quarta-feira, 15 de maio de 2019

15 DE MAIO - ELIO DE ANGELIS


EFEMÉRIDE - Elio De Angelis, piloto italiano de Fórmula 1, morreu em Le Castellet no dia 15 de Maio de 1986. Nascera em Roma, em 26 de Março de 1958. Disputou 108 Grandes Prémios do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, de 1979 a 1986, onde ganhou 122 pontos, vencendo por duas vezes, estando 9 vezes no pódio e tendo obtido 3 pole positions.
Aos 18 anos, foi Campeão da Europa de Karting por equipas. Em 1975, fora Vice-campeão do Mundo individual.  Em 1977, conquistou a primeira vitória em Fórmula 3. Nesta mesma categoria, conquista o prestigioso GP do Mónaco.
Correu pelas escuderias Shadow, Lotus e Brabham. Morreu durante testes no circuito de Paul Ricard em Le Castellet. Algumas vezes, referiam-se a ele como o «último cavalheiro da Fórmula 1» e, embora não fosse provavelmente um dos pilotos mais talentosos, estava entre os mais populares da categoria.
Tendo pilotado pela Shadow na sua temporada de estreia, em 1979, não pontuou na temporada inteira, mas incrivelmente conseguiu um 4º lugar na última corrida da temporada. Transferiu-se para a Lotus em 1980 e - aos 20 anos - quase se tornou o mais jovem vencedor de um Grande Prémio de todos os tempos, ao terminar num disputadíssimo 2º lugar no GP do Brasil de 1980, em Interlagos.
Deixou a Lotus no final da temporada de 1985, quando ficou claro que os esforços da equipa estavam sendo concentrados no seu talentoso companheiro de equipa, Ayrton Senna. O substituto de Angelis na equipa foi Johnny Dumfries, que obteve o seu lugar quase que inteiramente devido ao facto de ter aceite ser um subordinado de Senna, que não iria tolerar alguém muito mais competitivo, na qualidade de segundo piloto. Dumfries permaneceu apenas uma temporada na Fórmula 1, antes de ser substituído pelo japonês Satoru Nakajima, um piloto patrocinado pela Honda.
Em 1986, De Angelis correu pela Brabham - outra equipa famosa, então em declínio - como substituto do bicampeão mundial Nelson Piquet (que havia ido para a equipa Williams, porque o homem forte da Brabham, Bernie Ecclestone, não quisera dar-lhe um aumento de salário).
O Brabham-BMW de 1986, o BT55 Skate, era um carro de design radical, com um assento extremamente baixo. Todavia, não conseguiu arrancar a Brabham do seu rápido declínio e logo se tornou claro que não seria com aquele modelo que a equipa recuperaria os seus dias de glória do início dos anos 1980. Não obstante, De Angelis deu o melhor de si para ajudar no desenvolvimento do carro.
Durante os testes no circuito de Paul Ricard, em França, a asa traseira do BT55 soltou-se enquanto ele pilotava em alta velocidade, fazendo com que o carro perdesse pressão aerodinâmica nas rodas traseiras, capotasse sobre uma barreira e em seguida se incendiasse. O impacto em si não matou de Angelis, mas ele não conseguiu sair do veículo sozinho. A situação foi exacerbada pela ausência de fiscais de pista no circuito, que pudessem tê-lo ajudado, e porque demorou 30 minutos a chegada de um helicóptero de resgate, o que fez com que ele fosse quase asfixiado pela fumaça. Os seus únicos ferimentos foram uma clavícula fracturada e queimaduras leves nas costas. Foi levado para um hospital em Marselha, onde veio a falecer 29 horas após o acidente.
Além de piloto, De Angelis era também um pianista de nível profissional que, certa vez, num episódio famoso, entreteve os demais pilotos com um recital de composições suas, durante a greve de pilotos nos treinos do GP da Africa do Sul em 1982.

terça-feira, 14 de maio de 2019

14 DE MAIO - FRANCISCO RODRIGUES TENÓRIO


EFEMÉRIDE - Francisco Rodrigues Tenório, industrial conserveiro português, no século XIX, morreu em Vila Real de Santo António no dia 14 de Maio de 1907. Nascera em Villanueva de los Castillejos, província de Huelva, Espanha, em data desconhecida.
Dedicou-se primeiro ao comércio em Loulé e, mais tarde, transferiu-se para Vila Real de Santo António, onde instalou, no ano de 1880, a fábrica São Francisco que produzia conservas de atum em escabeche, projectando-se como industrial de relevo e renome, dotado de grande espírito prático e empreendedor, com reputação de ser um homem bondoso e honesto. Esta fábrica possuía somente quatro caldeiras de ferro (cozedores), pois não recorria a motores. O número de operários era reduzido: 15 a 20 homens, auferindo 400 a 900 réis por dia; 30 a 40 mulheres, ganhando até 220 réis; e 4 menores, que recebiam a quantia mais baixa - 120 réis. A jornada de trabalho chegava a atingir 15 horas diárias (dez horas de dia e cinco horas à noite).
A fábrica de Francisco Rodrigues Tenório rapidamente ganhou grande prestígio pela alta qualidade do atum em lata que fornecia aos mercados internos e externos. O seu icónico retrato, com umas longas e muito características suíças, em voga na época, tem sido impresso até aos nossos dias nas latas de conserva da marca Tenório, actualmente propriedade da sociedade açoriana Cofaco.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

13 DE MAIO - ALEXANDER KALERI


EFEMÉRIDE - Alexander Yurievich Kaleri, cosmonauta russo, veterano de estadias prolongadas na Estação Espacial Mir e na Estação Espacial Internacional, nasceu em Jūrmala, na Letónia, em 13 de Maio de 1956.
Realizou três missões a bordo da Mir, em 1992, 1996/1997 e 2000. Na Estação Espacial Internacional (ISS), permaneceu em órbita com o astronauta Michael Foale, na Expedição 8 e comandou a nave Soyuz TMA-01M durante as expedições 25 e 26, das quais foi engenheiro de voo.
Kaleri licenciou-se no Instituto de Física e Tecnologia de Moscovo (no curso de Aeromecânica e Engenharia de Voo) em 1979. No mesmo ano, foi empregado pela RKK Energiya e trabalhou no projecto da estação espacial Mir. Seleccionado como cosmonauta-candidato em Abril de 1984, completou o seu treino e avaliação no Centro de TreinoYuri Gagarin (1985/86), tornando-se membro da divisão de cosmonautas. Em 1987, foi qualificado para voar como piloto de testes. Registou 22 horas de voo com o avião de treino L-39.
Em 1 de Dezembro de 1987, fez um curso/treino para um voo espacial a bordo da Mir, como engenheiro de voo reserva da missão de longa duração Mir-3. De Janeiro a Abril de 1991, fez novo curso/treino para um voo espacial a bordo da Mir, como engenheiro de voo reserva da missão de longa duração Mir-9. De 8 de Outubro de 1991 a 25 de Fevereiro de 1992, treinou para engenheiro titular de voo principal, para a missão de longa duração Mir-11.
De 17 de Março a 10 de Agosto de 1992, participou na sua primeira missão de 145 dias a bordo da nave Soyuz TM-14 e da estação orbital Mir. O programa incluía oito dias de convívio com o cosmonauta alemão Klaus-Dietrich Flade na expedição (Mir-12) e doze dias com o cosmonauta francês Michel Tognini (Programa Antares).
Entre Agosto de 1996 e Março de 1997, integrou a tripulação da Soyuz TM-24 para mais seis meses de missão na Mir. De 4 de Abril a 16 de Junho de 2000, Alexander Kaleri fez o seu terceiro voo espacial a bordo da nave Soyuz TM-30 e da Mir como engenheiro da Mir-28.
Na sua quarta viagem espacial, que durou de 18 de Outubro de 2003 a 29 de Abril de 2004, serviu como engenheiro de voo, a bordo da Estação Espacial Internacional. A missão durou 194 dias, 18 horas e 35 minutos e incluía uma EVA (Extra-Vehicular Activity) de 3 horas e 55 minutos de duração.
Em 7 de Outubro de 2010, Kaleri voltou ao espaço como comandante da nave Soyuz TMA-01M, para nova permanência de longa duração na Estação Espacial Internacional, como engenheiro de voo das Expedições 25 e 26, nas quais ele e a tripulação participaram em experiências com o crescimento de cristais na microgravidade, a física e a biometria. Regressou à Terra em 16 de Março de 2011, após cerca de 160 dias no espaço.
No total das suas missões espaciais, Kaleri passou 769 dias em órbita, vários deles em Actividades extra-veiculares. Como condecorações especiais, foi elevado à categoria de Herói da Federação Russa e recebeu a Legião de Honra do governo francês. É actualmente director-chefe do serviço de voo na RKK Energiya.

domingo, 12 de maio de 2019

12 DE MAIO - WALTER WANDERLEY


EFEMÉRIDE - Walter José Wanderley Mendonça, organista e pianista brasileiro, nasceu em Timbaúba no dia 12 de Maio de 1932. Morreu em São Francisco, em 4 de Setembro de 1986. Era casado com a cantora Isaurinha Garcia.
Em 1947, foi para São Paulo, onde aprendeu a tocar órgão com uma tia e estudava harmonia no Liceu de Artes. Começou a tocar e a gravar profissionalmente por volta dos 18 anos, tendo gravado uma vintena de álbuns no Brasil. Viria a fazer história nos Estados Unidos, vendendo mais de um milhão de cópias do seu CD de lançamento “Rain Forest”.
Já famoso no Brasil no fim dos anos 1950, este organista pernambucano, influenciado por Tony Bennett, mudou-se com o seu trio para os Estados Unidos da América em 1966 e lançou o single, “Samba de Verão” (“Summer Samba”), alcançando o segundo lugar nas paradas e a impressionante marca de um milhão de cópias vendidas.
Walter teve reconhecimento internacional pelo trabalho realizado com a cantora Astrud Gilberto e seu marido João Gilberto, tendo dividido com ela os créditos de “A Certain Smile, a Certain Sadness”. Daí em diante, consolidou a sua carreira no meio jazzístico californiano e americano, algo impressionante entre tantos mestres do género.
Entre 1966 e 1967, gravou nos Estados Unidos, para a Verve Records, três álbuns com Claudio Slon (bateria) e José Marino (baixo). Depois da dissolução do trio, Wanderley continuou a gravar a solo e actuou frequentemente em público, tendo feito uma tournée de concertos no México.
Faleceu aos 56 anos, vítima de doença oncológica.

sábado, 11 de maio de 2019

11 DE MAIO - CHESTER GOULD


EFEMÉRIDE - Chester Gould, autor de banda-desenhada norte-americano, morreu em Woodstock no dia 11 de Maio de 1985. Nascera em Pawnee, em 20 de Novembro de 1900.
Em 1919, a família mudou-se para Stillwate e ele prosseguiu os estudos de Negócios/Administração na Oklahoma A & M (actual Universidade Estatal de Oklahoma) até 1921. Neste ano, ingressou na Universidade Noroeste de Chicago, onde se diplomou em 1923. 
Fascinado por BD desde a infância (desenhava as suas próprias historietas desde a idade de 7 anos), encontrou rapidamente um emprego de ilustrador no “Chicago Tribune”, para o qual realizou os primeiros trabalhos de BD, a partir de 1924.
Casou-se com Edna Gauger em 1926, nascendo-lhes uma filha no ano seguinte.
Gould foi o criador da série de histórias policiais aos quadradinhos de Dick Tracy, que ele escreveu e desenhou de 1931 até 1977, ano em que se reformou. Trabalhou durante um curto período em Oklahoma, desenhando charges desportivas. “Dick Tracy” foi distribuído pela primeira vez em 1931, pela Chicago Tribune - New York News Syndicate, Inc.
Para se manter ao corrente das novas técnicas de luta contra o crime, estudou no Crime Detection Laboratory de Chicago e mantinha relações amistosas com um polícia reformado.  Recebeu, em 1959 e 1977, o prestigioso Prémio Reuben. Recebeu igualmente o Prémio Edgar-Allan-Poe do Mystery Writers of America, em 1980.
Falecido aos 84 anos, a sua vida e as suas criações estão imortalizadas no Chester Gould-Dick Tracy Museum de Woodstock.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

10 DE MAIO - JOÃO VILLARET


EFEMÉRIDE - João Henrique Pereira Villaret, actor, encenador e declamador português, nasceu em Lisboa no dia 10 de Maio de 1913. Morreu na mesma cidade em 21 de Janeiro de 1961.
Frequentou o Colégio inglês e depois o Liceu de Passos Manuel, onde foi bom aluno. Desde cedo, revelou interesse pelas artes. Aos 15 anos, ingressou no Conservatório Nacional de Lisboa. Amélia Rey Colaço & Robles Monteiro tiveram um papel preponderante na sua iniciação teatral. Em 1930, concluiu o curso e, em Outubro de 1931, estreava-se na peça “Leonor Teles”.
Trabalhou no teatro, cinema e foi um grande declamador de poesia, a sua maior paixão. Era um actor ecléctico, pois além do teatro clássico também se dedicou ao teatro de revista. Fez várias digressões a África e ao Brasil, onde esteve sete vezes. Nos últimos anos, aos domingos, tinha um programa na RTP, onde declamava poesia e contava histórias curiosas do mundo cultural. Num desses episódios, referiu que o seu amigo António Botto o apresentou a Fernando Pessoa, encontro que muito o tinha impressionado.
Depois de frequentar o Conservatório, começou por integrar o elenco da companhia de teatro lisboeta Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro. Mais tarde, fez parte da companhia teatral Os Comediantes de Lisboa, fundada em 1944 por António Lopes Ribeiro e o seu irmão Francisco Ribeiro, mais conhecido por Ribeirinho.
Teve uma interpretação considerada antológica na peça “Esta Noite Choveu Prata”, de Pedro Bloch, em 1954, no extinto Teatro Avenida, em Lisboa.
No cinema, Villaret surgiu em: “O Pai Tirano” (1941), “Inês de Castro” (1945), “Camões” (1946), “Três Espelhos” (1947), “Frei Luís de Sousa” (1950) e “O Primo Basílio” (1959).
Nos anos 1950, com o aparecimento da televisão, transpôs para este meio de comunicação a experiência que adquirira no palco e no cinema, assim como em programas radiofónicos. Aos domingos, pelas 20 horas, declamava na RTP, com muita graça e paixão, poemas dos maiores e mais diversificados autores. Algumas interpretações notáveis de Villaret, extraídas dos programas de rádio e TV onde colaborava regularmente, ou gravadas em estúdio e ao vivo, foram registadas em vinil, numa vasta discografia, encontrando-se, ainda hoje, algumas edições em CD disponíveis no mercado.
Na música, Villaret também deu cartas, sendo criador de grandes sucessos, como “Rosa Araújo”, “Santo António” (proibidos pela Censura do Estado Novo) e “Sinfonia do Ribatejo”, na revista “Não Faças Ondas”, em 1956, e do poema-canção “Recado a Lisboa”, que até hoje predomina como um verdadeiro clássico da história da música portuguesa.
A sua mais conhecida obra, devido à sua originalidade, é o “Fado falado”, de Nelson de Barros, com versos de Aníbal de Nazaré, criado pelo próprio na revista “Tá Bem ou Não 'Tá?” (1947) e satirizada com mestria nos anos 1950, onde se podia ouvir esta frase emblemática: «Se o fado se canta e chora, também se pode falar».
Em Abril de 1960, João Villaret foi feito oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. O Teatro Villaret, em Lisboa, recebeu o seu nome como homenagem à sua carreira. Em Loures, há também uma escola com o seu nome.
Villaret tinha diabetes, mas era avesso a medicamentos e dietas. Em 1958, quando esteve em Nova Lisboa, consultou um calista que, ao extrair-lhe uma calosidade, lhe provocou uma ferida num pé, com consequências funestas. Faleceu, vítima de insuficiência renal, aos 47 anos de idade.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

9 DE MAIO - TEGLA LOROUPE


EFEMÉRIDE - Tegla Chepkite Loroupe, atleta queniana, nasceu em Kutomwony no dia 9 de Maio de 1973. Corredora de pista e de estrada, ela detém os recordes mundiais nas distâncias não-olímpicas dos 20, 25 e 30 km e é ex-recordista mundial da maratona, feito que conseguiu por duas vezes, na Maratona de Roterdão em 1998, batendo uma marca com treze anos de existência, e na Maratona de Berlim em 1999.
Três vezes Campeã Mundial da Meia-Maratona, foi também a primeira mulher africana a vencer uma grande maratona internacional, seguindo o sucesso dos homens do Quénia e inspirando as jovens atletas quenianas. Tegla venceu a Maratona de Nova Iorque em 1994 e bisou no ano seguinte. Depois da primeira vitória, venceu igualmente as Maratonas de Londres, Roterdão, Berlim e Roma entre outras.
Nas pistas de atletismo, ganhou duas medalhas de bronze nos 10 000 m dos Campeonatos Mundiais de Atletismo, em Gotemburgo 1995 e Sevilha 1999. Correndo descalça, ganhou a medalha de ouro na mesma distância nos Goodwill Games de 1994 e 1998. Na meia-maratona, uma das suas distâncias favoritas, foi seis vezes campeã da Meia-Maratona de Lisboa, entre 1994 e 2000.
Favorita às medalhas de ouro da maratona e dos 10 000 m em Sydney 2000, Tegla sofreu uma forte intoxicação alimentar na noite anterior à primeira prova. Mesmo assim, correu a maratona descalça pelas ruas de Sydney e ficou na 13ª posição. Seis dias depois, sem estar ainda recuperada nem da intoxicação nem do esforço anterior, participou dos 10 000 m e ficou em 5º lugar. Tegla justificou a sua participação nestas provas como um «sentido do dever» para com todas as pessoas em África que a tinham como uma portadora de esperança para o seu país de origem. Até ao final de 2001, continuou a sofrer de vários problemas de saúde.
Em 2006, foi nomeada embaixadora das Nações Unidas para os Desportos pelo secretário-geral Kofi Annan, acompanhada pelo tenista Roger Federer, pelo ex-futebolista chileno Elias Figueroa e pela campeã paraolímpica australiana Katrina Webb. É igualmente embaixadora da UNICEF e embaixadora da IAAF, a Federação Internacional de Atletismo. Nos últimos anos, tem actuado como porta-voz destas entidades, apelando para a paz, a educação e os direitos das mulheres.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

8 DE MAIO - LEX BARKER


EFEMÉRIDE - Alexander “Lex” Crichlow Barker Jr, actor norte-americano, nasceu em Rye no dia 8 de Maio de 1919. Morreu em Nova Iorque, em 11 de Maio de 1973.  
Oriundo de uma família rica e proeminente de Nova Iorque, Lex Barker era descendente directo do fundador de Rhode Island - o cônsul Roger Williams. Era dotado para desportos, tais como o futebol e o atletismo. Fez o curso secundário e, posteriormente, estudava na Universidade de Phillips-Exeter, em Fessenden.
Depois dos estudos, foi para Princeton, com a intenção de se tornar actor, a contragosto dos pais que o queriam nos negócios da família.
No Verão seguinte, descoberto por um agente de talentos, foi para Hollywood realizar um teste para a 20th Century Fox. Recebeu uma oferta de contrato, mas, deflagrada a II Guerra Mundial, o seu trabalho no cinema teve de ser adiado.
Alistou-se na Infantaria e, quando a Guerra terminou, foi promovido ao posto de major, mas deixou a vida militar. Quando voltou para Hollywood, a 20th Century Fox não se interessou mais por ele e a Warner Brothers não queria arriscar num jovem inexperiente.
Em 1948, a RKO andava em busca de um substituto para Johnny Weissmuller, que se aposentara do personagem Tarzan. Os agentes daquele estúdio, vendo fotos de Barker, imediatamente o chamaram. E foi assim que o actor louro e de olhos azuis assinou contrato para cinco filmes iniciais do Homem-Macaco. “Tarzan e a Fonte Mágica” (1949) facultou-lhe o seu primeiro papel.
Após cinco filmes a actuar como Tarzan, entrou noutras produções de aventuras e dramas.
Depois de 16 filmes no currículo (na maior parte, westerns e histórias de guerra), veio para Europa em 1957. Lex falava fluentemente quatro línguas (além do inglês): francês, espanhol, italiano e alemão. Fez mais 50 filmes em várias partes do mundo: Brasil, Iugoslávia, Alemanha, Espanha, Líbano e França. Tornou-se muito popular na Alemanha, com os seus papéis de Old Shatterhand, Kara Ben Nemsi e Dr. Karl Sternau, nos filmes baseados em livros escritos por Karl May, escritor alemão popular na literatura infanto-juvenil alemã.
Em 1966, ainda na Alemanha, recebeu o Prémio Bâmbi de Melhor Actor Estrangeiro e gravou duas canções.
A partir de 1969, Lex passou a dividir a sua carreira entre a Alemanha e os Estados Unidos. Voltou para Hollywood, para fazer pontas em algumas das famosas séries da televisão americana daquela época, como “O Rei dos Ladrões”, “FBI” e “Night Gallery”.
Após o divórcio do seu quinto e último casamento, em 1972, Barker decidiu fixar-se de vez na sua terra natal, com os restantes seus familiares. Três dias depois de completar 54 anos de idade, sofreu um enfarte fulminante numa rua de Nova Iorque, morrendo poucos instantes depois.
O seu funeral foi restrito para os familiares. Os fotógrafos apenas conseguiram tirar uma foto do seu caixão, já no carro funerário, antes de seguir para o crematório.

terça-feira, 7 de maio de 2019

7 DE MAIO - JORGE LOREDO


EFEMÉRIDE - Jorge Rodrigues Loredo, actor e humorista brasileiro, mais conhecido pelo seu personagem Zé Bonitinho, nasceu no Rio de Janeiro em 7 de Maio de 1925. Morreu na mesma cidade em 26 de Março de 2015. Paralelamente, exercera a profissão de advogado, especialista em Direito na Segurança Social e no Trabalho. Era irmão do também actor João Loredo.
Foi criado no subúrbio de Campo Grande, no Rio de Janeiro. Aos 12 anos, diagnosticaram-lhe uma osteomielite na perna esquerda. A dor constante, só curada nos anos 1970, fez de Loredo um garoto introvertido e cabisbaixo. Aos 20 anos, devido a tuberculose, foi internado num sanatório. O que parecia ser mais uma tragédia, foi - pelo contrário - a sua salvação. Incentivado pelos médicos, participou num grupo teatral do hospital e descobriu a sua vocação para actor.
Após receber alta, um teste vocacional identificou que ele tinha tendência para «actividades exibicionais». Loredo procurou uma escola de teatro, em busca de papéis “sérios”. A contragosto, a sua primeira audição foi para representar o monólogo cómico “Como Pedir uma Moça em Casamento”. Aprovado, adoptou o humorismo como profissão. Foi então que surgiram personagens clássicos como o mendigo filósofo, que tratava todos os que lhe davam esmolas como «meu nobre colega”, no pograma “Praça da Alegria”, no final dos anos 1950.
O seu principal personagem, Zé Bonitinho, era uma caricatura de um grande sedutor, com topete, bigodinho, gravata borboleta e fato extravagante. Estreou-se em 1960, no programa “Noites Cariocas”, dirigido por Chico Anysio na TV Rio.
Apesar da idade, até 2013, ainda continuou a actuar e comunicava com os seus fãs através das redes sociais, mantendo uma bem preenchida agenda de shows.
Faleceu em Março de 2015, aos 89 anos, após ter sido internado no princípio de Fevereiro, no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro. A causa da morte foi a falência múltipla dos órgãos. O corpo foi cremado no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

6 DE MAIO - BROOKE BENNETT


EFEMÉRIDE - Brooke Marie Bennett, nadadora norte-americana, especialista nas provas de meio-fundo livres, vencedora de três medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, nasceu em Tampa, na Flórida, em 6 de Maio de 1980.
Aprendeu a nadar graças ao avô, que lhe fez mesmo construir um a piscina quando ela era criança. Atingiu rapidamente o alto nível necessário para concorrer com os seniores, apesar de ter apenas 14 anos.
Assim, quando dos Campeonatos do Mundo de Roma, em 1994, ficou no 3º lugar do pódio dos 800 metros. No ano seguinte, nos Jogos Pan-americanos, venceu os 400 metros livres.
Com apenas 16 anos, ganhou o primeiro ouro nos 800 metros livres das Olimpíadas de Atlanta, em 1996. Este feito foi realizado dias depois da morte do avô e foi ofuscado pelo facto de ter sido esta a última prova da lendária Janet Evans.
Quando dos Campeonatos do Mundo de Perth 1998, obteve o seu primeiro título mundial, vencendo a prova de 800 metros livres. Nos 400 metros, foi batida por uma nadadora chinesa.
Em Sydney 2000, ganhou mais duas medalhas de ouro, nos 400 m e 800 metros, com recorde olímpico nesta segunda distância.
Tentou ir aos Jogos de Atenas em 2004, mas já não conseguiu, pois havia sido operada aos ombros em 2001. Planeou também voltar nos JO de Pequim 2008, mas falhou novamente. Nunca mais se aproximou das performances anteriores. A carreira internacional de Brooke Bennett acabou, assim, prematuramente.

domingo, 5 de maio de 2019

5 DE MAIO - GIULIETTA SIMIONATO


EFEMÉRIDE - Giulietta Simionato, mezzo-soprano italiana e uma das maiores cantoras do período pós-guerra, morreu em Roma no dia 5 de Maio de 2010. Nascera em Forli, em 12 de Maio de 1910.
A sua carreira teve início depois da década de 1930 e a sua aposentadoria aconteceu no ano de 1966. Foi uma mezzo excelente, tanto no repertório dramático como no cómico, tanto nos líricos como nos pesados. Apresentou-se nas maiores casas de ópera do mundo e trabalhou com os melhores maestros de todos os tempos. Cantou ao lado das maiores sopranos da sua época, incluindo Maria Callas e Renata Tebaldi, e foi admirada por companheiros e público pelo seu humor, profissionalismo e carinho.
Fez os estudos em Rovigo e Pádua. Estudou canto em Rovigo, com Lucatello, e em Milão, com Guido Palumbo. Começou a cantar em público em 1927. Fez a sua estreia profissional em Montagnana, em 1932. Nos primeiros anos de carreira, teve frustrações, por só cantar partes pequenas. Entretanto, começou a chamar a atenção e, a partir daí, foi considerada uma das mais respeitadas cantoras da sua geração.
Ganhou, em 1933, o mais importante concurso de bel canto da época, participando depois em tournées - em Malta, Tunísia e Líbia (1934/35).
Em 1936, foi contratada pelo Scala de Milão, onde actuou frequentemente até 1966. Estreou-se no Royal Opera House, Covent Garden, em 1953, onde apareceu regularmente entre 1963 e 1965. Em 1959, fez a sua estreia no Metropolitan Opera.
Simionato também actuou no Festival de Edimburgo (1947), na Ópera de São Francisco (1953), no Teatro Nacional de São Carlos (1954), na Ópera Lírica de Chicago (entre 1954 e 1961), na Ópera Estatal de Viena (a partir de 1956 e até ao fim de sua carreira) e no Festival de Salzburgo.
Simionato teve um largo repertório, incluindo as óperas de Gioachino Rossini, Pietro Mascagni e Georges Bizet. Ela foi também uma excelente cantora do repertório verdiano.
Giulietta Simionato gravou numerosos discos. Aposentou-se em 1966, mas continuou a dar aulas de posição e voz, com boa disposição e vitalidade, até à década de 1990. Faleceu uma semana antes de atingir os 100 anos de idade.

sábado, 4 de maio de 2019

4 DE MAIO - JAMES ALBERY


EFEMÉRIDE - James Albery, dramaturgo inglês, nasceu em Londres no dia 4 de Maio de 1838. Morreu na mesma cidade em 15 de Agosto de 1889.
Ao sair da escola, Albery foi trabalhar no escritório de um arquitecto. Começou também a escrever peças teatrais. A farsa “A Pretty Piece of Chiselling” foi representada pela primeira vez no Clube Ingoldsby, em 1864. Depois de alguns fracassos, a adaptação “Dr Davy” foi apresentada no Lyceum Theatre, em Londres (1866). A sua peça de maior sucesso, “Two Roses”, uma comédia, foi representada no Vaudeville Theatre em 1870, tendo tido cerca de trezentas apresentações.
Albery foi autor de um grande número de outras peças e adaptações, incluindo: “Coquettes” (1870); “Pickwick”, um drama em quatro actos, baseado no livro “The Pickwick Papers” (1871), do escritor Charles Dickens; “Pink Dominos” (1877), uma farsa de enorme sucesso, com cerca de 555 apresentações, foi uma de várias adaptações do francês, feita para ser apresentada no Criterion Theatre; e “Jingle” (outra versão da farsa “Pickwick”), foi produzida no Lyceum em 1878.
A opereta em um acto, “The Spectre Knight”, foi apresentada como um complemento da ópera cómica “The Sorcerer” de Gilbert e Sullivan. Escreveu também a farsa “Brighton” (1888).
James Albery publicou ainda um livro intitulado “Where's the Cat?”, em 1880. Morreu aos 51 anos.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

3 DE MAIO - GINO CERVI


EFEMÉRIDE - Gino Cervi, de seu verdadeiro nome Luigi Cervi, actor italiano, nasceu em Bolonha no dia 3 de Maio de 1901. Morreu em Castiglione della Pescaia, em 3 de Janeiro de 1974.
Era filho do crítico literário Antonio Cervi. Em 1920, casou com Angela Rosa Gordini, conhecida por “Nini”, que seria uma das suas parceiras em diversos filmes e com quem teve um filho. Ela sobreviveu 4 anos à morte de Gino Cervi.
Começou por fazer a dobragem de vários actores famosos, em filmes norte-americanos. Depois, trabalhou um pouco por toda a Europa, nomeadamente em França, Espanha e Inglaterra, não negligenciando o teatro, onde protagonizou - entre outros - os papéis de Cyrano de Bergerac e de Samuel Beckett.
Cervi ficou sobretudo conhecido pelo seu papel de Giuseppe Bottazzi (“Peppone”), o prefeito comunista, nos filmes da série “Don Camillo”, nas décadas de 1950 e 1960. Compartilhou, durante cerca de 15 anos, uma grande cumplicidade e amizade com a outra estrela desta série, o consagrado Fernandel.
No final da sua carreira, actuou como comissário Maigret, durante seis anos, na versão italiana para televisão, que culçinou com o filme para cinema “Maigret na Pigalle”, produzido pelo seu filho Antonio Cervi.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

2 DE MAIO - MÃE DINÁH


EFEMÉRIDE - Mãe Dináh, de seu verdadeiro nome Benedicta Finazza, vidente brasileira, morreu em São Paulo no dia 2 de Maio de 2014.  Nascera na mesma cidade em 5 de Dezembro de 1930. Após adquirir fama com as suas previsões na década de 1990, teve uma passagem relâmpago pela TV Gazeta e foi candidata a vereadora da cidade de São Paulo em 1996, pelo PFL.
Nascida no bairro do Paraíso, era filha de pai italiano e tinha ascendência indígena por parte da mãe.
Ela dizia que, desde muito pequena, com três anos de idade, já aparentava ser uma sensitiva, pois contava as suas visões de factos que iriam acontecer com os seus familiares ou amigos. Aos sete anos, previu a morte da própria avó. Aos treze, começou a fazer as suas primeiras sessões para colegas de escola e vizinhos.
Auto-intitulada «terapeuta holística, sensitiva e intuitiva com percepção extra-sensorial», ela possuía registo de terapeuta holística outorgado pelo Sindicato dos Terapeutas Holísticos (Sinte) e era devotada à Umbanda, a sua religião desde jovem.
Tornou-se nacionalmente famosa ao aparecer em público no início dos anos 1990, revelando várias previsões e por ter sido apontada pela imprensa como vidente pessoal do presidente Fernando Collor de Mello. Após isso, em 1996, teve muita exposição em programas de televisão, supostamente por ter previsto o acidente fatal dos Mamonas Assassinas. Por outro lado, também ficou conhecida por errar a previsão sobre Ayrton Senna, que, segundo ela, iria ganhar a corrida, mas acabou por morrer.
Em 1996, Mãe Dináh ganhou um programa diário de três minutos na CNT/Gazeta, o qual era exibido pela manhã e fazia consultas e previsões. O programa ficou apenas uma semana no ar, já que coincidiu com a sua candidatura a vereadora de São Paulo pelo Partido da Frente Liberal (PFL).
Em Outubro de 2013, foi estrela no lançamento do canal MTV, onde aparecia fazendo previsões da sua programação.
Matriarca de uma pequena família, Mãe Dináh era viúva e teve uma única filha, também vidente, que lhe deu duas netas.
Morreu vítima de falência múltipla de órgãos e sistemas, além de choque séptico gastrointestinal, no Hospital da Luz, na Vila Mariana, em São Paulo. O hospital, por intermédio da sua assessoria de imprensa, informou que Mãe Dináh tinha uma doença neuromuscular chamada miastenia e, por isso, tomava medicamentos imunossupressores, que lhe tinham fragilizado o organismo.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

1 DE MAIO - BO WIDERBERG


EFEMÉRIDE - Bo Widerberg, escritor, realizador de cinema, cenarista, montador, actor, director de fotografia e produtor sueco, morreu em Ängelholm no dia 1 de Maio de 1997. Nascera em Malmö, em 8 de Junho de 1930.
Começou a sua carreira como crítico (autor de crónicas no Jornal de Estocolmo “Expressen”) e escreveu também alguns romances e uma recolha de contos.
Widerberg realizou filmes como “Kvarteret Korpen” (1963), “Elvira Madigan” (1967), “Ådalen 31” (1969), “Joe Hill” (1971), “Fimpen” (1974), “Mannen på taket” (1976), “Victoria” (1979), “Mannen från Mallorca” (1984) e “Lust och fägring stor” (1995).
Recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim por “Lust och fägring stor” (1996) e um Prémio especial do júri no Festival de Cannes com “Ådalen 31” (1969).
 Kvarteret Korpen” (1963), “Ådalen 31” (1969) e “Lust och fägring stor” (1995) foram nomeados para os Oscars de Melhor Filme Estrangeiro.

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