
Tendo por origem uma família da rica burguesia judaica, estava predestinado a trabalhar na fábrica têxtil de seu pai. Estudou engenharia, especializando-se em manufactura, fiação e tecelagem, mantendo quase secreta a sua vocação para a literatura.
Foi amigo de vários intelectuais entre os quais Rainer Maria Rilke. Em 1927 vendeu a fábrica e decidiu estudar matemática, filosofia e psicologia na Universidade de Viena. Só enveredou pela carreira literária em 1931, tendo publicado o seu primeiro romance aos 45 anos: a trilogia “Os Sonâmbulos”. Ele já escrevia no entanto textos em revistas desde 1910.
Com a anexação da Áustria pelos nazis (1938), Broch foi preso mas, beneficiando de um movimento organizado por amigos - incluindo o escritor irlandês James Joyce, conseguiu ser libertado e autorizado a emigrar para os Estados Unidos. Neste país finalizou o seu mais célebre romance “A Morte de Virgílio” e começou a escrever um ensaio sobre o comportamento dos grupos sociais. Converteu-se depois ao Catolicismo.
Recebeu um prémio da Fundação Rockefeller pelos seus estudos sobre a Psicologia das Massas, foi professor honorário da Universidade de Yale em 1950 e teve uma nomeação para o Prémio Nobel de Literatura.
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