
Em 1923 formou-se, com 19 valores, em Engenharia Electrotécnica no Instituto Superior Técnico de Lisboa, onde foi depois professor de matemática e director.
No ano de 1928, sob sua orientação, deu-se início à construção dos novos edifícios do Instituto Superior Técnico, construindo-se aquele que viria a ser o primeiro Campus Universitário português. Nesse mesmo ano, Duarte Pacheco tornou-se Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, sendo depois convidado para Ministro, passando a ocupar a pasta da Instrução Pública.
Mais tarde, abandonou as funções ministeriais e regressou ao I.S.T., onde permaneceu até 1932, altura em que voltou a ser convidado para o governo por Salazar, assumindo então a pasta de Ministro das Obras Públicas e Comunicações.
Em 1933 iniciou uma profunda modernização dos serviços dos Correios e Telecomunicações por todo o país. Nesse mesmo ano, nomeou uma Comissão Técnica para estudar e elaborar um plano que pudesse levar à construção de uma ponte sobre o rio Tejo, ligando Lisboa, pela zona do Beato, até ao Montijo. Chegou mesmo, no ano de 1934, a propor a construção de uma ponte rodo-ferroviária, em Conselho de Ministros.
Em 1936 foi afastado do Governo e regressou ao I.S.T.. Dois anos depois assumiu de novo a presidência da Câmara Municipal de Lisboa para, mais tarde, voltar a ser nomeado Ministro das Obras Públicas e Comunicações.
Foi autor de projectos dos "Bairros Sociais" de Alvalade, Encarnação, Madre de Deus e Caselas, em Lisboa. Mandou construir a primeira auto-estrada Lisboa -Vila Franca de Xira, pioneira da A1, e projectou a actual Avenida de Roma, em Lisboa, da forma como ainda hoje permanece, do ponto de vista imobiliário.
Ao longo da sua carreira, quer como professor ou estadista, Duarte Pacheco promoveu e revolucionou o sistema rodoviário de Portugal, mandando executar também inúmeras construções de obras públicas, tais como a marginal Lisboa - Cascais, o Estádio Nacional e a Fonte Luminosa, em Lisboa. Foi sua criação igualmente o Parque de Monsanto e contribuiu para a construção do Aeroporto de Lisboa.
Era hábil, forte e audaz a fintar os constrangimentos e os esquemas asfixiantes do regime, conseguindo revolucionar e modernizar o País em diversas áreas, em contradição com a época ditatorial e arcaica em que viveu.
Foram publicados dois livros sobre a sua vida e a sua obra no cinquentenário do seu falecimento (1993).
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