Mallory
foi uma das principais organizadoras da Marcha das Mulheres de 2017, que
lhe valeu, nesse ano, o reconhecimento, juntamente com outras três
co-presidentes, pela “Time 100”. Mallory
é a favor do controlo de armas, do feminismo e do movimento Black Lives
Matter.
Em
2018, Mallory foi criticada por participar num evento com o líder da Nação do
Islã, Louis Farrakhan, e também por o ter elogiado no passado, tendo chegado a
haver pedidos para a sua demissão da Marcha das Mulheres de 2019. Na
sequência de posteriores alegações de anti-semitismo, Mallory deixou a
organização em Setembro de 2019, ainda que tenha sido referido que a sua saída
se deu após o término de seu mandato, conforme os estatutos da Marcha das
Mulheres.
Mallory
nasceu no Harlem, sendo filha de Stanley e Voncile Mallory. Cresceu no
projecto de habitação social denominado Manhattanville Houses em
Manhattan e mudou-se para a cooperativa habitacional Co-Op City, no
Bronx, quando tinha 14 anos. Os seus pais foram membros fundadores e activistas
da Rede de Acção Nacional (NAN), do fundador Reverendo Al
Sharpton, uma organização líder na área dos direitos civis nos Estados
Unidos. O seu trabalho na NAN influenciou Mallory e promoveu que se
interessasse sobre justiça social e direitos civis.
Mallory
é mãe solteira de um filho, chamado Tarique, na sequência do assassinato do
pai, Jason Ryans, em 2001. Mallory declarou que a sua experiência com a NAN
a ensinou a reagir a essa tragédia com activismo. O filho dela é também membro
da NAN.
Aos
11 anos, Mallory tornou-se membro da NAN para saber mais sobre o
movimento dos direitos civis e, aos 15 anos, era voluntária da organização.
Em
2011, Mallory tornou-se a mais jovem directora executiva da NAN.
Em
2013, após trabalhar 14 anos nesta organização, Mallory deixou o cargo de directora
executiva para seguir o seu próprio caminho de activismo, mas ainda participa no
trabalho da NAN, estando presente em comícios e recrutando membros.
Em
2014, Mallory foi seleccionada para servir no comité de transição do
presidente da câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio. Durante esse período,
Mallory apoiou a criação do Sistema de Gestão de Crises da Cidade de Nova
Iorque, um programa oficial para a prevenção da violência armada que
atribui anualmente 20 milhões de dólares norte-americanos a organizações que
trabalhem para a prevenção da violência armada. Através deste sistema, Mallory
também assumiu a co-presidência de uma nova iniciativa, o Mês para a
Consciencialização da Violência Armada.
Mallory
é presidente da Mallory Consulting, uma empresa de Nova Iorque de
planeamento estratégico e gestão de eventos. Ela faz também parte do conselho
de administração da Gathering for Justice, uma organização que visa
acabar com o encarceramento infantil e eliminar políticas que resultem em
encarceramento em massa.
Tamika
foi convidada, ao lado de outras organizadoras da Marcha das Mulheres,
pela estilista Mara Hoffman a participar na abertura do seu desfile na Semana
de Moda de Nova Iorque de 2017.
Em
2018, Mallory criticou a Starbucks por incluir a Liga Anti-Difamação
(ADL), que tem por missão «combater o anti-semitismo e todas as formas
de ódio»», numa formação corporativa sobre preconceito racial, após a detenção
de dois clientes negros num Starbucks na Filadélfia. Através de um tweet,
Mallory acusou a ADL de «atacar pessoas negras e pardas» e
escreveu: «A ADL envia a polícia dos EUA para Israel para
aprender as suas práticas militares. Isso é profundamente preocupante. E nem
vamos falar dos seus ataques contra. Posteriormente, a Starbucks retirou
a ADL da formação, uma decisão que Liel Leibovitz, da Tablet, disse ser
uma «cedência ao fanatismo».
Tamika
foi capa da “Vogue UK” em 2020, numa edição especial que reuniu 20 activistas
notáveis como Jane Elliot Angela Davis. Ela deu uma entrevista sobre os seus
anos de experiência na luta pelos direitos civis e o seu trabalho com a
organização social Until Freedom, que especificamente busca por justiça
para mulheres negras vítimas de violência.

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