
Foi um guitarrista excepcional, «o génio revolucionário da guitarra coimbrã». Muitos julgarão até que a guitarra de Coimbra tenha começado com ele, mas assim não aconteceu. O pai Gonçalo Paredes e o seu tio Manuel Paredes foram seus antecessores na arte difícil de tocar guitarra. Artur Paredes foi o continuador de uma tradição familiar, tendo passado o testemunho a seu filho, Carlos Paredes, outro genial guitarrista.
Segundo Nélson Correia Borges, «Artur Paredes foi o grande fenómeno da guitarra de Coimbra, afastando-a definitivamente da sua irmã de Lisboa e introduzindo-lhe características que melhor se coadunavam com o estilo coimbrão, designadamente o formato da caixa harmónica». Desenvolveu uma técnica insuperável. Introduziu a música popular nas suas “variações”, com predominância da música “futrica” de Coimbra, com extraordinário virtuosismo. Ninguém como ele tocou a “Balada de Coimbra”, que passou a encerrar todas as serenatas.
De sua profissão empregado bancário, Artur Paredes participou em muitos saraus da Tuna e do Orfeão de Coimbra, até ir residir para Lisboa em 1934. Em Agosto e Setembro de 1925, deslocou-se ao Brasil com a “Tuna Académica”.
Para que tudo se conjugasse no sentido de produzir a “geração de oiro” do Fado de Coimbra, Artur Paredes foi contemporâneo de notáveis cantores e autores, como António Menano, Paradela de Oliveira e Armando Góis, entre outros.
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