
Estudou em Itabira, Belo Horizonte e Nova Friburgo, tendo-se licenciado em Farmácia. Com Emílio Moura e outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil.
No ano em que publicou a primeira obra poética, “Alguma poesia” (1930), o seu poema “Sentimental” foi declamado na conferência “Poesia Moderníssima do Brasil”, feita no curso de férias da Faculdade de Letras de Coimbra, no contexto da política de difusão da literatura brasileira nas Universidades Portuguesas.
Durante a maior parte da sua vida, Drummond foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguido até ao seu falecimento. Além de poesia, escreveu livros infantis, contos e crónicas.
Drummond defendeu a liberdade das palavras e a libertação do idioma, que permitem uma modelação poética à margem das convenções usuais. Seguiu a libertação proposta por Mário e Oswald de Andrade. Com a instituição do verso livre, acentuou-se a libertação do ritmo, mostrando que este não dependia de uma métrica fixa. Se dividíssemos o Modernismo numa corrente mais lírica e subjectiva e outra mais objectiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Oswald de Andrade.
No final da década de 1980, o erotismo ganhou espaço na sua poesia até ao seu último livro.
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