
Passou a sua infância na Polónia e em 1891 abandonou o país natal, viajando até Paris, onde ingressou na Universidade da Sorbonne. Três anos mais tarde, diplomou-se em Ciências Físicas e regressou à Polónia. Obteve uma bolsa e viajou de novo para Paris, com o objectivo de terminar a licenciatura em Matemática. Acabou o curso de matemática e nesse mesmo ano conheceu Pierre Curie.
Apesar da diferença de idades, os dois tinham muito em comum: um amor muito grande pela natureza e pelo campo, pouca ambição financeira e uma grande paixão pela pesquisa.
Recebeu em 1903, juntamente com o marido e Henri Becquerel, o Prémio Nobel da Física, pelos seus trabalhos com a Radioactividade.
Pierre Curie morreu em 1906. Marie ficou arrasada com a morte de Pierre, mas como uma espécie de fuga voltou ao trabalho no mês seguinte. Aceitou o cargo que era do marido e tornou-se na primeira mulher a ensinar na Sorbonne.
Marie recebeu em 1911 o Prémio Nobel da Química por ter produzido rádio puro, que ela tinha isolado no ano anterior pelo Método Electrolítico de Gruntz. Torna-se na primeira pessoa a receber dois Prémios Nobel e em campos diferentes.
Em 1918, Curie tornou-se directora do Instituto de Rádio de Paris. Aos 52 anos, com a ajuda de uma jornalista americana, fez um circuito de palestras e viagens pelos Estados Unidos, com a intenção de arrecadar fundos para aquele Instituto. O circuito não seria completado em virtude da sua saúde.
Em 1922, Marie Curie, pioneira na pesquisa da Radioactividade e primeira mulher cientista a ter fama mundial, foi eleita para a Academia Francesa de Medicina.
Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu também o Prémio Nobel de Química, em 1935, um ano depois da morte de sua mãe.
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