Os pais eram refugiados anarquistas espanhóis de origem pobre. Camilo chegou a emigrar para os Estados Unidos, onde trabalhou clandestinamente até ser expulso. De volta a Havana, participou em lutas estudantis contra o ditador Fulgencio Batista, tendo sido ferido a tiro e preso. Considerado comunista pela polícia, conseguiu fugir para o México, onde se juntou à expedição do barco “Granma”. Desembarcou em Cuba em 2 de Dezembro de 1956, fazendo parte da vintena de homens comandada por Fidel Castro, que daria origem ao exército rebelde.
Em 1958 comandou a “Coluna António Maceo”, que avançou decididamente para Havana. No dia 2 de Janeiro de 1959 entrou vitoriosamente na capital, controlando o quartel-general de Batista.
Ao lado de Fidel Castro, de Che Guevara e de Raul Castro, Camilo foi um dos principais líderes da Revolução Cubana. Organizou, juntamente com Raul Castro, o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias.
O avião em que viajava, um velho Cessna 310, desapareceu no céu cubano, o que causou grande dor em toda a população que, juntamente com a Marinha e o Exército, procurou durante vários dias, em terra e no mar, algum vestígio do líder guerrilheiro, mas sem sucesso. Cienfuegos tornou-se num dos mártires da Revolução e, nos dias 28 de Outubro de cada ano, as crianças cubanas continuam a atirar flores ao mar, em sua homenagem.
Che Guevara, que se tornara um dos seus grandes amigos, dedicou-lhe o seu livro “Guerra de Guerrilhas”.
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