sábado, 29 de fevereiro de 2020

29 DE FEVEREIRO - ANA VIEIRA


EFEMÉRIDE - Ana Vieira, artista plástica portuguesa, morreu em Lisboa no dia 29 de Fevereiro de 2016. Nascera em Coimbra, em 2 de Agosto de 1940. 
Afirmando-se a partir do final da década de 1960, destacou-se no cruzamento das diversas disciplinas artísticas, criando um corpo de trabalho original e inspirador no conjunto da arte portuguesa contemporânea. 
Passou a infância na ilha de S. Miguel, nos Açores. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, terminando o curso de Pintura em 1965. Foi casada com o pintor Eduardo Nery, mãe de Paula Nery e do arquitecto Miguel Nery.  Ana Vieira viveu e trabalhou em Lisboa. 
Expôs desde 1965, mas a sua primeira mostra individual só acontece em 1968. Intitulada “Imagens Ausentes”, esta mostra deixou claro o interesse de Ana Vieira em superar a dimensão estritamente pictórica do trabalho criativo, investindo em suportes desviantes, em relação ao modelo do quadro pintado. Sintonizado com as tendências conceptuais emergentes, o seu trabalho manifestou-se, desde esse primeiro momento, pela revelação de uma proposta pós-pictural aberta à linguagem dos objectos comuns, tomando como modo preferencial a instalação, para o que iria utilizar uma grande diversidade de materiais e dispositivos, como biombos e elementos em madeira, peças de mobiliário, tecido, vidro espelhado...
“Sala de Jantar”, de 1971, pertencente à colecção do CAMJAP, insere-se nesse quadro de transgressão das categorias tradicionais (pintura e escultura). Esta obra veio reiterar a sensibilidade da artista para a criação de simulacros, através dos quais analisava as redes de sociabilidade, afecto e memória, que se estabelecem no espaço doméstico. 
A grande simplicidade das suas obras pode lembrar as sombras de Lourdes Castro ou os espelhos de Michelangelo Pistoletto, mas a sua visão distingue-se claramente de ambos. A percepção visual dos espaços é condicionada por um jogo de transparências, véus, telas, redes e tramas que os envolvem: o observador acaba na posição de voyeur, tentando, por frinchas e buracos, perceber o interior dos ambientes. A maior parte das suas obras não se vêem, espreitam-se…
As referências à casa – das paredes que a encerram às portas e janelas –, são recorrentes na sua obra. Ela cria ambientes: constrói lugares habitados ou desabitados, hospitaleiros ou hostis, ocultos ou desvelados, silenciosos ou plenos de sons que exigem descodificação. Propõe, impertinentemente, corredores mutantes que atravessamos, espaços inquietos e inquietantes que nos expulsam, portas entreabertas que a um tempo mostram e velam, objectos reais ao lado de outros simulados. Levanta paredes que questionam: a segurança e as certezas do abrigo, a distância e a proximidade, a diferença entre o espaço público e o privado, o interior e o exterior. 
Ana Vieira realizou outras experiências, diversificadas, na área da cenografia, como a produção de cenários e figurinos para o teatro (peças de Adolfo Gutkin, Bertolt Brecht e Jean-Paul Sartre).  
Em 1977, Ana Vieira foi uma das participantes na exposição “Alternativa Zero”. Em 1991, recebeu o prémio da AICA/SEC. O Museu de Serralves, no Porto, dedicou-lhe a sua primeira exposição antológica em 1998. Em 2010/2011, o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, em colaboração com o Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, apresentou a maior retrospectiva da carreira da artista.
Faleceu aos 75 anos de idade, num hospital de Lisboa, vítima de cancro. 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

28 DE FEVEREIRO - PATRICK MONAHAN


EFEMÉRIDE - Patrick “Pat” Monahan, vocalista, autor e compositor norte-americano, líder da banda Train, nasceu em Erie, Pensilvânia, no dia 28 de Fevereiro de 1969.
Já foi premiado com um Grammy. É um músico solo de sucesso e tem colaborado com vários artistas. Patrick toca violão, bandolim, percussão, saxofone, flauta, violino, clarinete, trompete e trombone.
Monahan lançou o seu primeiro álbum solo, “Last of Seven”, em Setembro de 2007, seguido de uma tournée pelos Estados Unidos. Esta primeira tournée foi seguida de outra, acústica intimista, que inspirou a composição “Last of Seven Acustic”, disponível somente através de download digital. 
O seu primeiro single solo, “Her Eyes”, foi lançado nas rádios (2007) e esteve no Top 10 das paradas da Billboard Hot AC. O segundo single foi “Two Ways to Say Goodbye”.
Em “On Last of Seven”, Monahan fez duetos com Brandi Carlile. Este álbum também contou com participações especiais de Richie Sambora e Graham Nash. Monahan co-escreveu com Guy Chambers duas canções para Tina Turner, que gravou uma colectânea, “Tina!: Her Greatest Hits”.
Monahan reside actualmente em Issaquah, Washington, com a sua segunda esposa, Amber Peterson.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

27 DE FEVEREIRO - ADRIAN SMITH


EFEMÉRIDE - Adrian Frederick Smith, guitarrista inglês mais conhecido por tocar na banda de heavy-metal Iron Maiden, nasceu em Londres no dia 27 de Fevereiro de 1957. 
É considerado, juntamente com Dave Murray, um dos melhores e mais influentes guitarristas de todos os tempos. Integrou-se na banda logo após a saída de Dennis Straton, por indicação do seu amigo Dave Murray. Adrian manteve-se nos Maiden durante 9 anos (1981/1990), saindo no fim da década para tentar outros projectos. Voltou com Bruce Dickinson em 1999, depois de gravar dois álbuns solo do vocalista.  Antes disso, trabalhou noutros projectos, como o ASAP e 0 Psycho Motel. Em 2010, fundou a banda Primal Rock Rebellion. 
Nascido em Hackney, Smith cresceu em Clapton. Deixou a escola aos 16 anos, depois de completar o ensino secundário e, logo em seguida, começou a tocar guitarra, através de uma sugestão do seu amigo Dave Murray. Teve a sua primeira guitarra comprada a Dave por 5 libras. Os primeiros esboços de banda começaram na cave da sua casa. Adrian formou a sua primeira banda, chamada Evil Ways, junto com Dave Murray. Os shows consistiam geralmente em tocar covers dos Stones, Pink Floyd e Beatles. 
Cinco anos depois, a banda assinou um contrato com a DJM Records, que rendeu dois singles. Nesta época, a banda havia mudado o seu nome para Urchin. Quando a gravadora começou a investir no Punk, a banda separou-se dela.  O grupo também mudou a sua formação, com a entrada do jovem guitarrista Andy Barnet. A banda Urchin acabou em 1979. 
A sua grande oportunidade surgiu em 1980, quando foi chamado para substituir Dennis Straton nos Iron Maiden, banda à qual pertencia o seu antigo amigo Dave Murray. Em 1982, aconteceu uma das principais mudanças dos Iron Maiden: o vocalista Paul Di’Anno abandonou a banda e foi substituído por Bruce Dickinson, que comandou os Iron Maiden durante a sua melhor fase e se tornaria seu parceiro no futuro. Nesse mesmo ano, lançaram “The Number of the Beast”, um dos maiores clássicos da história do heavy-metal.
Já consagrado pelo público, em 1983, o lançamento de “Piece of Mind” teve grande sucesso. Adrian Smith ainda lançaria, com os Iron Maiden, os bem-sucedidos “Powerslave” (1984), “Live After Death” (1985), que é o primeiro ao vivo oficial, “Somewhere in Time” (1986) e “Seventh Son of a Seventh Son” (1988). Ainda nos Iron Maiden, Adrian lançou, em 1989, o seu primeiro disco a solo, “Silver And Gold”, através do projecto A.S.A.P. (Adrian Smith And Project), no qual participou Andy Barnet (ex-Urchin). No mesmo ano, Adrian Smith anunciou a sua saída da banda. 
Logo após a sua saída dos Iron, Adrian formou os The Untouchables que, mais tarde, passou a chamar-se Psycho Motel. O primeiro disco com a nova banda só apareceu em 1995, com o lançamento de “State of Mind”. O disco foi bastante aclamado pelo público e pela crítica, apesar de ser bem diferente do som dos Iron Maiden. 
No ano seguinte, Adrian participou no disco a solo de Michael Kiske (ex-Helloween), juntamente com Kai Hansen (Gamma Ray, também ex-Helloween). O disco chama-se “Instant Clarity”. Em 1997, lançou um novo disco do Psycho Motel, “Welcome to the World”. 
No mesmo ano, Adrian Smith voltou definitivamente à ribalta, após ser convidado para ingressar na banda solo de Bruce Dickinson, que também havia saído dos Iron Maiden. Com Bruce Dickinson, Adrian lançou o excelente disco “Accident of Birth”. No ano seguinte, veio o que se tornaria o melhor disco de Bruce Dickinson, “The Chemical Wedding”. A tournée deste disco passou pelo Brasil, onde foi gravado o disco ao vivo de Bruce Dickinson, “Scream For Me Brazil” (1999). Ainda em 1998, foi anunciada a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith aos Iron Maiden, que passaria a contar com três guitarras. 
Durante a sua carreira na banda, Smith foi um guitarrista diferente dos demais, conseguindo inclusivamente ganhar dois prémios de Melhor Guitarrista da Década.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

26 DE FEVEREIRO - LEILA LOPES


EFEMÉRIDE - Leila Luliana da Costa Vieira Lopes Umenyiora, rainha de beleza angolana, nasceu em Benguela no dia 26 de Fevereiro de 1986. Foi eleita e coroada como Miss Angola 2011 em Luanda, em Dezembro de 2010. Em Setembro de 2011, foi coroada Miss Universo 2011 na cidade de São Paulo, Brasil. 
Estava a estudar Gestão de negócios, frequentando o segundo ano na University Campus Suffolk, em Ipswich, tendo interrompido temporariamente os estudos até terminar os seus compromissos como Miss Angola/Universo, devido ao facto de a universidade não aceitar que efectuasse somente os testes ou pudesse estudar pela Internet. 
Leila Lopes, que tem 1,79 m de altura, competiu como uma das 21 finalistas do concurso de beleza do seu país, onde ganhou o prémio de Miss Fotogenia e o título de Miss Angola 2011. Em 12 de Setembro de 2011, foi eleita Miss Universo 2011 na cidade de São Paulo, Brasil, recebendo a coroa e a faixa da mexicana Ximena Navarrete, Miss Universo 2010. 
Cumprindo as suas obrigações de Miss Universo, em Outubro de 2011, Leila viajou até países como Singapura e Indonésia, onde participou na coroação da Miss Indonésia 2011 e, em Novembro, fez uma visita triunfal ao seu país natal, onde desfilou pelas ruas, entre o povo, sendo recebida pelo presidente José Eduardo dos Santos e se reuniu com a família. Em relação ao título e ao seu país, declarou: «Ser Miss Universo é muito mais do que uma coroa e uma faixa. Para mim, é um orgulho e um compromisso pessoal de servir o meu país e todas as mulheres, como embaixadora no Mundo».
Em Fevereiro de 2012, Leila visitou a África do Sul, onde contactou e prestou solidariedade à instituição de caridade e amparo a crianças carecidas Thuthuzela Orphanage, mantida pela Miss África do Sul 2011, Melinda Bam. Na República Dominicana, em Abril, visitou a Operation Smile, uma instituição norte-americana sem fins lucrativos dedicada a tratar de crianças pobres com malformações congénitas e participou na coroação da Miss República Dominicana 2012, Carola Durán, pouco depois destronada por confessar já ter sido casada. 
Em Junho de 2012, Leila esteve no Rio de Janeiro, participando na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, na qualidade de embaixadora da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). Ainda no Brasil, visitou o estado do Ceará, no nordeste do país, para conhecer as regiões atingidas pela seca.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

25 DE FEVEREIRO - JOÃO PEREIRA


EFEMÉRIDE - João Pedro da Silva Pereira, futebolista português, nasceu em Lisboa no dia 25 de Fevereiro de 1984. Joga actualmente pelo Trabzonspor Kulübü, na Turquia. 
Cresceu no problemático bairro Casal Ventoso, mas conseguiu escolher o caminho do futebol como forma de ganhar a vida. Talentoso e dono de uma extraordinária técnica individual, destaca-se pela capacidade de driblar adversários e de cruzar milimetricamente para a zona de finalização.
Oriundo das escolas de formação do SL e Benfica, é internacional AA por Portugal.
Normalmente, alinha do lado direito, como defesa, embora - em rasgos de fúria - tome conta da lateral direita para imprimir a sua velocidade e assim ajudar a equipa no ataque. É conhecido pela sua extrema rebeldia em campo, jogando com amor à camisola e lutando para a vitória do colectivo com todas as suas forças. 
O treinador José António Camacho chamou-o à equipa principal do Benfica, tendo vindo a marcar dois golos contra o FC Paços de Ferreira. 
Na temporada de 2004/05, marcou um golo ao SC Beira-Mar, que veio a ajudar o Benfica a passar para a eliminatória seguinte da Taça de Portugal. 
Na época de 2006/07, actuou no Gil Vicente FC e, em 2007/09, pelo SC Braga.  No mercado de Inverno de 2009/10, foi contratado pelo Sporting CP. No Verão de 2012, assinou pelo Valência FC por 3 épocas, por cerca de 4 milhões de euros.
No fim do mercado de Inverno de 2015, assina contrato com o clube alemão Hannover 96. Em Julho de 2015, regressou ao clube que o catapultou para o futebol internacional, o Sporting. No mercado de Inverno de 2017, foi anunciado como reforço do Trabzonspor, por um milhão e meio de euros, contrato depois prolongado até 2020. 
Depois de presença assídua e frequente (28 vezes) na Selecção Sub-21 de Portugal, João Pereira foi convocado por Paulo Bento, em Outubro de 2010, para representar a Selecção AA num duplo embate frente à Dinamarca e à Islândia, sendo depois titular.  Jogou pela Selecção de Portugal, no Europeu de 2012. Tem 40 internacionalizações. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

24 DE FEVEREIRO - JAMES FARENTINO


EFEMÉRIDE - James Farentino, de seu verdadeiro nome Ferdinand Anthony Ferrandino, actor norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 24 de Fevereiro de 1938. Morreu em Los Angeles, em 24 de Janeiro de 2012. 
Entre os mais de cem papéis diferentes que interpretou, destacam-se o de Simão Pedro, em “Jesus of Nazareth”, e como Nick Toscanini, na série “Dinastia”. 
Farentino foi casado quatro veze, a que corresponderam outros tantos divórcios. Em Julho de 1991, Farentino foi preso em Vancouver, depois da Real Polícia Montada do Canadá ter interceptado um pacote com 3,2 gramas de cocaína entregues no seu quarto de hotel. Farentino estava na cidade a filmar “Miles From Nowhere”. Foi acusado criminalmente de posse de droga e libertado sob fiança. 
Em 1993, foi acusado de molestar a sua ex-namorada, Tina Sinatra (filha mais nova de Frank Sinatra). Uma ‘ordem de restrição’ foi expedida contra ele, que não apelou. 
Farentino estreou-se na televisão, como convidado, no episódio “Superstar” da série da CBS “The Reporter”. Em 1967, apareceu no episódio “Reap the Whirlwind” da série de faroeste “The Road West”. 
Em 1969, trabalhou com Patty Duke no filme “Me, Natalie”, enquanto protagonizava um dos advogados da série “The Bold Ones: The Lawyers”. 
Em 1978, foi nomeado para o Emmy de Melhor Actor coadjuvante, pelo seu trabalho em “Jesus de Nazaré”, realizado por Franco Zeffirelli. 
Também interpretou Frank Chaney, na série de 1984 “Blue Thunder”. Nos anos 1990, trabalhou no episódio “Ray” da série “ER”.
Faleceu vítima das sequelas de uma fractura na anca, no Cedars-Sinai Medical Center de Los Angeles.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

23 DE FEVEREIRO - KATIA GUERREIRO


EFEMÉRIDE - Katia Duarte d’Almeida d’Oliveira Rosado Guerreiro, fadista e médica oftalmologista portuguesa, nasceu em Vanderbijlpark, na África do Sul, em 23 de Fevereiro de 1976.
Divide a sua vida entre as paixões pela música e pela medicina. É uma das mais internacionais fadistas portuguesas. O seu fado caracteriza-se por uma grande riqueza lírica, cantando escritores portugueses contemporâneos, com destaque para António Lobo Antunes. 
Teve um percurso geograficamente atribulado. Nasceu na África do Sul e cresceu nos Açores, onde frequentou um rancho folclórico. Estudou e licenciou-se em Lisboa, em Medicina. Nos anos 1990, foi vocalista com o grupo Os Charruas. Trabalhou no Hospital Distrital de Évora e, mais tarde, regressou à capital. 
Foi durante o curso que descobriu a sua veia fadista, em convívio com colegas e, de forma um pouco mais consistente, em concertos, após o desafio feito pela parelha de guitarristas formada por Paulo Parreira e João Veiga. 
Com a mesma dupla e o viola-baixo Armando Figueiredo, e apadrinhada pelo fadista João Braga, estreou-se em 2001 com o disco “Fado Maior”. O álbum, editado pela Ocarina, conheceu grande sucesso internacional, tendo sido editado no Japão e na Coreia do Sul. Entre outros temas, inclui fados popularizados por Amália Rodrigues, a sua maior influência, e poemas musicados de Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen e António Lobo Antunes. 
Em 2003, também pela Ocarina, lançou o álbum “Nas Mãos do Fado”. O título é uma referência à mais característica das suas poses em palco: as mãos agarradas atrás das costas. Volta a cantar António Lobo Antunes e, pela primeira vez, visitou a outra das suas grandes referências, Dulce Pontes. 
A presença de Dulce Pontes acentua-se no álbum seguinte, “Tudo ou Nada” de 2005, em que esta escreveu propositadamente o tema “Caravela”. Com edição da Som Livre, é o mais ousado dos discos de Katia Guerreiro até então, contando com uma versão de “Saudades do Brasil em Portugal”, do brasileiro Vinícius de Morais, e de “Menina do Alto da Serra”, versão do tema com que Tonicha venceu o Festival RTP da Canção de 1971. O disco conta ainda com a participação do pianista de jazz Bernardo Sassetti, no tema, “Minha Senhora das Dores” com letra de Jorge Rosa e música de Paulo Valentim. Mais uma vez, cantou António Lobo Antunes e homenageou a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen. 
Em 2006, foi editada uma ‘caixa’ com os seus primeiros dois discos e o álbum “Tudo Ou Nada” foi reeditado, destacando-se a colaboração do brasileiro Ney Matogrosso. 
Em 2008, lançou pela Sony Music o álbum “Fado Maior”, estreando-se como autora, ao lado de Rui Veloso. 
Em 2010, fez uma participação especial, no primeiro álbum a solo, “Karma Train” do guitarrista António Mão de Ferro.
Katia Guerreiro recebeu em 2010 o prémio de Melhor Intérprete nos Prémios Amália 2010 da Fundação Amália Rodrigues. O galardão foi entregue numa gala realizada em Novembro, no Coliseu dos Recreios, Lisboa. 
Katia Guerreiro já deu concertos por todo o mundo, em locais tão diversos como Japão, Marrocos, Turquia, França, Países Baixos, Nova Caledónia, Suécia, Brasil, Bulgária, Macau, Rússia e Espanha. Em Janeiro de 2015, foi feita comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

22 DE FEVEREIRO - ENZO PÉREZ


EFEMÉRIDE - Enzo Nicolás Pérez, futebolista argentino, nasceu em Mendoza no dia 22 de Fevereiro de 1986. Actualmente, joga no CA River Plate. 
Enzo Pérez começou sua carreira profissional no CD Godoy Cruz AT, onde inscreveu o seu nome na história do clube, ao marcar um golo aos cinco minutos no empate 1-1 com o Club Atlético Belgrano, em Setembro de 2006. Este foi o primeiro golo marcado pelo Godoy Cruz na primeira liga argentina. 
Em 2007, juntou-se ao C. Estudiantes de la Plata, que foi vice-campeão na Copa Sul-Americana 2008. Fixou-se na equipa titular, que venceria a Copa Libertadores de 2009. 
Em Junho de 2011, Enzo Pérez foi contratado pelo SL Benfica. Do seu palmarés em Portugal, fazem parte: Campeonatos de Portugal de 2013/2014 e 2014/2015; vencedor da Taça de Portugal de 2014; das Taças da Liga de 2012 e 2014; e vencedor da Taça Cândido de Oliveira de 2014.
Em Janeiro de 2015, assinou pelo Valencia CF, pelo valor de 25 milhões de euros. Em 2017, voltou ao futebol argentino, desta vez para o River Plate. 
Enzo Pérez foi convocado em Setembro de 2009, pelo técnico Diego Maradona, para jogar na Selecção Argentina pela primeira vez, num jogo amistoso contra a selecção do Gana. Foi convocado para disputar o Mundial de 2014. Em Junho de 2018, foi convocado de novo para o Mundial.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

KATIA GUERREIRO - "Fado dos Olhos"

21 DE FEVEREIRO - ERMA BOMBECK


EFEMÉRIDE - Erma Louise (Harris) Bombeck, humorista, jornalista e escritora norte-americana, nasceu em Dayton no dia 21 de Fevereiro de 1927. Morreu em São Francisco, em 22 de Abril de 1996. 
Erma tinha por origem numa família da classe trabalhadora. O pai era operador de guindastes. Começou a escola primária, em 1932, um ano antes do que era normal, e tornou-se uma excelente aluna e uma ávida leitora. Ela gostava particularmente dos escritores de humor populares na época. 
Erma praticava sapateado e canto, e foi contratada por uma emissora de rádio local, para se ocupar de uma revista infantil, durante oito anos.
Já adulta, alcançou grande notoriedade com a sua coluna de jornal, que descrevia a vida nas casas suburbanas, a partir de meados da década de 1960 até ao final dos anos 1990. 
Erma Bombeck publicou 15 livros, dos quais vários fora bestsellers. De 1965 a 1996, escreveu mais de 4 000 colunas de jornal narrando a vida comum de uma dona de casa suburbana do médio-Oeste, com amplo e, por vezes, eloquente humor. 
Na década de 1970, as suas colunas foram lidas, duas vezes por semana, por 30 milhões de leitores de 900 jornais dos Estados Unidos e do Canadá. 
Muitas frases e pensamentos seus são, ainda hoje, relembrados e citados com frequência. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

20 DE FEVEREIRO - JENNIFER O'NEILL


EFEMÉRIDE - Jennifer O'Neill, actriz brasileira radicada nos Estados Unidos, nasceu no Rio de Janeiro em 20 de Fevereiro de 1948.
A mãe era inglesa e o pai era um brasileiro de ascendência espanhola e irlandesa. Iniciou-se na carreira de modelo aos quinze anos, em Nova Iorque.
O seu primeiro filme foi “For Love of Ivy”, em 1968. Apesar do pequeno papel, ela atraiu a atenção do realizador Howard Hawks, que a contratou para estrelar “Rio Lobo”, em 1970, onde contracenou com John Wayne. 
Em 1971, actuou em “Summer of ‘42”, filme que a tornou popular nos Estados Unidos. Depois desse filme, porém, raramente recebeu convites para um grande papel. Fez “Lady Ice” em 1973 e “Scanners” em 1981. Em 1976, passou algum tempo na Europa, onde trabalhou com o realizador italiano Luchino Visconti, no seu último filme “L’Innocente”. 
Jennifer fez sucesso em filmes para a televisão, incluindo actuações em “Love’s Savage Fury” e em “Bare Essence”. 
Casou nove vezes e tem três filhos. Actualmente, vive numa fazenda em Nashville. Escreveu vários livros, entre eles, o primeiro, foi a sua autobiografia, “Surviving Myself”. Participa regularmente em campanhas humanitárias diversas.
Durante a sua carreira, integrou o elenco de 29 filmes (1968/2016) e de 20 trabalhos para televisão (1979/2000). 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

19 DE FEVEREIRO - LEE MARVIN


EFEMÉRIDE - Lamont Waltman “Lee” Marvin, actor norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 19 de Fevereiro de 1924. Morreu em Tucson, em 29 de Agosto de 1987.
Alistou-se nos Marines (Fuzileiros Navais) em 1943, tendo servido no Pacífico Sul, onde foi ferido com gravidade. 
Estreou-se como actor teatral off-Broadway, no final da década de 1940, na peça “Roadside”. No cinema, a sua estreia deu-se em 1951, com “You’re in the Navy, now”. 
Em “Os Corruptos”, de 1953, protagonizou uma sequência que marcou a época, quando o seu personagem projectou café a ferver na personagem da actriz Gloria Grahame, desfigurando-lhe o rosto. 
Ao interpretar personagens militares, e foram vários, Lee valia-se da sua experiência na Segunda Guerra Mundial, onde foi ferido na coluna e ficou hospitalizado durante vários meses. 
Começou a ganhar papéis de maior destaque, com o sucesso obtido pelos westerns que fez com John Wayne, no início da década de 1960, “O Homem Que Matou O Facínora” e “Comancheros”. O seu último papel foi o de um militar, o coronel norte-americano Nick Alexander, no filme “Comando Delta” (“The Delta Force” - 1986), onde contracenou com Chuck Norris. 
Recebeu das mãos de Julie Andrews, o Oscar de Melhor Actor em 1965, por “Dívida de Sangue”, que fez ao lado de Jane Fonda. Neste filme, desempenhou duplo papel: o do pistoleiro bom, eternamente bêbado e que ajudava a personagem de Jane Fonda, e o pistoleiro mau. 
Faleceu aos 63 anos, vitimado por um ataque cardíaco. Estava no terceiro casamento. Encontra-se sepultado no Cemitério Nacional de Arlington.
Em 2000, treze anos depois do seu desaparecimento, John Boorman (com a ajuda da última esposa do actor) realizou um comovente documentário com o título “Lee Marvin, o retrato”.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

18 DE FEVEREIRO - NELSON CAVAQUINHO


EFEMÉRIDE - Nelson Cavaquinho, de seu verdadeiro nome Nelson António da Silva, músico brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 18 de Fevereiro de 1986. Nascera na mesma cidade em 29 de Outubro de 1911. 
Sambista carioca, compositor e cavaquista na juventude, na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um estilo inimitável de o tocar, utilizando apenas dois dedos da mão direita. 
O seu envolvimento com a música iniciou-se no seio da família. O pai era músico na banda da Polícia Militar e um tio tocava violino. Depois, morando na Gávea, passou a frequentar as rodas de choro. Foi nessa época que surgiu a alcunha que o acompanharia por toda a vida. 
Casou-se por volta dos seus 19/20 anos com Alice Ferreira Neves, com quem teve quatro filhos e, na mesma época, conseguiu, graças ao pai, um trabalho na polícia, fazendo rondas nocturnas a cavalo. E foi assim, durante as rondas, que conheceu e passou a frequentar o morro da Mangueira, onde conheceu sambistas como Cartola e Carlos Cachaça.
Deixou mais de quatrocentas composições, entre elas clássicos como “A Flor e o Espinho” e “Folhas Secas”, ambas em parceria com Guilherme de Brito, seu parceiro mais frequente. 
Por falta de dinheiro, depois de deixar a polícia, Nelson “vendia” eventualmente parcerias de sambas, que compunha sozinho, o que fez com que Cartola optasse por abandonar a parceria e manter a amizade. 
A sua primeira canção gravada foi “Não Faça Vontade a Ela”, em 1939, por Alcides Gerardi, mas não teve muita repercussão. Anos mais tarde, foi descoberto por Cyro Monteiro, que fez várias gravações das suas músicas. Começou a apresentar-se em público apenas na década de 1960, no Zicartola, bar de Cartola e de Dona Zica, no centro do Rio. Em 1970, lançou o seu primeiro LP, “Depoimento de Poeta”, pela gravadora Castelinho.
As suas canções eram feitas com extrema simplicidade e com letras quase sempre remetendo para questões como o violão, mulheres, botequins e, principalmente, a morte, como em “Rugas”, “Quando Eu me Chamar Saudade”, “Luto”, “Eu e as Flores” e “Juízo Final”. 
Com mais de 50 anos de idade, conheceria Durvalina, trinta anos mais nova do que ele e sua companheira para o resto da vida. Nelson faleceu numa madrugada, aos 74 anos, vítima de enfisema pulmonar. 
No Carnaval de 2011, a escola de samba G. R. E. S. - Estação Primeira de Mangueira homenageou Nelson Cavaquinho pelo centenário do seu nascimento. “O Filho Fiel, Sempre Mangueira” foi o nome do enredo que a agremiação levou para a avenida. O músico era torcedor desta escola de samba carioca.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

17 DE FEVEREIRO - NORBERTO DO AMARAL


EFEMÉRIDE - D. Norberto do Amaral, bispo de Maliana, Timor-Leste, desde 2010, nasceu em Ainaro (então em Timor português) no dia 17 de Fevereiro de 1956. 
Frequentou a Escola Primária de Ainaro, de 1966 até 1971. No ano lectivo de 1971/72, estudou no Seminário de São Francisco Xavier e no Seminário de Nossa Senhora de Fátima, em Dare. 
No tempo da invasão indonésia, retomou os estudos no Externato de São José Operário. 
Em 1980, partiu para a ilha de Flores, Indonésia, para frequentar o Tahun Rohani (Ano de Espiritualidade). Em 1981, iniciou os estudos de Filosofia no Seminário Maior de Ritapiret. Em 1986/87, fez o “TOP” (“Tahun Orientasi Pastoral”) nas Paróquias de Manatuto e Ossu. Regressou a Flores, para acabar o estudo de Teologia. 
Em 1988, recebeu a ordenação sacerdotal na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Ainaro. 
Foi colocado em Maubisse, como vigário-cooperador. No ano seguinte, foi nomeado pároco de Maubisse, onde ficou até 2000, sendo então nomeado primeiro reitor timorense do Seminário de Nossa Senhora de Fátima, em Balide. 
Em 2004, foi enviado a Roma para fazer a licenciatura em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Urbaniana, tendo estado hospedado no Colégio Pontifício Português, que é um organismo da Conferência Episcopal Portuguesa. 
Regressado a Timor-Leste, exerceu o cargo de docente no Seminário Maior de São Pedro e São Paulo, em Díli. Em 2008, foi nomeado chanceler da Câmara Eclesiástica e, em 2009, foi nomeado director da revista católica “Seara”. 
Foi ordenado bispo de Maliana, no dia 24 Abril de 2010, perante grande multidão, após aceitar o compromisso da consagração episcopal, em Tassitolo, Díli. «Sim, aceito», repetiu D. Norberto às perguntas sacramentais do arcebispo D. Leopoldo Girelli, núncio apostólico para a Indonésia e Timor-Leste, ladeado por D. Alberto Ricardo da Silva, bispo de Díli, e D. Basílio do Nascimento, bispo de Baucau. Prostrou-se então diante do altar, permanecendo deitado sob a invocação do Espírito Santo e de todos os santos da Igreja, após o que o núncio apostólico pôs as mãos sobre a sua cabeça, sendo seguido no gesto pelos restantes prelados. 
D. Leopolo Girelli ungiu depois D. Norberto do Amaral com os óleos do crisma, apôs-lhe sobre a cabeça um dos evangelhos, como símbolo do conhecimento e, de seguida, entregou-lhe o anel episcopal, garante da autenticidade dos documentos, da mitra, que simboliza o saber e erudição de Moisés, e do báculo, que representa o pastoreio das almas. 
Na qualidade já de bispo residencial de Maliana, D. Norberto do Amaral sentou-se na cátedra, ritual que simboliza a tomada de posse da sua catedral. 
Seguiu-se o abraço do presidente da celebração e dos restantes bispos presentes, perante uma grande ovação das muitas pessoas presentes na cerimónia, em que celebraram, além do núncio e dos bispos timorenses, o bispo de Macau, D. José Lai Hung-seng, e ainda prelados da Austrália, Indonésia e do Bornéu Darussalam. 
Ao acto solene assistiram deputados, políticos, membros do Governo (representado pelo vice-primeiro-ministro José Luís Guterres), o presidente do Supremo Tribunal, Cláudio Ximenes, a procuradora-geral da República, Ana Pessoa, e outros magistrados, elementos do corpo diplomático e outras autoridades civis e militares. 
As três principais figuras do país - o presidente da República, José Ramos-Horta, o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e o presidente do Parlamento Nacional, Lassama Araújo - estiveram ausentes por não se encontrarem em Díli. 
Além da família do novo bispo e de outros amigos da sua terra natal, Ainaro, a paróquia de Maubisse, de que foi pároco, enviou uma forte representação, e pode dizer-se que a Igreja timorense esteve “em peso” na ordenação do seu novo bispo, com milhares de sacerdotes, acólitos, grupos de adoração e coros paroquiais, escuteiros e grupos de jovens. De vários sucos (equivalentes a freguesias) vieram também grupos tradicionais de fiéis trajados a rigor, com os respectivos estandartes, que exibiram as suas danças. 
No cortejo processional, que levou D. Norberto do Amaral ao altar onde iria ser ordenado, incorporou-se o grupo de danças tradicionais de Maubisse, seguido de centenas de acólitos e padres e do cortejo dos arcebispos e bispos convidados a acompanhá-lo. 
Com a ordenação do bispo de Maliana, D. Norberto do Amaral, a Igreja de Timor-Leste, dependente do Vaticano, passou a ter três dioceses, condição para poder constituir uma conferência episcopal própria. 
Foi um longo caminho, desde a chegada dos primeiros missionários dominicanos, que conheceu momentos difíceis de perseguições e de destruição, particularmente no século XX, primeiro com a invasão japonesa, depois com a ocupação indonésia. 

domingo, 16 de fevereiro de 2020

16 DE FEVEREIRO - VERA-ELLEN


EFEMÉRIDE - Vera-Ellen Westmeyer Rohe, actriz e dançarina norte-americana, nasceu em Norwood (Ohio) no dia 16 de Fevereiro de 1921. Morreu em Los Angeles, em 30 de Agosto de 1981. 
Foi dançarina em peças na Broadway e em filmes em Hollywood, tendo contracenado com Ray Bolger, Fred Astaire, Gene Kelly, Frank Sinatra, Donald O’Connor e John Brascia, entre outros.
Vera Ellen “hifenizou” o nome durante um espectáculo na Broadway e, foi já assim, que chegou a Hollywood (Vera-Ellen). Trabalhou muito e no duro. Um pouco do que fez e do que podia fazer está registado em fotos e nos filmes em que participou. Foi uma “sereia dos ecrãs”. 
Casada e divorciada duas vezes, teve uma filha do segundo casamento, Victoria Ellen, que morreu aos três meses de vida, vítima da Síndrome da Morte Súbita Infantil. Foi o grande choque da sua vida. 
Em meados dos anos 1970, após escorregar e fracturar o quadril, os exames revelaram que tinha também artrite. Sofreu dores horríveis, mas foi sempre muito realista e positiva: «Não podem esperar que eu faça coisas árduas com o corpo, como fazia antes, sem ter qualquer desgaste ou verter lágrimas… Até as máquinas têm o seu fim».  
Até bem pouco antes de falecer, vítima de cancro, teve “aulas” com Michael Panaieff: «Venho aqui dançar, diariamente, porque faz parte da minha vida. É bom para mim, física, mentalmente e tudo mais». 
Foi (e é ainda) considerada por muitos como a melhor e mais técnica bailarina/dançarina da época de ouro do cinema norte-americano. Participou em catorze filmes (1945/1957). 

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