
Teve uma infância feliz até aos quinze anos, idade com que foi deportado juntamente com a família para Auschwitz e Buchenwald. Nestes campos de concentração, perdeu vários familiares, entre os quais a irmã e os pais.
Libertado pelos americanos no fim da guerra, esteve uma dezena de anos em França, durante os quais fez os seus estudos de Filosofia na Sorbonne. Tornou-se depois jornalista do diário israelita Yediot Aharonot, o que lhe possibilitou correr mundo e encontrar-se com personalidades de relevo, artistas, filósofos e chefes de estado.
Aos trinta anos, começou a descrever as suas experiências nos campos de concentração. Além de ter escrito quinze romances, Elie Wiesel é autor de duas peças teatrais e de numerosos ensaios. Toda a sua obra tem como elo comum a defesa e salvaguarda da Memória. Recebeu vários prémios literários.
Foi condecorado, em 1984, com a Legião de Honra Francesa, recebeu a Medalha do Congresso Americano e é doutor honoris causa em mais de uma centena de universidades. Preside à Academia Universal das Culturas, desde a sua fundação em 1993.
Em 2006, foi-lhe proposto o lugar de Presidente do Estado Israel, o que ele recusou explicando que «é somente um escritor»
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