais mais perto da raia chegam a deslocar-se a Espanha, para fazer certas compras e meter gasolina. Mas para praias, para o peixe e no que concerne à população, quem sabe escolher, fica no Algarve. Aqui encontramos, também, tudo o necessário para ocupar o tempo quando não estamos na praia. Consoante as localidades, temos animações de rua, festivais de música, feiras, parques aquáticos, discotecas, bares, actividades culturais e desportivas, mesmo o futebol. Mil e uma razões para se passar as férias cá dentro e, de preferência, no Algarve.
Gabriel de Sousa

NB - Menção Honrosa nos 37ºs Jogos Florais Internacionais de Nossa Senhora do Carmo - 2007 (Fuseta)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O barco da nossa vida,
Seja qual for a remada,
Leva sonhos à partida,
Traz decepções à chegada!
Armando das Neves Marques

O BARCO DA VIDA
(Quadras com glosa)


Eu sei que vou acabar,
Sinto-me ave perdida,
Agora que vou deixar
O barco da nossa vida.

Ao longe já vejo o fim,
Sinto que a hora é chegada,
Sei que será mesmo assim,
Seja qual for a remada.

Pouco a pouco se descobre
Quanto a vida é sofrida,
Mesmo aquele que é pobre
Leva sonhos à partida.

Eu vi anos a passar
Trazendo nada e mais nada,
O tempo ao desfilar
Traz decepções à chegada!


Gabriel de Sousa

domingo, 15 de julho de 2007

EFEMÉRIDE - Rembrandt Harmenszoon van Rijn, considerado um dos maiores pintores da história da arte barroca europeia e o maior pintor holandês do século XVII, nasceu em Leiden, no dia 15 de Julho de 1606. Morreu em Amesterdão, em 4 de Outubro de 1669, sendo sepultado anonimamente. Viveu numa época que os historiadores denominam a “Era de Ouro da Holanda”, em que este país atingiu o apogeu na política, na ciência, no comércio e na cultura, sobretudo na pintura.
Bastante jovem, estudou latim e frequentou muito brevemente a Universidade de Leiden, demonstrando desde logo o seu interesse pela pintura. Aprendeu com mestres da época e, em breve, abria ele próprio um estúdio, juntamente com um amigo. Aos 21 anos, começou a ensinar.
Em 1629, relacionou-se com Constantijn Huygens, político e poeta, que lhe abriu as portas da corte, de onde recebeu várias encomendas.
Depois de enviuvar, teve uma filha de uma empregada, o que levou a Igreja Protestante Holandesa a excomungá-lo, por «viver em pecado».
Rembrandt gastava mais do que aquilo que ganhava, comprando obras de arte e raridades, o que o levou à bancarrota em 1656. Teve de vender a maioria das suas obras, a própria casa e a sua máquina de impressão.
Além de cerca de 600 pinturas, Rembrandt deixou para a posteridade 300 gravuras e 2000 desenhos. Realizou uma centena de auto-retratos, o que possibilitou seguir a sua evolução pessoal, tanto física como emocional. Ele “pintou-se” sem contemplações, com todos os seus defeitos e rugas.

sábado, 14 de julho de 2007

EFEMÉRIDE - Léo Ferré, anarquista, poeta, compositor e cantor franco-monegasco, morreu em Castellina in Chianti, em Itália, no dia 14 de Julho de 1993. Nascera no Mónaco, em 24 de Agosto de 1916.
Muito cedo, Léo Ferré começou a demonstrar interesse pela música. Aos sete anos, já integrava um coral religioso no Mónaco, onde aprendeu o solfejo e a harmonia. Aos nove anos, os pais puseram-no num pensionato também religioso, em Itália, onde ele ficaria durante oito anos. Aos dez anos, compôs a sua primeira melodia para um poema de Verlaine.
De regresso ao Mónaco, aperfeiçoou-se a tocar piano e obteve o bacharelato de Filosofia. Em 1935, foi para Paris estudar Direito. Licenciou-se em Ciências Políticas quatro anos depois, fazendo em seguida o serviço militar.
Para ser tocada no casamento de uma sua irmã, escreveu uma “Ave-maria” para órgão e violoncelo, que foi tocada na Igreja de São Carlos do Mónaco. Foi em 1941 que começou a compor canções. Trabalhou para a Rádio Monte-Carlo e actuava também em cabarets. Em 1945, encontrou Edith Piaf, que o aconselhou a ir para Paris. Léo Ferre seguiu o conselho e ali escreveu muitas canções de sucesso. Em 1948, compôs “Os amantes de Paris” para Edith Piaf e em 1950 gravou o seu primeiro disco, em que cantou acompanhando-se ao piano. No mesmo ano, representou o papel de pianista no filme “A gaiola de oiro”.
Só em 1952, e depois do seu segundo casamento, começou a viver mais desafogadamente. Cantores, como Henri Salvador e Yves Montand, interpretaram as suas canções, com assinalável êxito. Assinou um contrato com a editora “Odéon”, onde gravou canções que lhe deram fama.
1955 foi o ano da consagração, sendo a vedeta do “Olympia” durante vinte noites. Escreveu depois a sua primeira recolha importante de poemas. Em 1960, passou a fazer parte, juntamente com Charles Aznavour, Henri Salvador, Dalida e Jacques Brel, do grupo de cantores da célebre editora Barclay. Gravou vários álbuns dedicados a poetas de renome, cujas obras passaram a despertar o interesse de um público mais vasto.
Em 1970, instalou-se definitivamente na Toscânia, Itália, mas continuou a actuar em França, gravando a sua obra-prima, o duplo álbum “Amor, Anarquia”. Em 1983, efectuou uma tournée por vários países europeus, que o trouxe também a Portugal. Em 1987, nova digressão pelo estrangeiro, desta vez alargada ao Canadá e ao Japão.
Morreu subitamente no feriado nacional francês - 14 de Julho, a um mês de completar 77 anos. O seu nome ficou como uma grande referência da canção francesa.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

O GATO E O RATO

O rato, com fome, estava na toca e do lado de fora ele ouvia: Miau, miau, miau.
O tempo passava e ele ainda ouvia:
-Miau, miau, miau.
Depois de várias horas, já cansado, o rato ouviu:
- Ão, ão, ão, ão!
Então deduziu:...
Se tem cachorro lá fora, o gato foi embora...
Saiu disparado em busca de comida.
Nem bem saiu da toca, o gato
crau!!...
Inconformado, já na boca do gato perguntou:
- Puxa, gato, que sacanagem é esta?
E o gato respondeu:
- Meu filho, hoje, neste mundo globalizado, quem não fala, pelo menos, dois idiomas, morre de fome!
Um sorriso espelhado
Nos olhos duma criança
É presente desejado
Neste Mundo sem esperança
*
G. de S.

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...