
Filho de pais músicos, também ele quis seguir uma carreira musical. Fez um curso por correspondência, que lhe custou um dólar (!) e que o iniciou na parte teórica. Ainda bastante jovem, formou o seu primeiro grupo e, mais tarde, para se aperfeiçoar, ingressou na Juilliard School. Depois de obter uma sólida base musical, como trombonista e arranjador em várias bandas, passou a escrever arranjos para outros músicos.
Era tal o seu talento que, em 1955, a convite da CBS, formou a sua própria orquestra. A sua maneira de associar as vozes masculinas a trombones, trompas e saxofones baixos, e as vozes femininas a clarinetes e saxofones altos, dava-lhe uma característica fora do vulgar e muito própria.
Do seu primeiro disco, gravado em 1956, foram vendidos milhões de exemplares, permanecendo vários meses nos “Top-Ten”. Os álbuns seguintes constituíram igualmente grandes êxitos.
Ray Conniff foi um músico notável, sobretudo até ao meio dos anos 1960, época em que actuou também no Brasil, convidado para o Festival Internacional da Canção. Dirigindo uma orquestra constituída por um coral e músicos brasileiros, levou ao delírio o público do “Maracanãzinho”. Foi o início de uma série de tournées que o levaram à América Latina, Inglaterra, Alemanha. Rússia, Japão, etc. Passou a ir ao Brasil anualmente, sendo a última vez em 2001.
Nas décadas de 1980/1990, voltou-se de vez para o mercado latino, tendo gravado centenas de canções, incluindo algumas brasileiras. Publicou também vários álbuns de bandas sonoras de filmes americanos, que incluíram sucessos como Titanic e Super-homem.
A última canção que gravou foi “Nossa Senhora” do brasileiro Roberto Carlos. Ao longo da sua carreira, ganhou nove discos de oiro e um de platina, tendo recebido igualmente um “Grammy”.
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