sexta-feira, 15 de novembro de 2013

15 DE NOVEMBRO - ANA CAROLINA RESTON MACAN



EFEMÉRIDE – Ana Carolina Reston Macan, modelo brasileira de origem libanesa, morreu em 15 de Novembro de 2006. Nascera em Jundiaí no dia 4 de Junho de 1985. Ficou conhecida por ter sido vítima de complicações graves decorrentes da anorexia, que a levaram à morte.
Ana Carolina tinha por origem uma família da classe média. De acordo com familiares, sonhava ser modelo desde criança. Após vencer um concurso de beleza realizado no interior de São Paulo, foi descoberta por uma “olheira” de uma agência de modelos e começou a desfilar aos 13 anos. Trabalhou no Brasil, no Japão, na Turquia, no México, em França e na China, país onde a obsessão que já tinha se transformou em doença, quando lhe disseram que estava “muito gorda”.
Representou as agências Ford Elite e L‘Équipe e fez publicidade para marcas de prestígio, como Georgio Armani. Com 1,70 de altura, pesava 46 quilos e mesmo assim tomava remédios para emagrecer. Chegou a pesar 42 quilos, alimentando-se unicamente de maçãs e de tomates. Após tratamento psicológico, voltou a pesar 46 kg. Embora continuasse o tratamento à anorexia, persistiu nas dietas e acabou por ser internada em 25 de Outubro de 2006, com um diagnóstico de insuficiência renal. Em consequência da anorexia nervosa, a pressão arterial alterou-se de tal modo que passou a ter dificuldades em respirar. O quadro clínico evoluiu então para uma infecção generalizada e para a morte. Quando morreu, pesava 40 kg e o seu IMC (Índice de Massa Corporal) era apenas 13,52, quando o ideal é 18,5, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Abaixo de 16, é considerado sinal de fome.
Ana Carolina foi a segunda modelo a morrer por causa de complicações anoréxicas. A primeira foi Luisel Ramos, uma uruguaia de 22 anos, que – em Agosto de 2006 – foi vítima de crise cardíaca, causada por uma dieta de três meses composta exclusivamente de alface e bebidas light.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

14 DE NOVEMBRO - ADAM OEHLENSCHLÄGER



EFEMÉRIDE – Adam Gottlob Oehlenschläger, poeta e dramaturgo dinamarquês, considerado o introdutor do Romantismo na literatura da Dinamarca, nasceu em Copenhaga no dia 14 de Novembro de 1779. Morreu na mesma cidade em 20 de Janeiro de 1850.
Desde muito jovem, tomou contacto com o teatro, primeiro como actor e depois como dramaturgo. Começou a escrever muito novo e, em breve, encontraria na poesia o seu habitat natural. Publicou o primeiro trabalho poético em 1802, “Poemas”, livro que lhe proporcionou – desde logo – a fama de ser o iniciador do Romantismo no seu país.
Quando já era célebre, empreendeu – a expensas do Estado – uma longa viagem pelo estrangeiro, tendo estado sucessivamente na Alemanha, em França, na Suíça e em Itália. Visitou numerosos escritores, sobretudo românticos.
Voltou à Dinamarca em 1810, tendo contraído matrimónio com Christiana Heger. É autor da letra do hino nacional dinamarquês e foi professor de Estética na Universidade de Copenhaga. Os mitos e a história da Escandinávia alcançaram através da sua obra um poder tal, que fez dele um dos escritores mais influentes da literatura dinamarquesa, juntamente com Ludvig Holberg. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

13 DE NOVEMBRO - RUI TELES PALHINHA



EFEMÉRIDE – Rui Teles Palhinha, botânico e professor universitário a quem se deve a exploração sistemática da flora açoriana, morreu em Lisboa no dia 13 de Novembro de 1957. Nascera em Angra do Heroísmo, em 4 de Janeiro de 1871. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra em 1893 e foi director do Jardim Botânico de Lisboa.
Foi professor em liceus de Santarém e Lisboa, e professor e director da Escola Normal Superior de Lisboa, onde ensinou Metodologia Especial das Ciências Histórico-Naturais. Na Universidade de Lisboa, foi professor e director da Faculdade de Farmácia e professor da Escola Politécnica, a actual Faculdade de Ciências, onde foi secretário e dirigiu a Biblioteca.
Era sócio da Academia das Ciências de Lisboa, do Instituto de Coimbra, da Real Academia de Córdova, da Sociedade Broteriana, da Sociedade de Geografia de Lisboa, da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, da Société Botanique de France, da Société Botanique de Genève e da Société Linnéenne de Lyon.
Muitos dos seus escritos, resultantes sobretudo de excursões botânicas aos Açores em 1934, 1937 e 1938 sob a sua direcção, incidiram sobre as plantas do arquipélago.
No Outono de 1957, trabalhava ainda no manuscrito dum catálogo dos espermatófitos açorianos, quando um brutal acidente de viação o impediu de ultimar essa obra, que o ocupava com muito entusiasmo e que ele considerava o corolário dos seus estudos acerca da flora dos Açores. Veio a morrer em Novembro desse ano.
A cidade de Angra do Heroísmo atribuiu o seu nome a uma das ruas do bairro da Carreirinha, junto à Escola Básica Integrada.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

12 DE NOVEMBRO - VASCO FERNANDES



EFEMÉRIDE – Vasco Herculano Salgado Cunha Mango Fernandes, futebolista português que alinha como defesa central, nasceu em Olhão no dia 12 de Novembro de 1986.
Iniciou a sua carreira como profissional em Portugal, tendo passado depois pelos campeonatos francês, espanhol e grego. Representou a Selecção Nacional nas camadas mais jovens, num total de 22 jogos.
Iniciou-se no SC Olhanense (2003/05), jogou no Bordéus (2005/06) e regressou ao Olhanense em 2006/08. Em 2007/08, alinhou pelo UD Salamanca, voltando a Portugal na época seguinte para jogar pelo Leixões SC. Regressou ao futebol espanhol em 2009 para representar o RC Celta de Vigo, sendo transferido para o Elche CF em 2010. Novamente no Olhanense (2011/13), foi contratado pelo clube grego Platanias FC em 2013, onde joga actualmente.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

11 DE NOVEMBRO - ANDRÉ BAZIN



EFEMÉRIDE – André Bazin, notável e influente crítico e teórico do cinema francês, morreu em Nogent-sur-Marne no dia 11 de Novembro de 1958, vítima de leucemia. Nascera em Angers, em 18 de Abril de 1918. Adorava conviver com animais domésticos, sobretudo gatos. Foi o mentor da Nouvelle Vague francesa, sendo amigo pessoal de cineastas como Éric Rohmer e François Truffaut, de quem foi quase um pai adoptivo.
Tendo vocação para o ensino, ingressou em 1938 na École normale de Saint-Cloud. Em 1941, chumbou na oral de Professorado. Aproximou-se então de Pierre-Aimé Touchard, que acabava de fundar a “Maison des lettres” em Paris, e criou um cineclube.
Após a Segunda Guerra Mundial, ele foi uma força motriz no estudo e na crítica do cinema. A Libertação foi um período intenso, durante o qual se quis levar o povo à cultura e a cultura ao povo. Consciente disto, consagrou-se à educação popular, participando na fundação de cineclubes, na organização de estágios e em conferências. Ele pensava que, ao apresentar e explicar obras de qualidade ao público popular, este se tornaria mais exigente e menos aliciado por obras puramente comerciais. Para Bazin, a cultura era um modo de emancipação dos povos. Foi igualmente com aquela finalidade que redigiu obras sobre Orson Welles, Charlie Chaplin e Jean Renoir, entre outros.  
Não tendo seguido a carreira de professor, ele acabou por se dedicar de certo modo ao ensino. Fazia palestras, regularmente, para os estudantes do Instituto de Altos Estudos Cinematográficos de Paris.
Como trabalho de reflexão, escreveu para “L'écran français”, “Le Parisien libéré” e “Esprit”, redigindo também algumas monografias. Participou na criação da revista “Radio-Cinéma-Télévision”, que se chamaria mais tarde “Télérama”. Foi por esta época que contratou, para o secundar, um jovem apaixonado pelo cinema, François Truffaut, de quem se tornaria pai espiritual e protector. Fez parte do grupo que organizou o Festival do Filme Maldito em Biarritz (1949) e foi um dos fundadores dos Cahiers du Cinéma em 1951.
Exerceu grande influência sobre os realizadores da “Nova Vaga”, François Truffaut, Éric Rohmer, Jean-Luc Godard, Claude Chabrol e Jacques Rivette. Truffaut dedicou “Os Quatrocentos Golpes” a André Bazin, que faleceu um dia depois do começo das gravações da película, que se estreou em 1959.
Desaparecendo aos 40 anos de idade, não chegou a ver emergir a nova geração de cineastas, que ele marcou profundamente com a sua inteligência e dedicação. Ao contrário da maioria dos críticos, Bazin tinha por lema criticar e escrever quase exclusivamente sobre os filmes de que gostava, dissecando-os detalhadamente. Ser objecto de uma crítica sua era um reconhecimento de qualidade. Uma colectânea de quatro volumes com textos seus foi publicada postumamente, entre 1958 e 1962, sob o título de “O que é o cinema?”.

DIA DE SÃO MARTINHO - O Homem das Castanhas


domingo, 10 de novembro de 2013

10 DE NOVEMBRO - MIGUEL CADILHE



EFEMÉRIDE – Miguel José Ribeiro Cadilhe, político e economista português, nasceu em Barcelos no dia 10 de Novembro de 1944.
A família mudou-se para a Póvoa do Varzim, quando ele tinha menos de um ano de idade. Ali viveu toda a sua infância e adolescência, até ir estudar para o Porto com 20 anos. Licenciou-se em Economia na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em 1968, com a mais elevada classificação do curso e aí leccionou durante vários anos. Em 1981, fez investigação na London School of Economics em temas de Análise Macroeconómica.
Foi secretário de estado do Planeamento em 1980, no Governo de Sá Carneiro, e ministro das Finanças, de Novembro de 1985 a Janeiro de 1990, no Governo de Cavaco Silva.
Foi administrador do banco BPA e, mais tarde, também do BCP, entre outros bancos. Em 1990, orientou o projecto do BPA para a criação de uma business school, o Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais.
Em Junho de 1995, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito. É professor na Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto desde 2006 e foi presidente da API – Agência Portuguesa para o Investimento desde a sua criação em Outubro de 2002 até Dezembro de 2005.
Em 2008, concorreu para presidente do Millennium BCP, mas perdeu em assembleia-geral. Foi presidente do Banco Português de Negócios (BPN), durante quatro meses, até este ser nacionalizado em Novembro de 2008, em plena crise financeira internacional, acção que ele criticou por o Governo não ter acolhido o plano que a sua administração apresentara.
É autor, entre outros livros, de “O sobrepeso do estado em Portugal”, publicado em 2005. É tio de Gonçalo Cadilhe, conhecido viajante e jornalista.

sábado, 9 de novembro de 2013

9 DE NOVEMBRO - EVA TODOR



EFEMÉRIDE – Eva Todor, de seu verdadeiro nome Éva Fodor Nolding, actriz brasileira, nasceu em Budapeste no dia 9 de Novembro de 1919.  Teve uma vasta carreira no teatro, cinema e televisão, construída ao longo de 80 anos.
Nascida numa família de judeus húngaros ligada ao meio artístico, começou a subir aos palcos ainda criança, como bailarina da Ópera Real de Budapeste. Por causa das dificuldades financeiras que a Europa enfrentou no período que se seguiu à Primeira Guerra Mundial, a família Fodor abandonou o país e emigrou para o Brasil em 1929. No ano seguinte, ainda com dez anos, retomou a carreira como bailarina, no Rio de Janeiro. Um ano mais tarde, começou a estudar dança clássica no Theatro Municipal. Foi então que adoptou o apelido artístico de “Todor” em vez do original Fodor, «cuja pronúncia em português se confundia com um palavrão».
Aos 12 anos, fez um teste para o Teatro Recreio e, em 1934, estreou-se como actriz no espectáculo “Quanto Vale uma Mulher” de Luiz Iglesias. Permaneceu nesta companhia e acabou por se casar com Iglesias em 1939, tornando-se a actriz principal. O seu talento para papéis cómicos era imenso, o que levou o marido a escrever peças com personagens concebidas especialmente para ela. Eva Todor era também especialista em protagonizar raparigas ingénuas. Em 1940, fundou a companhia “Eva e Seus Artistas”, que se estreou com “Feia”” de Paulo de Magalhães.
Em 1942, participou na peça “Deus lhe Pague”, quando do baptismo cultural de Goiânia, uma cidade planeada e concebida para ser a capital estadual de Goiás. A peça foi apresentada no Teatro Goiânia, que acabava de ser inaugurado, e contou com a presença do então presidente brasileiro Getúlio Vargas.
O seu primeiro papel dramático, em “Cândida” de George Bernard Shaw, foi um dos maiores sucessos da temporada carioca de 1946, ficando quatro meses em cartaz. Seguiu-se, no ano seguinte, “Carta” de Somerset Maugham. A companhia “Eva e Seus Artistas” duraria até fins da década de 1950 e por ela passaram grandes nomes do teatro de então.
O seu estilo de actriz cómica seria abandonado em 1966, com a estreia do drama “Senhora da Boca do Lixo” de Jorge Andrade. O género cómico continuava a ser o seu favorito, mas a actriz abriu o leque das suas interpretações. A peça “De Olho na Amélia” valeu-lhe, depois, o Prémio Molière de Melhor Actriz (1969).
Eva estreou-se no cinema em “Os Dois Ladrões”, em 1960. Em 1964, integrou o elenco de “Pão, Amor e… Totobola” de Henrique Campos. Seria no entanto, na televisão, que Eva Todor se tornou mais famosa, tendo entrado em 21 trabalhos notáveis (telenovelas, mini-séries e especiais).
Retomou a carreira cinematográfica quase 40 anos depois do seu último filme, com a curta-metragem “Achados e Perdidos” de Eduardo Albergaria, fazendo o papel de uma mulher que recebia uma carta de amor escrita para ela há mais de 50 anos.
Em 2007, com 87 anos de idade, lançou o seu livro de memórias “O Teatro da Minha Vida”, escrito por Maria Ângela de Jesus. Um dos seus últimos trabalhos na televisão foi na novela “Caminho das Índias”, onde deu vida à divertida e amorosa Dona Cidinha. A actriz ficou muito triste por não poder aparecer nos últimos capítulos, por sofrer de fortes dores no estômago devido a uma hérnia de hiato, que a levou a um internamento e a uma intervenção cirúrgica, de que recuperou rapidamente.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

8 DE NOVEMBRO - JEAN MARAIS



EFEMÉRIDE – Jean Alfred Villain-Marais, actor francês, morreu em Cannes, de doença cardiovascular, em 8 de Novembro de 1998. Nascera em  Cherbourg no dia 11 de Dezembro de 1913. Tornou-se conhecido por protagonizar muitos filmes dirigidos por Jean Cocteau, seu companheiro e grande amigo. Entre os mais famosos, destacam-se “Beauty and the Beast” (1946) e “Orphée” (1949). Marais interpretou cerca de 100 personagens em filmes de cinema e televisão. Também foi escritor, pintor e escultor. Em 1993, recebeu um César de Honra.
Quando tinha 4 anos, a mãe decidiu partir para Paris com os dois filhos, separando-se do pai que era veterinário. Ela estava frequentemente ausente e o pequeno Jean escrevia-lhe cartas, sendo uma tia que inscrevia a morada nos envelopes. Ele só veio a saber mais tarde que a mãe, cleptómana, estava frequentemente na prisão. Estudou no Liceu Condorcet. Só voltou a ver o pai quarenta anos mais tarde e, mesmo assim, sem ter a certeza que era ele.
Começou como figurante em 1933, em filmes de Marcel L'Herbier. Em 1937, chumbou no concurso para ingresso no Conservatório e foi estudar com Charles Dullin, no Théâtre de l'Atelier. Fazia entretanto de figurante, o que lhe permitia financiar os estudos.
O seu encontro com Jacques Cocteau em 1937, quando de uma audição, marcou o lançamento efectivo da sua carreira. O cineasta e dramaturgo apaixonou-se pelo actor e deu a Jean Marais um papel em “Œdipe Roi”. Seguiram-se várias peças de teatro com sucesso e Marais tornou-se um ídolo da sua geração. Durante a ocupação alemã, ele foi também um símbolo da Resistência. Após a libertação de Paris, em Agosto de 1944, alistou-se no exército, servindo no batalhão do general Leclerc.   
Depois da 2ª Guerra Mundial, Cocteau escreveu para ele “A Bela e o Monstro”, um filme que fez de Jean Marais um actor lendário. Protagonizou depois várias peças e filmes de Cocteau. No fim dos anos 1940, entrou na Comédie-Française, onde foi comediante, encenador e decorador.
Contracenou com as maiores vedetas femininas de então, como Madeleine Robinson, Danielle Darrieux e Michèle Morgan. Foi dirigido por grandes realizadores – Luchino Visconti, Jean Renoir e Sacha Guitry, entre outros.
Na década de 1950, entrou em muitos filmes de “capa e espada”, ganhando grande popularidade em França. Ele mesmo fazia as cenas de acção, que normalmente deveriam ser executadas por duplos. Na década seguinte, interpretou o famoso vilão Fantômas, numa trilogia iniciada em 1964. Em 1963, foi jurado do Terceiro Festival Internacional de Cinema de Moscovo.
Depois dos anos 1970, os trabalhos de Marais no cinema rarearam, tendo optado mais pelo teatro. Manteve-se activo nos palcos até aos oitenta anos, fazendo simultaneamente pinturas e esculturas. Em 1985, liderou o júri do 35º Festival Internacional de Berlim.
Jean Marais foi casado, durante a Segunda Guerra Mundial, com a actriz Mila Parély. Divorciaram-se dois anos depois do casamento. Marais era homossexual e tornou-se amante de Jean Cocteau até à morte do escritor, em 1963. Marais homenageou Cocteau com o texto “O inconcebível Jean Cocteau”, atribuindo a autoria a “Cocteau-Marais”. Também foi autor da sua autobiografia, à qual deu o título de “Histórias da Minha Vida”, livro publicado em 1975. Escreveu igualmente alguns contos e poemas. Em Montmartre, perto da Basílica do Sacré Coeur, em Paris, foi dado o seu nome a uma praça, em 2008, no 10º aniversário da sua morte. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

BORBA




«Com a tua graç’infinda
Tu Borba não tens rival
Pois és a flor mais linda
Do jardim que é Portugal»

BORBA
(Décimas)
 
1
Borba, terra de encantar
Que eu jamais esquecerei.
Que saudades eu terei
Na hora de te deixar
Por não poder cá ficar.
Mas hei-de voltar ainda
A esta terra tão linda,
Rever amigos queridos
E recordar tempos idos,
Com a tua graç’infinda.

2
Foste conquistada aos mouros
Nos anos mil e duzentos.
Com todos os teus talentos,
Fazes parte dos tesouros
A deixar p’ra os vindouros.
És terra sem igual
Onde o Bem é Ideal.
Mármore, festas e vinho,
Relembro-te com carinho,
Tu Borba não tens rival!

3
Teu vinho é degustado
Por todo o Portugal,
Com gosto sem igual,
Alentejano afamado,
Por todos apreciado.
Mal te conheço ainda
E já estás na berlinda
De todo o meu pensar,
Não paras de me encantar
Pois és a flor mais linda.

4
Estive em romarias,
Amei o artesanato,
Gostei do Povo pacato,
Senti muitas alegrias
E as noites menos frias.
Ser Borbense é sinal
De um orgulho geral.
Borba é um baluarte
E com justiça faz parte
Do jardim que é Portugal!


Gabriel de Sousa

7 DE AGOSTO - GRACE STAFFORD



EFEMÉRIDE – Grace Stafford Lantz, actriz norte-americana, esposa do cartoonista Walter Lantz, nasceu em Nova Iorque no dia 7 de Novembro de 1903. Morreu em Burbank, em 17 de Março de 1992. Ela foi sempre creditada profissionalmente com o seu nome de solteira.
Grace Stafford ficou conhecida sobretudo por ter dado voz ao mais famoso personagem de Lantz, o Pica-Pau, de 1951 até 1972. Só em 1958, no entanto, é que o seu nome começou a ser indicado nos genéricos, como sendo a voz do Pica-Pau. Grace evitara-o fazer antes, pois temia que o público ficasse desiludido quando soubesse que a dobragem era feita por uma mulher.
Walter Lantz insistiu sempre que ela tinha apresentado anonimamente uma fita gravada para uma audição e que havia sido escolhida, pelo seu mérito, antes que ele soubesse que se tratava da sua esposa.
Grace faleceu, com oitenta e oito anos, cerca de 2 anos antes da morte de Lantz. Foi protagonista ou deu a voz, ao longo da sua vida, em mais de 200 filmes, numa carreira que durou 40 anos (1935/1975).

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

6 DE NOVEMBRO - PATRÍCIA TAVARES



EFEMÉRIDE – Sónia Patrícia Tavares Oliveira Matos Ferreira, actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 6 de Novembro de 1977. Tem feito televisão, cinema e teatro, tendo-se igualmente ocupado da coordenação dos elencos juvenis de “Crianças SOS” e “Estranho em Casa”. Assinou, em 2011, um contrato de exclusividade com o canal TVI.
Desde 1987 (com dez anos), foi protagonista de 26 séries, filmes e programas de televisão, entre eles “A Mala de Cartão” (1987), “Roseira Brava” (RTP1, 1995), “Vidas de Sal” (RTP1, 1996), “Filhos do Vento” (RTP1, 1996/97), “Ballet Rose” (RTP1, 1997), “Médico de Família” (SIC, 1998), “A Lenda da Garça” (RTP1, 1999), “Ganância” (SIC, 2001), “O Olhar da Serpente” (SIC, 2002), “Inspector Max” (TVI, 2004) e “Morangos com Açúcar”, onde fazia par romântico com Angélico Vieira (TVI, 2004/05). A telenovela “Meu Amor” foi galardoada com um Emmy Internacional.
Entre 1987 e 2011, entrou em seis películas, dirigida por Franco Zeffirelli, Patrice Chéreau, Inês de Medeiros, Luís Galvão Teles, Gonçalo Galvão Teles e Nicolau Breyner. De 2001 a 2006, fez 5 peças de teatro.
Casou-se em 2013, numa cerimónia muito íntima, com o arquitecto Pedro Iglésias, após dois anos de namoro. Ambos têm filhas de anteriores relações. 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

5 DE NOVEMBRO - ART GARFUNKEL



EFEMÉRIDE – Art Garfunkel, de seu verdadeiro nome Arthur Ira Garfunkel, cantor norte-americano, nasceu em Forest Hills, Nova Iorque, no dia 5 de Novembro de 1941. É conhecido sobretudo por ter formado, entre 1963 e 1970, com Paul Simon, a dupla Simon & Garfunkel. Juntos, gravaram vários discos de sucesso, como “The Boxer” e “Bridge over Troubled Water”.
Conheceu Paul Simon ainda na escola, tendo sido parceiros no grupo Tom & Jerry. Voltaram a colaborar, sob o nome Simon & Garfunkel, que se tornou um dos principais duos de música pop nos anos 1960. Na década de 1970, Garfunkel compôs uma série de álbuns a solo, entre eles “Breakaway” em 1975.
Em 2003, voltou a juntar-se a Paul Simon para uma tournée pela América, a que se seguiu uma outra, no ano seguinte, pela América do Norte e Europa. Em 2009, percorreram também o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia.
Teve uma longa relação amorosa com a actriz e fotógrafa Laurie Bird, até esta se suicidar, em Junho de 1979, no apartamento que ambos partilhavam em Manhattan. Casou-se, em Setembro de 1988, com Kim Cermak, uma modelo, com a qual tem dois filhos, o último nascido em 2005 numa barriga de aluguer.  

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ART GARFUNKEL - completa 72 anos amanhã


4 DE NOVEMBRO - CAROLINE OTERO



EFEMÉRIDE – Caroline Otero, a “Bela Otero”, de seu verdadeiro nome Agustina Otero Iglesias, espanhola, cantora e dançarina de cabaré, grande cortesã da Belle Époque, nasceu em Pontevedra na Galiza em 4 de Novembro de 1868. Morreu em Nice no dia 10 de Abril de 1965.
Tendo por origem uma família extremamente pobre, em que a mãe se prostituía para alimentar os filhos, foi violada aos 11 anos por um sapateiro que lhe tinha arranjado uns sapatos. Passou a odiar os homens e limitava-se a servir-se deles. Foi expulsa de casa pela mãe, anos mais tarde, e começou uma carreira nos cabarés de Barcelona.
Foi depois para Paris, onde actuou no Grand Véfour e no Circo de Verão, antes de fazer uma tournée triunfal pelos Estados Unidos em 1890. Regressou a Paris em 1892, especializando-se em papéis de bela estrangeira, no Folies Bergère, onde se apresentava sempre vestida sumptuosamente e com colares de pérolas verdadeiras que punham em relevo os seios que ela mostrava generosamente. Faz várias tournées pela Europa, América do Norte e Rússia.
Em 1898, Félix Mesguich filmou-a em São Petersburgo a dançar com um oficial Russo, o que lhe valeu ser expulso da Rússia, mas tornou Caroline Otero muito popular e considerada a primeira estrela da história do cinema.
Foi amiga da francesa Colette e uma das cortesãs mais em voga na Belle Époque. Durante a Primeira Guerra Mundial, actuou para apoiar os soldados franceses. Grande sedutora, era também conhecida pela “sereia dos suicídios”, pois esteve na origem de vários duelos e seis suicídios. Nas suas “Memórias”, afirmou ter seduzido vários reis e aristocratas, como Eduardo VII do Reino Unido, Leopoldo II da Bélgica, o Duque de Westminster e o Grão-duque Nicolau Nikolaevich da Rússia.
Em 1915, decidiu reformar-se e instalou-se num palácio em Nice, que adquirira por 15 milhões de dólares. Acabou no entanto por ir viver para um pequeno hotel perto da gare, tendo mesmo dificuldades em pagar a estadia. Com efeito, embora tivesse amealhado cerca de 25 milhões de dólares, arruinara-se ao jogar nos casinos. Tendo tomado conhecimento da sua situação financeira, o director do Casino de Monte Carlo decidiu pagar o seu alojamento e conceder-lhe uma pensão vitalícia.
A Bela Otero, pobre e esquecida quase por todos, suicidou-se com gás, aos 96 anos de idade. Em 1954, foi feito um filme sobre a sua vida, com realização de Richard Pottier.

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