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quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
EFEMÉRIDE - José Carlos Ary dos Santos, poeta português, nasceu em Lisboa, no dia 7 de Dezembro de 1936, tendo falecido em 18 de Janeiro de 1984. Emancipou-se da família com 16 anos, exercendo várias actividades para subsistir, desde a venda de máquinas para pastilhas até à publicidade. Revelou-se como poeta aos 17 anos, ao ver poemas seus seleccionados para a Antologia do Prémio Almeida Garrett. Em 1963, publicou “Liturgia de Sangue”, a que se seguiram “Azul Existe”, “Tempo de Lenda das Amendoeiras” e “Adereços, Endereços” (todos em 1965). Colaborou, desde 1969, em várias actividades oposicionistas a Salazar, tendo-se filiado mais tarde no Partido Comunista. Conseguiu notabilizar-se, apesar de tudo, como autor de poemas para canções, que venceram dois concursos da Televisão Portuguesa, ainda sob a ditadura. Gravou vários discos com poemas e publicou ainda mais alguns livros de poesia. No 10º aniversário da sua morte, foi editada uma colectânea com toda a sua obra. Entusiasta e irreverente, muito do que Ary dos Santos escrevia tinha um forte pendor satírico e panfletário, tendo aberto decisivamente novos horizontes à música popular portuguesa. Deixou cerca de 600 textos destinados a canções, não tendo tido tempo de executar o seu projecto de os publicar em livro. Quando morreu, preparava também “Estrada da Luz - Rua da Saudade”, que seria a sua autobiografia romanceada.
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