sexta-feira, 16 de setembro de 2016

16 DE SETEMBRO - MARIA LUÍS ALBUQUERQUE

EFEMÉRIDE – Maria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque, economista, professora universitária e ministra das Finanças de Portugal entre 2013 e 2015, nasceu em Braga no dia 16 de Setembro de 1967.
Entre 1976 e 1982, viveu em Moçambique acompanhando o pai que assegurava a segurança da barragem de Cahora Bassa, na qualidade de comandante da GNR. É casada com o jornalista António Dias de Albuquerque e tem três filhos, dos quais dois são gémeos.
Licenciou-se em Economia na Universidade Lusíada de Lisboa em 1991 e é mestra em Economia Monetária e Financeira pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (1997).
Foi técnica superior na Direcção-Geral do Tesouro e Finanças entre 1996 e 1999; técnica superior do Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica do Ministério da Economia entre 1999 e 2001; assessora do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças em 2001; directora do Departamento de Gestão Financeira da REFER entre 2001 e 2007; e coordenou o Núcleo de Emissões e Mercados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público entre 2007 e 2011.
Foi cabeça de lista dos candidatos a deputados pelo PSD em Setúbal em 2011. Desde esse ano, exerceu funções de secretária de Estado do Tesouro no XIX Governo Constitucional até 1 de Julho de 2013, altura em que foi indigitada para as funções de ministra de Estado e das Finanças, substituindo Vítor Gaspar.
Em 2015, foi novamente cabeça de lista da coligação Portugal à Frente pelo mesmo distrito, tendo sido de novo empossada como ministra de Estado e das Finanças do XX Governo Constitucional em Outubro de 2015 (até Novembro do mesmo ano).
Foi docente na Universidade Lusíada de Lisboa, no Instituto Superior de Economia e Gestão e no pólo de Setúbal da Universidade Moderna, entre 1991 e 2006. Enquanto docente da Universidade Lusíada, foi professora de Pedro Passos Coelho, ex primeiro-ministro e actual líder do PSD.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

15 DE SETEMBRO - LUCEBERT

EFEMÉRIDE – Lucebert, de seu verdadeiro nome Lubertus Jacobus Swaanswijk, poeta, pintor e desenhador holandês, nasceu em Amesterdão no dia 15 de Setembro de 1924. Morreu em Alkmaar, em 10 de Maio de 1994.
Na Holanda, é considerado o mais importante e influente poeta experimental do pós-guerra, figura maior dos anos 1950.
Autor de pinturas e de poesias consideradas de vanguarda, a sua obra contém, como a de outros artista do grupo CoBrA, vestígios do Dadaísmo e do Surrealismo, com características de inovação linguística na sintaxe e no léxico, no que respeita aos poemas.
Durante a sua carreira literária (1951/94), Lucebert publicou cerca de 20 livros, tendo recebido vários prémios. Legou-nos, igualmente, inúmeras pinturas de inestimável valor.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

14 DE SETEMBRO - JACK HAWKINS

EFEMÉRIDE – John Edward “Jack” Hawkins, actor britânico, nasceu em Wood Green no dia 14 de Setembro de 1910. Morreu em Chelsea, em 18 de Julho de 1973.
Actor de cinema muito popular nos anos 1950/60, Jack Hawkins inscreveu o seu nome e o seu carisma nos genéricos de várias obras-primas, como “A Terra dos Faraós”, “A Ponte do rio Kwai”, “Ben-Hur” ou “Lawrence da Arábia”, antes de conhecer um destino trágico, ao perder a voz devido a um cancro.
Aos 13 anos, Jack Hawkins inscreveu-se numa escola de arte dramática, The Italia Conti Academy Of Theatre Arts, em Londres, onde se estreou na peça “Where the Rainbow Ends” em 1923. No ano seguinte, apareceu noutra peça e ao lado de Lawrence Olivier. Cinco anos mais tarde, actuou na Broadway, em “Journey's End”.
Incentivado pela crítica, iniciou-se no cinema, mas ainda em filmes que não ultrapassavam as fronteiras do Reino Unido. 
Durante a Segunda Guerra Mundial, depois da derrota francesa, alistou-se como voluntário nos Royal Welsh Fusiliers. Foi colocado na Índia, encarregado do treino das tropas e, em 1944, foi promovido a coronel comandante de um departamento que tinha por finalidade proporcionar divertimentos ao pessoal das forças armadas britânicas.
Depois da desmobilização, assinou um contrato com Alexandre Korda e entrou em vários filmes de sucesso. Protagonizou nomeadamente “Primeira Desilusão” de Carol Reed (1948) e “A Rosa negra” de Henry Hathaway, com Orson Welles. Começou a dar réplica a grandes nomes de Hollywood, como James Stewart e Marlène Dietrich. 
Para os prestigiosos Ealing Studios, desempenhou “O Mar cruel”, onde incarnou o comandante de um navio de guerra em apuros.
A partir de 1955, foi a consagração – Howard Hawks escolheu-o para interpretar Khéops em “A Terra dos Faraós”. Dois anos depois, David Lean colocou-o como cabeça de cartaz de “A Ponte do rio Kwai”. Passou a ser solicitado pelos maiores realizadores e tornou-se o actor britânico mais popular na época.
Foi-lhe diagnosticado entretanto um cancro no esófago, devido seguramente aos seus três maços de tabaco diários. Depois de uma ablação da laringe, perdeu o uso da voz e os seus papéis passaram a ser dobrados (com o seu acordo) pelos actores Robert Rietty e Charles Gray.
Continuou a actuar até 1972. Decidido a fazer o implante de uma laringe artificial, partiu para os Estados Unidos a fim de ser operado. Devido a complicações, voltou a Inglaterra e foi hospitalizado no St. Stephen's Hospital em Londres. Acabou por sucumbir aos 62 anos, vítima de uma hemorragia. A sua autobiografia, “Anything For a Quiet Life”, foi publicada postumamente.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

13 DE SETEMBRO - JACQUELINE BISSET

EFEMÉRIDE – Winnifred Jacqueline Fraser-Bisset, actriz britânica, nasceu em Weybridge no dia 13 de Setembro de 1944.
Durante a ofensiva alemã em França (1940), a mãe de Jacqueline Bisset teve de pedalar desde Paris até conseguir encontrar um transporte de tropas britânicas, para escapar aos alemães.
Jacqueline fez os seus estudos no Liceu Francês de Londres. Teve igualmente lições de ballet. Aos quinze anos, com a separação dos pais, optou por cuidar da mãe, advogada francesa de origem escocesa, que – vítima de esclerose múltipla – já não podia trabalhar. Nessa época, fez os primeiros cursos de interpretação e, graças aos seus magnéticos olhos azuis, conseguiu vários trabalhos como modelo fotográfico.
Em breve se iniciaria no cinema, em pequenos papéis, até que em 1967 foi convidada para trabalhar com Stanley Donen em “Two for the Road” e, no mesmo ano, em “Casino Royale”, ao lado de Peter Sellers, John Huston, Woody Allen e David Niven.
Em 1968, Mia Farrow abandonou as filmagens de “The Detective” e Jacqueline ficou com o papel. Ainda em 1968, contracenou com Steve McQueen em “Bullitt”, um grande sucesso.
O seu grande trabalho, no entanto, só viria em 1973, com “A Noite Americana” de François Truffaut. Com este filme, ‘Jacky’ conquistou definitivamente o respeito do público e dos realizadores europeus.
Em 1978, interpretou – ao lado de Anthony Quinn – o papel de ‘Liz Cassidy’, inspirado na personalidade de Jacqueline Kennedy-Onassis, na película “O Império Grego” de J. Lee Thompson.
Em 1979, foi nomeada para os Globos de Ouro por “Quem Está a Matar os Grandes Chefes da Europa?”. Em 1984, uma segunda nomeação, dessa vez por “Under the Volcano” de John Huston.
J. Bisset impôs-se como um sexy symbol do cinema, sempre ao lado de grandes actores. Além dos já citados, refira-se também Marcello Mastroianni, Charles Bronson, Nick Nolte e Paul Newman, entre muitos outros.
Durante toda a sua carreira, ‘Jacky’ trabalhou com realizadores consagrados, como – entre muitos – Truffaut, John Huston e Roman Polanski. Fez igualmente trabalhos para televisão, principalmente a partir da década de 1990.
Em 2011, fez parte do júri do 22º Festival do Filme Britânico de Dinard. Em Março de 2013, interpretou o papel de ‘Anne Sinclair’ no filme “Welcome to New York”, ao lado de Gérard Depardieu. Em 2015, integrou o júri do 37º Festival de Moscovo.
Se bem que tendo tido várias longas relações amorosas, nunca se casou. Viveu com o actor Michael Sarrazin, com o dançarino Alexander Godunov e com o actor suíço Vincent Pérez. Reparte a sua vida entre a Inglaterra e Beverly Hills, na Califórnia. É madrinha da também actriz Angelina Jolie.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

12 DE SETEMBRO - MALU MADER

EFEMÉRIDE – Malu Mader, de seu verdadeiro nome Maria de Lourdes da Silveira Mäder, actriz brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 12 de Setembro de 1966. Tem origens libanesa e portuguesa.
Aos 15 anos foi levada pela cunhada Maísa, que namorava o seu irmão mais velho, para assistir a “Capitães da Areia” e apaixonou-se pela representação.
Em 1982, inscreveu-se no curso para actores do Teatro Tablado, dirigido por Maria Clara Machado, e teve como professor Carlos Wilson (Damião), director de “Capitães de Areia”, e a professora e actriz Louise Cardoso. No final do ano, fez a sua primeira encenação, ao participar na montagem de “Os Doze Trabalhos de Hércules” de Monteiro Lobato. Com este trabalho, chamou a atenção do director Dennis Carvalho, que assistiu à peça e a convidou para interpretar Dóris Cantomaia, na novela “Eu Prometo”. Aos 16 anos, em 1983, estreou-se na TV Globo, sendo esta a única emissora de televisão aberta para a qual trabalhou até hoje.
Em 1984, participou na novela “Corpo a Corpo”, tendo feito par romântico com o actor Lauro Corona. No ano seguinte, protagonizou “Ti Ti Ti” de Reginaldo Faria. Ficou conhecida do grande público aos dezanove anos, na mini-série “Anos Dourados” de Gilberto Braga, um sucesso de audiência na Rede Globo (1986). Com esse trabalho, Malu tornou-se uma das actrizes favoritas do autor, repetindo a parceria em várias outras produções de sucesso.
Em 1988, protagonizou a “Fera Radical”. Mudou-se depois para São Paulo e fez a sua estreia no teatro profissional, encenando “Dores de Amores”.
Outros filmes e novelas se seguiram mas, com o tempo, passou a ser mais exigente na escolha dos seus personagens. Em 1989, entrou na novela “Top Model”, fazendo o papel da modelo Duda, uma menina pobre que é descoberta e guindada à condição de Top Model.
Foi sondada para posar nua para a revista “Playboy” e recusou todos os convites. Na última vez, ter-lhe-ia sido oferecida a quantia de um milhão de reais.
Em 1992, integrou o elenco da mini-série “Anos Rebeldes”, passada no Rio de Janeiro durante a ditadura militar e que tinha como pano de fundo o movimento estudantil.
Ao ser convidada para protagonizar mais uma novela (“O Mapa da Mina”), cansada de papéis de ‘rapariguinha’, Malu pediu para representar Wanda, uma moça simples, sensualíssima, desbocada e nem sempre politicamente correcta. Ainda nesse ano, encenou o espectáculo “Vestido de Noiva”, no cinquentenário da peça, onde dividiu o palco com os actores Tuca Andrada e Luciana Braga.
Em 1995, deu à luz o seu primeiro filho. A partir dai, surgiu o primeiro período sabático da sua carreira. Durante seis anos, dedicou-se mais à família, limitando-se a pequenas participações em novelas, séries e mini-séries.
Da parceria com Gilberto Braga, de quem a actriz é muito amiga, surgiu a novela “Celebridade”, em que Malu interpretou a batalhadora Maria Clara Diniz (2003). Este trabalho serviu também para comemorar os seus vinte anos de carreira.
Em 2007, integrou o elenco da novela “Eterna Magia”, interpretando uma vilã, a pianista Eva Sullivan. No mesmo ano, foi directora, juntamente com Mini Kerti, do documentário “Contratempo”, longa-metragem que conta a história de um grupo de músicos das favelas do Rio de Janeiro. O filme foi premiado e foi apresentado em vários festivais no Brasil e no exterior.
Em 2008, estreou-se como realizadora em “Essa História Dava Um Filme”, programa do canal pago Multishow, que na verdade era uma mistura de reality show, ficção, documentário e making off.
No cinema, actuou em filmes que marcaram a década de 1980: “Dedé Mamata” e “Feliz Ano Velho”, ambos de 1988. Em 2002, interpretou uma prostituta no filme “O Invasor”. Já havia interpretado um papel semelhante no ano anterior, no filme “Bellini e a Esfinge”. Também teve participações memoráveis em “Sexo, Amor e Traição”, “Brasília 18%” e “Sexo com Amor?”.
Em 2013, voltou à televisão na novela “ Sangue Bom”, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.
Está casada desde 1990 com o músico, apresentador e escritor Tony Bellotto, que integra o conjunto de rock Titãs. Têm dois filhos, nascidos em 1995 e 1997.  
Quando o marido começou a escrever romances policiais, Malu alimentou logo o desejo de adaptar ao cinema o livro de estreia (“Bellini e a Esfinge”), o que veio a verificar-se em 2001.
Em Agosto de 2005, depois de sofrer uma convulsão em Florianópolis, foi-lhe diagnosticado um quisto benigno no lado esquerdo da cabeça, sendo operada com sucesso. Malu já tinha passado por um susto semelhante quando tinha 25 anos, ao ser-lhe diagnosticado um tumor de 8 centímetros no fígado e outro na bexiga. Seguiu logo para Nova Iorque, onde foi operada no Memorial Hospital. Os tumores foram retirados e eram igualmente benignos. Em Nova Iorque, ainda aproveitou para fazer o seu primeiro curso de guionista de cinema.

domingo, 11 de setembro de 2016

11 DE SETEMBRO - JESSICA TANDY

EFEMÉRIDE – Jessica Alice Tandy, actriz britânica radicada nos Estados Unidos da América, morreu em Easton no dia 11 de Setembro de 1994. Nascera em Londres, em 7 de Junho de 1909.
Com uma beleza fora do comum e uns lindos olhos azuis, Jessica teve uma carreira artística de 67 anos. Em 1990, foi incluída na lista da revista “People” como uma das 50 Mais Belas Pessoas do Mundo.
Casou com o actor britânico Jack Hawkins em 1932, depois de se conheceram nos palcos, mas divorciaram-se oito anos depois. Tiveram uma filha. Jessica mudou-se então para Nova Iorque. Em 1942, casou com o actor, produtor e realizador Hume Cronyn. O casamento durou 52 anos e tiveram dois filhos.
É até agora a actriz mais idosa a ter ganho um Oscar, quando tinha 81 anos. Em 1990, foi-lhe diagnosticado um cancro nos ovários, contra o qual combateu durante quatro anos. Trabalhou até ao fim, sucumbindo na sua casa em Easton, Connecticut, aos 85 anos de idade.
Jessica tinha apenas 18 anos quando se estreou profissionalmente no teatro, na peça “The Manderson Girls”. Nos anos 1930, apareceu num grande número de peças teatrais e nalguns filmes britânicos.
Em Dezembro de 1947, começou a actuar na Broadway, com a peça “A Streetcar Named Desire” de Tennessee Williams, no papel de Blanche DuBois, pelo qual recebeu o Prémio Tony. Esta peça, que também marcou a estreia de Marlon Brando na Broadway, foi transformada num filme com o mesmo nome em 1951.
Actuando no teatro com o marido H. Cronyn, obteve grandes sucessos. Actuaram juntos igualmente no cinema e o primeiro filme foi “The Seventh Cross” (1944). Seguiram-se “The Green Years” (1946), “The Birds” de Alfred Hitchcock (1963), “Honky Tonk Freeway” (1981), “The World According to Garp” (1982) e “Cocoon” (1985).
Em 1989, com oitenta anos, protagonizou “Driving Miss Daisy”, vencedor do Oscar de Melhor Filme daquele ano. Pelo seu desempenho excepcional, Jessica venceu também na categoria de Melhor Actriz, nos Oscars, no Golden Globe e no British Film Awards.
Dois anos depois, em 1991, foi nomeada de novo para os Oscars, pela sua actuação em “Fried Green Tomatoes”. Recebeu mais dois Prémios Tony, pelo seu trabalho nos filmes televisivos “The Gin Game” (1977) e “Foxfire” (1982).
Os seus dois últimos filmes, “Nobody's Fool” e “Camilla” (1994), foram lançados postumamente. Jessica Tandy interpretou, durante a sua longa carreira, mais de cem produções teatrais e de sessenta películas de cinema e televisão.

sábado, 10 de setembro de 2016

10 DE SETEMBRO - JOSÉ CARLOS VASCONCELOS

EFEMÉRIDE – José Carlos Torres Matos de Vasconcelos, advogado, político e jornalista português, nasceu em Freamunde, Paços de Ferreira, no dia 10 de Setembro de 1940.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, iniciou a sua carreira de jornalista em 1966, no “Diário de Lisboa”.
Foi dirigente da Associação Académica de Coimbra e do Sindicato dos Jornalistas. Foi eleito deputado à Assembleia da República pelo Partido Renovador Democrático (PRD), do qual foi um dos fundadores.
Foi director-adjunto do “Diário de Notícias” e um dos fundadores do semanário “O Jornal”, de que veio a ser director.
Actualmente, pertence à direcção editorial da revista “Visão” e é director do “Jornal de Letras”.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

MANUEL FREIRE - "Pedra Filosofal"

DANIELA MERCURY - "Nobre Vagabundo"

9 DE SETEMBRO - DANILO

EFEMÉRIDE – Danilo Luís Hélio Pereira, futebolista português que joga actualmente como médio no FC do Porto, nasceu em Bissau no dia 9 de Setembro de 1991.
Começou a sua carreira profissional no Parma FC, tendo depois sido emprestado ao FC Aris e ao Roda JC. Em 2013, após rescindir o contrato com o Parma, assinou um compromisso válido por três épocas com o CS Marítimo.
Em Julho de 2015, firmou um contrato válido por quatro épocas com o Porto, com uma cláusula de rescisão fixada em 40 milhões de euros.
Estreou-se pela Selecção Portuguesa principal em Março de 2015, numa partida amistosa contra Cabo Verde. Foi convocado para o Europeu 2016.
Em Setembro de 2011, fora feito Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, depois de ter sido finalista no Campeonato do Mundo de Sub-20.
Foi igualmente finalista da Taça da Liga de Portugal em 2015, defendendo as cores do Marítimo. No ano seguinte, chegou à final da Taça de Portugal pelo Porto.
Sagrou-se Campeão Europeu pela Selecção principal de Portugal em 2016, tendo sido – juntamente com os colegas – agraciado com a Ordem de Mérito.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

8 DE SETEMBRO - JEAN-LOUIS BARRAULT

EFEMÉRIDE – Jean-Louis Barrault, actor, encenador e director de teatro francês, nasceu no Vésinet em 8 de Setembro de 1910. Morreu em Paris no dia 22 de Janeiro de 1994.
Tendo estudado no Liceu Chaptal, foi aluno de Charles Dullin e actor da sua trupe de 1933 a 1935. Aos 25 anos, relacionou-se com Étienne Decroux que o entusiasmou para se iniciar na mímica.  
Entrou para a Comédie-Française em 1940, tornando-se o 408º societário em 1 de Janeiro de 1943. Encenou “Le Soulier de satin” e “Phèdre”, duas peças que lhe trouxeram a celebridade.  Pediu a demissão em 31 de Agosto de 1946.  
Ainda em 1946, fundou com a sua esposa Madeleine Renaud a Companhia Renaud-Barrault e instalou-se durante dez anos no Théâtre Marigny. Contrataram André Brunot, Pierre Bertin, Catherine Fonteney, Georges Le Roy, Jean Desailly, Jacques Dacqmine, que vieram da Comédie-Française, e ainda Marie-Hélène Dasté, Régis Outin, Pierre Renoir, Simone Valère, Jacqueline Bouvier-Pagnol, Gabriel Cattand, Jean-Pierre Granval e os músicos Pierre Boulez e Maurice Jarre. Em 1954, mudaram-se para o teatro Le Petit Marigny.
Com André Frank, fundou em 1953 a revista “Cahiers Renaud Barrault”, publicada na editora Julliard e, posteriormente, na Gallimard.
Em 1959, o escritor André Malraux, então ministro da Cultura, confiou-lhe o Théâtre de l'Odéon, que passou a chamar-se Odéon-Théâtre de France, tornando-se Barrault seu director. Ele montou então grandes obras do reportório clássico (Racine, Shakespeare), mas também peças contemporâneas, como “Rhinocéros” de Eugène Ionesco em 1960, “Oh les beaux jours” de Samuel Beckett em 1963, “Des journées entières dans les arbres” de Marguerite Duras em 1965 e “Les Paravents” de Jean Genet em 1966. Continuou igualmente a divulgar o teatro de Paul Claudel.
Em Maio de 1968, abriu o teatro aos estudantes, que o ocuparam durante mais de um mês. André Malraux não lhe perdoou e Barrault teve de abandonar o lugar. Instalou a companhia no Élysée Montmartre, depois na Gare d’Orsay (Teatro d’Orsay) e finalmente no Théâtre du Rond-Point. Jean-Louis Barrault assinou criações originais a partir da sua leitura de grandes autores. 
Barrault foi também um grande actor de cinema. A sua interpretação inesquecível de Baptiste-Debureau, em “Les Enfants du paradis” de Marcel Carne (1944), popularizou o seu génio na mímica.
Outros filmes de grande sucesso foram “O Boulevard do Crime” na década de 1940 e “Casanova e a Revolução” na década de 1980.
Recebeu, das mãos do presidente François Mitterrand, o título de Grande Oficial da Legião de Honra, a mais alta honraria concedida pelo governo francês.
Faleceu aos 83 anos de idade. A sua companheira, Madeleine, morreria alguns meses depois, em Setembro do mesmo ano.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

7 DE SETEMBRO - SERGIO ENDRIGO

EFEMÉRIDE – Sergio Endrigo, cantor, autor e compositor italiano, morreu em Roma no dia 7 de Setembro de 2005. Nascera em Pula, na actual Croácia, em 15 de Junho de 1933.
Venceu – como compositor – o Festival de Sanremo de 1968, com “Canzone per te”, cantada por ele e interpretada também pelo convidado Roberto Carlos. Nesse mesmo ano, representou a Itália no Festival Eurovisão da Canção com “Marianne”.
“Io che Amo Solo Te”, gravada em 1962, é a sua música mais famosa, contando com várias regravações. Durante a sua carreira, trabalhou com escritores e poetas, como Pier Paolo Pasolini, Vinicius de Moraes e Giuseppe Ungaretti, e com músicos como Toquinho.
Morreu aos 72 anos, vítima de cancro nos pulmões.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

SERGIO ENDRIGO - "Canzone Per Te" (1968)


6 DE SETEMBRO - CHRISTOPHER NOLAN

EFEMÉRIDE – Christopher Nolan, escritor irlandês, nasceu em Mullingar no dia 6 de Setembro de 1965. Morreu em Dublin, em 20 de Fevereiro de 2009.
Devido a complicações no parto, nasceu com uma paralisia cerebral. Mesmo assim, começou a escrever aos onze anos e, aos quinze, publicou o seu primeiro livro.
Escreveu apenas quatro obras literárias, tecladas num computador através de um ponteiro colocado na sua cabeça.
Em 1988, recebeu o prémio literário britânico Whitbread. Foi ainda distinguido pela United Nations Society of Writers e considerado Personalidade do Ano, na Irlanda, igualmente em 1988.
Obras publicadas: “Dam Burst of Dreams” (1981), “Under the Eye of the Clock” (autobiografia narrada por personagem ficcional, 1987, prémio Whitbread no ano seguinte), “Torchlight and Lazer Beams” (1988) e “The Banyan Tree” (1999).
Faleceu no Beaumont Hospital, em Dublin, com a idade de 43 anos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

5 DE SETEMBRO - MICHAEL KEATON

EFEMÉRIDE – Michael Keaton, de seu verdadeiro nome Michael John Douglas, actor norte-americano, nasceu em Coraopolis, na Pensilvânia, no dia 5 de Setembro de 1951. Tornou-se muito conhecido após os seus três trabalhos para o realizador Tim Burton: “Beetlejuice” em 1988, “Batman” em 1989 e “Batman, o desafio” em 1992.
Oriundo de uma família com origens escocesa/irlandesa e alemã, o pai era engenheiro civil e agrimensor e a mãe dona de casa. Estudou na Montour High School, antes de se mudar para Pittsburgh.
Os seus dons de actor revelaram-se desde a juventude, ao imitar o cantor Elvis Presley. Escreveu ele próprio os seus primeiros sketches e interpretou-os em numerosos espectáculos.
Teve vários ofícios, antes de ser convidado para a televisão a fim de entrar em séries como “All's Fair” (1977). No cinema, depois de um bom desempenho em “Corretores do Amor”, o seu nome já apareceu em destaque em “Mr. Mom”, obtendo o aplauso generalizado do público e da crítica.
Não devendo utilizar o seu verdadeiro apelido por já existir o homónimo Michael Douglas, escolheu Keaton, embora nada tenha a ver com Buster Keaton, um estrela do cinema mudo (como poderíamos ser levados a supor).
Chamado por Woody Allen para entrar em “A Rosa Púrpura Do Cairo”, acabou por ser substituído por Jeff Daniels. Depois de “Os Trapaceiros da Loto”, recusou o papel principal de “Tocaia”. Após alguns filmes menos bem conseguidos, foi Tim Burton quem o resgatou para a celebridade. A sua representação nos filmes do Batman foi considerada pelos fãs do super-herói como «o melhor Batman de todos os tempos».
Nos anos 1990, alternou comédias com filmes dramáticos e policiais, mas sem grande sucesso. No fim da década, a sua estrela voltou a brilhar. Fez parte do casting reunido por Quentin Tarantino, tendo actuações de relevo e contracenando com actores como Robert De Niro. Trabalhou depois com os realizadores Steven Soderbergh e Barbet Schroeder (1998).
As suas performances nos anos 2000 passaram despercebidas. Em 2005, começou a colaborar com os estúdios de animação Pixar, fazendo várias dobragens.  
Virou-se então para a realização, dirigindo “Killing Gentleman” em 2008. Interpretou também pequenos papéis em diversos filmes. Em 2014, apareceu no remake de “RoboCop”.
Voltou à Broadway na esperança de reencontrar a glória e conquistou um Globo de Ouro de Melhor Actor. Fez parte do elenco da película dramática “Spotlight” de Thomas McCarthy, que conquista o Oscar de Melhor Filme. Em 2016, está previsto ter o papel principal em “The Founder” de John Lee Hancock.
Keaton foi casado com Caroline McWilliams de 1982 a 1990. Teve um relacionamento de seis anos com a actriz Courteney Cox e de alguns meses com a também actriz Michelle Pfeiffer. É um adepto fervoroso dos Pittsburgh Pirates (basebol) e é um pescador apaixonado.

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