quarta-feira, 12 de novembro de 2008

EFEMÉRIDE Charles Milles Manson, de nacionalidade americana, fundador, mentor e líder de um grupo que cometeu vários assassinatos, entre eles o da actriz Sharon Tate, esposa do realizador Roman Polanski, nasceu em Cincinnati, no Ohio, em 12 de Novembro de 1934.
Era filho de uma prostituta alcoólica, que o rejeitou, e esteve várias vezes internado em reformatórios juvenis, por crimes de falsificação e roubo. Acabara de cumprir justamente uma pena de dez anos, quando formou - em 1964 - uma comunidade “estilo hippy” perto de Los Angeles. Manson tinha ideias mirabolantes e os seus seguidores consideravam-no a reencarnação de Cristo. Pelo seu carisma e com a utilização de drogas, conseguia convencer os seus adeptos que o fim do Mundo estava próximo e que os culpados eram os Negros. Seria necessário assassinar pessoas e fazer cair as culpas sobre eles.
Em Agosto de 1969, alguns dos seus seguidores invadiram a casa de Roman Polanski, em Bel Air, assassinando a sua esposa, que estava grávida, e mais quatro amigos do casal. As vítimas foram baleadas, esfaqueadas e espancadas até a morte, e o sangue usado para escrever mensagens nas paredes. Na noite seguinte, agiram da mesma maneira na casa de Rosemary e Leno LaBianca, um casal muito rico de Los Angeles, matando os dois.
O objectivo dos assassinatos planeados por Charles Manson seria provocar um conflito inter-racial que, segundo ele, levaria à maior guerra jamais vista à face da terra.
Linda Kasabian, uma das integrantes da comunidade, resolveu porém denunciar Manson e os outros responsáveis à polícia, por não concordar com os assassinatos e também para beneficiar de indultos.
Charles Manson, com 37 anos, foi preso e acusado de seis mortes, sendo levado a tribunal, embora alegasse não ter participado pessoalmente em nenhuma delas. Durante o julgamento, afirmou o seu ódio profundo pela Humanidade e apresentou-se com uma cruz gamada tatuada na testa. Ele e outros cinco foram condenados à morte em 1971. Com a mudança das leis penais no ano seguinte, a pena foi comutada em prisão perpétua.
Os seus pedidos de liberdade condicional (o último em Maio de 2007) têm sido todos recusados, continuando preso na Califórnia, numa unidade especial de isolamento, onde também se encontra o assassino de Robert Kennedy. Só poderá voltar a recorrer em 2012, terá então 78 anos.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

EFEMÉRIDEJean-Louis Curtis, de seu verdadeiro nome Albert Laffitte, romancista e ensaísta francês, morreu em 11 de Novembro de 1995. Nascera em Orthez no dia 22 de Maio de 1917.
Fez os estudos secundários no colégio católico da sua cidade natal e os estudos superiores na Faculdade de Letras de Bordéus, na Sorbonne em Paris e em Inglaterra onde esteve de 1937 a 1939.
Foi mobilizado em 1939 para um regimento de Infantaria, optando no ano seguinte pela Aviação que estava então a pedir voluntários. Foi aluno-piloto em Versalhes e Nanterre, sendo depois transferido para Marrocos, prosseguindo a sua aprendizagem em Meknès e Kasbah-Tadla. Desmobilizado em Setembro de 1940, voltou a França onde foi professor em Baiona.
Ganhou o prestigioso Prémio Goncourt em 1947, com o romance “As florestas da noite”.
Em 1955 deixou o Ensino, passando a consagrar-se inteiramente ao trabalho de escritor. Colaborou em muitos jornais e revistas, como Le Figaro, Le Nouvel Observateur, Les Nouvelles littéraires, Le Quotidien de Paris, L’Express, La Nouvelle Revue française e Cahiers des Saisons.
Traduziu obras de Shakespeare para a “Comédie Française” e foi o responsável pela legendagem de uma série da BBC sobre aquele escritor inglês.
Em 1972 recebeu o “Grande Prémio da Academia Francesa” e, em 1981, o “Prix Pierre de Monaco”.
Foi eleito para a Academia Francesa em 1986, era Oficial da Legião de Honra e Oficial das Artes e das Letras.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

"Quem quer ser milionário?" - Versão espanhola para sorrir...

EFEMÉRIDEMartinho Lutero (Martin Luther), teólogo alemão, considerado o pai da “Reforma Protestante”, que mudou o curso da civilização ocidental, nasceu em Eisleben no dia 10 de Novembro de 1483. Morreu na mesma localidade em 18 de Fevereiro de 1546.
Obteve um bacharelato em 1502 e concluiu um mestrado em 1505. Inscreveu-se então na Faculdade de Direito, mas o seu destino mudou após uma grande tempestade ocorrida naquele mesmo ano. Um raio caiu próximo de Martinho que, aterrorizado, gritou: «Ajuda-me, Sant'Ana, e eu me tornarei um monge!». Promessa feita, promessa cumprida. Deixou a Universidade, vendeu todos os seus livros e entrou para a Ordem Agostiniana. Dedicou-se inteiramente à vida no mosteiro, cumprindo todas as suas tarefas e rituais, mas reiniciando também a vida académica.
Em 1507 foi ordenado sacerdote e, no ano seguinte, começou a ensinar Teologia na Universidade de Wittenberg. Simultaneamente obteve outro bacharelado em Estudos Bíblicos e, dois anos depois, visitou Roma, de onde regressou bastante decepcionado.
Em 1512 doutorou-se em Teologia e foi recebido no Senado da Faculdade Teológica com o título de "Doutor em Bíblia". Em 1515 foi nomeado vigário da sua Ordem.
Estudou grego e hebraico para aprofundar o significado e a origem das palavras utilizadas nas Escrituras, conhecimentos que utilizaria mais tarde para a sua própria tradução da Bíblia.
Além das suas actividades como professor, Martinho Lutero ainda colaborava como pregador e confessor na Igreja de Santa Maria. Foi durante esse período que o jovem sacerdote se deu conta dos problemas que o oferecimento de indulgências aos fiéis poderiam acarretar. A indulgência era a remissão (parcial ou total) do castigo temporal imputado a alguém por conta dos seus pecados. Naquele tempo qualquer pessoa poderia comprar uma indulgência. Um frade fora mesmo recrutado, para viajar através dos territórios episcopais do arcebispo Alberto de Mogúncia, promovendo e vendendo indulgências com o objectivo de financiar as reformas da Basílica de São Pedro em Roma.
Lutero viu este tráfico de indulgências como um abuso, que poderia confundir as pessoas, deixando de lado a confissão e o arrependimento verdadeiros. Em 1517 foram afixadas as suas “95 Teses”, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre as Indulgências.
Foi acusado de heresia por se opor à doutrina do Sumo Pontífice. Lutero, que anteriormente professava a obediência implícita à Igreja, negava agora abertamente a autoridade papal e apelava para que fosse realizado um Concílio. Não pareciam haver esperanças de entendimento e os escritos de Lutero circulavam amplamente, alcançando a França, a Inglaterra e a Itália.
Em 1520, Lutero escreveu “à nobreza cristã da nação alemã”, recomendando que se fizesse a reforma requerida por Deus, mas abandonada pelo Papa e pelo clero. Pela primeira vez Lutero referiu-se ao Papa como o Anticristo. As reformas que Lutero propunha não se referiam apenas a questões doutrinárias, mas também a abusos eclesiásticos.
O Papa ameaçou-o com a excomunhão, a menos que, num prazo de sessenta dias, repudiasse a sua doutrina. Lutero respondeu que não se submetia a leis, ao interpretar a palavra de Deus. O Papa Leão X acabou por o excomungar em 1521.
O Imperador Carlos V convidou-o a renunciar ou a confirmar as suas afirmações. Foi-lhe mostrada uma mesa cheia de cópias dos seus escritos, sendo-lhe perguntado se os livros eram da sua autoria e se ele acreditava naquilo que eles diziam. Lutero pediu um tempo para pensar na resposta. Isolou-se em oração e, no dia seguinte, afirmou que não queria retratar-se de nada, porque fazer algo contra a sua consciência não era seguro nem saudável. «Não posso fazer outra coisa. Esta é a minha posição. Que Deus me ajude!».
Nos dias seguintes, houve muitas reuniões privadas para determinar qual o destino a ser dado a Lutero. Antes que a decisão fosse tomada, ele desapareceu, sendo declarado fugitivo e herege.
Lutero já tinha muitos seguidores, que queriam fazer até mais rapidamente as reformas na Igreja. Lutero aconselhou porém uma reforma cuidadosa, que levasse em consideração a consciência daqueles que ainda não estivessem convencidos da sua justeza.
Em 1523 ajudou doze freiras a escaparem do cativeiro, no Convento de Nimbschen. Entre essas freiras encontrava-se Catarina von Bora, com quem veio a casar-se dois anos depois. Este casamento incentivou o casamento de outros padres e freiras, que haviam adoptado a Reforma. Foi um rompimento definitivo com a Igreja Romana. Lutero decidiu reformar então a Igreja, fundando o Protestantismo, que não seguia tradições, mas apenas a doutrina expressa na Bíblia. A tradução desta, feita por Lutero, suplantou as anteriores porque, para além da sua qualidade, foi amplamente divulgada por meio da Imprensa, entretanto desenvolvida por Gutenberg.

domingo, 9 de novembro de 2008

EFEMÉRIDE Imre Kertész, escritor húngaro de religião judaica, sobrevivente dos campos de concentração nazis, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura de 2002, nasceu em Budapeste no dia 9 de Novembro de 1929.
Quando voltou à Hungria, em 1945, todos os membros da sua família tinham desaparecido. Em 1948 começou a trabalhar como jornalista. Tem-se dedicado inteiramente à literatura e a traduções desde 1953. Na década 1960, para ganhar a vida, escreveu algumas comédias musicais.
A sua obra mais conhecida “Sem destino” descreve a experiência de um rapaz de quinze anos nos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, Buchenwald e Zeitz, mas Kertész desmentiu que se trate de uma autobiografia. Em 2005 este livro foi adaptado ao cinema.
Imre Kertész, além de ser romancista, dramaturgo, jornalista e ensaísta, traduziu para húngaro vários autores estrangeiros como Nietzche e Sigmund Freud. Foi o primeiro húngaro a receber o Prémio Nobel de Literatura.
Foi quase ignorado na Hungria até 1989, apesar de muitos dos seus livros terem merecido traduções no estrangeiro, sobretudo na Alemanha.
Peter Lazlo Zent, director do Festival Internacional do Livro de Budapeste, observou que o que faz de Imre Kertész um escritor genial é o facto da sua obra não ser marcada por experiências «sob o ponto de vista da vítima», mas sim «pela procura do humano, no que há de mais desumano».

sábado, 8 de novembro de 2008


OLHARES OPOSTOS
(quadras)

1

Perco-me num labirinto
De guerra, fome e pobreza
Olho p’ra o mundo e sinto
Uma infinita tristeza

2

Olho p’ra o mundo e sinto
Uma alegria sem par
Com o arco-íris, pinto
As cores do teu olhar

.
Gabriel de Sousa
O LOBO E A COBRA

Era uma vez um lobo que vivia numa serra muito fria. Fazia sempre «auuuuuu» quando via alguém.
Um dia, viu uma cobra e apaixonou-se. E disse o lobo à cobra:
- Queres vir jantar a minha casa?
- Sim quero!
Disse a cobra.
Então eles foram jantar.
A cobra viu o jantar, revirou os olhos e comeu tudo. E como o jantar estava bom, ficou com inveja por não saber cozinhar tão bem, comeu o lobo e fez-se o funeral. Choraram todos.

Vitória,
vitória,
acabou-se a história!



Maria de Sousa Álvares Pereira
(Minha neta, 8 anos)
EFEMÉRIDEPeter Ulrich Weiss, também conhecido por Sinclair, pintor, escritor e dramaturgo alemão, nasceu em Neubabelsberg, perto de Berlim, em 8 de Novembro de 1916. Faleceu em Estocolmo no dia 10 de Maio de 1982.
Filho de um pequeno industrial judeu e de uma actriz cristã, Peter Weiss viveu a infância em Bremen e a adolescência nos subúrbios de Berlim. Com a chegada de Hitler ao poder, a família refugiou-se em Londres, mudando-se posteriormente para a Checoslováquia e fixando-se depois na Suécia, um pouco antes da 2ª Guerra Mundial.
Começou a sua carreira literária escrevendo em língua sueca, fazendo-o mais tarde em alemão. A sua melhor obra terá sido “Perseguição e Assassinato de Jean-Paul Marat”. Nesta obra, de compromisso político e que lhe valeu o título de "Novo Brecht", os loucos de um manicómio levam a cabo uma representação teatral sobre o personagem histórico Marat. Alguns críticos vêem nesta obra a síntese de várias correntes teatrais modernas: teatro épico, teatro do absurdo e teatro da crueldade, entre outras.
Nos anos 1960, escreveu uma peça teatral sobre Portugal e o colonialismo português: “Canto do Papão Lusitano”, publicado em França, em língua portuguesa, pelas edições “Ruedo Ibérico” (1969).

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bebé indiano a "brincar"
EFEMÉRIDETerence Steve McQueen, actor e produtor de cinema norte-americano, também piloto de moto e de automóvel, morreu em Ciudad Juárez, no México, em 7 de Novembro de 1980, vítima de crise cardíaca, após uma delicada cirurgia para lhe extrair um tumor nos pulmões. Nascera em Beech Grove, no dia 24 de Março de 1930.
Teve uma juventude acidentada, convivendo com hippies, delinquentes e transviados. Passou dois anos num reformatório da Califórnia e, aos 15 anos, abandonou a família para entrar no mundo do trabalho. Foi marinheiro, carregador, empregado de um posto de gasolina e vendedor. Em 1947 alistou-se nos Marines, onde foi mecânico. O destino sorriu-lhe, quando aceitou ganhar quinze dólares semanais, para dizer um simples diálogo numa peça em exibição num pequeno teatro da Broadway.
Definia-se a ele próprio como cínico e rebelde, sempre procurando interpretar personagens nada românticos e nunca galãs. Ao chegar a Hollywood, nos anos 1950, foi saudado como o sucessor de James Dean. Em 1952 estudou no “Actors Studio” de Nova Iorque.
Começou a trabalhar na televisão. sobretudo em aventuras que exigiam grande sangue frio. O seu primeiro filme foi rodado em 1956 : “Marcado pelo Ódio”. Era o princípio de uma carreira, que faria dele um dos grandes actores da sua geração. Dos muitos filmes que fez, os principais terão sido: “Os Sete Mercenários”, “A Grande Invasão”, “Bullitt” e “Papillon”.
Sendo ele próprio um grande amador dos desportos mecânicos, dispensava muitas vezes os duplos nas cenas mais arriscadas.
A pressão de Hollywood abriu-lhe as portas da “noite” e das substâncias ilícitas, de que muitas vezes abusou (heroína, cannabis, etc.).
Bastante doente, fez-se operar no México, porque os cirurgiões americanos recusavam-se a operá-lo, temendo pelo seu coração, demasiadamente frágil apesar de ter apenas 50 anos.
Quando faleceu, possuía já a sua própria empresa cinematográfica (“Solar”) e era uma das mais populares figuras do cinema norte-americano.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

EFEMÉRIDEJoseph Raymond “Ray” Conniff, músico norte-americano, nasceu em Attleboro, no Massachusetts, em 6 de Novembro de 1916. Morreu na Califórnia no dia 12 de Outubro de 2002, vítima de um segundo derrame cerebral.
Filho de pais músicos, também ele quis seguir uma carreira musical. Fez um curso por correspondência, que lhe custou um dólar (!) e que o iniciou na parte teórica. Ainda bastante jovem, formou o seu primeiro grupo e, mais tarde, para se aperfeiçoar, ingressou na Juilliard School. Depois de obter uma sólida base musical, como trombonista e arranjador em várias bandas, passou a escrever arranjos para outros músicos.
Era tal o seu talento que, em 1955, a convite da CBS, formou a sua própria orquestra. A sua maneira de associar as vozes masculinas a trombones, trompas e saxofones baixos, e as vozes femininas a clarinetes e saxofones altos, dava-lhe uma característica fora do vulgar e muito própria.
Do seu primeiro disco, gravado em 1956, foram vendidos milhões de exemplares, permanecendo vários meses nos “Top-Ten”. Os álbuns seguintes constituíram igualmente grandes êxitos.
Ray Conniff foi um músico notável, sobretudo até ao meio dos anos 1960, época em que actuou também no Brasil, convidado para o Festival Internacional da Canção. Dirigindo uma orquestra constituída por um coral e músicos brasileiros, levou ao delírio o público do “Maracanãzinho”. Foi o início de uma série de tournées que o levaram à América Latina, Inglaterra, Alemanha. Rússia, Japão, etc. Passou a ir ao Brasil anualmente, sendo a última vez em 2001.
Nas décadas de 1980/1990, voltou-se de vez para o mercado latino, tendo gravado centenas de canções, incluindo algumas brasileiras. Publicou também vários álbuns de bandas sonoras de filmes americanos, que incluíram sucessos como Titanic e Super-homem.
A última canção que gravou foi “Nossa Senhora” do brasileiro Roberto Carlos. Ao longo da sua carreira, ganhou nove discos de oiro e um de platina, tendo recebido igualmente um “Grammy”.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

EFEMÉRIDE Vivien Leigh, de seu verdadeiro nome Vivian Mary Hartley, actriz de teatro e de cinema britânica, nasceu em Darjeeling, na Índia, em 5 de Novembro de 1913. Faleceu em Londres no dia 8 de Julho de 1967.
A família deixou a Índia e fixou-se no Reino Unido, onde a jovem Vivien cresceu. Foi educada num convento, obtendo depois um diploma na “Academia Real de Arte Dramática”.
Apesar de ter feito relativamente poucos filmes, Vivien ganhou o “Oscar de Melhor Actriz” por duas vezes: a primeira, com “E Tudo o Vento Levou” (1939) e a segunda, com “Um Eléctrico Chamado Desejo” (1952).
Com o filme “Uma rua chamada pecado” foi também considerada a “Melhor Actriz” no “Festival de Cinema de Veneza” em 1951.
O seu segundo marido, Laurence Olivier, dirigiu-a em vários dos seus filmes. Com uma carreira teatral de trinta anos, ela era bastante versátil, tendo interpretado desde heroínas de comédias até personagens de dramas clássicos Shakespearianos.
Afectada por um distúrbio bipolar durante a maior parte de sua vida adulta, o humor de Vivien não era compreendido pelos realizadores e assim ganhou a reputação de ser uma actriz de trato difícil.
Era uma grande fumadora, chegando a fumar quatro maços de cigarros por dia. Foi-lhe diagnosticada uma tuberculose crónica em 1944. Vivien tornou-se bastante frágil a partir de então. Em 1960 foi atormentada também por uma doença maníaco-depressiva e divorciou-se de L. Olivier, por ele a ter traído com Joan Plowright.
Vivien continuou a trabalhar esporadicamente no cinema e no teatro, até morrer subitamente em Julho de 1967.
Foi considerada por muitos como uma das mais belas mulheres da história do cinema, tendo uma estrela no célebre “Passeio da Fama” no Hollywood Boulevard.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

EFEMÉRIDEWilfred Edward Salter Owen, poeta e militar inglês, morreu em Ors no dia 4 de Novembro de 1918. Nascera em Plas Wilmot, em 18 de Março de 1893.
Estudou no “Birkenhead Institute” e na “Shrewsbury Technical School”, tendo descoberto a sua vocação poética durante umas férias em Cheshire. Recebeu uma educação anglicana e frequentou a Universidade de Londres.
Em Outubro de 1915 alistou-se no exército e, em 1917, recebeu o posto de “subtenente” ao serviço do Regimento de Manchester. Depois de algumas experiências traumáticas, foi-lhe diagnosticado uma síndrome comocional (shell shock) sendo internado no Hospital Militar de Edimburgo. Foi aqui que conheceu o poeta Siegfried Sassoon que muito o influenciou.
De volta para a frente de combate, em Outubro de 1918, morreu no mês seguinte, precisamente sete horas antes de ter sido assinado o Armistício. A mãe foi avisada, quando os sinos começavam a repicar festejando a assinatura daquele documento.
Os seus poemas sobre a guerra só foram publicados em 1920, revelando um poeta pleno de autenticidade e realismo, que foi então considerado o “grande poeta da Primeira Guerra Mundial”. Descreveu a brutalidade e o horror da guerra nas trincheiras e os ataques com gás. Exerceu um grande fascínio na poesia inglesa dos anos 1930.
Os seus restos mortais, bem assim como os de todos os seus camaradas de armas dizimados em Ors pelos alemães, repousam no cemitério local. Foi-lhe atribuída a “Military Cross”, a título póstumo, pela sua coragem e pelas suas qualidades de chefia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

EFEMÉRIDE Ann Scott, romancista francesa, nasceu em Boulogne-Billancourt no dia 3 de Novembro de 1965. É autora de várias novelas e romances, entre os quais “Superstars” considerado o “primeiro romance pop francês”.
Filha de mãe russa (fotógrafa) e de pai francês (homem de negócios e coleccionador de arte contemporânea), viveu em Paris até aos dezasseis anos. Instalou-se depois em Londres. Começou pela música, antes de se tornar manequim. Fez desfiles para John Galliano, Yohji Yamamoto e Jean-Paul Gaultier. Foi contratada igualmente para campanhas publicitárias pelos produtos “L'Oréal” e pelo célebre cabeleireiro inglês Vidal Sassoon. Apareceu em capas e artigos de várias revistas inglesas, italianas e francesas. A sua carreira no mundo da Moda durou três anos.
Aos vinte anos descobriu o seu gosto pela leitura através das obras de William S. Burroughs, Jack Kerouac e Truman Capote. Um encontro com o editor e escritor francês Michel Luneau convenceu-a a iniciar-se na Literatura. Começou por escrever algumas novelas em revistas, antes de se lançar como romancista.
Superstars”, manifesto da geração “tecno”, consagra-a como “autora de culto” desde a sua publicação em 2000.
Além de romances, continua a publicar novelas em revistas parisienses e em diversas antologias. A sua obra denota influências de Balzac e Truman Capote. Os temas recorrentes nos seus escritos são a música, as drogas, a morte e a sexualidade. Para ela a «bissexualidade é uma forma de equilíbrio, enquanto a homossexualidade é patológica».
Durante a sua estadia em Londres foi companheira de vários músicos ingleses, sendo conhecidas igualmente algumas ligações bissexuais com actrizes e manequins.

domingo, 2 de novembro de 2008

EFEMÉRIDETheo van Gogh, escritor, jornalista e realizador de cinema holandês bastante polémico, morreu em Amesterdão no dia 2 de Novembro de 2004. Nascera em Haia, em 23 de Julho de 1957. O seu bisavô era irmão do famoso pintor holandês Vincent van Gogh.
Abandonou o curso de Direito, tornou-se encenador e encetou a carreira de realizador em 1982. Recebeu dois “Gouden Kalf “, o equivalente holandês dos Oscares. Entrou também como actor num filme em 1992. Trabalhou igualmente na televisão e escreveu artigos, frequentemente provocadores, no jornal “Metro”, entre outros. Era membro da Sociedade Republicana Holandesa (anti-monárquica).
Van Gogh tornou-se famoso pelas provocações que fez a várias religiões. Disse, por exemplo, que Jesus Cristo era «um peixe podre da Nazaré». Desrespeitou igualmente os judeus, dizendo que «o cheiro a caramelo, sentido quando os incineravam, indicava que eles eram todos diabéticos». Atacou particularmente o Islão, tendo realizado uma curta-metragem para a televisão (“Submissão”), na qual criticou a situação das mulheres islamitas, mostrando uma jovem nua com frases do Corão escritas sobre o corpo. Publicou também artigos num jornal diário holandês, em que retratava Maomé como pedófilo, visto ter casado com uma menina de nove anos.
Após ter recebido várias ameaças de morte, foi esfaqueado e alvejado com oito tiros por um fanático religioso muçulmano, morrendo de imediato. No cadáver foi encontrada uma faca e uma folha de papel com versículos do Corão. O assassino foi detido pela polícia, após perseguição e depois de ter sido alvejado numa perna. Era um jovem muçulmano de 26 anos, de dupla nacionalidade (holandesa e marroquina) e foi condenado a prisão perpétua. Confessou o crime, afirmou ter agido em nome da sua religião e que voltaria a repetir o acto, não demonstrando qualquer arrependimento.
O último livro que Theo escrevera, em 2003, foi “Alá sabe melhor”, em que fez uso de um estilo irónico e bastante sarcástico. Embora se possa defender o “direito à liberdade de expressão”, também se poderá dizer que Theo van Gogh tudo fez para escolher o seu destino…

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