
Pai de outro conhecido actor português, Henrique Santana, e do produtor da RTP José Manuel Santana, foi casado com a também actriz Mirita Casimiro.
Adorado pelo público, Vasco Santana ficou para sempre como um marco incontornável na arte de representar. Actor genial, marcou de forma indelével a comédia à portuguesa. De enorme sensibilidade, dotado de invulgares técnicas teatrais, transformar-se-ia também num mito do cinema nacional.
A genialidade deste gigante da representação levou-o à rádio, ao cinema e ao teatro. A arte sempre lhe correra pelas veias. Desistiu do curso de arquitectura e seguiu a paixão pela pintura, frequentando a Escola de Belas-Artes. Mas não foi a desenhar ou a pintar que Vasco Santana alcançou a fama e se tornou célebre. Foi na arte da representação.
Aos 19 anos, depois de repetidamente ver a peça “O Beijo”, de Arnaldo Leite e Carvalho Barbosa, no Teatro Avenida, Vasco Santana foi convidado para substituir o actor Artur Rodrigues, por impedimento deste. Consumava-se assim, em 1917, a sua estreia em público. Daí em diante nunca mais parou, levando ao delírio centenas de espectadores.
Fez longas temporadas no Teatro São Luiz e participou em várias tournées no Brasil, com as companhias teatrais em que trabalhava.
Alcançou o estatuto de estrela de cinema, protagonizando filmes como “A Canção de Lisboa” (1933), em que contracenou com Beatriz Costa e António Silva; "O Pai Tirano" (1941), em que fez dupla com Ribeirinho; e “O Pátio das Cantigas” (1942), em que protagonizou alguns dos seus mais bem sucedidos momentos no cinema, como o “monólogo com o candeeiro” ou os diálogos com António Silva, repletos de trocadilhos.
A representação teatral acompanhou-o durante toda a carreira, fazendo-o quase até ao fim da vida e, cada vez que subia ao palco, oferecia ao público a alegria e a boa-disposição que lhe eram intrínsecas. Vasco Santana porém não fez apenas comédias, entrando também em algumas peças dramáticas, como “Três Rapazes e Uma Rapariga”. Brilhou igualmente nessa área, transmitindo grande humanidade aos personagens. Tinha talento nato, sabendo como ninguém improvisar.
Vasco Santana conheceu igualmente o sucesso na rádio, criando personagens como Zequinha, da série O Zequinha e a Lelé, juntamente com Irene Velez (1947/1948).
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