"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
terça-feira, 27 de março de 2007
PARA SALAZAR (com rancor)
Tudo nos tiraste, Nem miolos nem liberdade, Nada nos deixaste. Num povo sem vontade Tu nos transformaste, Povo de cabeça vazia E incapaz de pensar. Os poucos que o tentaram Tu não os deixaste (eras polícia Do próprio pensamento).
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Pediste então ao povo Que livremente Exprimisse a sua opinião! Não tinham opinião As cabeças ocas Que tu, Por tuas mãos, Esvaziaste, Enchendo-as ao longo De quatro décadas Apenas de palavras vãs.
Os homens passam, As nações ficam, Mas tu deixaste em farrapos PORTUGAL, Triste país do sol, Último país da Europa.
(Transcrição parcial de um poema que escrevi em 1969 e que parece ser ainda actual, pois há vírus que continuam activos e que nos agridem à mais pequena distracção...)
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