
Começou por tirar um curso comercial mas, em 1925, iniciou os estudos de Química na Universidade de Zurique, licenciando-se quatro anos mais tarde com notas excepcionais.
Interessou-se igualmente pela Biologia e Zoologia, trabalhando depois durante mais de quarenta anos na empresa farmacêutica Sandoz em Basileia.
Quando em 1943 estava a trabalhar na síntese dos derivados do ácido lisérgico, uma substância que impede o sangramento excessivo após os partos, descobriu acidentalmente os efeitos do LSD, quando um pouco da substância foi absorvido pela pele, de forma não intencional, e se viu obrigado a interromper o seu trabalho devido aos sintomas alucinatórios que estava a sentir. Chegado a casa, fechando os olhos, teve visões intensas, caleidoscópicas e coloridas durante cerca de duas horas. No dia seguinte fez uma experiência propositada, que descreveu pormenorizadamente por escrito.
A substância passou a ser depois utilizada na medicina, como recurso psicoterapêutico e para tratamento do alcoolismo e de disfunções sexuais.
Hofmann, após a droga se ter popularizado anos mais tarde para fins não medicinais, referia-se ao LSD como «o seu filho problemático». Também dizia que «tinha produzido a substância como um remédio. Não era culpa sua se as pessoas abusavam dela e a utilizavam para outros fins». Com efeito o LSD esteve então muito em voga como droga e foi também utilizado pela CIA, em experiências que ele próprio apelidou de criminosas.
Em 2001, Albert Hofmann recebeu o doutoramento “honoris causa” da Universidade de Genebra. Morreu aos 102 anos.
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