Formatação de Fátima de Souza (Bahia)
"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
11 DE DEZEMBRO - FRANCISCO TRIGOSO
EFEMÉRIDE
– Francisco Manuel Trigoso de Aragão Morato, político e escritor
português, morreu repentinamente em Lisboa no dia 11 de Dezembro de 1838.
Nascera, também em Lisboa, em 17 de Setembro de 1777. Foi deputado, ministro,
conselheiro de Estado e par do Reino. Presidiu ao governo português de 1 de
Agosto a 6 de Dezembro de 1826.
Destinado
à carreira eclesiástica, fez os seus estudos preparatórios no Colégio dos
Nobres entre 1790 e 1793, ingressando depois na Universidade de Coimbra,
onde – em 1799 – com apenas 22 anos de idade, se formou em Direito Canónico.
Estudante
brilhante, iniciou seguidamente uma carreira académica que o levou a ocupar o
lugar de lente na Universidade de Coimbra. Publicou diversas obras de
carácter jurídico e histórico, consideradas então de grande mérito,
revelando-se um dos mais relevantes pensadores da política e do Direito
português da época.
Com
o advento do Liberalismo, foi eleito deputado às Cortes Gerais
Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa. Teve um papel importante
na reforma e uniformização dos Pesos e Medidas em Portugal, depois de
fazer parte de uma comissão que estava encarregada de examinar os forais.
Tendo-se
retirado de Lisboa em consequência da “Vilafrancada”, voltou à capital para
colaborar na elaboração da Carta Constitucional, que tinha sido
prometida por D. João VI de Portugal e que nunca chegou a ser outorgada. Com a
subida ao poder de D. Miguel, retirou-se da vida pública. Regressou, porém, à
política quando – em Julho de 1833 – Lisboa foi tomada pelas tropas liberais
comandadas pelo 1º duque da Terceira.
Em
1834, com a instauração do regime liberal, foi nomeado par do Reino por Carta
Régia de 1 de Setembro, tendo prestado juramento na Câmara dos Pares
quatro dias depois. Logo na primeira sessão em que participou, em 18 de
Setembro, foi recebida pela Câmara uma comunicação em que D. Pedro IV de
Portugal se declarava, por doença, incapaz de prosseguir a regência, a que se
seguiu, no mesmo dia, a entrada da proposta de resolução da Câmara dos
Deputados, que declarava a maioridade de D. Maria II de Portugal, então com
16 anos. Francisco Trigoso opôs-se a esta resolução, tendo votado vencido.
Por
Carta Régia lida na sessão de 25 de Setembro, foi nomeado vice-presidente da Câmara
dos Pares do Reino. Dado o prolongado impedimento do presidente daquela
Câmara, o duque de Palmela, Francisco Trigoso passou a presidir às sessões,
tendo tido nelas uma participação de relevo.
Na Câmara
dos Pares, especializou-se em matérias do foro jurídico, como o direito
fundiário e as hipotecas, e do foro eclesiástico, como as côngruas dos
párocos e a forma da sua nomeação.
Em
1836, após a Revolução de Setembro, tentou sem resultado a conciliação
dos cartistas com os setembristas. Por essa altura, fez parte –
como conselheiro – de uma comissão que iniciou o diálogo com a Santa Sé no
sentido de normalizar as relações entre o Estado português e a Igreja Católica
Romana.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
10 DE DEZEMBRO - LUCIEN LAURENT
EFEMÉRIDE
– Lucien Laurent, futebolista e treinador francês, conhecido
internacionalmente por ter sido o autor do primeiro golo na história dos Mundiais
de Futebol, nasceu em Saint-Maur-des-Fossés no dia 10 de Dezembro de 1907.
Morreu em Besançon, em 11 de Abril de 2005. Lucien marcou aquele histórico
golo, aos 19 minutos do jogo contra o México, que a Selecção Francesa
venceu no Mundial de 1930 realizado no Uruguai.
Originário
da região parisiense, iniciou-se no Cercle Athlétique de Paris em 1920.
Foi seleccionado pela primeira vez para a equipa de França num jogo amigável
com Portugal, realizado no Porto e que os franceses ganharam por 2-0.
Entretanto,
tinha-se transferido para o FC Sochaux, onde beneficiava do estatuto de
“futebolista/operário”. Empregado na fábrica da Peugeot, teve de pedir
uma licença especial para poder participar no Mundial de 1930.
Jogou
10 vezes pela equipa de França, tendo marcado 10 golos. Tornou-se profissional
em 1932, em representação do Club Français de Paris. Voltou depois ao CA
de Paris, alinhando seguidamente pelo FC Mulhouse e, novamente, pelo
Sochaux.
Em
1936, foi contratado pelo Stade Rennais UC e, em 1937, pelo RC
Strasbourg. Durante a Segunda Guerra Mundial, instalou-se em
Besançon, sendo treinador/jogador do RC FC Besançon, um clube que estava
na 2ª Divisão. Abandonou rapidamente a carreira de futebolista,
mantendo-se como treinador até 1950.
Lucien
Laurent abriu depois uma cervejaria de que se ocupou até 1972, ano em que se
reformou. Quando morreu, aos 97 anos, ele era o último sobrevivente da Selecção
Francesa que disputou o primeiro Mundial de Futebol.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
9 DE DEZEMBRO - ANTÓNIO PEDRO
EFEMÉRIDE
– António Pedro da Costa, encenador, escritor e artista plástico
português, nasceu na Cidade da Praia, Cabo Verde, em 9 de Dezembro de 1909.
Morreu em Caminha, Moledo, no dia 17 de Agosto de 1966.
Veio
aos 4 anos para Portugal, onde frequentou o Liceu Pedro Nunes em Lisboa,
mudando-se depois para o Instituto Nuno Álvares, da Companhia de
Jesus, na Galiza, onde foi membro do grupo de teatro e participou em várias
dezenas de peças. O 6.º ano acabou-o em Santarém e o 7.º no Liceu de Coimbra,
cidade onde dirigiu o jornal “O Bicho”. Ingressou depois na Universidade
de Lisboa, tendo frequentado as Faculdades de Direito e de Letras,
não concluindo no entanto nenhum dos cursos.
Viveu
em Paris entre 1934 e 1935, tendo estudado no Instituto de Arte e
Arqueologia da Universidade de Sorbonne.
Em
1933, criou a galeria UP (1933/36), onde apresentou a primeira exposição
de Maria Helena Vieira da Silva em Portugal (1935).
O Surrealismo
surgiu na cultura portuguesa a partir de 1936, em grande parte pela sua mão, com
experiências literárias que efectuava com alguns amigos. Em 1940, organizou –
com António Dacosta e Pamela Boden – aquela que é considerada a primeira
exposição surrealista em
Portugal. A mostra, não oficial, reunia dezasseis pinturas de
António Pedro, dez de Dacosta e seis esculturas abstractas de Pamela. O Surrealismo,
de que se falara vagamente desde 1924, irrompia nesta exposição, abrindo à
pintura nacional novos horizontes.
Em
1941, António Pedro visitou o Brasil. Esteve no Rio de Janeiro e em São Paulo , tendo exposto
os seus quadros em concorridas mostras nas duas cidades. Permaneceu neste país
uns quatro ou cinco meses, o bastante para formar um largo círculo de amigos
entre a elite intelectual brasileira. Regressou a Portugal, deixando no país
irmão um rasto de amizades e muitos admiradores.
Dirigiu
e editou a revista “Variante”, de que saíram dois números (1942/43), e
colaborou no semanário “Mundo Literário” (1946/48).
Entre
1944 e 1945, viveu e trabalhou em Londres na British Broadcasting Corporation
(BBC), onde foi cronista e crítico de arte, tendo feito parte do Grupo
Surrealista de Londres.
Fez
parte ainda do Grupo Surrealista de Lisboa, criado em 1947 por Cândido
Costa Pinto, Marcelino Vespeira, Fernando Azevedo e Mário Cesarini, entre
outros, tendo participado na I Exposição Surrealista em Lisboa (1949).
Com
uma forte ligação ao teatro, foi director do Teatro Apolo (Lisboa) em
1949 e director, figurinista e encenador do Teatro Experimental do Porto
entre 1953 e 1961.
Viveu
os últimos anos de vida em Moledo, uma praia junto de Caminha. Grande parte da
sua obra como pintor perdeu-se em 1944, quando dum incêndio no seu atelier.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
ACREDITAR (quadras)
ACREDITAR
1
P’ra Portugal transformar
Numa terra de virtude,
Temos de acreditar
No fulgor da Juventude.
2
Minto e sou original,
Acredito no que digo…
… O mundo gira afinal
Ao redor do meu umbigo.
3
Se acreditas no que lês
Na palma da minha mão,
Omite por uma vez
Desgostos de coração!
Gabriel de Sousa
8 DE DEZEMBRO - ELZA CANSANÇÃO MEDEIROS
EFEMÉRIDE
– Elza Cansanção Medeiros (ou Major Elza como preferia ser chamada),
uma das primeiras oficiais enfermeiras do exército brasileiro, morreu no Rio de
Janeiro em 8 de Dezembro de 2009. Nascera, também na capital carioca, em 21
de Outubro de 1921.
Com
os pais, aprendera a fazer tiro, ainda na adolescência. Com as governantas
alemãs que serviram a sua família na década de 1930, aprendeu música e
idiomas. Estreou-se no Teatro Universitário, com a peça “Dama da
Madrugada”. Formou-se na Escola de Enfermeiras da Cruz Vermelha,
licenciando-se ainda em Jornalismo na Faculdade Nacional de Filosofia.
Filha
do médico Tadeu de Araújo Medeiros, amigo de Alberto Santos Dumont e auxiliar
directo de Oswaldo Cruz na campanha contra a febre amarela, foi a primeira brasileira
a apresentar-se como voluntária na Directoria de Saúde do Exército, para
lutar na Segunda Guerra Mundial. Tinha então dezanove anos de idade.
Embora sonhasse vir a lutar na linha de frente, teve de se contentar em fazer
parte, como enfermeira, do Destacamento Precursor de Saúde da Força
Expedicionária Brasileira, uma vez que o exército, na época, não admitia
mulheres como combatentes.
A
sua actuação na Segunda Guerra Mundial começou em Alagoas, prestando
socorro aos náufragos do navio “Itapagé”, torpedeado na costa brasileira
pelo submarino alemão “U-161” .
Durante
o conflito, trabalhou nos hospitais de evacuação em Itália, distantes da frente
de batalha. Foi também oficial de ligação e enfermeira chefe em Livorno. Com o fim da
guerra, foi dispensada assim que regressou ao seu país, tendo ido trabalhar no Banco
do Brasil.
Em
1957, as mulheres foram convocadas, podendo vir a ser militares de carreira.
Elza voltou logo, mas continuou a trabalhar como enfermeira. Esteve também no Serviço
Nacional de Informações (SNI) e nunca mais abandonou a vida militar.
Simultaneamente,
formou-se em História das Américas, Psicologia, Parapsicologia,
Turismo e Relações Humanas. Tinha também conhecimentos de
mecânica, escultura, pintura e tapeçaria, tendo ainda aprendido, aos sessenta
anos de idade, a pilotar ultraleves.
Fundou
e dirigiu duas revistas, tendo colaborado em jornais do Rio de Janeiro e do
Recife. Escreveu três livros sobre a sua participação na Segunda Guerra
Mundial. Apresentou inúmeros trabalhos em congressos de medicina militar. É
a mulher mais condecorada do Brasil, ultrapassando as 200 medalhas.
domingo, 7 de dezembro de 2014
7 DE DEZEMBRO - WILLA CATHER
EFEMÉRIDE
– Wilella (Willa) Silbert Cather, romancista norte-americana,
nasceu em Winchester, Virgínia, no dia 7 de Dezembro de 1873. Morreu em Nova Iorque , em 24 de Abril
de 1947.
Willa
Cather, uma aluna dotada que sonhou ser médica, acabou por se dedicar à vida
literária após ter escrito um ensaio sobre Thomas Carlyle, que foi publicado
com grande sucesso no “Nebraska State Journal”, periódico em que passou
a colaborar regularmente. Licenciou-se em Literatura Inglesa
na Universidade do Nebraska, estado onde cresceu. Foi depois morar e
trabalhar em Pittsburgh durante dez anos. Aos 33 anos, mudou-se para Nova
Iorque, onde passou o resto da vida.
Willa
alcançou grande notoriedade com os seus romances sobre a vida nas grandes planícies,
durante a conquista do oeste (“O Pioneers!”, “My Antonia” e “The
Song of the Lark”). Em 1923, foi premiada com o Prémio Pulitzer com
“One of Ours”, um romance cuja acção se passa durante a Primeira
Guerra Mundial.
Tornou-se
uma escritora célebre, admirada pelo público, pela crítica e por outros
escritores, nomeadamente William Faulkner, Sinclair Lewis e Henry Louis Mencken.
Faulkner dizia que ela era um dos quatro grandes escritores do século e
Sinclair Lewis afirmou mesmo que ela merecia, mais do que ele, o Prémio
Nobel que recebera em 1930.
Numa
época em que o sexismo e a homofobia eram normas sociais raramente postas em
causa, Willa Cather vestia-se como homem, de cabelo cortado curto, contrariando
os costumes vigentes. Dividiu o seu quarto, durante cinco anos, com uma outra
jovem, mas sem nunca ter assumido abertamente o seu homossexualismo.
O nome de Willa Cather está inscrito
no National Women's Hall of Fame. A cratera Cather, no planeta
Vénus, foi assim baptizada em sua homenagem.
sábado, 6 de dezembro de 2014
6 DE DEZEMBRO - PAUL ADAM
EFEMÉRIDE
– Paul Auguste Marie Adam, escritor, jornalista e crítico de arte
francês, simpatizante do anarquismo, nasceu em Paris no dia 6 de
Dezembro de 1862. Morreu na mesma cidade em 2 de Janeiro de 1920.
Originário
de uma família de industriais e de militares de Artois, Paul Adam fez os seus
estudos secundários no Liceu Henri IV em Paris, antes de enveredar pela
carreira literária em 1884.
Colaborou
na “Revue indépendante”, antes de publicar, na Bélgica, o seu primeiro
romance, “Chair molle” (1885), que foi acusado de imoralidade, provocou
escândalo e valeu ao jovem autor uma condenação de quinze dias de prisão com
pena suspensa e uma importante multa.
Juntamente
com Jean Moréas, escreveu em 1886 “Le Thé chez Miranda” e “Les
Demoiselles Goubert”, duas obras que marcaram a transição do Naturalismo
para o Simbolismo na literatura francesa.
Em
1892, um artigo de Adam gerou grande polémica, ao afirmar a “santidade” de
François Ravachol, um activista libertário preso e guilhotinado por ser autor
de vários atentados contra as autoridades envolvidas na prisão e execução de
militantes anarquistas.
Adam
escreveu uma série de romances históricos, cuja acção se passa no período das Guerras
Napoleónicas. Durante a Primeira Guerra Mundial, visitou as tropas
para lhes levantar o moral e fundou a Liga Intelectual de Fraternidade
Latina.
Publicou
numerosas obras – ensaios, romances, novelas e descrição de viagens. Um
monumento em sua honra, esculpido por Paul Landowski, foi erigido junto do Palácio
do Trocadéro, na avernida Albert-de-Mun, em Paris.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
5 DE DEZEMBRO - SÃO GERALDO DE BRAGA
EFEMÉRIDE
– São Geraldo de Braga, de seu nome Gérald de Moissac, monge
beneditino francês, padroeiro da cidade de Braga, nasceu em Cahors, Gasconha,
no século X. Morreu em Bornes, Vila Pouca de Aguiar, no dia 5 de Dezembro
de 1108.
Oriundo
de uma família nobre, foi educado entre os beneditinos da abadia de Moissac, onde
desempenharia depois os cargos de bibliotecário, professor de gramática e de
música e cantor.
O
arcebispo Bernardo de Toledo, que o conheceu em Toulouse, conseguiu levá-lo
para a sua catedral a fim de exercer as funções de mestre e de cantor. Em
virtude da sua reputação de homem bondoso e bom músico, o clero de Braga quis
depois, e conseguiu, tê-lo como seu bispo. Foi eleito arcebispo de Braga em
1100. Neste mesmo ano, viajou até Roma para obter do Papa Pascoal II, a título
definitivo, a dignidade “metro política” para a Sé de Braga. A autonomia
eclesiástica de Braga seria o prenúncio da independência do Condado
Portucalense.
Em
1103, dirigiu-se novamente a Roma, obtendo a confirmação da jurisdição sobre
todas as dioceses da Galiza (Astorga,
Mondoñedo, Ourense e Tui) e ainda,
em Portugal, sobre o Porto, Coimbra, Lamego e Viseu.
Teve
uma governação curta mas intensa, durante a qual levou a efeito um conjunto de
reformas a nível eclesiástico, moral e administrativo, reorganizando a escola
da catedral e o cabido, continuando as obras da Sé, recuperando bens
eclesiásticos usurpados e reformando o culto e a liturgia com a introdução do
rito romano.
Faleceu
em Bornes, onde se deslocara para consagrar uma das numerosas igrejas que tinha
feito reconstruir. Foi sepultado na Capela de São Geraldo, na Sé
Catedral de Braga. É venerado em toda a Península Ibérica.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
4 DE DEZEMBRO - HUMBERTO SOLÁS
EFEMÉRIDE
– Humberto Solás Borrego, guionista, produtor e realizador de cinema
cubano, nasceu em Havana no dia 4 de Dezembro de 1941. Morreu na mesma
cidade em 18 de Setembro de 2008.
Licenciado
em História pela Universidade de Havana, começou muito cedo a
dedicar-se ao cinema. Em 1960, iniciou a sua carreira no Instituto Cubano de
Arte e Indústria Cinematográfica, primeiro como assistente de realização e
mais tarde como produtor.
Alcançou
projecção internacional com “Un hombre de êxito” (1986), primeiro filme
cubano a ser nomeado para um Oscar.
Fez
cerca de trinta filmes e foi membro do júri dos Festivais de Berlim em
1977 e 1997. Foi premiado nos Festivais de Havana em 1986, 1998, 2001 e
2005 (dois prémios neste último ano). Em 2003, criou o Festival Internacional
de Cinema Pobre e, dois anos depois, conquistou o Prémio Nacional de
Cinema de Cuba.
O
seu filme “Lucía” (1968) é considerado uma das dez películas mais
importantes da América Latina.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
3 DE DEZEMBRO - AFANASI FET
EFEMÉRIDE
– Afanasi Afanasievich Fet, poeta russo, morreu em Moscovo no dia 3
de Dezembro de 1892. Nascera em Novosselki,
em 5 de Dezembro de 1820. Autor de uma colectânea de poesia em cinco
volumes, precursora do simbolismo russo, traduziu também obras de
Virgílio, Horácio, Goethe e Schopenhauer.
Era
filho de uma alemã chamada Charlotta, casada com Johann Foeth e que contraiu
novo matrimónio com um russo rico de apelido Chenchine, dois anos depois do seu
nascimento. Nunca ficou provado se Afanasi era filho de Foeth ou de Chenchine,
mas o Consistório Santo Oryol optou por lhe dar o apelido alemão, embora
com grafia modificada. O facto seria muito traumático para ele, uma vez que se
identificava totalmente com Chenchine e não com Foeth. Formou-se na Universidade
de Moscovo e serviu no exército até 1856.
Em
1850, uma jovem chamada Maria Lazich, que tinha um caso com Afanasi mas que não
podia casar-se com ele por motivos financeiros, morreu vítima de queimaduras
acidentais. Este evento e a imagem de Maria seriam frequentemente evocados por
Fet, mesmo nos seus poemas mais tardios. O estigma da possível ilegitimidade
parental ensombrou igualmente a sua vida e, após anos de litígio, obteve – em
1876 – o direito de usar o apelido Chenchine.
Enquanto
esteve no exército, tornou-se amigo de outro oficial, Leon Tolstoi, a quem
sempre admirou. Note-se que, entre os amigos de Tolstoi, ele era o único ligado
às letras.
Quando
Afanasi começou a publicar a sua poesia em 1842, era tímido demais para confiar
no seu próprio gosto artístico. Por isso, apresentou os seus poemas a Ivan
Turgenev, poeta que ele muito respeitava. Esta tradição continuaria por vários
anos até que Fet percebeu que Turgenev expurgava dos seus escritos os elementos
mais pessoais e originais da sua visão artística.
Afanasi
nunca foi um poeta muito popular em vida, mas teve uma profunda influência
sobre os simbolistas russos, especialmente Innokenty Annensky e
Alexander Blok. Por esta razão, ele está a justo título na galeria dos grandes
escritores da Rússia do século XIX.
Na
sua velhice, quando o sofrimento de que padecia se tornou insuportável, Afanasi
pensou muitas vezes em suicidar-se, mas foi sempre dissuadido de o fazer pelos
familiares. Acabaria, no entanto, por morrer de ataque cardíaco, na sequência de
uma tentativa para pôr termo à vida.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
2 DE DEZEMBRO - JOSÉ MARÍA ARGUEDAS
EFEMÉRIDE
– José María Arguedas Altamirano, escritor e etnólogo peruano, morreu
em Lima no dia 2 de Dezembro de 1969. Nascera em Andahuaylas, em 18 de
Janeiro de 1911. Além de romancista, destacou-se igualmente pelas traduções que
fez da literatura quíchua e como estudioso do folclore e das tradições orais do
seu país. É uma das maiores figuras da literatura latino-americana do século
XX.
Quando
da morte de sua mãe, ficou a residir com a avó paternal. Foi vítima de
maus-tratos e era obrigado a dormir com os índios. Foi com eles que descobriu a
cultura e a língua quíchua.
Estudou
Letras e Etnologia na Universidade de San Marcos em Lima e
militou ao lado dos republicanos espanhóis. Passou cerca de um ano na prisão
por ter participado numa manifestação antifascista (1937/38).
Publicou
a sua primeira obra, a série de contos “Agua”, em 1935. Outras das suas
obras mais conhecidas são “Los ríos profundos” (1956), “Todas las
sangres” (1964) e “El zorro de arriba y el zorro de abajo” de 1971.
Arguedas
é o escritor dos encontros e desencontros de todas as raças e de todas as
pátrias, mas não foi uma testemunha passiva, não se limitou a “fotografar” e a
descrever o que via. Tomou partido. Na sua vida fez a opção de repelir a
violência e pôr-se sempre ao lado dos oprimidos.
Foi
também autor de numerosos poemas, escritos tanto em espanhol como em língua quíchua
e publicados postumamente sob o título “Katatay y otros poemas” (1972).
Sofrendo
de depressão nervosa, apesar de uma vida profissional e literária com grande
sucesso, veio a suicidar-se com um tiro aos 58 anos de idade.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
1 DE DEZEMBRO - ESTÁDIO DA LUZ (1954/2003)
EFEMÉRIDE
– O Estádio da Luz, estádio multi-usos situado em Lisboa, pertencente ao SL
e Benfica e utilizado por este clube entre 1954 e 2003, foi inaugurado
simbolicamente em 1 de Dezembro de 1954. Chegou a ter uma capacidade
aproximada para 120 000 espectadores, sendo nessa época o maior estádio da
Europa e o terceiro maior do Mundo. A demolição deste estádio iniciou-se em
2002, para dar lugar ao novo Estádio da Luz, construído a sudoeste do antigo.
Desde
a sua fundação em 1904, o Benfica tinha jogado sempre em campos
arrendados, tais como as Terras do Desembargador (1905/06), o Campo
da Feiteira (1908/11), o Campo de Sete Rios (1913/17), o Campo de
Benfica (1917/22) e o Estádio do Campo Grande, construído em
terrenos arrendados ao histórico rival Sporting CP (1941/54). O Estádio
das Amoreiras (1925/40), um recinto com capacidade para 20 000 adeptos,
pertencia ao clube, mas foi demolido para dar lugar à Avenida Duarte Pacheco.
Após
um longo processo negocial com a Câmara Municipal de Lisboa, foi
finalmente estabelecido, em Maio de 1946, que o clube iria abandonar o espaço
arrendado no Campo Grande e regressar à freguesia de Benfica. O então ministro
das Obras Públicas, Duarte Pacheco, é citado como tendo dito: «O Benfica é
de Benfica e é para lá que deverá regressar».
Foi
identificado um terreno apropriado, com boas acessibilidades e espaço para
futuras expansões, perto da Igreja e Largo da Luz, no extremo nordeste da
freguesia de Benfica.
Tinha
sido sempre objectivo do clube ser proprietário, não só do estádio, mas também
dos terrenos onde este foi erigido, mas inicialmente os terrenos foram cedidos
pela câmara apenas em “direito de superfície”. A aquisição plena dos terrenos
deu-se apenas em 1969. Os projectos do estádio tinham sido elaborados a partir
de finais dos anos 1940 por João Simões, antigo jogador do clube.
Motivados
pelo presidente do clube, Joaquim Bogalho, os sócios suportaram uma quota
suplementar destinada a custear a construção do novo estádio, para além de
terem contribuído generosamente com doações ou mesmo através de trabalho
voluntário durante os fins-de-semana. Foi realizada também uma Campanha do Cimento,
através da qual foram oferecidas ao clube grandes quantidades de sacos de
cimento. Os trabalhos de construção iniciaram-se oficialmente em Junho de 1953.
Menos
de dois anos depois e a um custo de pouco mais de 12 milhões de escudos, o
estádio foi inaugurado. A data escolhida foi o dia 1 de Dezembro de 1954,
feriado nacional comemorativo da Restauração da Independência de Portugal.
O
estádio tinha então uma capacidade para 40 000 pessoas, em dois anéis
completos. Os continuados êxitos desportivos do Benfica durante os anos 1950
e especialmente 1960 fizeram sentir a necessidade de aumentar a sua
capacidade. A primeira fase da construção do famoso “Terceiro Anel” foi
concluída em 1960 e aumentou a capacidade para 70 000 espectadores. A
iluminação artificial havia sido implementada dois anos antes.
O
“fecho” do terceiro anel foi concluído em 1985, passando a capacidade oficial
do estádio para 120 000. Dada a inexistência de lugares individuais até meados
dos anos 1990, este número foi ultrapassado em algumas ocasiões. O “jogo
do título”, por exemplo, realizado frente ao FC do Porto em 4 de Janeiro
de 1987, teve uma assistência recorde calculada em 135 000 espectadores.
A
introdução de assentos individuais, em meados dos anos 1990, reduziu a
capacidade do estádio para cerca de 78 000. Em 1992, foi criada a loja
desportiva e um conjunto de restaurantes.
Após
o conturbado período vivido pelo futebol do Benfica durante os anos 1990,
tanto a nível de resultados desportivos como a nível financeiro, o clube teve
de ponderar como enfrentar a candidatura ganha pela Federação Portuguesa de
Futebol para a realização do Campeonato Europeu de 2004.
De
início, foi ponderada a realização de extensas obras de adaptação e
modernização do velho estádio, incluindo a cobertura integral das bancadas.
Dois projectos, ambos do arquitecto Tomás Taveira, chegaram mesmo a ser
apresentados aos sócios, mas acabaram por ser abandonados. Durante um breve
período de tempo, foi considerada a retirada da candidatura do estádio do clube
da lista de estádios anfitriões do Europeu.
Finalmente,
em 28 de Setembro de 2001, a
Assembleia-Geral de sócios do clube votou favoravelmente a construção do
novo estádio. Não se tratou de uma decisão fácil, dado que a velha “Catedral”
teria de ser demolida para dar lugar ao novo complexo. A solução foi, no
entanto, considerada necessária para assegurar a sustentabilidade financeira do
projecto. Na proposta aprovada podia ler-se: «A Direcção decidiu apresentar
aos associados a construção de um novo estádio, tendo plena consciência de que
esta é a solução que melhor serve os interesses e aspirações do clube, sendo
económica e financeiramente sustentável, e permitirá aos associados muito
melhores condições para seguir os eventos desportivos do clube, em particular
da equipa de futebol, e reavivar a sua base de suporte.».
Foi
num estádio parcialmente demolido (a bancada sul já tinha sido retirada para
permitir a construção do novo estádio) que a equipa jogou parte da sua última
temporada. Foi num estádio cheio (com a capacidade reduzida para cerca de 50
000 adeptos) que o último jogo se efectuou em 22 de Março de 2003. O Benfica
terminou essa época jogando os seus jogos caseiros no Estádio Nacional.
A “Nova Catedral” foi inaugurada em Outubro de 2003.
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- 5 DE SETEMBRO - MAYA WIDMAIER-PICASSO
- 4 DE SETMBRO - TAMIKA MALLORY
- 3 DE SETNBRO . MICHAEL CLARKE DUNCAN
- 2 DE SETEMBRO - CHRISTIAAN BARNARD
- 1 DE SETEMBRO - ANNIE ERNAUX
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setembro
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- Gabriel de Sousa
- - Lisboa, Portugal
- Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...












