Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, Guilherme Braga foi redactor-chefe da “Gazeta Democrática”. Colaborou em diversas revistas e jornais, tais como “Giralda”, “Diário da Tarde”, “Nacional” e “Luta”. Correspondeu-se com Victor Hugo e traduziu o “Atala” de François-René de Chateaubriand.
A sua obra poética foca constantemente o tema obsessivo da morte, pressentida dia-a-dia, expressa de forma tão coloquial que chega a lembrar Cesário Verde. Cultivou igualmente a temática social e humanitária, e o lirismo amoroso de tonalidade parnasiana.
Nos seus versos, Guilherme Braga era violento contra os falsos ministros da religião, entusiasta apaixonado pela liberdade e tinha grande sensibilidade e ternura ao descrever as alegrias do lar. Era casado com Maria Adelaide Braga, que sucumbiu dois meses depois do falecimento do marido.
Morreu com apenas 29 anos de idade, vítima de tuberculose, já depois de ter perdido quatro filhos.
Deixou publicado: “Eccos d'Aljubarrota”, 1868; “O Mal da Delfina”, 1869; “Heras e Violetas”, 1869; “Os Falsos Apóstolos”, 1871 e “O Bispo”, 1974.
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