
Mallarmé publicou os seus primeiros poemas na revista "Parnaso Contemporâneo", editada na capital francesa nos anos 1860. Anos depois, conheceu os poetas Rimbaud e Paul Verlaine.
Mallarmé utilizava muitos símbolos para expressar as suas ideias. Tudo o que escrevia caracterizava-se pelo ritmo, pela musicalidade, por experimentações gramaticais e por pensamentos repletos de alusões que, por vezes, tornavam os seus textos herméticos e obscuros. Foi ele no entanto que renovou a poesia francesa, influenciando ainda hoje alguns poetas.
Costumava reunir na sua casa de Paris a elite intelectual da época, para sessões de leitura e conversas sobre artes e letras. Entre os convidados, estavam frequentemente André Gide e Oscar Wilde. Os seus comentários críticos sobre literatura, arte e música estimularam notavelmente os escritores Simbolistas, bem assim como os artistas e compositores da Escola Impressionista.
Mallarmé desempenhou um papel fundamental na evolução da literatura do século XX, especialmente nas tendências Futuristas e Dadaístas. Esteve também entre os precursores da poesia Concreta, ao lado de Guillaume Apollinaire e Ezra Pound.
Stéphane Mallarmé morreu sem ter conseguido concluir a grande obra da sua vida. A “Grande Obra” era um projecto que ele revelou em cartas enviadas aos seus melhores amigos. Reformou-se por razões de saúde em 1893. No ano seguinte ainda deu conferências nas Universidades de Cambridge e de Oxford.
Um dia antes de morrer com um espasmo na laringe, Mallarmé pressentiu o fim e pediu à mulher e à filha que queimassem todos os seus escritos. Felizmente que elas não cumpriram esse desejo. As suas obras, mesmo as póstumas, continuam a ser reeditadas regularmente, decorridos mais de cem anos após a sua morte.
Sem comentários:
Enviar um comentário