"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
domingo, 4 de setembro de 2016
4 DE SETEMBRO - DAWN FRASER
EFEMÉRIDE
– Dawn Fraser, ex-nadadora australiana, nasceu em Balmain no dia 4 de Setembro
de 1937.
Foi
recordista mundial dos 100 metros livres entre Fevereiro e Março de 1956, Agosto
e Outubro de 1956, e de Dezembro de 1956 a Abril de 1971. Este recorde tinha
dez anos quando ela o bateu pela primeira vez.
Ao
ganhar a medalha de ouro na prova de 100 m livres dos Jogos Olímpicos de
1956 (Melbourne), 1960 (Roma) e 1964 (Tóquio), tornou-se a
primeira tricampeã olímpica nesta distância.
Nas Olimpíadas
de Melbourne, ganhou outra medalha de ouro na estafeta 4 x 100 metros
livres, também com o recorde do mundo, e a medalha de prata dos 400 metros.
Nos Jogos
de Roma, em 1960, ganhou mais duas medalhas de prata nas estafetas (100
metros livres e estilos).
Em
1962, foi a primeira mulher a descer da marca de um minuto nos 100 m livres com
59’’9.
Nos Jogos
Olímpicos de Tóquio, ao renovar o título dos 100 metros, tornou-se o
primeiro atleta de natação, sem distinção de sexo, a impor-se na mesma prova
três vezes seguidas. Conquistou ainda a medalha de prata dos 4 x 100 m livres.
Nos Jogos
da Commonwealth, entre 1958 e 1962, ganhou 6 medalhas de ouro e duas de
prata.
Durante
os J. O. de Tóquio, foi surpreendida a tentar “roubar” a bandeira
olímpica hasteada no Palácio Imperial, para a levar como recordação para
o seu país. Foi perdoada pelo imperador do Japão, que lhe ofereceu a bandeira.
Foi
nomeada “Australiana do Ano” em 1964, condecorada com a Ordem do
Império Britânico em 1967 e nomeada Oficial da Ordem da Austrália em
1998.
sábado, 3 de setembro de 2016
3 DE SETEMBRO - FRANCISCO ACUÑA DE FIGUEROA
EFEMÉRIDE
– Francisco Esteban Acuña
de Figueroa, escritor uruguaio, nasceu em Montevideu no dia 3 de Setembro de
1791. Morreu na mesma cidade em 6 de Outubro de 1862.
Fez os
seus primeiros estudos no Convento de San Bernardino, terminando-os em Buenos Aires no Real
Colegio de San Carlos, de onde voltou em 1810.
Com
25 anos de idade, exilou-se no Brasil, onde desempenhou funções diplomáticas
para Espanha.
Regressou
a Montevideu em 1818, depois da queda de José Artigas. Além da sua vida
literária, ocupou os cargos de tesoureiro do estado, membro da Comisión de
censura de las obras teatrales (1846) e director da Biblioteca e do Museu
público (1840/47).
É
autor dos hinos nacionais do Uruguai e do Paraguai. Deixou uma extensa obra
literária, recompilada por ele mesmo em 1848 e publicada postumamente em 1890,
em 12 volumes, sob o título de “Obras Completas”.
Uma
antologia dos seus poemas foi publicada em 1965, na colecção de Clássicos
Uruguaios da Biblioteca Artigas.
Apesar
de ser autor do hino do Uruguai, Francisco Acuña de Figueroa não defendia a
causa da independência, sendo fiel à soberania espanhola.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
2 DE SETEMBRO - DEE LAMPTON
EFEMÉRIDE
– Dee Lampton, actor norte-americano da era do cinema mudo,
morreu em Nova Iorque
no dia 2 de Setembro de 1919. Nascera em Fort Worth , no Texas,
em 6 de Outubro de 1898.
Entre
1915 e 1919, protagonizou cinquenta e dois filmes, sendo um actor recorrente do
realizador Hal Roach, também ele actor e ainda produtor.
Entre
os seus melhores filmes, salientam-se “Skinny's Love Tangle”, “Skinny's
False Alarm” e “Schemer Skinny's Scandal”, os três de 1917.
Extremamente
corpulento (pesava 136 kg), Dee Lampton faleceu com apenas 20 anos, vítima de uma
crise de apendicite.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
1 DE SETEMBRO - ELEANOR HIBBERT
EFEMÉRIDE
– Eleanor Alice Burford Hibbert, escritora britânica, nasceu em Kensington
no dia 1 de Setembro de 1906. Morreu no mar, algures entre a Grécia e o
Egipto, em 18 de Janeiro de 1993.
Foi
uma das escritoras mais prolíficas, mesmo a nível mundial, tendo escrito mais
de 200 romances históricos. Muitas das suas obras eram assinadas com
pseudónimos (Jean Plaidy, Elbur Ford, Kathleen Kellow, Ellalice
Tate, Anna Percival, Victoria Holt ou Philippa Carr),
que ela escolhia segundo os temas tratados. Até à data da sua morte já tinham
sido vendidos 14 milhões de exemplares dos seus livros.
Uma
das suas obras mais conhecidas é a “Saga Plantageneta”, de ficção
histórica, em que – em 14 volumes – aborda a formação dos reinos da Inglaterra
e da França, através da vida de uma das mais poderosas famílias da Idade Média:
os Plantagenetas.
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
31 DE AGOSTO - GEORGE EYSER
EFEMÉRIDE
– George Eyser, ginasta alemão naturalizado norte-americano em 1894,
nasceu em Schwedeneck no dia 31 de Agosto de 1871. Morreu em 6 de Março de
1918, em local desconhecido.
Nascido
na Alemanha, emigrou para os Estados Unidos ainda adolescente, tendo morado nas
cidades de Denver e Colorado, antes de se radicar em St Louis. Nesta
última cidade, começou a trabalhar numa empresa de construção e ingressou no
ginásio norte-americano Concordia Turnverein para disputar os Jogos Olímpicos
de 1904 que se realizavam em
St Louis.
Conquistou
nada menos de 6 medalhas: 1 de bronze em barra fixa; 2 de prata em cavalo
com arções e em exercícios combinados (4 provas); e 3 de ouro em saltos,
barras paralelas e escalada (subida de corda).
Falta
dizer que George Eyser é o único ginasta no mundo que subiu ao pódio olímpico com
uma perna de pau, visto ter perdido a perna esquerda quando foi vítima de atropelamento por um comboio, no final do século XIX.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
30 DE AGOSTO - ISAURINHA GARCIA
EFEMÉRIDE
– Isaura Garcia, mais conhecida por Isaurinha Garcia, uma das maiores
cantoras de música popular brasileira, morreu em São Paulo no dia 30 de
Agosto de 1993. Nascera na mesma cidade em 26 de Fevereiro de 1923.
Com
mais de cinquenta anos de carreira, foi considerada a Edith Piaf brasileira.
Gravou mais de trezentas canções. Entre os seus maiores sucessos, está a música
“Mensagem”.
Foi
casada com Walter Wanderley, organista de muito sucesso, que renovou a bossa
nova com o seu talento e é tocado em mais de cem países.
Enquanto
a fama não chegou, costumava cantar no quintal, enquanto ajudava a mãe a lavar
roupa, e num bar que era pertença do pai. O seu primeiro programa, ainda sem
qualquer preparação técnica, foi na Rádio Cultura, quando interpretou uma
canção de Aurora Miranda.
A carreira
de Isaurinha começou de facto em 1938, após participar num concurso do programa
“Qua-qua-qua-quarenta” na Rádio Record, dirigido por Otávio Gabus
Mendes. Conquistou o 1º lugar, com “Camisa Listrada” de Assis Valente, e
foi logo contratada por aquela emissora paulista.
No
começo da sua vida artística, inspirava-se em Cármen Miranda e em
Aracy de Almeida. Ainda sem muitos recursos, ia – todos os domingos – de transportes
públicos ou a pé para a emissora. Isaurinha Garcia foi campeã de vendas da discográfica
RCA/Columbia.
Isaura
Garcia foi homenageada com a peça “Isaurinha – samba, jazz & bossa nova”,
interpretada por Rosamaria Murtinho e que foi vista por mais de 300 mil espectadores
desde 2003.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
29 DE AGOSTO - ANTÓNIO ASSUNÇÃO
EFEMÉRIDE
– António José Dias Assunção, actor português, nasceu em Paços de
Ferreira no dia 29 de Agosto de 1945. Morreu em Nova Iorque , em 20 de
Agosto de 1998, vítima de ataque cardíaco.
O
grande público conhecia-o sobretudo através dos personagens que representou em
séries televisivas, onde ficaram célebres o seu divertidíssimo ‘chefe de
polícia’ em “Zé Gato” (1979), o seu ‘frade bonacheirão e comilão’ em “Caldo
de Pedra” ou o seu ingénuo ‘detective Tó’ em “Duarte e Companhia”
(1980/89), figuras que o popularizaram e que ajudaram a criar dele uma imagem
de actor cómico.
Embora
sendo verdade que era um humorista de enorme talento, não é menos verdade que
foi igualmente um grande actor dramático, tendo desempenhado exemplarmente os
mais marcantes papéis criados pelos maiores dramaturgos mundiais, como Bertolt
Brecht, Federico García Lorca, William Shakespeare, Nicolau Gogol, Molière, Gil
Vicente e Samuel Beckett.
Estreou-se
no Teatro Experimental do Porto, aos dezanove anos, com a peça “O
Avançado Centro Morreu ao Amanhecer” de Guzani, seguido de “Desperta e
Canta” de Clifford Odets e de “O Barbeiro de Sevilha” de
Beaumarchais.
Em
1966, foi para Paris, onde cumpriu um exílio de oito anos, escapando assim à Guerra
Colonial. Na capital francesa conheceu o actor e encenador Carlos César,
que havia criado o Teatro Oficina Português, com o qual representou mais
de uma dezena de espectáculos que incomodaram seriamente os governos de Salazar
e de Marcelo Caetano, como “A Excepção e a Regra”, “Felizmente Há
Luar” ou “O Grande Fantoche Lusitano”. A polícia política (PIDE),
omnipresente, fazia os seus relatórios…
Após
a Revolução dos Cravos, que ele saudou intensamente em noites
parisienses que lhe faziam recordar as febris manifestações do Maio de 1968,
regressou a Portugal e envolveu-se na criação do Teatro de Animação de
Setúbal, do qual foi um dos principais animadores durante o período
inicial. Ali, sempre sob a direcção de Carlos César, representou alguns
espectáculos memoráveis, como “A Maratona” de Claude Confortès, “Tartufo”
de Molière ou “O Destino Morreu de Repente” de Alves Redol.
Em
1977, depois da última apresentação da peça “O 10º Turista” de Mendes de
Carvalho, deixou Setúbal e rumou a Lisboa para integrar o Grupo de Teatro de
Campolide, actual Companhia de Teatro de Almada.
Integrando
o elenco da companhia dirigida por Joaquim Benite, onde se manteve durante mais
de vinte anos, António Assunção assinou algumas das mais brilhantes criações de
toda a sua carreira. É inesquecível o seu ‘tanoeiro’ de “1383” de Virgílio
Martinho, como foi também o seu ‘chefe Valadares’ de “A Noite” de José
Saramago, assim como os personagens concebidos para “O Santo Inquérito”
de Dias Gomes, “Dona Rosita, a Solteira” de García Lorca ou “A Vida
do Grande D. Quixote e do Gordo Sancho Pança” de António José da Silva (O
Judeu), entre outros.
Entretanto,
foram surgindo os mais diversos convites para participar em projectos
televisivos, a par de um pequeníssimo conjunto de propostas para cinema.
Coerente com os princípios da justiça, liberdade e igualdade que tomou como
seus desde muito novo, António Assunção fez sempre questão de não ceder naquilo
que considerava ser o essencial, sendo por isso muitas vezes ostracizado por
alguns produtores e realizadores cinematográficos só porque era de esquerda,
convicta e assumidamente de esquerda. Talvez por isso tenha feito muito pouco
cinema.
Apesar
de tudo, ainda conseguiu dar vida e corpo a personagens notáveis em filmes de
Luís Filipe Rocha (“Amor e Dedinhos de Pé”), Fernando Lopes (“Crónica
dos Bons Malandros”), Luís Galvão Teles (“A Vida é Bela”), António
de Macedo (“Os Abismos da Meia Noite”), entre outras produções nacionais
e estrangeiras, como “A Casa dos Espíritos”.
A
viver no lisboeta Bairro Alto, era presença assídua nas últimas tertúlias do
Largo da Misericórdia, onde costumava encontrar-se com o poeta Herberto Hélder
e outros amigos – poetas, actores, jornalistas ou simples cidadãos apreciadores
de um bom copo e dois dedos de conversa.
Um
dia, disse que tinha viagem marcada com a família para Nova Iorque,
aproveitando a pausa nas gravações de mais uma série da RTP. Nos seus
planos estava a ida à Broadway, onde contava assistir a uma das peças em
cena, coisa que só viria a conseguir ao apresentar-se como actor português,
visto a lotação estar esgotada.
Como
é tradição em alguns dos teatros da Broadway, os espectadores tiveram a
oportunidade de subir ao palco no intervalo da peça. António Assunção não
resistiu ao impulso do momento e subiu também até àquelas tábuas que são o
sonho de muitos dos grandes actores norte-americanos. Enquanto se deslumbrava
com o cenário e toda uma parafernália de elementos cénicos, o seu coração
decidiu parar de bater, fazendo-o cair desamparado. Foram activados os serviços
de emergência, tendo chegado pouco depois uma equipa de socorro. Enquanto os
paramédicos faziam tudo para o trazer de volta à vida, o público começou a
bater palmas e a gritar por ele, como que a pedir-lhe um último esforço. Mas de
nada valeu. O actor faleceu naquela noite, a poucos dias de completar cinquenta
e três anos de idade.
domingo, 28 de agosto de 2016
28 DE AGOSTO - FRANCISCO UMBRAL
EFEMÉRIDE
– Francisco Umbral, de seu verdadeiro nome Francisco Pérez Martínez,
jornalista e escritor espanhol, morreu em Madrid no dia 28 de Agosto de 2007.
Nascera na mesma cidade em 11 de Maio de 1932.
Recebeu
numerosos prémios, entre eles o Prémio Nadal 1975, o Prémio das
Letras Espanholas (1984), o Prémio Príncipe das Astúrias de Literatura
em 1996, a Medalha de Oiro do Círculo de Belas Artes em 1997 e o Prémio
Miguel de Cervantes em 2000.
Publicou
mais de 120 romances, vários ensaios, crónicas, biografias e autobiografias. Autodidacta,
com um forte carácter, Umbral é considerado como um dos maiores escritores
espanhóis contemporâneos.
Trabalhou
no diário “Norte de Castilla” desde 1958, tendo-se instalado em Madrid nos
anos 1960, onde colaborou em vários periódicos (“El País” e “El
Mundo”, entre outros). Era um cronista admirado e temido, com os seus bilhetes
de humor, tão depressa picantes como líricos.
sábado, 27 de agosto de 2016
27 DE AGOSTO - SERGEY MIKHALKOV
EFEMÉRIDE
– Sergey Vladimirovich Mikhalkov, escritor e cenarista russo,
presidente da União dos Escritores da Federação Socialista da Rússia,
morreu em Moscovo no dia 27 de Agosto de 2009. Nascera na mesma cidade em 13
de Março de 1913.
Foi poeta,
fabulista, dramaturgo, correspondente de guerra e autor das letras dos hinos da
União Soviética (1944 e 1977) e da Rússia (2000).
Mikhalkov
recebeu o título de Herói do Trabalho Socialista (1973), foi laureado
com os Prémios Lenine e Estaline, pertencia à Academia
Nacional de Educação e era comendador da Ordem de Santo André, entre
muitas outras condecorações recebidas.
Cenarista
de onze filmes, entre 1941 e 1972, os seus dois filhos, Nikita Mikhalkov e
Andrei Konchalovsky, são realizadores de cinema.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
26 DE AGOSTO - CARLOS DE LACERDA
EFEMÉRIDE
– Carlos Alberto Portugal Correia de Lacerda, poeta, professor de
literatura, crítico de arte e coleccionador português, morreu em Londres no dia
26 de Agosto de 2007. Nascera na Ilha de Moçambique, em 20 de Setembro de
1928.
A
família veio para Lisboa em 1946. Em 1951, Alberto de Lacerda fixou-se em
Londres, trabalhando como locutor e jornalista da BBC, efectuando um
notável trabalho de divulgação de poetas como Camões, Pessoa e Sena. Nos anos 1950/60,
viajou pela Europa e esteve no Brasil, a convite de várias universidades e dos
poetas Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.
A
partir de 1967, começou a leccionar na Universidade do Texas em Austin,
onde se manteve durante cinco anos, fazendo uma breve passagem pela Universidade
de Columbia, em Nova
Iorque , até se fixar como professor de Poética, na Universidade
de Boston (1972).
Como
escritor, estreou-se em Portugal com uma série de poemas publicados na revista
“Portucale”. Foi um dos fundadores da revista de poesia “Távola
Redonda” (1950/54), juntamente com Ruy Cinatti, António Manuel Couto Viana
e David Mourão-Ferreira.
Os
seus poemas foram traduzidos para inglês, espanhol, alemão e holandês, entre
várias outras línguas. Ele é descrito como possuidor de uma linguagem pouco
adjectivada mas rica em imagística, reveladora de um mundo misterioso oculto na
vulgaridade das coisas. Carlos de Lacerda foi também autor de colagens, tendo
chegado a expor, nos anos 1980, na Sociedade Nacional de Belas Artes
em Lisboa.
Apesar
do número relativamente pequeno de obras publicadas, Lacerda deixou um vasto
espólio, de grande importância, composto nomeadamente por correspondência com
grandes vultos da cultura, tais como Maria Helena Vieira da Silva, o marido
Árpád Szenes e Paula Rego.
Falecido
em Agosto 2007, o seu corpo foi encontrado pelo crítico de arte inglês John
McEwen, com quem tinha um jantar aprazado.
Recebeu
o Neustadt International Prize for Literature da Universidade de
Oklahoma (1980) e um prémio do PEN Club (livro “Meio dia”,
1988).
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
25 DE AGOSTO - KEN TYRRELL
EFEMÉRIDE
– Ken Tyrrell, de seu verdadeiro nome Robert Kenneth Tyrrell,
automobilista britânico e fundador e director da famosa equipa Tyrrell
Racing, morreu em Survey no dia 25 de Agosto de 2001. Nascera em East Horsley , em 3 de
Maio de 1924.
Integrou
a Royal Air Force (RAF) durante a Segunda Guerra Mundial.
Após o conflito, tornou-se negociante de madeiras, o que lhe valeu a alcunha de
“lenhador”.
Em
1952, com 28 anos, começou a carreira de piloto automobilista correndo no Campeonato
Britânico de Fórmula 3, ao volante de um Cooper 500. Em 1958,
acedeu ao Campeonato Britânico de Fórmula 2, com um Cooper (motor
Climax), obtendo uma boa classificação.
Em
1959, pôs fim à sua carreira de piloto e começou a dirigi uma escudaria de Fórmula
Júnior, utilizando como local de trabalho o armazém de madeiras da empresa
familiar, a Tyrrell Brothers.
A
escudaria de Ken Tyrrell, a Tyrrell Racing Organisation, participou no Grande
Prémio da Alemanha de 1966 de Fórmula 2, com dois Matra MS5 pilotados
por Hubert Hahne e Jacky Ickx.
No
ano seguinte, participou de novo no Grande Prémio da Alemanha, ainda em Fórmula
2, com um Matra MS7 confiado a Jacky Ickx.
Em
1968, acedeu à Fórmula 1 como director da Matra International,
empresa formada pela sua própria escudaria e pela Matra Sports. A equipa
revelou-se muito competitiva e notabilizou-se em três Campeonatos
do Mundo dos anos 1970, contando então com o piloto escocês Jackie
Stewart.
A
empresa entraria em declínio a partir de 1984, depois de um escândalo
relacionado com a descoberta de um engenhoso truque para diminuir o peso
regulamentar dos bólides.
Ken
Tyrrell foi ainda presidente do British Racing Drivers'Club em 2000. A
escudaria fora vendida, dois anos antes, a outra empresa automobilística.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
24 DE AGOSTO - STEVE GUTTENBERG
EFEMÉRIDE
– Steven “Steve” Robert Guttenberg, actor, produtor e
realizador de cinema norte-americano, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, no dia
24 de Agosto de 1958. Após terminar o ensino médio, frequentou a Juilliard
School, a Universidade do Estado de Nova Iorque e a UCLA.
Antes
de começar a sua carreira, Guttenberg foi aluno de Herbert Berghof, com quem
teve aulas de Teatro. Além disso, integrou uma trupe de comediantes denominada
The Groundlings, na intenção de desenvolver técnicas de improvisação.
Apesar
de vir a tornar-se um grande astro do cinema, os seus primeiros trabalhos
tiveram lugar no teatro. Por essa época, também actuou na televisão, com
destaque para a série “Billy”.
Entre
os seus primeiros filmes para cinema estão “Crónicas Colegiais”, “Os
Meninos do Brasil”, “O Dia Seguinte” e “Quando os Jovens se
Tornam Adultos”. Contudo, foi somente a partir de 1984, após o grande
sucesso de “Academia de Polícia”, que a sua carreira começou a ter
grande notoriedade.
Nos
anos seguintes, os sucessos prosseguiram com “Cocoon” e “Três Homens
e um Bebé”, além de mais três sequências de “Academia de Polícia”.
Após
o apogeu da década de 1980, Guttenberg passou ao ostracismo nos anos 1990,
período em que teve como trabalho mais relevante “As Namoradas do Papá”.
Além
de actor, Guttenberg também passou a ser produtor a partir de 1988, através da Kirby
Productions.
Em
1993, estreou-se como realizador, num episódio do show de TV “Scholl Break
Special”. Anos mais tarde, em 2002, escreveu, realizou e produziu o filme “PS:
O Seu Gato Morreu”.
Esteve
longe da ribalta durante um largo período, só voltando a aparecer nos anos de
2005 e 2006, quando foi incorporado na série “Veronica Mars” e no remake
para televisão de “Poseidon”, um clássico de 1972. Em 2008, apareceu na
6ª edição da série “Dancing with the Stars”.
Steve
Guttenberg dedica-se também a importantes iniciativas humanitárias: a favor dos
sem-abrigo, ajudando-os sobretudo a conseguir um emprego; fundou a Guttenhouse,
um complexo de apartamentos para acomodar e assistir crianças desamparadas; e –
em parceria com a Altair Eyeglasses – ajuda a prover de óculos as crianças
necessitadas e em idade escolar.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
23 DE AGOSTO - CATARINA WALLENSTEIN
EFEMÉRIDE
– Catarina de Lemos Wallenstein, actriz portuguesa, nasceu em Londres
no dia 23 de Agosto de 1986.
Nascida
em Inglaterra, a família estabeleceu-se em Lisboa quando Catarina ainda era criança.
Filha de Pedro Franco Wallenstein Teixeira, contrabaixista da Orquestra
Sinfónica Portuguesa, e da cantora lírica Lúcia de Castro Cardoso de Lemos,
integrou o coro da Fundação Musical dos Amigos das Crianças, onde também
estudou violoncelo e canto coral. A mesma fundação fê-la participar nos elencos
infantis de óperas como “Tosca”, “La Bohème ”e “Cármen”, no Teatro
Nacional de São Carlos.
É
neta do poeta e actor Carlos Wallenstein e de sua mulher a actriz, professora e
encenadora Maria Wallenstein, e sobrinha do actor José Wallenstein.
Estudou
no Lyceé Français Charles Lepierre, onde frequentou o atelier de teatro,
que a levou ao Instituto Franco-Português com as peças “Sonho de Uma
Noite de Verão” de William Shakespeare e “O Equívoco” de Albert
Camus.
Em
2004, chegou à televisão, integrando o elenco de “Só Gosto de Ti”, uma
mini-série de seis episódios exibida na SIC. Em 2005, participou na
série infanto-juvenil “Uma Aventura” e apareceu na longa-metragem “Fim
de curso” de Miguel Marti.
No
ano seguinte, marcou presença na curta-metragem “Sitiados”, de Mariana
Gaivão e no telefilme “Glória” de José Nascimento. A partir daí, dividiu-se
entre o cinema e a televisão. Integrou o elenco das séries “Nome de Código:
Sintra” (2007), “Conta-me Como Foi” (2007), “A Vida Privada de
Salazar” (2009), “Mistérios de Lisboa” (2010) e “Destino Imortal”
(2010).
No
cinema, teve uma curta participação em “Après Lui” de Gaël Morel (2007),
onde contracenou com Catherine Deneuve, “Lobos” de José Nascimento
(2007), “Um Amor de Perdição” de Mário Barroso (2008) e “Singularidades
de Uma Rapariga Loura” de Manoel de Oliveira (2009).
Frequentou
a licenciatura em Teatro, ramo de Actores, da Escola Superior
de Teatro e Cinema, e estudou em Paris no Conservatoire national
supérieur d'art dramatique.
Foi
vencedora da primeira edição do Prémio L'Oreal Paris — Jovem Talento, no
European Film Festival, realizado no Estoril em 2007. Foi nomeada para o
Globo de Ouro de Melhor Actriz em 2009 e recebeu o Globo de Ouro de Melhor
Actriz em 2010. Já fez 15 trabalhos para televisão (2004/15) e protagonizou
cinco filmes para o grande ecrã (2005/13).
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Arquivo do blogue
Links interessantes e (ou) úteis
Acerca de mim
- Gabriel de Sousa
- - Lisboa, Portugal
- Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...












