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domingo, 28 de janeiro de 2007
EFEMÉRIDE - José Julián Martí, poeta, pensador e revolucionário cubano, filho de pais espanhóis, nasceu em Havana, no dia 28 de Janeiro de 1853. Morreria em 19 de Maio de 1895, em Dos Rios, também em Cuba. É a personalidade mais glorificada pelo povo cubano, como apóstolo e mártir da luta pela independência. Com apenas 16 anos, publicou um jornal artesanal separatista, "El Diablo Cojuelo" e o primeiro e único número da revista "La Patria Libre". No mesmo ano passou a distribuir um periódico manuscrito intitulado "El Siboney". Pouco depois foi preso por estar na posse de papéis revolucionários. Foi condenado a seis anos de trabalhos forçados, mas passou somente 6 meses na prisão. Em 1871, muito doente, conseguiu um indulto e foi deportado para Espanha durante quatro anos. Aqui publicou o seu primeiro trabalho importante: "El Presidio Político en Cuba", no qual expõe as crueldades e os horrores vividos quando tinha estado preso. Dedicou-se depois ao estudo de Direito, obtendo a licenciatura em Saragoça, no ano de 1874. Antes de regressar a Cuba, o seu exílio prosseguiu na França e no México. Uma amnistia permitiu então o seu regresso, mas foi de novo preso e reenviado para Espanha. Conseguiu depois instalar-se em Nova Iorque, onde viviam muitos exilados cubanos. Homem de grande cultura, foi durante algum tempo professor de Literatura francesa, inglesa, alemã e italiana, de História e de Filosofia, na Guatemala. Exerceu também o professorado na Venezuela. Chegou a ter um plano para invadir Cuba, mas as autoridades americanas sequestraram os barcos e as armas que ele conseguira reunir. Desembarcou finalmente em Cuba em 1895, mas foi ferido seriamente durante a primeira batalha contra os espanhóis. Em virtude dos ferimentos, José Martí veio a falecer e o seu corpo foi mutilado pelos soldados e exibido à população. A canção mundialmente conhecida Guajira Guantanamera é baseada no seu poema Versos Sencillos, escrito no ano da sua morte.
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