sábado, 1 de novembro de 2008

EFEMÉRIDE Carlos Manuel de Marques Paião, cantor e compositor português, nasceu em Coimbra no dia 1 de Novembro de 1957. Morreu em Rio Maior, em 26 de Agosto de 1988.
Passou a sua infância e juventude entre Lisboa e Ílhavo (a terra dos pais). Licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa (1983), mas acabou por se dedicar exclusivamente à música. Com 21 anos já tinha escrito mais de duzentas canções.
Ganhou o Festival RTP da Canção de 1981, numa época em que este certame representava uma rampa para o sucesso musical. A canção “Playback” era uma crítica divertida, mas contundente, aos cantores que utilizavam aquele artifício nas suas actuações. Nesse mesmo ano gravou um single com grande êxito (“Pó de Arroz”), que mantém a sua popularidade até hoje. Utilizava muito a crítica satírica e o humor nos temas das suas canções.
Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio, tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas, entre as mais de duas mil de 58 países. Escreveu uma canção para Amália Rodrigues em 1982: “O Senhor Extra-Terrestre”.
Em 26 de Agosto de 1988, quando se dirigia para um espectáculo em Leiria, um violento acidente de automóvel ceifou-lhe a vida. Na época, surgiu o boato de que na ocasião do funeral ainda não estaria morto, mas sim em estado de coma. No entanto, diz quem viu, que dada a violência do acidente, a sobrevivência não seria possível. O boato de que teria sido sepultado ainda vivo perdura porém até aos nossos dias.
Ao longo da sua curta vida compôs mais de quinhentas canções, tendo gravado 10 álbuns e 13 compactos. Escreveu para cantores tão diferentes como Herman José, Joel Branco, Cândida Branca Flor, Amália Rodrigues, Nuno da Câmara Pereira, Trio Odemira, Octávio de Matos, Alexandra, Rodrigo, Lenita Gentil, António Mourão e Carlos Quintas.
Em 1986, foi autor da canção não oficial da Selecção Portuguesa de Futebol que competiu nos Mundiais de 1986 no México. Participou na peça de teatro televisiva “O Carnaval Infernal”.
Em 2008, para assinalar os vinte anos do seu desaparecimento, vários músicos e bandas gravaram um CD em que interpretaram várias das suas canções (“Tributo a Carlos Paião”).

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEJohn Keats, poeta inglês, nasceu em Finsbury Pavement, perto de Londres, em 31 de Outubro de 1795. Morreu em Roma, no dia 23 de Fevereiro de 1821.
Desde muito novo, dedicava todos os seus tempos livres à leitura, tanto de obras antigas como contemporâneas. Perdeu o pai aos dez anos e a mãe aos quinze.
Os seus primeiros poemas não mostravam ainda o grande poeta que ele viria a ser, mas - embora desaconselhado pelos amigos - publicou-os em 1817 (“Poems”).
Abandonou então a sua carreira de “aprendiz” de cirurgião, para se dedicar inteiramente à literatura, começando a escrever o seu longo poema “Endymion”, que foi muito mal recebido pela crítica (1818). No entanto, para ele, as críticas em vez de o desmoralizarem, estimulavam-no e faziam desenvolver o seu talento.
Separou-se de Fanny Brawne, o grande amor da sua vida, dois anos depois de a ter conhecido, em virtude de ter contraído a tuberculose. Foi para Itália, onde veio a falecer no ano seguinte.
Poucos poetas terão escrito tanto e tão bem, em tão pouco tempo, como Keats. Ele escreveu praticamente toda a sua obra durante o ano de 1820, já sem os erros e imperfeições da “juventude”.
Se bem que tenha morrido com menos de 26 anos de idade, John Keats é considerado um dos maiores representantes do Romantismo Britânico. É também um dos poetas mais recitado e mais amado pelos ingleses.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEDiego Armando Maradona, também conhecido por “El Pibe de Oro” (O Miúdo de Oiro), ex-futebolista argentino, nasceu em Lanús, nos arredores de Buenos Aires, em 30 de Outubro de 1960. É considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos e capitaneou a selecção da Argentina nos Mundiais de 1986, em que contribuiu decisivamente para a conquista do título. Marcou, nos quartos-de-final contra a Inglaterra, um dos mais belos golos da história do futebol, atravessando todo o campo desde a sua defesa, fintando uma série de jogadores adversários, incluindo o guarda-redes, até finalizar para a baliza. Os seus dribles estonteantes, as suas arrancadas de génio e os seus passes precisos, nunca serão esquecidos.
Começou a jogar futebol aos onze anos nos “Cebollitas”. Aos quinze foi contratado por um clube da Primeira Divisão e, em 1979, ganhou com a Argentina o ”Mundial de Sub-21”, sendo considerado o melhor jogador do torneio. Nesse mesmo ano, ganhou a “Bola de Oiro” argentina. Em 1980 transferiu-se para o Boca Juniors e, dois anos mais tarde, para o Barcelona de Espanha. Em 1984 foi contratado pelo Nápoles de Itália, com o qual ganhou dois Títulos (1986/87 e 1989/90), uma Taça (1987), uma Taça UEFA (1989) e uma Super Taça (1990).
Em 1991 começou o seu declínio: descobriram-lhe um filho ilegítimo, falou-se de ligações à máfia napolitana e do consumo de cocaína, foi apanhado nas malhas de um teste anti-doping… Deixou Nápoles e voltou para Espanha, onde jogou pelo Sevilha. Depois, seguiu-se o Newell's Old Boys da Cidade de Rosário na Argentina. Nova detecção de substâncias proibidas no Mundial de 1994, sendo suspenso pela FIFA durante um ano.
Em 1997 ainda voltou a jogar no Boca Juniors, retirando-se definitivamente no dia em que completou 37 anos.
Durante o ano de 2000, e também posteriormente, esteve numa clínica de recuperação em Cuba. Aí decidiu escrever o seu livro autobiográfico “Eu sou o Diego". Nesse mesmo ano, uma votação pública lançada na Internet pela FIFA consagrou-o como “Jogador do Século”. Em 2001 foi organizado um jogo em sua homenagem, em que foi aclamado em delírio pelos espectadores argentinos.
Em 2004 um problema cardíaco deixou-o às portas da morte. Foi operado, sendo-lhe colocada uma banda gástrica, que o fez perder quarenta quilos. Nova cura de desintoxicação.
Em 2005 foi apresentador de televisão, no programa “A noite do Dez”, que recebeu figuras de todo o mundo, como Pelé e Mike Tyson. Em 2006 comentou os Mundiais da Alemanha, para um canal espanhol.
Em 2007 foi internado com uma crise hepática, provocada pelo abuso de álcool e de tabaco.
Em 2008 o realizador sérvio Emir Kusturica apresentou no Festival de Cannes um filme sobre a sua vida. “El Pibe” conseguiu realizar os seus dois desejos, revelados quando tinha apenas doze anos: competir em Mundiais de Futebol e ser Campeão Mundial pelo seu país.
Em 28 de Outubro de 2008, foi nomeado seleccionador nacional de futebol da Argentina.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sempre, SEMPRE juntos, «até que a morte os separe»...

EFEMÉRIDEJoseph Pulitzer, jornalista e editor norte-americano, morreu em Charleston no dia 29 de Outubro de 1911. Nascera em Makó, na Hungria, em 10 de Abril de 1847.
Tendo por origem uma família judaica abastada, foi educado em escolas privadas de Budapeste. Com dezassete anos decidiu tornar-se militar, mas não conseguiu ingressar no exército devido à sua “saúde demasiadamente frágil e a uma visão fraca”. Decidiu então emigrar para os Estados Unidos, onde serviu nas fileiras do exército federal durante a Guerra de Secessão.
Pulitzer falava correctamente Alemão, Francês e Húngaro, embora tivesse muitas dificuldades no Inglês. Depois da guerra, trabalhou em St. Louis, exercendo profissões modestas, como carregador, bagageiro e empregado de mesa, mas simultaneamente estudava, de modo autodidáctico, Inglês e Direito, participando também em actividades políticas.
Em 1866 conseguiu o primeiro emprego como repórter no jornal alemão “Westliche Post" e, cinco anos depois, adquiriu uma parte da sociedade deste jornal. Com 25 anos, Joseph tornou-se editor e, em 1874, foi correspondente do “New York Sun” em Washington. Em 1878, criou o “Post-Dispatchs” em St. Louis, com a fusão de dois jornais, o “Dispatch” e o “Evening Post”, tornando-se uma figura notável no panorama jornalístico americano. No mesmo ano casou-se com uma americana da alta sociedade, o que lhe conferiu um estatuto social ainda mais elevado.
Mudou-se entretanto para Nova Iorque e, em 1883, comprou o jornal “The World”, que se tornou um dos órgãos de informação mais importantes da época. Revolucionou o funcionamento dos jornais, com a adopção de novas técnicas. Praticou um jornalismo rigoroso, tendo divulgado e combatido a corrupção. Colocou-se ao lado dos operários e dos pobres nas suas lutas pela melhoria das condições de vida e atacou as grandes companhias e os monopólios.
Ao mesmo tempo, era criticado por preencher as colunas do seu jornal com notícias sensacionais, a que juntava algumas inovações como cartoons e páginas dedicadas ao desporto e às mulheres. Utilizava abundantemente imagens, gráficos, cor, publicidade e ainda títulos em letras garrafais. Nos anos 1890 foi acusado de se servir do destaque de certos títulos sensacionalistas para atrair leitores da classe trabalhadora e imigrantes. O seu propósito era aliás esse mesmo.
Pulitzer acreditava que o jornalismo era um serviço público, portanto destinado ao Povo e não para servir os interesses do Poder. A resistência de Joseph Pulitzer a todo o tipo de pressões contribuiu de modo fundamental para a liberdade de imprensa.
Pulitzer ficou cego durante os últimos anos da sua vida e, quando morreu, viajava a bordo do seu iate Liberty, como fazia sempre que o seu estado de saúde piorava. Em 1903, entregara à Universidade de Columbia um milhão de dólares para a abertura de uma Escola de Jornalismo. Instituiu igualmente, por testamento, o prestigioso “Prémio Pulitzer” que tem sido atribuído anualmente, desde 1917, a obras nos domínios do jornalismo, da literatura e da música clássica.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEMarcel Cerdan, de seu verdadeiro nome Marcellin Cerdan, campeão de boxe francês, morreu em São Miguel, nos Açores, em 28 de Outubro de 1949. O seu corpo foi inumado em Marrocos. Nascera em Sidi-Bel-Abbès, na Argélia, em 22 de Julho de 1916.
Em 1922, a família instalou-se em Casablanca e Marcel começou a praticar boxe com a idade de 8 anos. Aos dezoito, disputou em Meknès o seu primeiro combate como profissional. Casou-se com Marinette Lopez em 27 de Janeiro de 1943.
Nos anos 1940 começou a competir em Paris, na Sala Wagram, semeando o “terror” nos ringues e passando a ser conhecido por “Bombardeiro Marroquino”. Depois de ter ganho os títulos franceses e europeus, tornou-se campeão do mundo em 21 de Setembro de 1948. Foi por esta época que viveu uma bela história de amor com a cantora Édith Piaf.
Foi batido por Jaken La Motta, em Detroit, no dia 16 de Junho de 1949. A desforra estava prevista para 2 de Dezembro do mesmo ano no Madison Square Garden.
Depois de um “combate exibição” em Troyes, Marcel recebeu um telefonema de Édith Piaf e mudou a sua viagem, que estava prevista de barco, para apanhar um avião e assim estar junto dela mais rapidamente. Em 27 de Outubro de 1949, Cerdan embarcou num Lockheed Constellation, que assegurava a linha Paris - Nova Iorque, para se juntar a Édith Piaf e iniciar também os treinos para o combate com La Motta. O avião colidiu na noite de 27 para 28 com o Pico de Vara, uma montanha da Ilha de São Miguel no arquipélago dos Açores. Não houve sobreviventes entre os 48 passageiros. O avião cargueiro “Liberator” levou o seu corpo dos Açores para Casablanca, onde ficou exposto na capela do Estádio Lyautey. Durante dois dias e duas noites, toda a cidade desfilou em frente do seu caixão. Lutas seculares foram esquecidas. Unidos na mesma dor, encontravam-se Muçulmanos, Israelitas, Católicos, Árabes e Europeus. Esta terá sido a última vitória de Cerdan, talvez a mais bela da sua curta vida.
Disputara ao todo 123 combates, dos quais ganhou 119 e perdeu apenas 4. Das 119 vitórias, 61 foram por obtidas por KO. Dos 61 “KO”, doze foram obtidos no primeiro round, sendo o mais rápido aos 22 segundos. Foi cinco vezes campeão de França, quatro vezes da Europa e uma vez do Mundo.
Recebeu a título póstumo a Legião de Honra Francesa. Em 28 de Outubro de 1995, a pedido da sua viúva Marinette, os restos mortais de Marcel Cerdan foram repatriados para França, onde repousam no cemitério de Perpignan.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEXavier Cugat, de seu nome completo Francesc d'Asís Xavier Cugat Mingall de Bru i Deulofe, pintor, desenhador e músico espanhol, considerado muitas vezes cubano pela sua obra musical, um dos pioneiros da popularização da música latina nos Estados Unidos, morreu em Barcelona no dia 27 de Outubro de 1990. Nascera na Catalunha, em 1 de Janeiro de 1900.
A família mudou-se para Havana quando ele tinha quatro anos. Muito novo ainda, começou a ficar fascinado pela música, iniciando-se nos ritmos tropicais. Aos dez anos, já ganhava dinheiro interpretando “A Viúva-alegre” e “El anillo de hierro” (zarzuela) em bares e cafés. Trabalhou seguidamente num cinema, assegurando o fundo musical dos filmes mudos.
Recomendado pelo seu professor de violão e, após uma audição, foi contratado pela Orquestra Sinfónica de Havana, quando tinha apenas doze anos.
Em 1918 deslocou-se a Nova Iorque, onde se encontrou com um jovem pianista catalão, com o qual formou um duo para actuar em cafés e restaurantes muito em voga. Exibiram-se igualmente no célebre hotel Waldorf Astoria, onde se alojavam numerosos artistas que iam actuar na Ópera Metropolitana. Aí conheceu Enrico Caruso, de quem ficou amigo e a quem acompanhou numa tournée através dos Estados Unidos.
A família regressou entretanto à Catalunha, o que permitiu ao jovem Cugat ir estudar para a Alemanha.
Na década 1920 esteve em Los Angeles, onde trabalhou como cartoonista durante o dia e como músico à noite. Apresentava-se em pequenos clubes. Em 1928, foi contratado para a prestigiosa boîte Coconut Grove, por influência de Rudolfo Valentino que o vira actuar.
Nos anos 1930/40, ficou conhecido pelo “Rei da Rumba” e participou em alguns filmes. Interpretou igualmente um dos temas musicais do filme “Luzes da Cidade” de Charlie Chaplin.
De 1942 a 1946, o conflito mundial afastou a sua orquestra dos estúdios de gravação e Xavier Cugat pôs-se à disposição da Administração Americana para fazer tournées que o levaram a actuar para os militares que estavam na Guerra.
Em 1947, Cugat deixou o Waldorf Astoria, levando com ele dois cantores talentosos - Dean Martin e Jerry Lewis. Fez tournées com a sua orquestra e os seus cantores pela Venezuela, Peru e Bolívia. Juntaram-se a ele, também, algumas vozes femininas entre as quais a de Cármen Miranda.
Em 1965, no Japão, gravou temas franceses, espanhóis e italianos, para serem comercializados na Europa, onde vieram a ter grande sucesso. Durante a sua carreira, percorreu quase todos os países do Mundo. O segredo dos seus êxitos baseava-se no facto de saber adaptar a música latino-americana, simplificando os temas para os tornar acessíveis ao gosto dos diferentes públicos.
Vítima de um derrame cerebral, Xavier Cugat decidiu pôr fim à sua carreira em 1970, voltando à sua Catalunha natal. Continuou a pintar, a desenhar e a caricaturar, apresentando os seus trabalhos em numerosas exposições. Morreu aos noventa anos.

domingo, 26 de outubro de 2008

EFEMÉRIDE António Lobo de Carvalho, poeta satírico português, faleceu em Lisboa no dia 26 de Outubro de 1787 e foi sepultado no extinto Convento de Jesus da Ordem Terceira de S. Francisco. Nascera em Guimarães por volta do ano de 1730. Ignora-se o tipo de educação que teve, embora um biógrafo lhe tenha atribuído um bacharelato em Coimbra. Uma possível permanência em Macau também é posta em dúvida.
Com um carácter bastante turbulento, para escapar à Justiça, teve de fugir para o Porto, onde ficou a morar e onde escreveu grande parte dos seus poemas. Veio mais tarde para Lisboa, onde continuou a dar largas ao seu talento. Foi conhecido também como o “O Lobo da Madragoa”, por ter vivido e morrido neste bairro lisboeta. Manteve-se solteiro durante toda a vida.
As suas sátiras, implacáveis mesmo para os próprios mecenas e amigos mais próximos, provocaram a ira das “pessoas atingidas” e valeram-lhe várias vezes a prisão.
As suas poesias, quase todas em soneto, foram editadas por Inocêncio Francisco da Silva em 1852, com o título de “Poesias joviaes e satyricas”, indicando como lugar de edição Cádis, o que é contestado por vários historiadores, que situam a publicação em Lisboa.
Acerca dele, escreveu a poetisa Natália Correia: «Lobo de Carvalho não só merece um lugar de especial destaque entre os satíricos portugueses, como deve o seu nome, obscurecido pela ignorância ou pelo preconceito dos cronistas literários, figurar na galeria dos relevantes poetas portugueses».
Vários outros escritores se referiram a ele. Alberto Pimentel escreveu mesmo um romance inspirado na sua vida (“O Lobo da Madragoa”) e Camilo Castelo Branco escreveu que ele tinha uma “língua farpada” (“Noites de Insónia”).
Dizia-se que, quando não tinha dinheiro para pagar o aluguer das casas onde habitava, o fazia com sonetos.

sábado, 25 de outubro de 2008

"Este" precisa mesmo de óculos!...

EFEMÉRIDEGeoffrey Chaucer, escritor, filósofo e diplomata inglês, morreu em 25 de Outubro de 1400. Nascera em Londres, em data desconhecida, provavelmente em 1343. É-lhe frequentemente atribuído o título de “Pai da Literatura Inglesa”. A sua principal obra, “Os Contos da Cantuária”, começou a ser escrita em 1387, quando da morte de sua mulher, e é uma das mais importantes obras da literatura medieval inglesa.
Considerado um dos grandes poetas da língua inglesa, ele viveu na corte, tendo sido pajem do filho do rei Eduardo III, o que lhe garantiu excelente educação e também a possibilidade de se dedicar à Literatura. Foi exímio tradutor de francês e latim. Durante a Guerra dos Cem Anos, onde participou como combatente, foi feito prisioneiro em França, o que lhe veio a facilitar o conhecimento da “poesia cortês”, que aguçou o seu ouvido de poeta para a musicalidade.
Cumpriu missões diplomáticas entre 1370 e 1378. Homem habituado a lidar com Tratados, foi enviado a Flandres, Navarra, França e Itália, onde aproveitou também para entrar em contacto directo com obras de Dante, de Boccaccio e de Petrarca. A riqueza filológica que o cercava foi incorporada na sua obra, dotando a língua inglesa, desde aqueles tempos, da abertura e plasticidade que fez dela um idioma universal por excelência, sempre pronto a acolher as contribuições estrangeiras vindas das mais diversas proveniências.
Mais tarde, foi colocado como verificador nas alfândegas do porto de Londres, escrevendo nesse período a maioria das suas obras.
Foi o primeiro homem de letras a ser enterrado em Westminster, a abadia que tinha abrigado até ali apenas as sepulturas reais de Inglaterra.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A vida passa depressa... Aproveita-a ao máximo!!

EFEMÉRIDERoman Arkadyevich Abramovitch, multimilionário russo de confissão judaica, nasceu em Saratov no dia 24 de Outubro de 1966. Proprietário do clube inglês de futebol Chelsea, ele ficou classificado - em 2007 - entre as dezasseis pessoas mais ricas do planeta. É proprietário de vários iates, de helicópteros, de um Boeing 767 e de muitas e valiosas obras de arte. Recentemente, Abramovitch adquiriu o famoso castelo do Conde Drácula na Roménia por 50 milhões de Euros.
É um homem discreto, apesar da exposição mediática que lhe conferem as suas múltiplas actividades. Exprime-se em público muito raramente, o que leva os jornalistas e biógrafos a especularem sobre as suas motivações e objectivos.
Órfão de mãe aos dezoito meses e de pai aos quatro anos, foi criado por um tio, até aos 8 anos, em Oukhta a 1300 km de Moscovo. Um outro tio continuou a ocupar-se dele na capital moscovita. Prosseguiu os estudos até ser incorporado no exército soviético. Depois do serviço militar, foi integrado no “Instituto do Óleo e do Gás de Moscovo”. Licenciou-se entretanto em Petroquímica e, em 2000, obteve um diploma da Academia de Moscovo.
A sua carreira no mundo do trabalho começou como mecânico, numa empresa de construção (1987). De 1989 a 1991, passou a desenvolver actividades comerciais, beneficiando das reformas de Gorbachev, que autorizavam a criação de pequenas empresas privadas. Dirigiu uma sociedade que fabricava brinquedos.
Com a implosão da União Soviética e a liberalização da economia, Roman começou a interessar-se pelas actividades bolsistas. Figurou entre os primeiros que se interessaram pelos negócios do petróleo, comprando-o localmente e vendendo-o ao estrangeiro. Em 1992 foi acusado de desviar um comboio que transportava milhões de litros de petróleo, mas foi absolvido.
O seu contínuo interesse pelos mercados financeiros fizeram-no enriquecer progressivamente e criar uma boa rede de contactos. Conheceu então Boris Berezovski e a ascensão dos dois homens tornou-se mais rápida. Em 1995, beneficiaram das privatizações decididas por Eltsine. Várias empresas estatais passaram para o domínio da empresa Sibneft, que os dois homens vieram a adquirir em troca de favores políticos e mediante processos pouco claros. Seguiram-se várias compras, vendas e fusões de empresas, que fizeram aumentar o poderio económico de Abramovitch.
Em 1999, foi eleito para a Duma (Assembleia Nacional Russa), como representante de Tchoukotka, uma região pobre e pouco povoada. Esta eleição permitiu-lhe beneficiar de imunidade parlamentar e escapar ao fisco russo. No final do ano 2000, foi eleito governador da mesma região com 90% dos votos. Investiu somas consideráveis de dinheiro, construindo ou renovando as estruturas locais. Entretanto fundou uma organização de ajuda humanitária “Pólo de Esperança”, para ajudar a população durante os rigores do Inverno. Em 2003 informou que não se candidataria a novas eleições. No entanto, em 2004, Putine mudou a lei, abolindo as eleições directas para governador e Abramovitch foi nomeado para um novo mandato.
É a segunda pessoa mais rica do Reino Unido, possuindo inúmeras propriedades em Londres e Sussex. Em 2003, tornou-se proprietário das empresas que controlavam então o Chelsea F. C..
Antes mesmo de tomar posse do Clube, investiu uma fortuna para “limpar” diversas dívidas e injectar dinheiro para a contratação de jogadores. Os resultados não se fizeram esperar...
Contratou os melhores jogadores e treinadores. Inflacionou também o valor das transferências, o que provocou dificuldades aos clubes rivais, mas beneficiou os clubes mais modestos que detinham os passes dos atletas.
Em 2004 tornou-se patrocinador do CSKA de Moscovo para, segundo dizem, demonstrar o seu patriotismo, posto em causa pela sua desmesurada dedicação ao Chelsea. A sua ajuda ao futebol russo estendeu-se ainda à contratação do treinador Guus Hiddink para a selecção nacional (2006) e ao investimento anunciado de 30 milhões de Euros para a construção dum centro de treino destinado às selecções russas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

EFEMÉRIDE Pierre Athanase Larousse, pedagogo, editor e enciclopedista francês, nasceu em Toucy, Yonne, no dia 23 de Outubro de 1817. Faleceu em Paris, em 3 de Janeiro de 1875.
A sua infância foi dividida entre a escola, o campo e os livros. Quanto tinha dezasseis anos, ganhou uma bolsa da Universidade para concluir a sua formação em Versalhes. Cinco anos depois, regressou à sua terra natal para trabalhar já como professor. Viu-se confrontado com métodos e manuais de ensino, que considerou muito antiquados e que tentou modificar. Em 1840 abandonou a escola em que leccionava, para se dedicar inteiramente à sua grande vocação. Apesar dos seus poucos recursos foi para Paris, onde seguiu cursos gratuitos na Sorbonne, estudou no Conservatório das Artes e Ofícios, no Museu Nacional de História Natural e no Colégio de França, frequentando ao mesmo tempo grandes bibliotecas. Estudou latim, grego, linguística, sânscrito, chinês, literatura francesa e estrangeira, história, filosofia, mecânica e astronomia. O seu objectivo era «saber tudo, em todos os domínios». O seu outro projecto era preparar a edição de novos manuais escolares, destinados às escolas primárias. Em 1840, publicou a sua primeira obra, uma gramática: “A lexicologia das escolas”. Era a primeira pedra de um edifício monumental em gestação.
Em 1851, Pierre Larousse teve um encontro com Augustin Boyer, um professor que acabava de abandonar o magistério e pretendia iniciar-se no comércio. Os dois tornaram-se amigos e fundaram, em 1852, a Livraria Larousse. A partir de então, Pierre revolucionou o ensino do francês, com o objectivo de estimular a criatividade, inteligência e capacidade de raciocínio das crianças.
Em 1856, lançou, com grande êxito, o Novo Dicionário da Língua Francesa, precursor do famoso Petit Larousse. Desde há muito que ele tinha outro projecto em mente: a elaboração de uma enciclopédia. Seria um livro em que, de acordo com as suas próprias palavras, «seria possível encontrar, por ordem alfabética, todo o conhecimento que tem enriquecido o espírito humano» e que, simultaneamente, não fosse dirigido apenas a uma elite, mas a toda a sociedade, para «instruir toda a gente, sobre todas as coisas». Este projecto começou a concretizar-se em 1863, com o lançamento dos primeiros fascículos do Grande Dicionário Universal,
Pierre Larousse sofreu, entretanto, uma embolia cerebral causada por esgotamento devido ao excesso de trabalho. Em 1871, foi afectado por uma paralisia e veio a falecer em 1875, sem chegar a ver sua obra concluída. Felizmente que teve continuadores.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Cavalheirismo francês!!

EFEMÉRIDEMathurin Régnier, poeta satírico francês, morreu em Ruão no dia 22 de Outubro de 1613. Nascera em Chartres, em 21 de Dezembro de 1573.
A mãe era irmã do Abade Desportes, poeta bastante conhecido na época. O pai teria gostado que o filho sucedesse ao tio, mas o jovem Mathurin comprometeu a ideia devido a uma conduta bastante desordenada. Frequentava a corte, gostava de comer e de beber bem e não desdenhava dos prazeres do amor, sendo um assíduo frequentador do cabaret parisiense “Pomme de Pin”, local de encontro de poetas satíricos.
Ouvindo muitas vezes o tio a ler poesias, em breve o começou a imitar, fazendo poemas que ridicularizavam a burguesia e os seus vícios. Em 1587, começou a trabalhar com o Cardeal de Joyeuse, em Paris. Em 1595 fez uma primeira viagem a Roma. Dois anos depois, foi pela segunda vez a Roma e ali ficou até 1605, não tirando porém nenhuma vantagem da sua estadia. Triste e desgostoso, regressou à “cidade da luz”.
Encontrou-se com poetas notáveis. Conhecedor de obras de autores antigos e em particular de Horácio, Régnier, dotado de uma rica imaginação, «deu à linguagem francesa uma precisão, uma energia e uma riqueza nova para a época», segundo alguém escreveu então.
A sua vida debochada e boémia impediu-o, no entanto, de ser reconhecido como merecia. Acabou por morrer, perseguido por doenças e por desgostos, numa modesta hospedaria da cidade de Ruão, ainda não tinha quarenta anos.
Bastante tempo mais tarde, foi feita justiça à sua obra: em Chartres, onde nasceu, há uma rua, um monumento e uma escola com o seu nome. Paris não o esqueceu igualmente, dando o nome de Mathurin Régnier a uma rua da capital francesa.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...