terça-feira, 15 de julho de 2008

Tempo de Férias e de descanso! - Só voltarei ao vosso convívio em meados de Agosto. Até lá, boas férias para todos(as).
EFEMÉRIDEGianni Versace, grande costureiro italiano, morreu em Miami no dia 15 de Julho de 1997, assassinado com dois tiros por um “serial killer”, quando regressava a casa. Tinha cinquenta anos Nascera em Reggio di Calabria, em 2 de Dezembro de 1946.
Versace adquiriu a sua vocação de criador de moda, vendo a mãe trabalhar no atelier que, segundo ele, era «um teatro mágico». Fundou a sua própria marca em 1978, começando assim a erguer umas das maiores e mais importantes empresas de Moda do século XX. O seu estilo era considerado original, luxuoso, quiçá um pouco exibicionista, muito caro e cheio de glamour. Tinha uma invejável clientela de ricos e famosos, entre os quais Maurice Béjart e Elton John. Vestiu também, com grande êxito, muitos personagens de inúmeras óperas famosas, representadas pelo mundo fora.
Depois da sua morte, a empresa continuou em actividade, sob a batuta de Donatella Versace, sua musa, irmã e braço direito, tendo a presidência sido assegurada pelo irmão. Actualmente, o Império Versace inclui vestuário feminino e masculino, vestuário desportivo, roupa íntima, óculos, jeans, perfumes, cosmética, jóias e decoração. Tem igualmente um hotel de seis estrelas, Palazzo Versace, localizado na Costa Dourada australiana e que deveria ser o primeiro de uma cadeia hoteleira em formação.
Em 1986 foi agraciado com a Comenda da República Italiana e recebeu a Grande Medalha da Cidade de Paris. Em 1988 foi considerado o mais criativo e inovador estilista do mundo. Em 1993 o "Council of Fashion Designers of America" distinguiu-o com o “Oscar” americano da Moda. Em 1995 Elton John entregou-lhe em Nova Iorque o “Prémio VHI Fashion and Music” pela sua contribuição especial para o mundo da moda e da música.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

EFEMÉRIDEJacinto Benavente y Martínez, dramaturgo espanhol dos mais importantes do seu século, Prémio Nobel de Literatura em 1922, morreu em 14 de Julho de 1954. Nascera em Madrid no dia 12 de Agosto de 1866.
Estudou na Universidade de Madrid e, depois da morte do pai, viajou imenso sobretudo pela Rússia e por França.
Os seus primeiros grandes sucessos foram “El nido ajeno”, em 1894, que marcou a renovação do teatro castelhano, e “Gente conocida”, em 1896, uma sátira à vida madrilena.
Jacinto Benavente introduziu referências europeias modernas no teatro espanhol, pois conhecia muito bem a produção cénica que se desenrolava para além dos Pirinéus, como a dos autores Gabriele d’Annunzio, Oscar Wilde e Bernard Shaw, entre outros.
A sua obra mais representativa e conseguida foi “Los intereses creados” (1907) em que satirizou o mundo dos negócios, numa sábia combinação da “Commedia dellarte” e do “Teatro clássico espanhol”.
Outra vertente por ele cultivada foi o drama da vida rural, em peças que, como “Señora Ama" (1908) e “La malquerida” (1913), contrastam frontalmente com o resto da sua obra.

domingo, 13 de julho de 2008

Astúcia... (boa ideia)

EFEMÉRIDEWole Soyinka, escritor nigeriano, Prémio Nobel da Literatura em 1986, nasceu em Abeokuta no dia 13 de Julho de 1934. É considerado por muitos como o maior dramaturgo africano de sempre. Apesar de ter nascido numa família humilde, fez sucessivamente a instrução primária, os estudos secundários, frequentou a University College (1952-1954) em Ibadan, e a University of Leeds (1954-1957) na Inglaterra, onde se licenciou com distinção em Literatura inglesa. Trabalhou no Royal Court Theater em Londres, antes de voltar à Nigéria para se dedicar ao estudo da dramaturgia africana. Leccionou nas Universidades de Lagos e Ife, tornando-se professor de Literatura Comparativa em 1975. Soyinka tem participado activamente na política do seu país. Em 1967, durante a Guerra Civil, foi preso pelo Governo Federal por tentar mediar a paz entre as facções beligerantes. Na prisão, escreveu poemas que mais tarde viriam a ser publicados sob o título “Poems from Prison”. Após ter sido libertado, contou a sua experiência no livro: “The Man Died: Prison Notes”. Durante a ditadura do General Abacha (1993/1998), que o condenou à morte, exilou-se voluntariamente, passando a maior parte do seu tempo nos Estados Unidos, onde ensinou na Universidade de Emory na cidade de Atlanta. Soyinka tem criticado abertamente as tiranias de todo o mundo, incluindo a de Mugabe no Zimbabwe. Wole Soyinka foi um dos fundadores do Parlamento dos Escritores Nigerianos e presidente da Comunidade Africana de Cultura. Foi o primeiro escritor africano a receber o Prémio Nobel da Literatura.

sábado, 12 de julho de 2008

EFEMÉRIDEAmedeo Clemente Modigliani, pintor e escultor italiano, nasceu em Livorno, na Toscânia, em 12 de Julho de 1884. Faleceu em Paris (cidade onde vivia desde 1906) no dia 24 de Janeiro de 1920.
Ainda criança, demonstrou muito interesse pela pintura, sendo incentivado pela mãe, que o levava a visitar museus de arte e que o matriculou no estúdio de Guglielmo Micheli. Na infância, sofreu de tifo e tuberculose, doenças que comprometeram a sua saúde para o resto da vida e cujos tratamentos o levavam a fazer frequentes viagens, até se mudar definitivamente para Paris.
Em 1902 inscreveu-se na “Escola Livre do Nu” da Academia de Belas Artes de Florença e no ano seguinte no Instituto de Artes de Veneza.
Como tantos outros artistas, conheceu a extrema pobreza. Só em 1917 fez a sua primeira exposição individual que, no entanto, apenas durou um dia, pelo escândalo causado pelos nus expostos na Galeria Weil.
Não se poderá dizer que pertencia a qualquer escola ou estilo, pois encontrava-se ainda em pleno período de questionamento e de transições. O seu estilo próprio fez parte de um momento em que a pintura, confrontada com a fotografia, lutava para conquistar o seu espaço. Foi influenciado sucessivamente por Toulouse-Lautrec e por Paul Cézanne, pelo cubismo e pelo “período azul” de Picasso... Tornou-se notado pela rapidez com que executava as suas obras, praticamente sem fazer quaisquer retoques.
No respeitante à escultura, nota-se nele uma forte influência africana e cambojana, fruto porventura das suas visitas ao “Museu do Homem” em Paris. Dedicou-se depois exclusivamente à pintura por motivos de saúde. Fez retratos de várias celebridades da época como Diego Rivera, Max Jacob, Blaise Cendrars, Jean Cocteau, etc.
Modigliani morreu aos 35 anos, vítima de meningite tuberculosa, agravada pelo excesso de álcool e por consumo de haxixe. Foi sepultado no célebre cemitério parisiense Père-Lachaise. Dois dias depois da sua morte, a mulher suicidou-se, atirando-se de um quinto andar. Estava grávida de nove meses. Deixaram uma filha, que escreveria mais tarde a biografia do pai.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"A vida é curta" (Filme um pouco macabro mas... interessante)

EFEMÉRIDEGiorgio Armani, um dos mais conceituados estilistas italianos, nasceu em Placência, no norte da Itália, ao sul de Milão, no dia 11 de Julho de 1934. Fundou em 1974 a sua empresa, a Giorgio Armani S.p.A., e é hoje o designer de moda mais bem sucedido do mundo, com uma fortuna pessoal de vários biliões de euros.
Frequentou a Faculdade de Medicina durante apenas dois anos, dedicando-se depois à fotografia. Após completar o serviço militar, em 1957, trabalhou nos grandes armazéns La Rinascente, em Milão, como decorador de vitrinas, iniciando-se no mundo da moda.
De 1961 a 1970, trabalhou para Nino Cerruti, construindo depois a sua própria carreira como estilista, lançando em 1974 a primeira colecção masculina com o seu nome.
Gradualmente começou a adaptar as suas criações para a linha feminina, inspirando-se em trajes masculinos, desenvolvendo no entanto acabamentos, tecidos e corte, que privilegiam as formas da mulher.
Sendo um viciado no trabalho, é várias vezes arrogante em situações delicadas, tendo amiúde desavenças com outros estilistas italianos.
O seu renome internacional foi assegurado ao realizar vestimentas para grandes nomes de Hollywood, particularmente para Richard Gere no filme “American Gigolo” (1981).
Em 2006 associou-se com a IMAAR (Sociedade imobiliária do Dubai) para lançar a cadeia hoteleira ARMANI Hotels.
Giorgio Armani recebeu recentemente, em 3 de Julho de 2008, as insígnias de Oficial da Legião de Honra, no fecho da “Semana da Moda Parisiense”.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

EFEMÉRIDEPúblio Élio Trajano Adriano, imperador romano, também poeta, morreu em Roma no dia 10 de Julho de 138, depois de vários anos de sofrimento devido a artrose. Nascera em Itálica, actual Espanha, em 24 de Janeiro de 76. Ficou mais conhecido simplesmente por Adriano e é considerado um dos "cinco bons imperadores".
Logo após a morte de Trajano, constou que este o teria adoptado no seu leito de morte, como filho e sucessor na dignidade imperial. Muitos disseram, no entanto, que tal adopção teria sido inventada pela viúva de Trajano.
Percebendo que o Império esgotara a sua capacidade expansionista, Adriano abandonou as conquistas de Trajano, enveredando por uma política defensiva e diplomática. Na prática, isso significou renunciar às conquistas recentes na Mesopotâmia e rectificar os limites da Dácia (actual Roménia).
Por outro lado, com o intuito de proteger as demais fronteiras contra os bárbaros, construiu grande número de fortificações, entre elas, em 112, a chamada Muralha de Adriano, que marcou durante séculos a fronteira entre a Inglaterra e a Escócia.
Durante o seu reinado, foi um viajante incansável, visitando as várias províncias do império. Terá passado doze anos do seu reinado fora de Roma. Por onde passava ia levantando cidades, construindo estradas e erigindo monumentos.
Letrado, Adriano era admirador da cultura grega, sendo um dos responsáveis pela expansão do helenismo no mundo antigo. Em 127, afirmou que os «Cristãos não podiam ser condenados à morte sem julgamento».
Quando morreu, as suas cinzas foram colocadas num mausoléu, que veio a transformar-se no actual Castelo de Santo Ângelo, em Roma. A sucessão de Adriano foi complicada: ele tinha pensado adoptar como filho e sucessor Ceionius, um dos seus mais antigos favoritos. Este, porém, morreu prematuramente. Adriano acabou por adoptar o senador Antoninus, que viria a ser conhecido como imperador Antonino Pio, isto todavia sob condição de que este adoptasse como filho e sucessor um parente de Adriano, o jovem Marcus Annius Verus, o futuro imperador Marco Aurélio. Adriano “acautelava” assim o futuro de Roma para além da sua morte.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

EFEMÉRIDEJean Cassou, escritor, resistente e crítico de arte francês, nasceu em Deusto, perto de Bilbao, Espanha, em 9 de Julho de 1897. Faleceu em Paris no dia 16 de Janeiro de 1986.
Tendo-lhe morrido o pai quando tinha dezasseis anos, viu-se obrigado a trabalhar para ajudar a família, ao mesmo que continuava os seus estudos. Licenciou-se em Espanhol na Faculdade de Letras de Paris.
A partir de 1921 publicou várias crónicas (Cartas Espanholas) na revista “Le Mercure de France” e em 1925 publicou o seu primeiro romance “Éloge de la Folie”.
Demitido do lugar de Conservador do Museu de Arte Moderna pelo regime de Vichy, entrou para a Resistência em 1940, assegurando juntamente com outros intelectuais a redacção de um jornal, de que foram publicados unicamente cinco números (1940/1941). Conseguiu escapar à Gestapo quando estava prestes a ser detido e deslocou-se para Toulouse. Acabou por ser preso e, na prisão, sem possibilidade de escrever, conseguiu compor de cabeça os seus “Trinta e Três Sonetos” que foram publicados em 1944 sob o pseudónimo de “Jean Noir”.
Libertado em 1943, reentrou na Resistência e redigiu os “Cadernos da Libertação”. Em Agosto, no momento da libertação de Toulouse, o seu carro encontrou uma coluna alemã: dois dos seus companheiros foram mortos e ele assim foi considerado também. Transportado ao hospital em estado de coma, salvou-se após um ano de convalescença.
Em 1945 recuperou as funções de Conservador de Museu, que manteve até 1965. Em 1956 foi Presidente do “Comité Nacional de Escritores” e em 1964 tornou-se igualmente membro da Academia Real da Bélgica. Até 1970 foi Director da Escola Prática de Altos Estudos. Foi membro também da Academia Flamenga de Belas Artes, bem assim como de várias outras academias estrangeiras.
Em 1971 recebeu o Grande Prémio Nacional de Letras e em 1983 o Grande Prémio da Sociedade das Gentes de Letras, ambos pelo conjunto da sua obra. Foi militante activo do “Movimento pela Paz”. Era Grande Oficial da Legião de Honra, tinha a Cruz de Guerra 1939/45 e a Medalha da Resistência, era Comendador das Artes e das Letras e recebeu condecorações da Holanda, Itália e Bélgica. Escreveu sete romances, oito ensaios, dois livros de crítica de arte e um de poesia.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Os Adiafa – cantares brejeiros do Alentejo

ALMADA & VIDA
(quadras)

1
P’ra festejar São João
A Almada tens de ir:
- Alegras teu coração
E vês a vida a sorrir!

2
Na vida tenho a ambição,
Que hei-de concretizar:
- No dia de São João
Ir a Almada marchar.

3
Em Junho, tenho de ir
Ver São João, em Almada,
Sentir a vida a sorrir,
Nessa terra abençoada.

4
Nossa vida se mudou
Na procissão em Almada:
Teu coração encontrou
Minha alma apaixonada.

Gabriel de Sousa

"Mulher Trompette" no show de Jô Soares

EFEMÉRIDEPierre Alexis, visconde de Ponson du Terrail, escritor do século XIX e um dos mestres do “romance-folhetim”, nasceu em Montmaur (Hautes-Alpes) no dia 8 de Julho de 1829. Morreu em Bordéus, em 10 de Janeiro de 1871. Ficou célebre pelo seu personagem Rocambole.
Ponson du Terrail começou a escrever por volta dos anos 1850. Durante duas décadas escreveu folhetins para quase toda a imprensa parisiense (L'Opinion nationale, La Patrie, Le Moniteur, Le Petit Journal, etc.)
Tinha como característica escrever muito depressa e nunca fazer revisões. Por isso se podem encontrar nas suas obras coisas assaz incoerentes, como por exemplo : «As suas mãos estavam tão frias como as duma serpente» ou «Com uma mão levantou o seu punhal, com a outra disse-lhe…».
Foi em 1857 que começou a redacção do primeiro romance da série “Rocambole”. Publicado no jornal “Patrie”, tornou-se um grande sucesso e deu a Ponson du Terrail grandes e duradouros proventos. Ao todo redigiu nove romances com este personagem.
Em Agosto de 1870, quando se preparava para iniciar a redacção de um outro episódio, Napoleão III capitulou perante os alemães. De imediato Ponson du Terrail partiu para Orleães onde formou uma milícia para iniciar a guerrilha. Foi no entanto obrigado a fugir, visto os alemães terem incendiado o seu castelo. Morreu poucos meses depois. Estima-se que terá escrito no total cerca de 73 romances. Nenhum deles foi uma obra-prima, mas todos foram inegavelmente muito populares.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

INDIFERENÇA
(quadras)

1
Tu olhas com indiferença
A pobreza envergonhada…
…Há gente que assim pensa
Porque não lhes falta nada!

2
Não posso ser indiferente
Ao ver gente esfomeada:
- A dor que cada um sente
Será por Deus escutada?

3
Não pode haver indiferença
Vendo a pobreza no Mundo…
…Para toda e qualquer crença
Será desgosto profundo.


Gabriel de Sousa

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