Filho
de Leander B. Leland e de Zilpha Tifft Leland, estudou na escola pública e, ao
terminar, começou a trabalhar como vendedor de máquinas em Worcester, depois
como ferramenteiro do arsenal do exército, em Springfield durante a Guerra
de Secessão e logo depois mudou-se para Providence, onde trabalhou durante
vinte anos na Brown & Sharp como supervisor de máquinas.
Casou-se
em 1865 com Ellen R. Hull, de Millbury, com quem teve três filhos (Gertrude,
Wilfred Chester e Miriam, que morreu nova); Ellen faleceu em 1914.
Em
1890, mudou-se para Detroit, onde começou a trabalhar com motores; em 1904, fundou
a Cadillac Motor Company, resultado da fusão da Henry Ford Company
com a Leland & Faulconer, e ali foi consultor geral até 1909, quando
passou à presidência; em 1911, fundou a Lincoln Motor Company, nomeada
em homenagem ao presidente Abraham Lincoln, por quem tinha grande admiração e
ostentava uma notável colecção de livros sobre ele na sua biblioteca; em 1917,
a empresa passou a fabricar motores de avião para o governo, o Liberty L-12
(o pedido inicial de seis mil unidades subiu para dezassete mil, e para isso
empregou seis mil pessoas que produziam cinquenta motores por dia, durante dez
meses).
Quando
a Lincoln enfrentava a falência, ele declarou: «Vocês sabem, um homem
não pode chegar a um momento da sua vida quando ele não tem muito com que se
preocupar como quando tinha vinte e cinco anos e se perguntava como poderia
continuar e sustentar a sua família. Problemas que podem te incomodar aos vinte
e cinco quebram as suas costas, aos setenta e cinco.».
Quando
fez oitenta anos de idade, Leland subiu 433 degraus do edifício Dime Savings
Bank em que ficava o seu escritório, no vigésimo segundo andar, numa
demonstração de vitalidade; morreu em Detroit, nove anos depois, no Grace
Hospital, após meses doente.
O
progressismo em Detroit foi energizado por homens e mulheres da classe média
alta que sentiam um dever cívico de elevar a sociedade, libertando-a da tirania
de políticos corruptos que trabalhavam de mãos dadas com proprietários de bares
inescrupulosos.
Leland
foi um importante líder, com a sua base na Liga dos Cidadãos de Detroit.
Apoiada pelas comunidades empresarial, profissional e religiosa protestante de
Detroit, a Liga fez campanha por uma nova carta da cidade em 1918, uma
ordenança anti-bares e pela prática de contratação aberta, em que um
trabalhador poderia conseguir um emprego mesmo que não pertencesse a um
sindicato.

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