Após
a guerra, foi um dos mais proeminentes políticos nacionalistas e conservadores
do país, além de ser chefe de estado-maior da força aérea japonesa criada após
o conflito sob a supervisão dos EUA.
Pelos
seus serviços durante a Segunda Guerra Mundial, quando idealizou em
detalhes toda a operação do ataque a Pearl Harbor - convencendo a cúpula das
forças armadas sobre o poderio aeronaval em combate dos recém criados e nunca
testados porta-aviões, ao invés do investimento militar em grandes encouraçados
de batalha - trabalhando sob o comando directo do almirante Isoroku Yamamoto,
que tinha grande admiração e respeito por seu brilhantismo intelectual, Genda é
considerado um dos maiores líderes e estrategistas do Japão e da guerra.
Após
o conflito e a derrota, ele teve grande participação na criação da Força
Aérea de Autodefesa do Japão, a reconstruída força aérea do país durante os
anos 1950, quando assumiu por vários anos a chefia do seu estado-maior.
Nas
décadas seguintes, como político influente da Dieta, profissão que
seguiu após encerrar a sua carreira militar e se eleger para o parlamento, foi
um controverso advogado público do rearmamento japonês, proibido pela nova
constituição do país no pós-guerra, discursando inclusive sobre possibilidade
de desenvolvimento ou aquisição de armas nucleares, convicção esta
causada pelo trauma de ser um natural de Hiroshima, a primeira cidade a sofrer
um bombardeio atómico na história.
Genda
foi também um forte opositor à ratificação, pelo governo japonês na década de 1970,
do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, sob o argumento de que o seu
país talvez um dia precisasse de armas atómicas para sobreviver a um ataque
estrangeiro.
Faleceu
em 1989, na véspera de seu 85º aniversário e 44 anos após a rendição
incondicional do Japão na Segunda Guerra Mundial.

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