
O seu pai, Evaristo Vázquez, republicano exilado em França, entrou clandestinamente em Espanha para conhecer o filho recém-nascido e foi preso. Montalbán só o conheceria quando já tinha cinco anos. Enquanto estudava jornalismo, trabalhou como cobrador de uma agência funerária e deu aulas no seu bairro. Estudou Filosofia e Letras na Universidade Autónoma de Barcelona.
O seu primeiro trabalho profissional foi uma biografia do Cid. Em 1960 foi chefe nacional de propaganda do “Servicio Universitário del Trabajo” e depois colaborador interno da imprensa do “Movimiento”. Passou um ano e meio na prisão por ter participado numa manifestação. Ali escreveu o seu ensaio “Informe sobre la información” (1963). Entre 1963 e 1969 foi-lhe proibido o acesso aos meios de comunicação e foi-lhe retirado o passaporte até 1972.
Colaborou na revista “CAU” (1970-74), foi colaborador fixo da “Triunfo” e colaborador assíduo das revistas “Mundo Obrero”, “La Calle”, “Siglo XX”, “Por Favor”, “Interviu” e do jornal “El País”. Em 1977 ingressou no Comité Central do Partido Socialista Unificado da Catalunha.
Montalbán criou em 1972 a célebre figura do detective Pepe Carvalho, protagonista de uma série policial. Escreveu ainda livros de poesia e vários ensaios. Publicou também a “Autobiografia do General Franco” (1992).
Personalidade dificilmente catalogável, definia-se a si próprio como «jornalista, romancista, poeta, ensaísta, antologista, prefacista, humorista, crítico e gastrónomo» ou muito simplesmente como «um comunista hedonista e sentimental».
Recebeu vários prémios, de que se salientam: “Prémio Nacional de Narrativa” (1991), “Prémio Europa” (1992) e “Prémio Nacional das Letras Espanholas” pelo conjunto da sua obra (1995).
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