
Depois dos estudos normais, chumbou no concurso de admissão ao Conservatório, inscrevendo-se posteriormente nos Cursos de Arte Dramática dirigidos por Harry Baur e Fernand Ledoux no Conservatório Muabel.
Em 1924, fez a sua estreia no teatro (Théâtre de l'Œuvre) e no cinema (com Jean Renoir, em “La Fille de l'eau”).
Tornou-se muito popular, tanto no teatro como no cinema. Teve uma actuação inesquecível em “Grandes Famílias”, segundo a obra de Maurice Druon, contracenando com Jean Gabin.
A sua grande e verdadeira paixão era representar nos palcos, tendo feito várias peças de autores de renome, como Jean-Paul Sartre e George Bernard Shaw, entre muitos outros.
O escritor Louis Aragon introduziu-o no “grupo surrealista”, onde conheceu André Breton, Paul Éluard, Benjamin Péret e Raymond Queneau.
Escreveu várias peças: “L'Ancre noire” (1927), “Sainte Cécile” (1944), “Un ange passe” (1943) e “L'Enfant de Poméranie” (1945). Publicou em 1972 a sua biografia, “Ma vie en vrac”. Tornou-se íntimo de personagens célebres, como Pablo Picasso, Jean Cocteau e Max Jacob.
Foi casado duas vezes, tendo vivido vários anos com a cantora Catherine Sauvage e sendo pai de Claude Brasseur, também actor de cinema.
Morreu, vítima de crise cardíaca, praticamente nos braços de Claude Dauphin, com quem contracenava no filme que estava a interpretar (“A Mais Bela Noite da Minha Vida”).
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