Foi
um dos grandes escritores e promotores da literatura iídiche, estando as
suas obras entre as mais importantes da literatura europeia.
No
dia do seu funeral em 1916, cerca de 100 000 enlutados esperavam o cortejo
fúnebre em Nova Iorque e a maioria de lugares de trabalho judeus na cidade
fechou.
Sholom
Aleichem nasceu numa família Hassídica e cresceu no shtetl
próximo de Voronko (actual Kiev Oblast, Ucrânia).
O
seu pai, Menachem-Nukhem Rabinovich, era um rico comerciante da época, porém
veio a falecer durante a infância de Sholem Aleichem, que assim cresceu em
condições materiais limitadas. Quando ele tinha 13 anos, a mãe morreu de
cólera.
Aos
15 anos de idade, inspirado por Robinson Crusoe, compôs uma versão judaica da
obra, adoptando o pseudónimo Sholem Aleichem, variante em Yidishe da
expressão em hebraico «shalom aleixem» (que significa «a paz esteja
convosco/olá»).
Em
1876, depois de se graduar numa escola em Pereyaslav, foi tutor durante 3 anos
da filha de um rico fazendeiro, Olga Golde Loev, com quem viria a casar, contra
a vontade dos pais dela. Eles tiveram seis filhos. Um dos seus filhos, Norman
Raeben, tornou-se pintor e influente professor de arte, enquanto uma das suas
filhas, Lyalya Kaufman, se tornou uma escritora de Yidishe.
Em
1905, no meio de pogroms constantes no sul da Rússia, ele mudou-se para
Nova Iorque, enquanto a sua família permaneceu em Genebra. Não podendo
sustentar duas casas, ele passou a morar na Suíça com a família.
Em
1914, a família muda-se para Lower East Side em Manhattan. O seu filho Misha,
doente com tuberculose, não foi admitido pelas leis de imigração americanas e,
assim, permaneceu na Suíça com a irmã Emma, que morreu em 1915.
Primeiramente,
Sholem Aleichem escreveu em russo e hebraico. De 1883 em diante, escreveu
quarenta obras em Yidishe, tornando-se a figura central da literatura yidishe
em 1890. Nesse tempo, o yidishe era a língua vernacular de praticamente
todos os judeus do leste e centro europeus.
Além
da sua extensa produção literária em iídiche, Sholem Aleichem usou os
seus próprios recursos financeiros para promover outros escritores yidishes.
Em
1890, Sholom Aleichem perdeu a sua fortuna com a especulação na bolsa de
valores, o que comprometeu o financiamento de obras em iídiche.
Algumas
das suas histórias narradas pelo seu personagem Tevye, um leiteiro com sete
filhas, foram transformadas na peça da Broadway de 1964 “Fiddler on
the Roof”, que depois foi transformada num filme com o mesmo nome, que
ganhou um Oscar e um Globo de Ouro.

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