MENINO DA RUA (quadras)
Pobre menino da rua
Folha boiando no rio
No Verão sufoca e sua
No Inverno sente frio
Não conhece o carinho
Nenhuma coisa é só sua
Um canto serve de ninho
Pobre menino da rua
Fugiste pela cidade
Até a alma foi nua
És criança sem idade
Pobre menino da rua
Balanças o teu corpinho
No alto daquela grua
Longe de todo o carinho
Pobre menino da rua
NB: Verso obrigatório «Pobre menino da rua»
MUNDO DE PAZ (décimas)
1
Para bem da sociedade,
Combate sempre a pobreza
E vive com singeleza.
Abutres estão na cidade
Para esconder a verdade…
Evita qualquer desonra
E não cores de vergonha…
Combate os imperadores
Transforma armas em flores:
Homem, salva a tua honra.
2
Aprende a fazer o bem,
A recusar a maldade…
Não uses a falsidade,
Defende quem menos tem
Para que ele sinta ser alguém.
Desde a idade de rapaz,
Reconhece Satanás
Mesmo distante daqui.
O Mundo acredita em ti
Que és sábio, forte e capaz.
3
Fome, sofrimento e morte
Tu, contra, tens de lutar
Para ver o mundo avançar.
Sem nunca perder o norte,
Com o fraco, contra o forte
E não queiras a desdita.
Se for necessário grita
Contra todos os falcões
E por todas as razões
Odeia a guerra maldita.
4
Terra verde – céu azul,
Queremos um Paraíso,
Ver tudo com sorriso.
Nem Bagdad nem Cabul,
Nem no Norte nem no Sul.
A guerra é ineficaz
E só nos traz coisas más.
Ao teu rival dá a mão
E ensina-lhe a lição:
- Inventa um mundo de paz!
NB: - Décimas, com mote: «Homem, salva a tua honra, / Que és sábio, forte e capaz, / Odeia a guerra maldita, / Inventa um mundo de paz.» de Manuel Lopes Vilaverde.
BROA DE AVINTES (quadras)
Padeirinha tão formosa:
Usas todos os requintes
Para tornar tão famosa
A nossa broa de Avintes.
Barqueira leva a remar
A broa ao seu destino.
Avintes vai relembrar
O teu porte altivo e fino.
Moleiro, que móis o milho
Donde a broa vai nascer,
Estás a fazer um filho
Para Avintes não esquecer.
Esta broa secular,
Que Avintes viu nascer,
Tem um tão bom paladar
Que jamais irá morrer.
Gostosa broa de Avintes
Sempre foi artesanal
Teus segredos e requintes
Glorificam Portugal.
NB: - Tema «A Broa de Avintes e as tradições seculares das Barqueiras, Moleiros e Padeiras de Avintes».
Gabriel de Sousa
"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
sábado, 15 de novembro de 2003
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