quinta-feira, 30 de outubro de 2014

30 DE OUTUBRO - KONSTANTINOS TSIKLITIRAS

EFEMÉRIDEKonstantinos Tsiklitiras, campeão olímpico grego, nasceu em Pylos no dia 30 de Outubro de 1888. Morreu em 10 de Fevereiro de 1913.
Mudou-se para Atenas a fim de tirar um Curso Comercial e começou simultaneamente a praticar desporto. Foi jogador de water-polo e de futebol (no Panathinaikos) até se dedicar ao atletismo, especialmente aos saltos, tendo sido Campeão Grego dezanove vezes.
Participou nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1908, onde ganhou duas medalhas de prata nos saltos em altura e comprimento sem balanço, provas que hoje já não existem no calendário olímpico. Quatro anos depois, em Estocolmo, foi Campeão Olímpico de salto em comprimento sem balanço e medalha de bronze em altura.
A carreira de Konstantinos como atleta foi interrompida em 1913, quando se alistou no exército grego para lutar na Guerra dos Balcãs, tendo combatido na Batalha de Bizani. Contraiu meningite no campo de batalha e morreu aos 24 anos. Até hoje, é o único grego a ter ganho medalhas em duas Olimpíadas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

29 DE OUTUBRO - TAKESHI SHUDO

EFEMÉRIDETakeshi Shudo, escritor, guionista e cenarista japonês, morreu em Nara no dia 29 de Outubro de 2010. Nascera em Fukuoka, em 18 de Agosto de 1949.
Foi o autor de “Gigi”, um desenho animado muito popular nos anos 1980. Em 1997, foi também um dos criadores e cenaristas dos “Pokémon”, tendo sido criador e supervisor dos três primeiros filmes desta série. Continuou a trabalhar para os “Pokémon” até à sua morte.
Participou, ao longo da carreira, em vários outros desenhos animados para cinema e televisão. Saliente-se: “Idol Tenshi Youkoso Yoko”, “Minky Momo”, “Legend of the Galactic Heroes”, “Martian Successor Nadesico” e “Tokusou Kihei Dorvack”.
Em 28 de Outubro de 2010, quando se encontrava no interior da gare de Nara, caiu subitamente ao solo, vítima de acidente vascular cerebral. Assistido rapidamente no local e transportado ao hospital, acabou por falecer nas primeiras horas do dia seguinte, apesar de ainda ter sido operado. Foi sepultado em Tóquio. 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

IBÁÑEZ E ALBERTI (1991)


28 DE OUTUBRO - RICARDO TRÊPA

EFEMÉRIDERicardo Oliveira de Sousa Trêpa, actor português, nasceu no Porto, Foz do Douro, em 28 de Outubro de 1972. É neto do prestigiado realizador Manoel de Oliveira.
Recebeu formação através da produtora televisiva NBP, com direcção do realizador José Fonseca e Costa.
Com actividade centrada maioritariamente no cinema, já participou em cerca de vinte películas desde 1990, trabalhando nomeadamente com Manoel de Oliveira, em filmes como “Porto da Minha Infância” (2001), “O Princípio da Incerteza” (2002), “Espelho Mágico” (2005) e “Belle Toujours” (2006). Saliente-se a interpretação do personagem El Rei Sebastião em “O Quinto Império – Ontem Como Hoje” (2004).
Fez também vários trabalhos para televisão (canais RTP e TVI), entre 1998 e 2009. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

27 DE OUTUBRO - HARRY SALTZMAN

EFEMÉRIDEHarry Saltzman, de seu verdadeiro nome Herschel Saltzman, produtor e cenarista de cinema canadiano, famoso por ter produzido nove filmes de James Bond, nasceu em Sherbrooke no dia 27 de Outubro de 1915. Morreu em Paris, em 28 de Setembro de 1994.
Nascido numa família judia, estudou pouco e, após desentendimentos com a mãe, saiu de casa ainda jovem e envolveu-se com o mundo circense no Canadá e nos Estados Unidos. Ainda na adolescência, tornou-se um verdadeiro caça talentos em Long Island e, com apenas 17 anos, formou o seu próprio circo quando voltou ao Canadá.
Após ter prestado serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial, ficou em Paris, onde trabalhou em espectáculos teatrais (sobretudo em castings para escolha de elencos) e conheceu a sua futura esposa, Jacqueline, uma romena que tinha fugido do seu país durante a guerra.
Em 1956, produziu o seu primeiro filme, “The Iron Petticoat”, protagonizado por Bob Hope e Katherine Hepburn. Em seguida, fundou – juntamente com Tony Richardson e John Osborne – a Woodfall Productions. A companhia foi para o Reino Unido, onde produziu o primeiro filme, “Look Back in Anger” (1959). No ano seguinte, a Woodfall produziu “Saturday Night and Sunday Morning”, que venceu três prémios BAFTA, incluindo o de Melhor Filme Britânico. Também em 1960, o trio produziu “The Entertainer”, estrelado por Laurence Olivier. O filme foi também nomeado para vários BAFTA e um Oscar. Entretanto, apesar de serem muito bem recebidas pela crítica, os filmes da Woodfall Productions arrecadavam pouco dinheiro nas bilheteiras e Saltzman começou a enfrentar dificuldades para sustentar a família.
No início da década de 1960, a Woodfall foi dissolvida e Saltzman procurou um investimento mais sólido. Após ler o romance “Goldfinger”, escrito por Ian Fleming, decidiu comprar os direitos dos romances de James Bond. Em 1961, ofereceu 50 mil dólares pelos direitos, um enorme valor para a época e um investimento arriscado tendo em conta a sua situação financeira.
Ao mesmo tempo, o produtor Albert R. Broccoli estava à procura de um novo projecto e conversou também com Fleming sobre a possibilidade de adaptar Bond ao cinema. Foi-lhe dito que havia outras pessoas interessadas nessa possibilidade e foi assim que chegou até Saltzman. Os dois produtores decidiram unir-se para levar Bond ao cinema, apesar das suas personalidades serem completamente contrastantes. A dupla formou a Danjaq LLC, que ficou responsável pelos direitos dos livros, e a EON Productions, a companhia responsável por produzir os filmes.
Saltzman e Broccoli começaram então a apresentar o projecto aos grandes estúdios de Hollywood, até a United Artists concordar em os financiar com um milhão de dólares. O primeiro filme entrou em produção em 1961, sob a direcção de Terence Young e protagonizado pelo então desconhecido Sean Connery. “Dr. No” foi estreado no ano seguinte e foi um grande êxito mundial.
Durante nove filmes, os dois gozaram de enorme sucesso. Supervisionaram a partida de Connery do papel principal e a chegada de George Lazenby e de Roger Moore. Entre os filmes de Bond, ao contrário de Broccoli, Saltzman produziu outros projectos, como a série “Harry Palmer”, “The Ipcress File”, “Funeral in Berlin” e “Billion Dollar Brain”, todos com o actor Michael Caine.
Em 1975, após uma série de filmes de menos sucesso, Saltzman viu-se a braços com grandes dívidas. Para evitar a falência, vendeu a sua parte da Danjaq a Broccoli por 20 milhões de dólares. O seu último filme, como produtor de James Bond, foi “The Man with the Golden Gun”. Após produzir este filme, fez uma longa pausa na sua carreira para poder cuidar da esposa que estava gravemente doente e salvar também a sua posição financeira. Nos anos seguintes, produziu apenas dois filmes, “Nijinsky” e “Dom za Vesanje”. Morreu aos 78 anos. 

domingo, 26 de outubro de 2014

PARA LEVANTAR O ASTRAL...


26 DE OUTUBRO - DON SIEGEL

EFEMÉRIDE – Donald “DonSiegel, realizador e produtor de cinema e televisão norte-americano, nasceu em Chicago, no Illinois, no dia 26 de Outubro de 1912. Morreu em Nipomo, na Califórnia, em 20 de Abril de 1991.
Graduou-se no Jesus College e começou a trabalhar no departamento de montagem da Warner Bros. Em 1945, realizou duas curtas-metragens: “Hitler Lives” e “A Star in the Night” (Oscars de Melhor Documentário e de Melhor Curta-Metragem de Ficção, respectivamente). O apreço da Academia por estes trabalhos constituiu um bom início para a sua carreira de realizador.
Em 1956, realizou o filme “Invasion of the Body Snatchers”, com o qual ganhou a reputação de ser um realizador de excelentes trabalhos, mesmo com orçamentos limitados. Em 1962, fez com Steve McQueen “Hell Is for Heroes”. Em 1964, dirigiu “The Killers”, com Lee Marvin, feito para a televisão mas exibido nos cinemas, visto ter sido considerado muito violento.
No final da década de 1960, iniciou uma parceria de sucesso com Clint Eastwood. Entre os filmes que fizeram juntos, destacam-se os policiaisCoogan's Bluff” (1968) e “Dirty Harry” (1972), além do westernTwo Mules for Sister Sara” (1970) e o suspenseEscape from Alcatraz” (1979). Eastwood reconheceu aliás que Siegel foi uma das suas maiores referências no campo da realização, juntamente com Sergio Leone.
Siegel dirigiu também o último filme de John Wayne, o westernThe Shootist” (1976). Entre os seus inúmeros trabalhos para televisão, destacam-se dois episódios da série “The Twilight Zone”, “The Self-Improvement of Salvadore Ross” e “Uncle Simon”.
Esteve casado com a actriz Viveca Lindfors, entre 1948 e 1953. Voltou a casar-se em 1957, com Doe Avedon. Morreu aos 78 anos, vítima de doença oncológica. Teve cinco filhos. 

sábado, 25 de outubro de 2014

25 DE OUTUBRO - JOÃO II DE PORTUGAL

EFEMÉRIDED. João II, 13º rei de Portugal, cognominado “O Príncipe Perfeito” pela forma como exerceu o poder, morreu em Alvor no dia 25 de Outubro de 1495. Nascera em Lisboa, em 3 de Maio de 1455. Filho de D. Afonso V de Portugal, acompanhou o pai nas campanhas em África e foi armado cavaleiro na tomada de Arzila (Marrocos). No início de 1471, desposou Leonor de Viseu, sua prima direita. Fruto desta união nasceria, em 1475, o infante Afonso.
Enquanto D. Afonso V enfrentava os castelhanos, o príncipe assumiu em 1474 a direcção da expansão marítima portuguesa iniciada pelo seu tio-avô Infante D. Henrique.
João II sucedeu ao pai após a sua abdicação em 1477, mas só subiu ao trono após a sua morte, em 1481. Concentrou então o poder em si, retirando-o à aristocracia. Desde jovem que João não era popular junto dos pares do reino, visto que parecia ser imune à influência externa e desprezava as intrigas. Os nobres poderosos, nomeadamente Fernando II, duque de Bragança, tinham medo da sua governação e, efectivamente, logo que ele tomou as rédeas do país, provou que tinham razão para isso.
Nas conspirações que se seguiram, suprimiu o poder da casa de Bragança e apunhalou pelas suas próprias mãos o seu primo e cunhado Diogo, duque de Viseu, que se preparava para lhe fazer o mesmo. Pelo seu lado, o duque de Bragança, porque se comprovou a existência de cartas comprometedoras trocadas com os vizinhos reis católicos, foi condenado à morte após julgamento. Governando desde então sem oposição, D. João II foi um grande defensor da política de exploração atlântica, dando prioridade à busca de um caminho marítimo para a Índia.
Eis alguns factos notáveis ocorridos no seu reinado: - Diogo Cão descobriu a foz do rio Congo e explorou a costa da Namíbia (1484); Bartolomeu Dias cruzou o cabo da Boa Esperança, tornando-se o primeiro europeu a navegar no oceano Índico vindo de oeste (1488); Álvaro de Caminha iniciou a colonização das ilhas de São Tomé e Príncipe (1493), sendo a ilha do Príncipe assim baptizada em homenagem ao único filho do rei; foram enviadas expedições por terra, lideradas por Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva, ao Cairo, Adém, Ormuz, Sofala e Abissínia, a terra do lendário Preste João, de onde enviaram relatórios sobre essas paragens, ficando D. João II com a certeza de que se poderia atingir a Índia por mar; D. João II contestou a “Bula Inter Coetera” e negociou directamente com os reis católicos de Castela o Tratado de Tordesilhas (1494); delineou também a primeira viagem no caminho marítimo para a Índia, que seria efectuada já no reinado do seu sucessor.
Centralizou na coroa a exploração e comércio na costa da Mina e Golfo da Guiné, determinando a construção de uma feitoria para apoiar o florescente comércio do ouro de aluvião na região. Sob o comando de Diogo de Azambuja, foi rapidamente construído o Castelo de São Jorge da Mina, com pedra previamente talhada e numerada em Portugal, enviada como lastro nos navios, sistema de construção depois adoptado para numerosas fortificações.
O seu único herdeiro, o príncipe Afonso de Portugal, estava prometido desde a infância a Isabel de Aragão e Castela, ameaçando assim herdar os tronos de Castela e Aragão. Contudo, o jovem príncipe morreu em 1491, numa misteriosa queda durante um passeio a cavalo à beira do Tejo. Durante o resto da sua vida, D. João II tentou, sem sucesso, obter a legitimação do seu filho bastardo Jorge de Lencastre. Morreu sem herdeiros legítimos, tendo escolhido para sucessor o duque de Beja, seu primo direito e cunhado, que viria a ascender ao trono como D. Manuel I de Portugal. D. João II está sepultado no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.
Parte das descobertas portuguesas durante o reinado de D. João II permanece, no entanto, desconhecida. Muita informação foi mantida em segredo por razões políticas e os arquivos daquele período foram destruídos no Terramoto de 1755

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

JACQUES BREL - "Les Bourgeois"


24 DE OUTUBRO - JERSY KUKUCZKA

EFEMÉRIDEJerzy Kukuczka, alpinista polaco, morreu durante a escalada do Lhotse, no Nepal, em 24 de Outubro de 1989. Nascera em Katowice no dia 24 de Março de 1948.
Em Setembro de 1987, tornou-se o segundo homem, depois de Reinhold Messner (um ano antes), a ter escalado todas as montanhas do mundo com mais de 8 000 metros.
Kukuczka é considerado por muitos como um dos melhores alpinistas de alta altitude de todos os tempos. Ele escalou os catorze picos mundiais com mais de 8 000 m, mais rapidamente do que qualquer outra pessoa (em oito anos, contra dez de Messner). Neste processo, Kukuczka estabeleceu nove novas rotas e escalou quatro picos durante o Inverno. Foi também o segundo homem a realizar a escalada de uma montanha de 8 000 metros em solitário e sem oxigénio (Makalu em 1981).
Jerzy morreu durante uma tentativa de escalar a face sul do Lhotse, a uma altitude de cerca de 8 200 metros. Uma corda, que ele comprara em segunda-mão num mercado de Katmandu, rompeu-se durante a ascensão e causou-lhe uma queda que seria mortal.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

23 DE OUTUBRO - ABDEL AZIZ AL-RANTISSI

EFEMÉRIDEAbdel Aziz Al-Rantissi, médico e político palestiniano, nasceu em Yubna, perto de Jaffa, no dia 23 de Outubro de 1947. Morreu na cidade de Gaza, em 17 de Abril de 2004. Juntamente com o líder espiritual Ahmed Yassin, foi um dos fundadores do movimento de resistência islâmico Hamas (1987).
A sua família tinha fugido da Guerra de 1948 em direcção à faixa de Gaza, instalando-se no campo de refugiados de Khan Younis. Abdel Aziz, então com seis meses, viveu num casebre, juntamente com os pais e os onze irmãos. Começou a estudar aos seis anos, numa escola pertencente a uma agência de socorro das Nações Unidas
Acabou os estudos secundários em 1965, ingressando seguidamente na Faculdade de Medicina de Alexandria, no Egipto, onde se licenciou em 1972. Durante os seus estudos no Egipto, foi particularmente influenciado pela filosofia dos Irmãos Muçulmanos.  
Em 1976, voltou para Gaza depois de completar os seus estudos e especializações. Começou por trabalhar como médico interno no Hospital de Nasser, o maior centro médico de Khan Younis. Tornou-se membro dos Irmãos Muçulmanos.
Foi membro do centro islâmico da Associação Médica Árabe em Gaza e do Crescente Vermelho palestiniano. Em 1978, associou-se à abertura da Faculdade de Ciências da Universidade Islâmica de Gaza, onde dirigiu cursos de Genética e de Parasitologia. Tornou-se também chefe do serviço de Pediatria do Hospital Governamental de Khan Younis.
Em Fevereiro de 1988, foi detido pela terceira vez pelas autoridades israelitas. Ficou na prisão dois anos e meio, «devido  às suas actividades contra o Estado de Israel». Em Dezembro de 1992, foi expulso pelas autoridades israelitas, juntamente com mais de 400 activistas do Hamas, e enviado para o sul do Líbano.
Conseguiu voltar à Palestina, onde foi preso e condenado por um tribunal militar. Ficou na prisão até meados de 1997. Voltou a ser preso várias vezes.
Quando Ahmed Yassin, juntamente com quatro guardas, foi morto em Março de 2004 por um míssil disparado de um helicóptero da Força Aérea Israelita, Rantissi assumiu a liderança política do Hamas, sendo o seu principal porta-voz na faixa de Gaza.
Abdel Aziz era considerado um membro da linha dura do Hamas e sempre se posicionou contra qualquer compromisso com Israel, na defesa da criação de um Estado palestiniano. «O nosso principal objectivo é a libertação da faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém, e nada mais. Mas não temos força para libertar toda a nossa terra» – disse Rantissi à BBC em 2002. «Na nossa religião, é proibido abrir mão de parte da nossa terra, portanto, não podemos reconhecer Israel de forma alguma. Mas podemos aceitar uma trégua e viver lado a lado, deixando que essas questões sejam decididas pelas próximas gerações».
Abdel Al-Rantissi foi o segundo líder do Hamas a ser morto pelas forças israelitas no espaço de 25 dias (menos de um mês depois de Yassin e nas mesmas circunstâncias). Os helicópteros dispararam dois mísseis contra o veículo em que Rantissi viajava com um guarda-costas e um dos seus filhos, numa rua central de Gaza. O guarda-costas e o filho morreram no local, enquanto Rantissi foi levado para o hospital, em estado crítico, vindo a falecer. Era casado e pai de seis filhos.
Rantissi era considerado um terrorista pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por Israel. Para os árabes, porém, ele era acima de tudo um defensor da causa palestiniana. A União Europeia condenou o assassinato. Os Estados Unidos, se bem que não o condenando expressamente, pediram a Israel para «reflectir atentamente sobre as consequências dos seus actos». 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

22 DE OUTUBRO - ÈVE CURIE

EFEMÉRIDE – Denise-Ève Curie Labouisse, pianista, mulher de letras, jornalista, conferencista e diplomata francesa, morreu em Nova Iorque no dia 22 de Outubro de 2007. Nascera em Paris, em 6 de Dezembro de 1904. Era filha de Pierrre e Marie Curie, e irmã de Irène Joliot-Curie.
Estudou no Colégio Sévigné, onde obteve o bacharelato em 1925. Contrariamente aos pais e irmã, não quis seguir uma carreira científica. Encorajada pela mãe, preferiu os estudos literários e artísticos. Formada por Ignacy Paderewski, começou a carreira como pianista, apresentando-se ao público pela primeira vez em Paris (1925).
Em 1937, publicou a biografia de sua mãe (“Madame Curie”) falecida em Julho de 1934, vítima de leucemia. Esta obra seria adaptada ao cinema pela MGM em 1943. O pai falecera em Abril de 1906, atropelado por uma carroça. A irmã Irène morreu em Março de 1956, aos 58 anos, também vítima de leucemia.
No começo da Segunda Guerra Mundial e depois da ocupação alemã, refugiou-se em Inglaterra, onde se juntou ao movimento França Livre. Utilizou as suas palavras e a sua voz na imprensa, na rádio e em conferências.
Como retaliação, o regime de Vichy retirou-lhe a cidadania francesa em 1941, pelo que se mudou para os Estados Unidos. Em Novembro desse ano, foi contratada pelo “Herald Tribune Syndicate” de Nova Iorque e pelo “Allied Newspaper” de Londres como correspondente de guerra. Em Março de 1942, entrevistou Gandhi.
Em “Jornada entre guerreiros” (1943), outro dos seus livros, narrou a sua passagem por vários países, nas frentes de batalha da Segunda Guerra Mundial: Líbia, Rússia, Birmânia e China.
Regressada a Inglaterra, alistou-se no Corpo de Voluntárias da França Combatente e tornou-se condutora de ambulâncias na frente de Itália. Em 1943, o general Brosset integrou-a numa brigada, com o posto de tenente. Desembarcou com as tropas francesas na Provença em Agosto de 1944.
O general de Gaulle rendeu-lhe homenagem num discurso que pronunciou em Alger em Outubro de 1943. Em Novembro, escreveu-lhe: «Não esqueço quanto a sua atitude, desde o princípio, foi corajosa e felicito-a pelo que continua a fazer neste momento».
Em Novembro de 1944, Ève recebeu a Cruz de Guerra e fundou com Philippe Barrès o diário “Paris-Presse, que co-dirigiu até 1949. Foi também conselheira especial do Secretário-geral da NATO.
Em 1954, casou-se com Henry Richardson Labouisse, posteriormente embaixador dos Estados Unidos na Grécia (1965/79) e director executivo da UNICEF durante 15 anos. No desempenho das suas funções, viajaram por mais de uma centena de países.
Ève Curie foi administradora da Fundação Curie de 1957 a 1967, na qualidade de representante de Marie Curie, a sua fundadora. Foi distinguida com o oficialato da Legião de Honra durante uma cerimónia realizada na UNICEF, «homenageando a sua enorme contribuição para as causas humanitárias». Enviuvou em 1987, falecendo 20 anos depois com a idade de 102 anos.
Era doutora honoris causa do Mills College, do Russell Sage College e da Universidade de Rochester.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

21 DE OUTUBRO - TARIQ ALI

EFEMÉRIDETariq Ali, historiador, escritor, activista e comentador político britânico de origem paquistanesa, nasceu em Lahore no dia 21 de Outubro de 1943. Autor de um grande número de obras, em particular sobre a Ásia do Sul, o Médio Oriente, a história do Islão, o império americano e a resistência política, escreve periodicamente nos jornais “The Guardian”, “CounterPunch” e “London Review of Books” e na revista “New Left Review”, onde é membro do comité de redacção. É director editorial da editora londrina Verso.
Nascido e criado em Lahore, que fazia então parte da Índia colonial, actual Paquistão, estudou na Universidade do Punjab. Devido aos seus contactos com movimentos estudantis radicais e temendo pela sua segurança, os pais fizeram-no emigrar para Inglaterra, onde estudou Filosofia, Política e Economia no Colégio de Exeter. Foi o primeiro paquistanês a ser eleito presidente da Oxford Union, sociedade estudantil que organizava debates.
A sua notoriedade teve início durante a Guerra do Vietname, quando manteve acesos debates com personagens centrais, tais como Henry Kissinger. Tornou-se um crítico ferrenho das políticas externas dos Estados Unidos e de Israel.
Atraído pelo movimento socialista revolucionário, em virtude da sua participação no jornal “The Black Dwarf”, juntou-se em 1968 ao partido trotskista International Marxist Group (dissolvido em 1981), tornando-se membro do comité executivo da Quarta Internacional.
Tariq tem sido um crítico das políticas económicas neoliberais e esteve presente nas edições de 2003 e 2005 do Fórum Social Mundial, tendo sido um dos dezanove signatários do “Manifesto de Porto Alegre” (2005).
Publicou mais de uma dezena de livros sobre história e política internacional, além de várias novelas. Uma das suas obras mais conhecidas é “Bush na Babilónia: a Recolonização do Iraque” (2003). Vive actualmente em Londres, com a sua companheira Susan Watkins, redactora-chefe da “New Left Review”.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA... - "No Limite da Dor"


20 DE OUTUBRO - CALANE DA SILVA

EFEMÉRIDE – Raul Alves Calane da Silva, escritor e jornalista moçambicano, nasceu em Lourenço Marques, actualmente Maputo, no dia 20 de Outubro de 1945.
Obteve o grau de mestre em Linguística Portuguesa, na Universidade do Porto, bem como o grau de doutor em Linguística Portuguesa, na mesma universidade, com uma tese intitulada “Do léxico à possibilidade de campos isotópicos literários”.
Foi docente de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na Universidade Pedagógica e director do Centro Cultural Brasil-Moçambique em Maputo, sendo responsável pela dinamização das actividades culturais que nos últimos anos têm sido levadas a cabo neste local. É membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono.
Coordenou a “Gazeta Artes e Letras” da revista “Tempo” em 1985 e foi chefe de redacção da Televisão Experimental de Moçambique em 1987. Foi ainda membro da direcção da Associação dos Escritores Moçambicanos
Condecorado em Maputo (2011) com a Comenda da Ordem de Rio Branco, por ocasião do Dia do Diplomata. Em Novembro de 2011, foi anunciado como vencedor do Prémio José Craveirinha, o maior galardão moçambicano, que distinguiu a sua carreira literária. Publicou, desde 1982, vários livros de poesia, contos, crónicas e ensaios. 

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...